O sequestrador do Dubai

Mohammed Bin Rashid al Maktoum é casado com seis mulheres e tem vinte e três filhos.

O homem embora alto tem um ar franzino e quando entra dentro do fraque nos hipódromos ingleses (adora cavalos e apostas) apresenta-se deslocado; o mundo dele é de outras temperaturas.

O cavalheiro é um dos homens mais ricos do mundo e o sistema financeiro internacional não despreza as possibilidades que o personagem lhe proporciona.

Mohammed Bin Rashid al Maktoum anda nestes dias nos títulos dos “media”, uma das mulheres (filha da Rei da Jordânia) fugiu para Londres com medo do senhor. Levou dois filhos. Ela sentia-se seriamente ameaçada e o tribunal londrino que julgou o caso considerou fundado o receio.

A filha mais velha de Maktoum tentou fugir, mas o senhor fechou-lhe as portas. Outra filha, Latifa seguiu o exemplo de Sheila e entrou num barco para a India. Foi intercetada e desde então não há qualquer informação sobre o seu paradeiro. Surgiu estes dias um vídeo da prisioneira dando conta que se encontra sem ter acesso à luz do dia e a cuidados médicos. A princesa deu conta que tem todas as janelas tapadas. Está com receio de ser morta ou dar em doida, tal o horror do seu cativeiro às ordens do pai, sem qualquer base judicial, apenas a tirania de quem a tem sequestrada contra sua vontade.

Este distintíssimo cavalheiro não é apenas um dos homens mais ricos do mundo, é alguém com quem as diversas chancelarias tratam com enorme deferência e até com elevado apreço.

Desde sempre que o peso do vil metal contou nas relações entre as diferentes Estados, mas o peso do ouro ou os montantes das contas não deve ser um critério que faça com que um tirano deixe de ser aquilo que é, um tirano.

Mohammed Bin Rashid al Maktoum é também o Emir do Dubai. É o chefe de governo, uma cidade florescente para todo o tipo de negócios financeiros, localizado no Médio Oriente, no Golfo Pérsico. É também Vice-Presidente dos Emirados Árabes Unidos. Parte da família, apesar de todas as circunstâncias apertadas em que vivia, fugiu ou quer fugir.

Neste momento ninguém sabe onde se encontra sequestrada a sua filha Latifa. O cavalheiro, enxertado na melhor cartilha de tirania, criou este Dubai de luxo com a opressão de indianos, filipinos e iemenitas emigrantes, vivendo em condições sub-humanas. Sem a menor liberdade no Dubai, nem para os de sua família.

No entanto, não são conhecidas nem iniciativas diplomáticas do mundo ocidental, muito menos sanções contra Maktoum.

O Emir com todo o seu peso em libras, dólares ou euros, é quase intocável. É um aliado ocidental. Tem um estatuto especial.

 No Dubai deve esperar-se que o caso se esqueça, tal como aconteceu na vizinha Arábia Saudita com o homicídio e desmembramento de J. Khashoggi. O que conta para o Ocidente é a aliança com o Emir. E a guerra no Iémen que o Emir e o Rei da Arábia Saudita apoiam. Big money em armamento.

Sponsored Post Learn from the experts: Create a successful blog with our brand new courseThe WordPress.com Blog

WordPress.com is excited to announce our newest offering: a course just for beginning bloggers where you’ll learn everything you need to know about blogging from the most trusted experts in the industry. We have helped millions of blogs get up and running, we know what works, and we want you to to know everything we know. This course provides all the fundamental skills and inspiration you need to get your blog started, an interactive community forum, and content updated annually.

A bazuca e as vacinas são como trem espanhol

A pandemia que se abateu sobre a Humanidade veio pôr à prova a capacidade de cada país e no caso europeu da U.E (organização que engloba 27 países, alguns dos mais ricos do mundo) de lidar com a doença e defender as respetivas populações.

