CR e os milhões de meninos pobres

Uma das características das nossas sociedades é a atomização, um fenómeno que se plasma no desligamento da comunidade. À medida que campeia a desesperança, aumenta a frustração e o isolamento dado não haver futuro que é apenas uma fixação no presente, como se não houvesse.

Alegam os teóricos do neoliberalismo que não há sociedade, apenas indivíduos, ou seja, átomos. Assim não havendo sociedade e só indivíduos, cada um trata de si exclusivamente. Cada um será o quiser ser. Todos os que merecerem alcançarão a riqueza que quiserem. Cada um será o empreendedor de si, um capitalista instalado na alma: e se não resultar a culpa é dele.

Esta é talvez a maior mentira de sempre. Quem nasce pobre vai ter na maioria dos casos filhos pobres. Quem é rico tem grandes possibilidades de vir a ter filhos ricos.

Esta estranha e irracional ideia de que ser rico depende da força de vontade faz escola em largos segmentos da sociedade e noutros deixa-os anestesiados, alheios ao destino dos seus compatriotas.

A patranha entra de modo fácil porque no subconsciente existe a esperança de ganhar a lotaria.

Cristiano Ronaldo é um paradigma. Veio de um mundo pobre. Subiu e hoje tem uma marca que é um império. Neste Portugal desnorteado de tanta dose de anestesia para um grande número de portugueses, ele representa tudo o que sonham: mulheres e vida glamorosas, carros únicos, mansões inimagináveis, entrada nas casas dos Grandes do mundo. Tudo isto nas mãos de um rapaz pobre saído da Madeira cujo aeroporto também tem seu nome porque o poder político precisa de apresentar que o sistema até premeia o mérito… mas só sai a lotaria a um.

Todos os seres precisam de exemplos. Os pobres do mundo olham para Cristiano e pensam que poderiam ser como ele, se ele veio de onde eles estão.

Todo este poder financeiro e mediático é poder real. E mesmo quando não aparece às claras é também poder político. Por isso MSB o levou na sua comitiva a Trump para ajudar a branquear a Casa Saud e fazer esquecer que os religiosos sauditas discutem se uma mulher é um verdadeiro ser humano.

E este poder que traz dinheiro à marca CR7 joga fora das 4 linhas. Até no tempo em que não havia bolas o dono da bola podia ser um marreta, mas jogava porque era o dono da bola.

A coisa mais linda do futebol é a capacidade de 11 contra 11 nos levarem a admirar a técnica e a força dos 22. Porque é um desporto simples com poucas regras – meter comos pés a bola na baliza dos outros. Mais nada.

Nesta arte Ronaldo foi um dos maiores. O futebol vai recordá-lo para sempre. Será venerado.

Muito diferente é, por ter sido tudo isto, querer continuar a ser o que já não é. E usar o tal poder para se impor como se fosse o dono da bola.

Por outro lado, continuarão a existir milhões de meninos pobres que nem uma bola terão e outros tendo nunca na sua vida conseguirão sair da pobreza em que nasceram. E não porque não se esforçassem, mas porque é da natureza das coisas em que este mundo assenta.

Cristiano partiu em direção à TERRA-DO-SIM

O mais espantoso que a vida encerra talvez seja o imprevisto muitas vezes a raiar o absurdo.

Kafka criou o caixeiro-viajante, Gregor Samsa, “Metamorfose”, que na sua profissão ajudava a sustentar a família. Um dia acordou transformado num inseto e assim morreu abandonado pela família.

Cristiano Ronaldo acordou ontem, a meio da tarde, transformado num outro ser pelo abismal pesadelo de não aceitar a essência de uma equipa de futebol, é o treinador que faz a equipa.

Que me lembre Gregor não tinha um sonho na vida para além de ser caixeiro-viajante. Cristiano tinha um – ser titular e marcar o golo mil. Acordou aterrado pelo pesadelo de poder não ter garantido o lugar e quiçá não marcar o milésimo golo. No fundo, o amor que tinha à seleção era talvez inconscientemente uma invenção para chegar à tal meta ou sabe-se lá a capacidade de cada um para inventar possibilidades. Ou até para se manter jovem que deixara de ser. Uma espécie de mentirinha que todos os dias o embalava.

