DÉFICE EXCESSIVO POR FALTA DE VERGONHA ESTRUTURAL

Houve um tempo (aliás recente) em que uns tantos cavalheiros e umas tantas damas do alto do poder diabolizaram a vida dos portugueses semeando pobreza e tornando os ricos mais ricos. Prometeram que a vida nunca mais seria como dantes e que as populações tinham vivido acima das possibilidades e deveriam pagar no purgatório terrestre a desgraça de não se saberem governar.

Antes da chegada destas damas e destes cavalheiros ao poder, as cidades, as vilas e até aldeias estavam cheias de televisões, painéis a convidar os portugueses a gastarem o mês que ainda não tinham recebido e a pagarem em “éne” prestações o último eletrodoméstico, o telemóvel e as férias nas Caraíbas. Foram muitos os que confiaram nos paraísos anunciados.

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Trump no País das Decapitações

Ninguém duvidará que a primeira viagem ao estrangeiro de Donald Trump, o Presidente do país mais poderoso do mundo, foi objeto de consideração ponderada dos mais diversos pontos de vista. É de presumir, não obstante a confusão que vai reinando na Casa Branca, que a viagem tenha sido analisada ao pormenor mais ínfimo. Segundo as mais recentes notícias, chamou Kissinger e uns tantos experimentados na diplomacia, tal é o medo de um espalhanço à Trump.

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Quem é o Pai do Tetra? Rui Vitória que se Cuide de Passos Coelho!

O PSD entrou de modo definitivo num processo psicopático que se assemelha à interiorização profunda na sua alma de que a realidade é aquela que o homem do pin de Portugal inventou e não a que a todos rodeia. É um pouco como o aquele que tem a obsessão de enriquecer a pontos de viver como se fosse já rico e passou a gastar à larga, em nome da riqueza que um dia teria, acabando falido.

O PSD açoitou os portugueses com o empobrecimento ralhando-lhes todos os dias, tirando-lhes rendimentos para os entregar aos bancos, apesar dos cofres a abarrotar como declarava a dirigente da Arrow .

O país cresceria, segundo Passos e Portas, se empobrecesse. Juraram-no ao Senhor Scäuble e ao cavalheiro holandês mal-educado e copiador de trabalhos feitos por outros…

O lado mais triste, fechado e temeroso do país temeu diante do pequeno gauleiter da província portuguesa da Europa da chancelerina Merkel e muitos aninharam-se convencidos de que o medo era melhor que a coragem.

Por isso quando Cavaco encarnou esse lado de Portugal nem queria acreditar que Costa, Jerónimo e Catarina fossem capazes de corajosamente exibir o outro Portugal que desafiava a pobreza e apostava na dignidade.

Pois bem, apesar do tempo que já leva o governo e de o diabo se ter instalado na Avenida Buenos Aires onde se situa a sede do PSD, a verdade é que o país está a crescer e bem-disposto em contraste com o lado carrancudo do homem que anunciava o aparecimento do mafarrico que, como se sabe costuma, aparecer em cuecas que era o estado que Passos achava que o país devia ficar para depois ser competitivo como algumas ilhas do Pacífico onde não há os mais elementares direitos sociais que fazem mal aos mercados…como o alho ao chifrudo.

Mas a lata do PSD não para de surpreender os mais avisados e experimentados políticos. Este crescimento de 2.8% do país no primeiro trimestre resulta da política do governo do PSD, segundo a deputada daquele partido, Inês Domingos…

Passos passa os dias a barafustar contra este governo por desmantelar as malfeitorias do seu governo e apesar disso vem agora clamar louros por uma política bem diferente da sua.

Pobre Inês a quem deram a triste e inglória tarefa de aparecer a contrariar o ponto cardeal de onde surge o sol… É preciso latosa, mas não só. Do partido de Sá Carneiro e Magalhães Mota sempre se poderia esperar mais. Pelo menos a coerência que cativou tantos e tantos portugueses.

Passos vendeu esses princípios ao diabo para ver se comprava uma crise que o belzebu não foi capaz de gerar, não obstante os seus múltiplos recursos. Encarregou a deputada Inês de vir reclamar os louros pelos resultados alcançados com uma política bem diferente daquela que o PSD levou a cabo. Entretanto para os lados do Caldas Cristas congratulava-se com os resultados. Passos anda perdido.

