Rui Rio – um Einstein a somar e a diminuir

Rui Rio tem, como é notório, imensas qualidades. Entre as suas muitas qualidades é a de não saber fazer contas, apesar da licenciatura em Economia.

Rio nasceu para pensar. Pensou ao cabo de noites a fio sem dormir que se somasse ao PSD o CHEGA somaria votos. A operação realizada deu menor percentagem ao PSD nas sondagens posteriores.

Rio embalado pelo coro do CDS, IL, CHEGA e outros subscreveu a aplicação “Vivemos de Casos” e apostou no assassinato do cidadão ucraniano. Também pensou que se apostasse na soma do caso aos outros casos somaria votos. Porém, diminuiu a votação nas sondagens.

As qualidades de Rio são inúmeras. Sente-se à distância. A tal ponto que deixou de usar a inteligência e foi direto ao Twitter. E o que escreveu o solerte Rio? O que ninguém seria capaz. Só um campeão, um fora de série era capaz de concluir que se houver outro assassinato no aeroporto às mãos do SEF o PS ia disparar para a maioria absoluta.

Rio é um caso sério. Ombreia com Einstein. Com António Costa é uma desgraça, fica para trás.

O caterpílar da RTP1

Um jornalista que conduz uma entrevista não deve ser nem um examinador/professor que examina o aluno, nem alguém que parte para a entrevista com um fim e a toda a força o quer fazer prevalecer.

É um profissional que deve trazer à superfície o que é genuíno no entrevistado – os seus propósitos e as suas contradições.

Não é o jornalista que julga, deve ser ele que ajuda os cidadãos a poderem julgar. Dá a palavra ao entrevistado e através dos seus conhecimentos faz as perguntas que permitam aos cidadãos ter uma noção mais próxima da virtuosidade das  propostas do entrevistado.

Uma entrevista não é um confronto entre o jornalista e o entrevistado. É um modo de passar para os espectadores aquilo que poderão considerar virtudes os defeitos de entrevistado. Para tanto o jornalista pode ser incisivo, mas não deve ser ele que julga.

Não é um polícia que interrompe a narrativa permanentemente sempre que se afaste do que o entrevistador previa.

João Adelino Faria é um caterpílar desgovernado que julga deter o poder de interromper e impedir o entrevistado de se exprimir e passar os seus pontos de vista.

João Faria sabe que ao perguntar a Marisa Matias se o facto de Francisco Ramos, responsável pelo programa de vacinação, ser seu apoiante a impediria de ser para com ele crítico, passa o terreno da seriedade e entra no lamaçal.

Achará João Adelino que o facto de António Costa, Santos Silva e tantos ministros apoiarem Marcelo que este deixa de ter um juízo crítico sobre eles e o governo?

Um caterpílar a fazer entrevista só serve para atropelar.

André Ventura contra o segundo mandamento da lei de Deus.

Diz André Ventura que Deus lhe confiou a missão de transformar Portugal. Para um crente como ele, o representante de Deus na Terra é o Papa. Tanto quanto eu sei, de acordo com a doutrina católica, será o Papa aquele que conhece ou interpreta as missões divinas, as que Jesus Cristo definiu como as justas e as certas.

O Papa Francisco na Carta Encíclica “Todos Irmãos” no capítulo 61 escreveu…”O estrangeiro que reside convosco será tratado como um dos vossos compatriotas, e amá-lo-ás como a ti mesmo, porque fostes estrangeiros na terra do Egito…(Lv 19,33-34), …Não usarás de violência contra o estrangeiro…porque fostes estrangeiro na terra do Egito…(ex22,20).

Ventura diz o que diz, parecendo desconhecer a parábola do bom samaritano. Ventura não ajudaria aquele que precisasse. Metê-lo-ia na fronteira, todo contente. É um impostor face à doutrina católica.

Pode um homem que vomita ódio contra ciganos, negros, e estrangeiros ter uma missão divina? Só um impostor e um mentiroso recalcitrante é capaz de tal blasfémia. Só alguém que vive completamente fechado entre compinchas de extrema-direita imagina poder enganar os católicos invocando o santo nome de Deus em vão.

Ventura tem medo de se demitir e já não o quererem, já não servir para nada, tal o rasto de impiedades e despautérios.