Superou metas até a da sua origem de menino pobre de que o seu atual exibicionismo de novo-muito-rico é  marca bem relevante. Tudo superou. Porém, quando na sua cabeça deixou o lugar de jogador e arquitetou o de treinador, habituado a que o seu poder decidisse, esbarrou na realidade que não aceitava.

Chamou o seu avião, cheio de espelhos feitos de uma matéria que reflete o passado e foi em direção da Terra-do-Sim, onde nunca há Nãos. A verdade é que mesmo naquela Terra, ele vai acordar todos os dias. Talvez com o seu dinheiro possa renovar os espelhos que lhe mentem, coitados sem saber.

Gregor tinha um emprego. Perdeu-o ao transformar-se num inseto. Morreu só. Um caixeiro-viajante não pode ser uma barata, salvo Mark Rutte.

Cristiano no seu avião a caminho da Terra-do-Sim pode um dia vir a encontrar a imensa cidade do ABSURDO, onde não se pode viver o presente com os olhos do passado.

Parabéns, Jorge Jesus

Temos treinador. É assim mais provável que venhamos a ter a equipa mais capaz de dar tudo o que puder em Copenhaga.

Jesus deu uma lição de como liderar. O seu estatuto saiu claramente reforçado perante a equipa e os portugueses. Não haverá mais amuos. Em Copenhaga vai jogar quem estiver melhor e não quem foi melhor.

Todo o tempo é feito de mudanças tomando sempre novas qualidades, já dizia o grande poeta Luís Vaz de Camões.

NORUEGA 1-PORTUGAL 2

TUDO TÃO SIMPLES

Foi bom de ver. Deu para entusiasmar e roer as unhas. Havia dois avançados que jogaram no campo todo, como é a boa da praxe. Os dois marcaram. Chegaram a tempo à bola e pimba. Simples como é o futebol.

O resto igualmente de tão simples dá tristeza. O capitão vira as costas à vitória, deixa os companheiros de que é capitão e enfia-se no balneário, talvez a olhar para o espelho e achar-se único. Será preciso a JJ muita inteligência e paciência para permitir que CR não desbarate tudo quanto deu à seleção.

Para tanto basta-lhe aceitar que há companheiros na flor da juventude com energias novas e positivas. Se não aceitar o desafio vai correr mal. Bem pode pesar todo o dinheiro que tem…não lhe dará para voltar àquele miúdo/jovem/homem que encantou o mundo. Aos 41 anos seguem-se os 42…JJ pode falar com ele…, mas se ele não falar consigo próprio e não aceitar que a seleção é mais importante que a sua meta de mil golos, a coisa vai acabar mal. Talvez nem JJ lhe valha, apesar da sua ratice.

FRAQUINHO, FRAQUINHO, FRAQUINHO

O Portugal de Jesus estreou-se contra o país de Gales, 37º no ranking da FIFA. Percebe-se agora melhor a convocatória requentada face à segunda parte disputada ontem em Alvalade. Como não apareceu o Congo, vieram os galeses. E tirando o chuto do João Félix que bateu num jogador galês, enganou o guarda-redes e entrou, ficou a imagem do senhor Martinez a pairar sobre o relvado do SCP. E para que tudo fosse como dantes por lá andou um antigo jogador que entusiasmou o mundo e ontem se notou porque falhou um golo de baliza aberta e tinha o cabelo pintado de amarelo.

 Haverá qualquer cláusula escondida por parte da FPF que obrigue Ronaldo a jogar? Ronaldo não é capaz de aceitar aquilo que todo o mundo vê. Não finta, não corre mais que nenhum defesa a este nível, chuta mal e marca os livres contra a barreira. Considera-se insubstituível, amua se o tiram e declara nas barbas do senhor Proença e do senhor Jesus que vamos ter de levar com ele até que ache que se deve ir embora…Que estatuto tem Ronaldo para poder dizer o que disse e ninguém, em defesa da equipa, o ponha na ordem?

Se assobiar Palhinha é irracional, e é, como disse Jesus, como classificar esta coisa? Uma equipa que fosse uma equipa e tivesse um treinador em vez de uma espécie de CEO nunca aceitaria um despautério deste calibre.

O jogo teve esse tal chuto e um entretimento de cerca de oitenta minutos com muitos bocejos e dez minutos finais com Portugal tremidinho, tremidinho e fraquinho, fraquinho. Uma “tristezorra”.

