Pode o Mais Fraco Vencer o Mais Forte? O Paços Respondeu que Sim.

Se o mais fraco não pudesse vencer o mais forte, poder-se-ia afirmar que a História seria outra.

O mais fraco normalmente perde com o mais forte, mas porque dotado de inteligência e de ousadia pode, em certas circunstâncias, vencer o mais forte. Por isso, nada está predeterminado.

O que o mais fraco procurará no campo de batalha é criar as condições para atacar sem se expor.

Os momentos de libertação de todos os mais fracos tentaram com múltiplos golpes (toca e foge) enfraquecer o mais forte, tornar-lhe a vida extremamente difícil para levá-lo à derrota.

Num campo de futebol o mais fraco defronta o mais forte com as suas armas e, se as souber utilizar, pode vencer.

Se um jogador do F.C.Porto custa quase tanto como a equipa do Paços de Ferreira a luta entre ambos é bem desigual e daí o mais fraco buscar todos os estratagemas para que o mais forte não possa usar seus atributos.

O mais fraco não quer jogar, quer esconder a bola, apressar o relógio; o outro irritado, perderá o seu próprio autocontrolo.

Os jogadores do Paços deram aos do Porto uma boa lição tática ao serviço de uma estratégia de vitória ou de empate.

Os jogadores do Porto não perceberam que a lição do Paços estava estudada e a ser executada ao segundo.

Os jogadores do Paços parecendo recear os do Porto sabiam o que estavam a fazer e ninguém pode queixar-se de numa batalha cada equipa usar as armas de que dispõe.

Se frente ao guarda-redes Brahimi falha o penalti, que culpa têm os jogadores do Paços? Nenhuma. Quem remata daquele modo não marca, se não marca, não vence.

Bem pode Sérgio Conceição criticar o antijogo do Paços, pois se ele fosse o treinador (como já foi de equipas como o Olhanense ou a Académica) jogaria com as mesmas armas.

Haveria futebol se vencesse sempre o mais forte?

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As Pedrinhas e as Pedras da Segunda Circular

Bruno de Carvalho, incompreendido, sozinho, sofrendo por não o aplaudirem a cem por cento, olha longe, compungidamente,  e o que vê: pedrinhas e mais pedrinhas. Há muito mais quem veja pedrinhas e mais pedrinhas, sobretudo se olhar para cascalho. Mas o que ele vê e os outros não veem é o que escondem as pedrinhas. Talvez, por isso, os seus dotes de olhar e ver enquanto outros olham e não veem.

Bruno o homem sequestrado, isolado, vinte quatro horas a pé, mas a dormir com os olhos todos na conceção grega de que há um que é o da sabedoria, olha e vê LACRAUS às dezenas, mesmo sendo pedrinhas. É o que ele diz que vê referindo-se aos sportingados.

No outro lado da segunda circular as pedras são outras. Segundo Luís Filipe Vieira andam a pegar em pedras e a metê-las à frente do Benfica para impedi-lo de atingir os seus objetivos.

Coloca-se à nação benfiquista descobrir os autores de semelhante crueldade. Apenas uma ajuda: PJ? MP?

…”Um Ser que não Aguenta mais…” Não Aguenta Mesmo, ou Aguenta, Aguenta?

Bruno de Carvalho queixou-se que não aguenta o que os sportinguistas lhe estão a fazer. Deu conta dessa incapacidade publicamente ao longo de quase uma hora.

O senhor acha que ninguém tem a noção do que é estar sequestrado há cinco anos, como ele está. Não pode ir ao café ou ir ao jardim com a filha.

Ele não aguenta que chamem mentiroso e que lhe mandem baixar a bolinha.

Não admite estar a trabalhar vinte e quatro sobre vinte e quatro horas e não o deixarem discutir os assuntos.

Ele não merece ir a uma AG para lhe dizerem o que vai fazer. Andam a brincar com ele.

E ele o que vê é debaixo de uma pedrinha dezenas de lacraus. De facto.

Ele não acha que tenha que aturar que as filhas oiçam chamar-lhe drogado…realmente. O que é que ele fez para que digam que o lugar dele é no manicómio

E agora , diz ele ainda, sou o Bruno vigarista? Coreano?

E lamenta que não tenham percebido que se não fosse o que escreve no Facebook tinham o VAR no raio que os partam…

Por que o aconselham se tem pai e mãe vivos? Que coisa!