Trum faz História – uma execução por semana antes de partir

Obstinado em não fazer as malas, o inquilino da Casa Branca está a acabar o último capítulo do livro da sua presidência – Sem Piedade.

Vingativo continua a demitir altos funcionários que se desviem da sua rota totalmente incerta, o que pode atingir os todos que com ele colaboram.

Cruel quer chegar onde nenhum Presidente chegou nos últimos 124 anos. Por cada semana até ao dia da partida tem uma execução. Seis estão à espera. Nem em Riad se executa tanto.

O magnata da construção civil, o supremacista, o embusteiro, o curandeiro da lixívia, o apaixonado pelo líder da Coreia do Norte, o charlatão, assumiu antes de ir o seu sadismo.

Não lhe bastaram 230.000 mortos pelo vírus que sempre desprezou como sendo algo menor nos assuntos da sua presidência.

Na passada quinta-feira Trump carimbou na sua caderneta de perversidades mais uma. Brand Bernard foi executado. Tinha 18 anos quando cometeu o crime pelo qual foi condenado. Deixara de ser adolescente havia dias, segundo os jornais daquele país. A Procuradora Federal pedira que fosse comutada a pena em prisão perpétua tendo em atenção o facto de alguém com aquela idade ser ainda na prática um adolescente, sendo que mais um mês ou dois depois daquela idade não é decisivo para a formação de uma personalidade que levasse àquela pena extrema.

Aliás, outros participantes com 17 anos não foram por esse facto condenados à pena de morte.

Trump, no último ano do seu mandato, pode vangloriar-se do recorde de execuções na História dos EUA  –  13.

Para fazer a America Great Again escolheu este caminho, o das cruzes dos cemitérios. O seu espírito vingativo, cruel e sádico talvez faça dele um carniceiro e queira ser recordado como aquelas personagens que para ficarem na História fizeram tremendas barbaridades. Talvez. O recorde de execuções fala por si.

Certo é que pode constituir um exemplo num mundo cada vez mais dominado pelo poder do dinheiro que não basta ter dinheiro a rodos para se ser um bom político. E que um excelente industrial ou comerciante ou investidor não é só por esse facto capaz de dirigir um país.

A atração do poder do dinheiro pelo poder político pode ser fatal para os destinos de um país que se deixe levar por dessa cantilena da gestão provada à frente de empresas. Um país não é uma empresa, é muitíssimo mais complexo.

Na passada quinta-feira, Trump quis mostrar bem quem era em termos de compaixão. Nas próximas semanas as execuções continuarão. Em abono da verdade e até hoje a pena de morte não travou a criminalidade. A esmagadora maioria dos países que aboliram a pena de morte têm uma taxa de criminalidade bem mais baixa que a dos EUA.

Trump pertence a um núcleo ultra restrito de multibilionários que que para se protegerem querem um Estado mínimo, mas implacável para com os fracos e condescendente para com os poderosos. Por isso, do alto do poder, pretende indultar-se a si, a familiares e a amigos. Para os  desgraçados a injeção letal. 

https://www.publico.pt/2020/12/14/opiniao/opiniao/trump-faz-historia-execucao-semana-partir-1942803

Branquear ou enegrecer, o que está na moda?

O racismo é algo de abominável. Dois seres humanos são dois seres humanos, independentemente da cor da pele.

Simplesmente os brancos ao imporem os seus sistemas coloniais “justificaram-no” com a inferioridade dos não brancos. O cortejo é infindável desde a escravatura, ao apartheid, ao direito a votar, ao Ku Klux Kan, até aos que negam que em Portugal há racismo.

Os racistas têm tanta consciência do caráter criminoso do racismo que negam a sua existência e persistência.

Na verdade, a História da Humanidade tem páginas tenebrosas. Os europeus têm largas responsabilidades no espoletar do racismo. Nas guerras coloniais os soldados foram matar e assassinar.

O racismo está de tal modo entranhado nas nossas sociedades que qualquer coisa má é descrita como sendo negra, desde a tristeza às horas de tragédia ou azar.

A referência à cor da pele de um participante de um jogo de futebol a ser visto por centenas de milhões de cidadãos é racismo quimicamente puro. Os árbitros sabem que os treinadores têm nomes, quer os principais, quer os adjuntos. Está na ficha do jogo. Em Paris não houve exceção.