ITE, MISSA EST

As narrativas acerca da guerra na Ucrânia vão fazendo o  já longo caminho no mundo ocidental. Alteram ao sabor das justificações para a manutenção do suporte por parte do Ocidente, bem escorado no apoio dos EUA, sem o qual não seria possível à Ucrânia continuar a enfrentar a Rússia.

Com base na decisão da NATO/EUA/UE de admitir a entrada da Ucrânia na NATO, fechando o anel que cerca a Rússia depois da entrada de todos os outros países ditos socialistas para a NATO, a Rússia invadiu a Ucrânia exigindo a manutenção daquele país como neutral e uma nova arquitetura de Segurança Europeia, a concretizar entre a Rússia e NATO/EUA. Por muito menos, como foi o caso da colocação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba, o mundo esteve à beira da 3ª guerra mundial.

Acerca da entrada da Ucrânia para a NATO, a narrativa ocidental era a de que a decisão cabia exclusivamente à Ucrânia. Em Cuba ou na Venezuela já não cabia àqueles países agirem de acordo com as suas decisões soberanas.

Havia a ilusão ocidental de que as pesadas sanções económicas impostas à Rússia derrotariam aquele país e lavá-lo-iam à ruína e à fragmentação, na linha da velha aspiração estadunidense de que Zbigniew  Brzezinski expôs o seu pensamento no livro “O grande tabuleiro de xadrez”, considerando que os EUA jogavam na Eurásia a sua hegemonia mundial. Ora, a Ucrânia desempenha a este nível o papel de charneira, até na programada passagem da iniciativa chinesa, Road and Belt, e ao mesmo tempo, poderia com o apoio ocidental e as sanções económicas fomentar a partilha da Rússia em vários Estados, eliminando para os EUA e o Ocidente a competição com o maior país do mundo.

 A narrativa segundo a qual os EUA estão a desligar-se da Ucrânia é desmentida a cada minuto em todas as operações militares da Ucrânia. O que aconteceu foi os EUA reclamarem à UE o pagamento dos gastos militares. E compras de armamento. Os europeus da NATO atualmente capitaneados pelo mequetrefe Mark Rutte aceitam, contentes da vida, e assim continuam a dar provas de vida atacando reformas, pensões, serviços de saúde, ensino público para fazerem frente às despesas com o apoio à Ucrânia. Por isso, Merz e a coligação com o SPD tem sido arrasada nas eleições regionais.

Em Portugal, o Dr. Bravo manipulou números, escondeu dados na tentativa de tirar aos cidadãos as suas reformas e entregá-las à gestão de Fundos privados, cuja arte é jogar na economia de casino, sendo que está destinado a perder os que descontaram e a ganhar os obscuros donos dos Fundos cujo fundo são as reformas dos portugueses. Os mesmos ditos liberais e outros que tais já procuram novas vias. Os caminhos da militarização ocidental também passam por aqui.

A narrativa mudou, entretanto, com a falência (até à data) das sanções. Surgiu a do apoio necessário ao longo do tempo que fosse preciso, o famoso as long as it takes. Stoltenberg, sendo o norueguês, ex-Secretário-Geral da NATO, o mais intrépido narrador…. Depois veio a da grande   contraofensiva ucraniana em 2023 que finalmente correria com os russos para a Rússia. 

Não obstante todo o apoio ocidental que levou a Ucrânia a utilizar tudo o que de mais sofisticado o Ocidente tem (à exceção de armas nucleares e Tomawaks), a narrativa mudou para obrigar Putin a negociar. Para o conseguir lançou a enorme operação de 40 dias de milhares de drones e que consistiu em atacar a Rússia na profundidade do seu território atacando centro nevrálgicos de logística e energia. A partir desta ofensiva, segundo, Zelenski, Putin ver-se-ia obrigado a negociar. Entretanto, nos intervalos destas várias narrativas mantinha-se a de que a fraqueza da Rússia é tão grande que ao longo de quase cinco anos não conseguiu conquistar o Dombass…mas estaria pronta para atacar a Europa e, segundo Mertz, até 2030 a guerra será inevitável e a Alemanha terá então o maior exército europeu ocidental. Em parte, esta narrativa explica os desastrosos resultados eleitorais da CDU…  E a necessidade de defender uma solução diplomática para o conflito bélico.