Num acesso de lucidez esclareceu que dorme bem e com todos os olhos fechados, que no caso dele são três, esclareceu.

Bruno de Carvalho é presidente do Sporting. Presidente é o que é eleito para presidir. No Dicionário Houasis presidir significa dirigir, orientar, nortear, superintender, indicar o que é melhor, guiar.

Depois destes desabafos sobre a incapacidade de aguentar o que ele afirma que lhe fazem ainda há quem o aguente?

Haverá setenta e cinco por cento que ache que ele guia, superintende, guia a nação sportinguista e indica o melhor caminho?

E que o VAR está relacionado com os seus textos publicados no Facebook?

Se há, aguentem-no. Ele não aguenta meia dúzia de sportingados,mas a imensa maioria tem de o aguentar. Tudo bem. Cada um aguenta o que quer.

O Insuportável Peso da Cegueira Benfiquista

Está a tornar-se insuportável o modo como o SLB se considera intocável. Criaram a ideia que tinham uma defesa contra tudo e todos e, portanto, vogavam acima de qualquer realidade. Segundo esta ideia, bastava agitar o Apito Dourado cujo Acórdão é claro para o Benfica jogar nas secretarias como quisesse.

Recrutaram uma trupe de executantes que vasculham todos os interstícios futebolísticos e apodam os outros de corruptos. Até bruxos arregimentaram.

Exibem até à exaustão os últimos títulos como se nada mais houvesse no futebol português para além dos últimos quatro anos. E esquecem o túnel de todas as vergonhas que levaram à suspensão por seis meses de Hulk e Sapunaru, mais tarde revogada, o que atesta bem o estado do futebol português.

Quem os ouvir falar acreditaria que nenhum outro clube ganhou quatro campeonatos seguidos. E de facto o FCP ganhou cinco.

Quem os ouvir falar acreditaria que em Portugal nenhuma outra equipa brilhou na Europa. Porém há mais de quatro dezenas de anos que não ganham um troféu europeu, o que não tem mal; o mal está a fazerem de conta que por chegarem uma vez aos quartos da Champions e outra aos oitavos nos últimos quatro anos já se julgam os maiores. O provincianismo servido de fraque.

O SLB ganhou o troféu de e da lata. A pior participação de sempre de uma equipa lusa e uma das piores de sempre na Europa. Seis jogos, seis derrotas. Golos sofridos catorze marcados um.

Acontece. Pode acontecer a qualquer um. Mas quando acontece ao SLB é como se não tivesse acontecido. É como se não fosse para levar a sério.

Tentam esquecer com os 3-1 ao Estoril que é na verdade uma equipa de estofo europeu…

A inveja da direção do SLB é de tal ordem que não é sequer capaz de reconhecer que o FCP ganhou ao Setúbal por cinco zero porque foi muito melhor. Têm de inventar movimentos de braços para denegrir o grande espetáculo que o Porto deu, apesar da Ana.

Mas o que é claro em Setúbal é que todos os jogadores têm dois braços que são passiveis de se movimentar, os do Benfica têm uma perna escondida atrás do visor do VAR e têm uma sorte das arábias porque o que devia ser visto não é o visto e não há penaltis contra o SLB porque ninguém os vê.

O Benfica deslumbrado com tanto ministro, com tantos presidentes de câmara da capital, com tanta gente importante não é capaz de assumir que o jogo não é nas bancadas, mas sim no esplendor da relva. É aí que se joga. É aí que se cometem faltas e é ainda aí que há um que tem mais sorte que os outros todos, o Benfica.

Quem gosta de desporto e do futebol gostará certamente de ganhar. Há, porém, modos de ganhar e modos de perder.

Uma das piores maneiras de ganhar é fazer de conta que se joga à bola e o que sai é uma pobreza franciscana que deixa satisfeitos os que não gostam de futebol, mas adoram o Benfica. A defesa parece uma locomotiva a diesel; o meio campo à espera de ver os atacantes e estes a olhar para o meio campo.

Se o SLB se arrastar em campo setenta minutos como aconteceu com o jogo contra o Porto, ei-los, contentíssimos – não perdemos.

Se o SLB perde em casa com o Basileia, ei-los adivinhos – para o ano há mais.

Se o SLB não jogou nada contra o Estoril, mas ganhou ei-los eufóricos- ganhamos.

Há uma espécie de deslumbramento coletivo que não interessa o que se diga porque o que se diga, se não é favorável ao Benfica, não vale nada.