Que se cuide Rui Vitória. O tetra deve ter resultado da política do governo de Passos.

Que Pode Macron fazer pela França e pela Europa?

Pode a política que engendrou a enfermidade de que padece a União Europeia e os países do euro ser a salvadora da crise? A ter em conta as notícias acerca da vitória eleitoral de Macron parece que sim, embora, por amor à verdade, também há as que dão conta das dificuldades de, mantendo estes medicamentos, curar a doença.

Foi essa política que levou a Frente Nacional de Marine Le Pen a chegar perto dos 40% dos votos, o que era inimaginável há uma dezena de anos. Foi ainda essa política cega de combate aos direitos sociais que levou ao estilhaço dos partidos do chamado arco do governo envoltos em escândalos que fazem as populações fugirem e desconfiarem até ao tutano de semelhantes elites.

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Nova Estação de Metro em Figueiró dos Vinhos

Assunção Cristas depois daquele “desarrincanço “ sobre as cunhas dos sindicatos criou agora uma espécie de pós verdade.

Contrabalançando a fase antiga da história com a nova fase pós moderna resolveu tentar a síntese entre o velho pensamento -o  que importa é que falem de mim –  e o novo-  o que importa é o facto em si -.

Nesta ordem de ideias, inspirada nos fake news que perseguem Trump , Cristas atirou para o ar vinte ideias subterrâneas. É obra. A ideia de Cristas é mandar fazer em Lisboa vinte novas estações de metro.

Não são vinte uma, são vinte, um número redondinho, como os túneis dos metros…Isto na véspera da chegada do Papa Francisco porque se fosse depois da vinda talvez chegasse às trinta e três estações que foi a idade com que crucificaram Cristo.

Outra hipótese não tão despicienda quanto possa parecer era a de mandar fazer vinte estações do metro em Lisboa, dez no Porto, cinco em Braga e Setúbal, quatro em Coimbra, três em Loures, duas em Almada e Sintra e uma em Figueiró dos Vinhos.

É de gente assim que se precisa. E mais. Despesismo não é com ela. Aprendeu no governo de Passos Coelho a cortar na despesa.

Em breve proporá uns quatro novos aeroportos e um TGV… Pá frente Assunção.

Somos Portp! Assim não Somos!

Os últimos três anos do FCP, em futebol, foram uma sequência de erros de uma dimensão raramente vista desde os finais dos anos setenta.

Pinto da Costa e as suas diferentes equipas não costumavam falhar tanto. Habituaram-nos a ter um Porto hegemónico no panorama nacional e às vezes europeu e mundial.

É quase seguro que vem a caminho o quarto falhanço. O Benfica muito dificilmente perderá o quarto campeonato seguido, ficando com a força para se atirar ao penta que só o FCP conseguiu até hoje, por sinal com o Fernando Santos ao leme do clube.

Ao longo destes quatro anos o Porto nunca esteve tão perto de poder ganhar o campeonato como este ano. Perdeu-o porque nos momentos decisivos, como seja o do jogo em casa com o Setúbal, não foi capaz de ganhar. Nem com o Setúbal nem com o Feirense. Nem no Funchal, quando frente ao muro não foi capaz de o saltar, quando tinha tudo para o fazer.

Em todos os momentos decisivos o Porto claudicou: na taça de Portugal, na taça da  Liga e no campeonato. E sempre com adversários (Feirense, Belenenses, Chaves) a quem o Porto tinha obrigação de vencer, face ao caráter decisivo dos jogos.

Um treinador pode falhar; não há nenhum que não falhe. O que se pede a um treinador é que não falhe todas as vezes que é preciso não falhar.

Se em todos os jogos em que se não pode falhar o treinador falha, a verdade, por muito que custe dizê-lo, é um falhado.

O Porto tinha e tem plantel para vencer o Chaves. Não o venceu para a taça. Perdeu no desempate por grandes penalidades.

O Porto Tinha plantel para vencer o Belenenses para a taça da liga e não venceu.

O Porto antes de ir à Luz podia passar para a frente do Benfica com dois pontos de avanço e empatou.

A força que lhe daria entrar na reta final à frente era incomensurável. Mas que dava força, dava. E não deu.

Para vencer jogos decisivos não basta dizer que a equipa está preparada. É preciso prepará-la para estar preparada. E como se viu não estava.