 Em 2022 todos queriam a guerra para obterem objetivos totalmente diferentes. A Rússia impedir a entrada da Ucrânia na NATO; os EUA/UE/NATO/Ucrânia a fragmentação da Rússia e a criação de vários novos Estados; a Ucrânia um novo papel preponderante na Europa. E agora parece que todos continuam nas mesmas posições: a Rússia até à derrota da Ucrânia; os EUA já conseguiram separar a Rússia da Europa, substituindo a Rússia no fornecimento de hidrocarbonetos a preços cinco vezes mais elevados “apoderar-se” da UE em termos estratégicos. A UE, sem rumo, a justificar o apoio, pagando as despesas da guerra com o dinheiro dos europeus, esperando desesperadamente algo que só Kallas, Ursula e Costa acreditam; a Ucrânia de Zelenski quer que a guerra continue para continuar como Presidente e safar-se de o que se não safam os seus colaboradores diretos, presos ou perseguidos por corrupção, incluindo o próprio Procurador-Geral. Tudo bons rapazes.

Assim vão as narrativas. Tudo contra a Rússia e tudo a favor do genocídio palestiniano e da guerra contra o Irão. Ite, missa est, dizia-se.

O TERRORISMO, A FDLPALESTINA E A FESTA DO AVANTE

Como se sabe (às vezes não dá jeito ter presente) ao longo da História os que foram apelidados de terroristas acabaram no poder.  Cristo foi crucificado por ser considerado um subversivo. Hoje está no coração de milhares de milhões de cidadãos. Espartaco, o escravo que liderou a luta pela libertação do esclavagismo, foi considerado terrorista pelo Império romano e crucificado.  O indiano Mahatma Gandi, o apóstolo da não-violência, era um terrorista para a monarquia britânica. Nelson Mandela era considerado pelo regime sangrento do apartheid terrorista e esteve preso 27 anos. Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Eduardo Mondlane e Samora Machel eram considerados pelo fascismo português terroristas. Assim como os dirigentes da FNL da Argélia eram igualmente tidos como terroristas pelos colonialistas franceses. Os independentistas do futuro EUA eram terroristas para o Império britânico. Os exemplos encheriam páginas e páginas.

Um Estado que ocupa o território de outro país legitima a luta político-militar contra essa ocupação. Por isso, os lusitanos se bateram com tudo o que tinham à mão contra o império romano. Por isso, os portugueses pegaram em armas para expulsar os franceses durante as invasões napoleónicas. Por isso, o direito internacional considera legal a luta de libertação nacional contra a ocupação.

Israel é um Estado fora da lei que ocupa contra Resoluções do Conselho de Segurança da ONU territórios palestinianos, Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Leste. Contra esta ocupação o povo palestiniano através de ampla frente, a OLP, combate a ocupação colonial sionista. A OLP englobou a Fatah, a FDLP, a FDLP entre outras. Granjeou um enorme prestígio e para a combater, Israel e a CIA criaram o Hamas, fornecendo-lhe armas e tudo o que consideraram importante para minimizar o apoio dos palestinianos a Yasser Arafat e à OLP.

Pode discutir-se as formas de luta, mas não se pode esconder o sol com a peneira, Israel pratica o pior terrorismo, o terrorismo de Estado. Por isso está cometendo um genocídio dos palestinianos em Gaza, 73 000 mortos, dos quais 20 000 crianças. Este é o terrorismo sionista que tem o apoio dos EUA e UE, (exceção de Sanchez) tal como o regime do apartheid teve.

A alegação de que a FDLP é uma organização terrorista, com quem tive múltiplos encontros em Lisboa, e por todo o mundo, mostra a vergonha da hipocrisia ocidental. A FDLP luta contra a ocupação israelita e é justo, legítimo e legal que a uma ocupação armada se lute com armas, como toda a gente sabe.

Quando um partido tem relações com outros partidos não quer dizer que esteja de acordo com todas as políticas do convidado. Porém, um país quase milenar, como Portugal, não pode curvar-se diante dos mandões ocidentais que criaram toda a espécie de terroristas desde os talibans, à Al Qaeda e ao islamista no poder na Síria que lutou com armas contra as organizações patrióticas do Médio-Oriente e foi posto na presidência pelo Sultão Erdogan e o decadente imperador de Washington.

A eventual recusa a dar visto a uma delegação da FDLP é um ato inamistoso para com o povo palestiniano e uma vergonhosa submissão aos interesses das potências ocidentais dominantes que em data não muito distante irão ter relações diplomáticas com um Estado palestiniano livre e independente porque em 2026, apesar de todas as dificuldades, os povos, submetidos a uma ocupação estrangeira, em luta, acabarão por vencer, como vimos em Timor-Leste e noutros países, designadamente em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo-Verde, S.Tomé e Príncipe.