A U.E. através da Presidente da Comissão europeia, Ursula von der Leyen, anunciou, com pompa e circunstância, no ano passado, que tinha negociado com algumas empresas farmacêuticas colossais compras de vacinas para toda a União com a marcação da hora e do dia para começar a vacinação. O marketing foi perfeito.

Entretanto, como se sabe, as farmacêuticas por motivos ocultos falharam o cumprimento do prazo das entregas. O atraso significará mais infeções e vítimas.

Von der Leyen, empertigada, do alto do seu poder, apareceu a lembrar aquela velha máxima do Direito Romano, pacta sunt servanda. Falar em cumprir contratos quando se sabe que unilateralmente eles não vão ser cumpridos é algo que cheira a esturro, dado que a dimensão do problema diz respeito à saúde dos europeus da U.E. Seria de esperar que o incumprimento das empresas tivesse consequências suficientemente fortes para voltar a pô-las nos eixos do cumprimento a que estão obrigadas.

Em Lisboa, ao lado de António Costa, no dia 15/01/2021, Von der Leyen declarou solenemente que telefonara ao CEO da Pfizer e que ele garantira a entrega. Claro que a Pfizer vai entregar, mas fora do prazo. Um mês depois, Marta Temido deu a notícia que Portugal receberá no primeiro trimestre dois milhões e meio de doses e não quatro milhões e quatrocentas como estava acordado.

O que está em causa é a facilidade com que estas empresas incumpriram depois de terem recebido milhares de milhões de euros para investir na vacina. Ou seja, receberam o “dinheirão” e a garantia das compras. E depois jogaram na Bolsa e nos lucros e salvar vidas passou para segundo plano.

A eficiência e a competência da senhora Ursula saíram abaladas. Imagine-se o que sucederia se fosse da responsabilidade de António Costa, quantas cargas tremendistas lhe cairiam em cima; como a senhora é alemã, nada a dizer, o respeitinho é muito bonito.

A U.E. assemelha-se a uma enorme locomotiva com 27 carruagens em que a máquina alemã puxa no sentido de Berlim e as carruagens resvalam para os respetivos países.

Os países que vão ao pé da máquina tratam da sua economia como acham ser do seu interesse nacional. Os países periféricos endividados têm de prestar conta aos outros da frente que lhes metem à frente do nariz o défice, qual zaragatoa. Os empréstimos para fazer frente à crise contam para o défice, como convém ao pelotão da frente.

Do ponto de vista da ajuda aos países com mais dificuldades é interessante focarmo-nos nas peripécias da chamada bazuca. Qualquer Estado sabe que o seu futuro, no essencial, depende de si, da capacidade de unir a população e desenvolver-se. Evidentemente que fundos de coesão, de solidariedade, de cooperação ajudam se forem bem utilizados, mas é do esforço de cada país que depende o futuro.  

Sendo a pandemia um terrível flagelo com devastadoras consequências económicas e sociais era necessário que a U.E. respondesse coma brevidade resultante da dimensão da própria crise.

No entanto, a bazuca faz lembrar o trem espanhol que nunca se sabe quando chega. O montante anunciado vai diminuindo com o passar do tempo e a excelsa burocracia europeia nem dá conta que agora é agora e que é agora que faz falta face às quedas dos PIBs.

O pelotão da frente irá pedalando ao sabor dos ventos da geopolítica entre Washington, Moscovo, Pequim. Portugal adormecido pela cantilena espera e esperará. Em Alcácer Quibir morreu um Rei português há séculos. Quem esperou pelo tal dia nevoeiro foi Portugal.  Agora é a vez da bazuca?

A “bazuca” e as vacinas são como o trem espanhol | Opinião | PÚBLICO (publico.pt)

O desatino de Jorge Jesus

Jorge Jesus, desde que o foram buscar à Emir ao Brasil, parece que perdeu a capacidade de distinguir o que é de imediato distinto e distinguível.