O que vale é que os jogadores das duas equipas, todos eles de diferentes nacionalidades, se uniram para derrotar a atitude racista do árbitro.

Os que acham que é moda, como Jorge Jesus, considerar racismo qualquer ataque a negro por ser negro estão a branquear o racismo. O verbo branquear nasce dessa suposta superioridade. A moda de enegrecer o  negro e branquear o branco é lastro da violência colonial. Não é moda. É uma triste realidade. Figuras com um peso tão grande em termos mediáticos deviam dar outro exemplo. E fazer como fizeram os jogadores no Parque dos Príncipes. A modernidade está na atitude deles, a boa moda.

O labirinto de Marcelo

Marcelo não gosta mesmo nada do cargo que desempenha. Uma vez, há já muitos anos, disse que tinha tido um sonho que era o de ser Primeiro-Ministro, mas isso foi antes de passar a vida na televisão. Depois de o sonho não se ter cumprido como Primeiro-Ministro, nem ter sido eleito Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apesar do mergulho no Tejo, Marcelo foi eleito Presidente da República. Não foi um sonho; foi o que estava à mão.

Conseguiu finalmente ganhar uma eleição namorando o eleitorado à esquerda do PSD. Marcelo foi à Festa do Avante. Para que não houvesse dúvidas anunciou previamente que ia. Não tirou selfies porque na altura ainda não era o homem afetuoso em que a presidência o veio transformar.

Na presidência e foi o que se viu. Tudo menos populista. Ele não parou um segundo.

Foi ao Barreiro à ginjinha; ao mar de Cascais sem ninguém saber e deu umas braçadas, mas foi apanhado, rezam as imagens das televisões. Saiu disparado para salvar os feridos e a avioneta que tinha caído para os lados de Tires. Foi tomar a vacina contra a gripe, exibindo a peitaça. Andou de camião TIR durante a noite para saber como são elas. Cogitou, cogitou e arranjou modo de ir nadar sem a guarda naval o ver por causa do confinamento. Foi dar um mergulho algures num dos rios da nossa amada Lusitânia, sem os jornalistas saberem, mas que relataram.

Enviou três mil e tinta e sete mensagens a atletas portugueses que ganharam prémios ou estiveram próximos de ganhar. Foi ao Brasil à tomada de posse do irmão Bolsonaro e convidou-o a visitar Portugal o que teria todo o apoio de André Ventura se ele nessa altura não estivesse na Autoridade Tributária a safar uns desgraçados que não conseguiam fugir ao fisco e queriam ver como escapar de levar à coleta alguns poucochinhos milhões de euros. Foi acabar com o irritante a Angola e por lá nadou e teve muita gente na berma da estrada a acenar com bandeirinhas, parecia que aquilo tinha acontecido há umas décadas quando o cabeça de abóbora visitava aquela extraordinária e rica Província Ultramarina, cujo povo era português de gema, só que os independentistas estragaram aquela alma.

  Marcelo, do alto do seu cargo, com a gravitas ponderada na exata proporção do passo dado (cum grano salis) participou no programa da Condessa da Malveira, a nossa desempoeirada e multimilionária Cristina, ao tempo vedeta da SIC, hoje em queda na Bolsa de Valores do luso entretenimento. Ele recebeu influenzers. Ficou de quarentena na sua casa em Cascais e falou ao país de uma varanda onde não usou escadote por causa do corona vírus não subir e poder cair nalgum jornalista.

Marcelo pensava que no verão o número de casos na região de Lisboa não ultrapassaria os cem casos.

Marcelo aprendeu com Portas a via-sacra das feiras, tascas, ajuntamentos de mais de três pessoas e foi o que se viu. Um fartote com toda a gente a querer ter o Presidente na sua casa, na sua rua, na sua aldeia, na sua vila, na sua cidade, onde calhasse.

Muito a sério, Marcelo disse a Costa mais ou menos isto: Tenha cuidado com a Lei da Saúde porque isto dos privados não entrarem nas parcerias público-privadas não dá. Eles, os privados, têm direito ao público, ou o Senhor Primeiro-Ministro é dos que pensam que o SNS é só para quem o paga e não é para quem não o paga? Ou o senhor não sabe que eu votei contra o SNS, e quer-me fazer essa desfeita?