Vão-se abrindo as portas da pouca-vergonha, o que conta não é o que elas mostram, é como foi obtido aquilo que é a podridão do desporto, alegam os visados. Não conta a substância. Escondem-se atrás do biombo da forma, mas não negam o que se vê.

Se a corrupção dependesse da negação da sua prática por qualquer suspeito, Portugal estaria no top um do mundo. Não basta a um Presidente negá-la. É preciso mais e apresentar factos que contrariam as suspeitas.

O futebol joga-se à flor da relva, onde os apaixonados da bola sonham com as vitórias dos jogadores que admiram. Ali é onde nasce o sonho. A finta. A defesa. A desmarcação. A corrida. A criação de espaços. Os cortes. O resto , o mundo dos cartilheiros não é o mundo dos sonhos. É o da malandrice. Triste mundo. É como se a baliza para uns fosse de dez metros e apenas para o Benfica de sete metros e trinta e dois centímetros.

Um Benfica Destrambelhado a Incutir o Benfiquismo na Arbitragem

Há, por cá, entranhada, a ideia que o Benfica é uma instituição mais séria que uma virgem púdica, obviamente não se lhe podendo tocar.

É uma ideia dominante na sociedade. Criada com zelo e espalhada nos sítios certos alastrou-se e os media reproduzem-na porque vende e é social e desportivamente correta.

A ideia é tão forte que o SLB de Filipe Vieira passa incólume com a mais vergonhosa participação de sempre na Champions. Cinco derrotas. Doze golos sofridos. Um marcado. Só um conjunto de exibições destrambelhadas iluminam semelhante bravata. Mais: foi na Europa, porque se fosse cá a explicação seria a arbitragem.

O Benfica  não joga, arrasta-se e com sorte lá vai ganhando uns jogos e vendo situações gravosas no plano disciplinar passarem em claro.

O Benfica tem um pugilista no meio campo. Foi treinado nos combates da Grécia antiga. E cumpre penas de uns anos para os outros.

E tem o poder de cegar os árbitros. Leu bem o Ensaio sobre a cegueira. O que aconteceu na sexta passada por volta das vinte e uma horas ao Jorge Sousa e ao bandeirinha que não viram um jogador do Benfica a pensar no baile que estava a levar a vários metros de Aboubakar? Que aconteceu? Estaria a pensar na cegueira leitosa que fala o génio Saramago?

Que se passou na cuca do Jorge Sousa que não ligou o cérebro e fez pausa na capacidade de os neurónios lhe fornecerem imagens e não viu o grandalhão do Luisão estatelar-se com toda aquela presença física e sorreitaramente com a mão ( como se fosse roubar a goiabada à mãe) desviar a bola do caminho?

Pois. Não viram eles. Nem os grandes benfiquistas. Viram o quê? Três grandes equipas no relvado. Um enlevo.

O Benfica desistiu de jogar contra o Porto a partir dos trinta minutos. Desistiu. Interiorizou que mais valia andarem atarantados atrás da bola do que levar uma cabazada.

O Porto fez tudo para ganhar o jogo e só não ganhou porque houve golos falhados para todos os gostos e Varela que mostrou ao menino belga que é uma realidade.

A outra grande exibição foi a da equipa de arbitragem. Onde chegou a desfaçatez…Não há pudor para os lados da Luz. O elogio descarado à equipa de arbitragem é indiscutivelmente um incentivo ao benefício do Benfica de Vieira. Sem os poderes do bruxo, teve a sorte do Sousa. Uma vergonha. Errar qualquer um erra, que o diga o Marega que na hora de chutar, trocou as pernas, apesar de parecer uma lebre a correr com a tartaruga Grimaldo. O problema é incentivar o erro desde que seja a favor do” guelorioso”.

Mas os que viram estas três grandes exibições não viram um dirigente do SLB dar um pontapé na bola para retardar o reinício do jogo. Uma vergonha. Não foi um adepto. Foi um dirigente. Que mais é preciso fazer para se aquilatar da moral desta equipa dirigente…

O que os media anunciaram estes dias todos foi a invasão do campo de um adepto de que a direção do FCP se demarcou. E que diziam as notícias? Que o dragão ia ser interditado ao Porto. Senhores: o pavor pelo relvado onde com esplendor o Porto esmagou o Benfica. Até o Pizi ia mal disposto, não tocou na redondinha.