A Taça dos Libertadores diz respeito apenas ao Sul do continente americano. Não entram os países das Caraíbas nem do Norte. Comparar a a Libertadores com a Champions é surrealista, no mínimo. Ademais, os melhores jogadores daquela região estão na Europa, daí o exagero de Jesus não ser um exagero, apenas cegueira.

E que dizer que jogar na Liga Europa é como jogar na Champions? O homem desatinou. Na verdade só Jesus é que não sabe que não lhe irá calhar o Real Madrid, a Juventus, o Bayern, o PSG, o Liverpool, o Manchester City .. se passar o Arsenal. Não há no SLB quem lho diga?

Como enfrentar a pandemia? Unidos ou desunidos?

A pandemia que enfrentamos criou uma situação inesperada, rara, catastrófica que requer a conjugação de esforços de toda a comunidade para a tentar superar. A experiência é clara – o envolvimento da comunidade é decisivo.

É verdade que a pandemia não é totalmente neutra em termos sociais, pois ataca, em primeiro lugar, os que vivem em condições mais frágeis, ou seja, os mais pobres. No entanto, a pandemia preferindo os bairros populosos onde se concentra a vida pobre dos deserdados chega a todas as classes e camadas. É um problema global que exige uma resposta global de toda a sociedade.

Uma pandemia não deve ser arma de arremesso de partidos, organizações sindicais, patronais e forças políticas e atores sociais e até dos “media” para tirar partido das dificuldades. Erros mais menos graves implicam crítica mais ou menos severa, aliás sem essa crítica não haveria linhas de correção governamentais que deviam ser bem acolhidas.

Os partidos não têm como destino apoiar os erros do governo, mas não podem agir como se as condições que existem fossem outras e não aquelas que desde o início da pandemia existem, devendo ganhar as populações para a bondade das suas alternativas. Trabalhar e convencer que há outros caminhos concretos, criando condições no Parlamento para que essas alternativas sejam acolhidas para bem da comunidade.

Espanta pensar no facilitismo com que é atacado o confinamento quando após a sua vigência se verifica a queda contínua das transmissões. Como se podia quebrar o ciclo das transmissões sem confinamento? Nem sequer é contraditório com outras medidas necessárias em termos de recrutamentos de recursos humanos para várias áreas do SNS.

Neste âmbito os telejornais dos diversos canais parecem todos afinados pelo mesmo diapasão. É posto o acento tónico em tudo o que é anormal – vacinas e os casos de puro oportunismo na sua administração, como se fosse possível o bicho humano comportar-se em todas as situações como devia. Por isso há Códigos que previnem e punem comportamentos.

Depois são as permanentes notícias sobre a situação nos hospitais, não referindo que há milhares de médicos, enfermeiros e técnicos a defender vidas e a conseguir salvar a maioria delas; como se a imensidão da pandemia estivesse à mão de qualquer decisão milagrosa. Como se existisse apenas avanços da desgraça e não houvesse mulheres e homens capazes e corajosos a salvar os compatriotas.

Para todo este envolvimento passar mais temperado transformam-se políticos, “opinadores” em verdadeiros cientistas que nos dizem o que está a falhar (sempre o que está a falhar) mesmo quando a perceção que salta é a de que há coisas que podiam estar melhor, mas há melhoras visíveis.

Exibir apenas as desgraças como se não houvesse resultados neste combate é confundir o papel da oposição, pois está também convocada a contribuir para a defesa da comunidade ameaçada pelo vírus com as suas propostas.

Quando os “media”, sobretudo as televisões, contribuem para este panorama estão a envenenar a sua futura relação de credibilidade com a cidadania.