Não basta dizer que “Somos Porto”; é preciso preparar para ir buscar à equipa o melhor que ela tem para vencer e assim dar corpo às melhores tradições de vitórias do Porto.

Os que estamos de fora e não entramos no balneário ficamos com a sensação que não houve em momentos decisivos o encosto do ombro entre contentes e descontentes (haverá sempre) para compreender que ganhando todos (incluindo os descontentes) ganhariam.

Ora esta arte é a que se exige ao líder, àquele que tem a dever de assumir as responsabilidades por organizar a equipa do modo que ele entende ser o melhor para ganhar e não para empatar.

O certo é que o Nuno Espírito Santo falhou nos momentos decisivos.

Montou a equipa do modo que entendeu e não deu certo.

Apelar ao dragão para apoiar a equipa, ter um apoio do dragão que ninguém teve nos últimos quatro anos e falhar rotundamente é um atestado de incapacidade para continuar liderar um clube que precisa de vencer.

Não basta dizer “Somos Porto”; é preciso fazer a equipa senti-lo e nessa medida vencer. Ser Porto é ganhar.

Não ganhar, não é ser Porto.

Cristas e a Cunha

O CDS foi historicamente um partido de simulações. Dos poucos momentos que não simulou foi na votação da Constituição aprovada na Assembleia Constituinte em que o CDS votou contra. Foi o único.

Simulou um acordo com o PS logo após a queda do primeiro governo constitucional do PS. Obrigado a largar o acordo, pôs-se ao fresco. Andou anos a simular entre Lucas Pires, Adriano Moreira, Manuel Monteiro até ficar nas mãos de Paulo Portas, o simulador em quem Manuel Monteiro levianamente acreditou.

O CDS simula entre a chamada democracia-cristã e a vocação para o poder, sendo esta a dominante. O ponto de simulação máximo encontra-se algures nas feiras onde Paulo Portas, de boné na tola, foi capaz de quase tudo e de mais um copito para que os velhos caíssem na esparrela dos prometidos aumentos das reformas.

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A INTENSÃO E O RODAPÉ

intensão

 

 

É tão intenso o fervor pela notícia na SIC Notícias que o Jornal das 7 do dia 03/04/17 tinha a intenção de manifestar essa “intensão” no rodapé da emissão.

É o que se pode chamar” intensão” porque quanto à intenção da CGD essa não chega a Almeida, a alma fica-se pela sede em Lisboa onde é intensa a intenção de fechar a alma dos de Almeida no que ao balcão da Caixa se refere.

À pressa para dar lucro a CGD passa das intenções aos atos, não vá a vontade do povo de Almeida ficar ainda mais intensa e gorar-se a tal intenção que a SIC acha que é apenas intensão, adivinhando a gente o que isso seja face à tensão entre a CGD e Almeida.intensão.jpg

A “INTENSÃO”DA SIC

É tão intenso o fervor pela notícia na SIC Notícias que o Jornal das 7 do dia 03/05/17  manifestou essa “intensão” no roda pé da emissão.

É o que se pode chamar” intensão” porque quanto à intenção da CGD essa não chega a Almeida, a alma fica-se pela sede em Lisboa onde é intensa a intenção de fechar a alma dos de Almeida no que ao balcão da Caixa se refere.

À pressa para dar lucro a CGD passa das intenções aos atos, não vá a vontade do povo de Almeida ficar ainda mais intensa e gorar-se a tal intenção que a SIC acha que é apenas intensão, adivinhando a gente o que isso seja face à tensão entre a CGD e a população de Almeida.

 

intensão


Golo de Cristiano Ronaldo

Como se fosse explodir de esforço correu. Entregou a bola e virou ao centro. Os que o deviam acompanhar não tiveram tempo de pensar. Ele adivinhou o que iria suceder e ficou no ponto imaginado no pensamento. E ela veio para o exato ponto do instinto. Saltou na bota do defesa. Subiu à altura do peito. Quando perdeu a força e descia ele alisou-a com o olhar e viu o que mais ninguém viu. No instante que há dentro dos instantes os músculos se entesaram; o peito se contraiu numa leve curvatura. A perna foi atrás e encaixou toda a fúria no peito do pé que ganhou a forma de um arco abatido e louca a bola de contentamento partiu e ninguém mais a viu. Nem o guarda redes. Só a rede.