O SLB criou uma nova mentalidade do género coreano: o Benfica está sempre certo e quem não o aceitar é inimigo do Benfica. Quem escrever que Luizão cometeu penalti é do Porto. Quem disser que Aboubakar não estava fora de jogo é do Porto.

Só um FCP fortíssimo e determinado como até hoje poderá fazer frente na relva a uma mentalidade tão sectária, interesseira e totalitária.

Os Gajos do V.A.R.

Aguenta aí que o gajo está fora de jogo. O gajo na lateral. Aguenta. O tom exprime uma enorme satisfação, um alívio. Aguenta aí, o gajo da lateral está fora de jogo. Estamos a ver. Aguenta aí.

Esta linguagem do V.A.R. é bem reveladora dos “gajos” que estão a visualizar. De repente o pesadelo passou a um paraíso. O “gajo” está fora de jogo. Aguenta aí. Já descobrimos tudo. E respira de alívio e atira como se tivesse escapado ao pior desastre – O gajo está fora de jogo. Aguenta. E aguentou. O Portimonense é que não. O gajo está fora de jogo. O gajo do V.A.R. está em jogo. Viva o V.A.R. e quem o apoiar. UUUFF  o V.A.R. é que nos salva. Aguentem. Já passou o pior. Valha-nos o gajo do V.A.R.

Somos Portp! Assim não Somos!

Os últimos três anos do FCP, em futebol, foram uma sequência de erros de uma dimensão raramente vista desde os finais dos anos setenta.

Pinto da Costa e as suas diferentes equipas não costumavam falhar tanto. Habituaram-nos a ter um Porto hegemónico no panorama nacional e às vezes europeu e mundial.

É quase seguro que vem a caminho o quarto falhanço. O Benfica muito dificilmente perderá o quarto campeonato seguido, ficando com a força para se atirar ao penta que só o FCP conseguiu até hoje, por sinal com o Fernando Santos ao leme do clube.

Ao longo destes quatro anos o Porto nunca esteve tão perto de poder ganhar o campeonato como este ano. Perdeu-o porque nos momentos decisivos, como seja o do jogo em casa com o Setúbal, não foi capaz de ganhar. Nem com o Setúbal nem com o Feirense. Nem no Funchal, quando frente ao muro não foi capaz de o saltar, quando tinha tudo para o fazer.

Em todos os momentos decisivos o Porto claudicou: na taça de Portugal, na taça da  Liga e no campeonato. E sempre com adversários (Feirense, Belenenses, Chaves) a quem o Porto tinha obrigação de vencer, face ao caráter decisivo dos jogos.

Um treinador pode falhar; não há nenhum que não falhe. O que se pede a um treinador é que não falhe todas as vezes que é preciso não falhar.

Se em todos os jogos em que se não pode falhar o treinador falha, a verdade, por muito que custe dizê-lo, é um falhado.

O Porto tinha e tem plantel para vencer o Chaves. Não o venceu para a taça. Perdeu no desempate por grandes penalidades.

O Porto Tinha plantel para vencer o Belenenses para a taça da liga e não venceu.

O Porto antes de ir à Luz podia passar para a frente do Benfica com dois pontos de avanço e empatou.

A força que lhe daria entrar na reta final à frente era incomensurável. Mas que dava força, dava. E não deu.

Para vencer jogos decisivos não basta dizer que a equipa está preparada. É preciso prepará-la para estar preparada. E como se viu não estava.

Não basta dizer que “Somos Porto”; é preciso preparar para ir buscar à equipa o melhor que ela tem para vencer e assim dar corpo às melhores tradições de vitórias do Porto.

Os que estamos de fora e não entramos no balneário ficamos com a sensação que não houve em momentos decisivos o encosto do ombro entre contentes e descontentes (haverá sempre) para compreender que ganhando todos (incluindo os descontentes) ganhariam.

Ora esta arte é a que se exige ao líder, àquele que tem a dever de assumir as responsabilidades por organizar a equipa do modo que ele entende ser o melhor para ganhar e não para empatar.

O certo é que o Nuno Espírito Santo falhou nos momentos decisivos.

Montou a equipa do modo que entendeu e não deu certo.

Apelar ao dragão para apoiar a equipa, ter um apoio do dragão que ninguém teve nos últimos quatro anos e falhar rotundamente é um atestado de incapacidade para continuar liderar um clube que precisa de vencer.

Não basta dizer “Somos Porto”; é preciso fazer a equipa senti-lo e nessa medida vencer. Ser Porto é ganhar.

Não ganhar, não é ser Porto.