A pandemia deve ser enfrentada por todos, cada qual com as suas propostas, mas certamente que há um ponto em que só em convergência poderemos atacar o vírus e impedir a sua propagação. É disso que se trata. Um país ameaçado por um vírus implica um país e um povo unidos contra o vírus. Basta ver o que se está a passar pela Europa e pelo mundo fora. A maior coesão permite a melhor solução. Não precisamos de deixar de ter as nossas ideias para nos unirmos contra o vírus.

https://www.publico.pt/2021/02/12/opiniao/opiniao/enfrentar-pandemia-unidos-desunidos-1950461

Pela boca morre o peixe, senhor Yoshiro Mori

O senhor Yoshiro Mori, Presidente do Comité Olimpico Japonês, considerou que as mulheres falavam demais e tinham dificuldade em ser concisas devido ao seu elevado espírito de competição.

Estas palavras isentas de qualquer espírito competitivo criaram um mar de revolta no Japão e no mundo. O ex-Primeiro-Ministro, Presidente do Comité Olimpico japonês, em vez de ter tino, atropelou a sangue frio as mulheres na passadeira da igualdade entre os géneros.

Demitiu-se e levou às costas um saco cheio da palavra Adeus nas mais diversas linguas do mundo. Confirmou-se o velho provérbio que diz que pela boca morre o peixe.

Godinho, Veríssimo e Cª não basta trajar de negro e ter um apito.

O problema não é errar, mesmo quando o erro levaria ao chumbo de qualquer candidato ao apito de juiz de campo.

O problema é o conjunto de erros gravíssimos no mesmo estádio, quase à mesma hora levado a cabo pelos senhores que do alto do apito se julgam donos do destino de um jogo de futebol de equipas envolvidas na luta pelo título e pela final da Taça.

Para ser juiz de campo não basta trajar de preto, nem andar numa espécie de onda punitiva pelo facto de Sérgio Conceição e o FCP não gostarem mesmo nada de perder e às vezes reagirem à flor da pele.

 Uma coisa é uma reação e uma crítica por mais dura que seja (normal numa sociedade democrática), outra é o poder intocável, divino, de alguém que não presta contas e é totalmente irresponsável. 

No nosso país o respeitinho pelos poderosos é muito bonito, mas já se sabe que as águas dos rios quando apertadas pelas margens transbordam.

Para ser respeitado e acatado é preciso que quem manda mande bem e não de modo arbitrário, tanto mais que estes são os únicos juízes cujas decisões são irreversíveis, o que impõe a busca de mulheres e homens para desempenhar o cargo com elevado sentido do cumprimento da Lei e da Justiça.

Um bom árbitro não é um juiz do Santo Ofício que de cima do seu poder absoluto vai exigir à vítima que concorde com o castigo brutal e desprovido de qualquer fundamento.

Como pode o cangalheiro de apitos ir explicar a Luis Diaz que ele fez o que não fez? De que espécie de tecido é feita alma do senhor Godinho?

Já sabíamos que a alma do senhor Veríssimo era feita das personagens que o Mestre Gil Vicente meteu na Barca do Inferno, pois achavam que deviam surfar a onda e mostrar cartões a quem não os mereceu e deixar no caso do Corona o Porto sem o seu melhor jogador durante mais de trinta minutos.

O bom árbitro é o que se não vê, o que julga com total imparcialidade e não inventa leis inexistentes que no caso da Pedreira atingem sempre o mesmo e os melhores em campo.

À mesma hora, no mesmo local, expulsar os melhores, sem qualquer justificação, duas vezes seguidas é o quê? Um exercício de intolerância para com a equipa dos expulsos?

Recuemos até ao Jamor. Ali o guarda redes dos de Belém atinge brutalmente Nanu. Nada. Foi involuntário. Haverá alguém para além dos senhores Hugo e Godinho que seja capaz de dizer que o chuto na bola de Luis Diaz era para partir o tornozelo ao David Carmo?

Então se todos viram o momento de azar de David Carmo, como é possível que Hugo Miguel tenham visto o que ninguém viu?

 Godinho, Hugo Miguel e Veríssimo têm um apito e vestem de preto; não chega. Não basta dar cartões a jogadores nucleares de certas equipas para o poder ser.