Claro que os sionistas farão toda a chantagem para que ativistas palestinianos não noticiam os crimes do terrorismo de Estado dos dirigentes israelitas que abrem garrafas de champanhe pela aprovação da lei que prevê o enforcamento dos combatentes palestinianos ou pela construção de uma prisão para palestinianos com uma cerca cheia de crocodilos para impedir fugas. A loucura naquele país atingiu tal nível que um tribunal impediu a instalação dos crocodilos porque são uma espécie em perigo…

O Portugal democrático deve ter voz própria para que os portugueses possam ter acesso às mais diferentes posições em confronto no território ocupado da Palestina pelas tropas de Netanyahu. Com toda a tranquilidade.

O terrorismo, a FDLPalestina e a Festa do Avante! | Opinião | PÚBLICO

Os olhos verdes da alma de minha mãe

A minha mãe, Conceição Pascoal, se fosse viva, fazia, hoje, anos. Mas, como se sabe, quando se morre, deixa de se fazer anos. Diz-se, que dos mortos, fica a alma; que não tem idade porque não morre.

O “seja pela alma dos seus” deve ter a ver com a tal imortalidade. Em conclusão, as almas, não morrem; andam por aí, muito quietinhas e ninguém as vê. Coisas das almas.  Até hoje, que se saiba, nenhuma foi vista. Com este calor, devem estar à sombrinha, que na rua ninguém pode estar.

Se, por acaso, alguém vir a alma de minha mãe( tem olhos verdes) telefone-me s.f.f.

QUE NINGUÉM ESQUEÇA HIROSHIMA E NAGASAKI

Há oitenta e um anos os EUA, por ordem do Presidente Harry Truman, bombardearam Hiroshima, e três dias depois a cidade de Nagasaki. Morreram cerca de 250 000 civis; havia alguns militares em Hiroshima.

Como o mundo parece andar de pernas para o ar, importa sublinhar que os EUA foi o único até hoje a usar as armas nucleares. Para que conste e fique registado.

Os EUA é um país programado para fazer guerras de domínio e daí as suas 782 bases militares. No Japão depois do massacre e suprema humilhação têm atualmente  30 000 militares que respondem, mesmo no Japão, perante a leis dos EUA e nunca do Japão. Mesmo sem Trump, este foi o rosto liberal dos EUA. Que não se esqueça.

Os coitadinhos dos crocodilos e os terríveis palestinianos

A prisão de Ketziog no deserto Neguev

Como era conhecido, o governo de Israel por via do ministro Bem-Gvir, o homem que rejubilou quando o parlamento israelita aprovou a pena de morte para os palestinianos, ordenou a construção de fossos em torno da prisão para palestinianos de Ketziot no deserto Neguev. De acordo com o projeto seriam instalados nos fossos crocodilos-do-Nilo, o que de acordo com estas almas, aliás, obedecendo aos mais altos valores ocidentais, impediria qualquer fuga de qualquer prisioneiro e, em simultâneo, o Estado sionista pouparia uns tostões, sem pagar a guardas menos eficientes.

Dada os elevados padrões morais e civilizacionais da comunidade sionista de Israel uma ONG “Deixem os animais livres” intentou uma providência cautelar, a qual o juiz do Tribunal Distrital de Jerusalém deu provimento fundado nos danos que os crocodilos podiam sofrer e que a ministra do Ambiente tinha passado de animais de espécie protegida para animais em cuidado, a fim de zelarem pela segurança dos presos.

Claro que os crocodilos-do-Nilo não têm a menor responsabilidade pela total falta de humanidade do governo de Netanyahu, comportando-se como os nazis contra os judeus.

Os animais racionais encarcerados, torturados, humilhados na sua pátria não valem o dano que um crocodilo possa sofrer, em caso de fuga de um terrível palestiniano.

Como é possível um povo tão perseguido e oprimido permitir que se pratiquem estas brutais maldades aos presos políticos palestinianos? E como é possível que os dirigentes da UE mantenham o seu apoio a esta estirpe de gente malvada? Não é António Costa? Já telefonou a Pedro Sanchez ou também acha que Ceuta faz parte de Shengen?