O grande e enorme Goethe criou uma figura fantástica – o Fausto que fazia negócios com o Diabo que segundo as tradições cristãs veste de preto.

O que têm em comum com Fausto estes cangalheiros do apito que aparecem nos estádios para desinquietar o povo do futebol e as próprias regras que se aplicam ao jogo? Quem lhes deu o apito? Para quê?

Japão 2021- Jogos Olímpicos – O tempo da palavra para os homens e o corte do tempo para as mulheres

O Presidente do Comité organizador dos Jogos Olímpicos, Yoshiro Mori, que já foi Primeiro-Ministro entre 2000/2001, considerou que as intervenções das mulheres nas reuniões prolongam-nas por muito tempo. E segundo o senhor Yoshiro, as mulheres são altamente competitivas pelo que basta uma pessoa levantar o braço para as mulheres logo levantarem os seus. E concluiu que o melhor seria limitar o tempo de intervenção das mulheres.

Há a registar que o senhor Mori reconhece que as mulheres falam, o que pode constituir um avanço civilizacional em terra dos idos samurais que mais do falar o que contava era a habilidade com a catana para acabar com a fala. E, em abono da verdade, o Presidente do Comité não propôs o corte da língua, apenas da palavra.

As mulheres segundo Mori falam demais. E como sabemos nós que falam demais? São competitivas… O que Yoshiro Mori não revelou foi quanto tempo falava cada homem e cada mulher, dado que se os tempos estiverem limitados não interessa o género, apenas o cumprimento da limitação.

A grande questão deve ser essa : A palavra das mulheres mete medo aos homens medricas.

A HIPOCRISIA DE ALGUNS DESGORGOMILADOS EM TEMPO DE PANDEMIA

Portugal está, neste momento, mais desgarrado pela pandemia, embora com elementos constitutivos (fronteiras, língua, cultura) que podiam fazer dele um país como nenhum outro na Europa. Não precisa da prisão perpétua para abafar autonomias e ou independências. Do Minho ao Algarve a unidade é total, dando a volta aos arquipélagos.

Desgarrado ainda no sentido que há uma enorme parte do país que é uma espécie de res nullius, onde as populações à medida que envelhecem vão ficando com menos serviços (CTT, CGD, Centros de Saúde,farmácias), com o coro de galfarros indignados contra o excesso de Estado, pois como é sabido não são estes os velhos que interessam para dar lucro, como, por exemplo, os que vêm de outros países para o Algarve e trazem libras. Ademais, os nossos velhos entram nos lares entregando as reformas que às vezes não chegam para poderem ir morrer.

E Portugal tem há séculos a nossa velha e sempre formosa Lisboa, o nosso centro de tudo. Mesmo sem Império, a Lisboa tudo vem ter. Até de Bruxelas. Daqui sai pouco.  Há uma linha de água que se perde quando nos afastamos algumas dezenas de quilómetros do mar para o interior. A partir daí é um deserto pontuado de velhos casarios a aguardar pela erosão implacável do tempo.

 Aliás, o resto do país já não se interessa pelo seu país, apenas por Lisboa. O sonho de cada jovem é fugir para os bairros de Lisboa. Fugir. Nas suas aldeias não há nada, apenas velhos armazenados. Ninguém quer viver num país com aldeias onde só quase se morre, e não se nasce.

 Já se fugiu de um país que dava miséria e de todo o lado se saltaram os muros. Agora os novos não querem morrer de inação. E os velhos querem sossego para partirem.

A somar a esta dura realidade, o país não precisava de uns tantos galfarros a empestar a paisagem política com sentenças cheias de Estado a mais que logo se vê de que trata é de Estado a menos.

Uma das técnicas de propaganda política é dizer por exemplo até à exaustão no meio de crise pandémica terrível, num país cansado de maldades, que há Estado a mais. Assusta quem ouve que nem cabeça tem para sair do número de mortos infetados.

 Mais eficaz só a VERGONHA do Sr. Ventura. Os hospitais, num país pobre que tira dinheiro aos contribuintes para o entregar aos banqueiros, tratam da saúde dos infetados. Os que entram recebem o que melhor tem o SNS. Fossem os outros serviços públicos capazes do mesmo desempenho. Mas chegados aqui (a bengala passou da fundamentação das sentenças/acórdãos para a linguagem política) convém saber como foi possível.  

Creio ser pacífico que o descalabro da pandemia resultou também dos facilitismos do Natal e Ano Novo. É bom ter presente que Costa/Temido/ decidiram aliviar as medidas com base nas auscultações aos partidos que sobre esta matéria foram unânimes no alívio.

É, pois, cobardia degenerada atribuir a este governo a responsabilidade por esta agudização da pandemia. Tem a sua, mas que todos se lembrem que Chega, IL, CDS, PAN, PEV, PCP, BE, PSD, PS entenderam que deviam comportar- se irresponsavelmente. Todos foram favoráveis à liberalização dos contactos natalícios.

Muita gente tem morrido devido a uma dose generalizada de irresponsabilidade nacional. Um país único que podia ser mais coeso e cuidador e não um madrasto a quem vive fora das grandes cidades a aguardar a ida para os lares ou cuidados de saúde. E os novos a fugirem de tanta morte e com filhos para fazerem. Apesar disso, os desgorgomilados falam de Estado a mais. E de novas oportunidades de negócio. Talvez explique o permanente ataque a Temido.

https://www.publico.pt/2021/02/03/opiniao/opiniao/hipocrisia-desgorgomilados-tempo-pandemia-1948943

Os frugais de Amesterdão e o sexo. Sempre bingo.

Segundo o jornal Público de 03/02/2021, os habitantes da cidade de Amesterdão, antigos holandeses, maioritariamente católicos e protestantes querem mudar a roupagem à cidade e banir as trabalhadoras do sexo das janelas do centro da cidade, e em concreto levar o Red Light District para onde se não veja como agora se vê.

A autarquia destacou que as trabalhadoras da indústria do sexo se tinham transformado em atrações turísticas.

Bem vistas as coisas, as mulheres que estavam às janelas eram no projeto inicial para os antigos holandeses frugais muito poupadinhos em tudo. Acabaram em atração turística devido aos esbanjadores do Sul. E deram muito caroço à cidade.

É preciso rentabilizar novos e fecundos projetos de urbanismo onde as mulheres às janelas continuem a servir a frugalidade dos frugais até ao dia em que se transformem em atração turística e nesse caso muda-se o Red Light District. Sempre Bingo.

Qatar 2022, onde mora o pecado e a embriaguez

O jornal A Bola de hoje, dia 02/02/2021, noticia que” … o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios do Mundial de futebol do Catar, em 2022, será permitido, mas apenas nos camarotes e para portadores de bilhetes de convidado…que garantiu que serão disponibilizadas bebidas espirituosas de alta qualidade…”

A notícia é um alívio. Afinal em terras onde se não poderia ingerir bebidas alcoólicas, o Qatar assegura-as com alta qualidade, nos camarotes. O poder de beber ainda não caiu na rua.

A diferença face à universal interdição do Profeta é a de que só nos camarotes se pode ingerir a tal alta qualidade espirituosa, impedindo deste modo que as classes baixas bebam, protegendo-as dos terríveis flagelos das vergastadas.

A lei é para todos os que tenham acesso aos camarotes poderem emborrachar-se sem qualquer constrangimento, dado que será muito provável que altos dignitários religiosos se encontrem ao lado do poder temporal nos sagrados camarotes. E mesmo que não queiram pecar, é reconfortante saber que as bebidas espirituosas são de alta qualidade. Sempre as poderão cheirar. E sentir o perfume do pecado amnistiado. Pela FIFA? Pelo Emir? Por ambos? Que embriaguez.