Marcelo foi a todos os grandes incêndios e dixit ou eles se apagavam ou o governo ia à vida e não se recandidatava. Reparem não se recandidatava. Volta a sublinhar-se o verbo recandidatar. Pois. Apagaram-se os incêndios. O governo não foi à vida. E ele não sabe se se vai recandidatar.

Marcelo é um artista completo. De tão artista que é talvez ele acredite que se pode acreditar no que ele diz. Um labirinto.

https://www.publico.pt/2020/12/05/opiniao/opiniao/marcelo-labirinto-tabu-1941879

A gula de André Ventura pelo sistema

Ventura cresceu contra o sistema. Diabolizou-o. Espalhou cartazes caríssimos contra a choldra. Contra os tachos. Chega dizia o Chega. E assumiu-se contra o 25 de Abril. Ventura até dos ciganos se serviu para mostrar que é contra o sistema e a Segurança Social. A favor do Estado nas mãos dos Poderosos . Ajudou muitos deles a fugir aos impostos porque odeia o atual sistema fiscal. Os impostos deviam ser apenas para os indigentes ou pobres incapazes de subir na vida. Quem não é capaz de subir na vida merece apenas o que escorre da pirâmide dos ricos, a misericórdia. E daí o seu enlevo por Trump.

A verdade é que nos últimos dias anda eufórico. Rui Rio chamou-o e ele foi. Entrou para o clube do sistema. Agora quer mesmo fazer parte de corpo inteiro do dito. Quer ser Ministro do sistema. Que lindo. Só falta saber que fatia do sistema lhe entregaria Rio, se pudesse .

O cargo e as percentagens de João Ferreira

João Ferreira, candidato a Presidente da República apoiado pelo PCP, disse a Miguel Sousa Tavares numa entrevista à TVI e TVI24 que era candidato ao cargo e não a percentagens eleitorais.

No próximo dia 24 de janeiro ao começo da noite se verá a que cargo se candidatou. Se ao cargo de Presidente da República ou ao outro no seu partido, o mais elevado, e para esse a percentagem dos votos não é tão relevante. Esperemos pela percentagem para ver se não fica pelo caminho. O camarada Francisco Lopes em 2011 teve 7% dos votos.

A coragem e o desassombro de Ana Gomes

Conheci Ana Gomes na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa vai fazer meio século. Expulso da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, aterrei na Faculdade de Direito de Lisboa onde o MRPP tinha grande implantação com alguns quadros hoje de grande relevo (Saldanha Sanches, Maria José Morgado, Durão Barrosos, Ana Gomes, entre muitos outros).

Houve um momento raro, talvez 1973, em que todos convergimos em tentar enfrentar os gorilas plantados na Faculdade e lembro a brutalidade da repressão e da Ana a ser espancada por polícias de choque em frente à Reitoria. Tentavam pegar-lhe pelos braços e pelas pernas e ela esperneava e tentava impedir o impossível, ou seja, fugir dos carrascos.

Num mundo insonso, um tanto ao quanto encarneirado, à espera do que está à mão, faz falta a coragem.

Muita História passou nestes cinquenta anos e fui encontrando Ana Gomes na luta pela Palestina, pela eleição de Salgado Zenha, pela independência de Timor Leste, contra a invasão do Iraque e noutras situações. Casos houve em que estivemos e ainda estamos em campos diferentes.

A verdade é que o desassombro da Ana nunca a abandonou. Aliás, quero crer, que esse desassombro fez e faz dela a cidadã admirada, mesmo pelos que não partilham os seus pontos de vista.

Há quem diga em voz baixa que um tal desassombro não seria o indicado para um cargo tão alto. Aconselho a consulta ao dicionário para encontrar o significado do verbo desassombrar e há que não temer as palavras, nomeadamente as que são fortes. Tirar da sombra e aclarar só pode ser de louvar.

Colocando então a questão deste modo mais simples: deve ou não ser o(a) Presidente da República alguém corajoso(a) que diz o que tem a dizer, desassombradamente, porque do alto do seu poder aclara, ilumina, ou deve ser alguém que não diz o que pensa, alguém que pensa no que outros pensam e vai atrás dessa corrente em vez de forjar marés de esperança?

Sejamos claros, merece ou não a luta contra a corrupção desassombro? É ou não a corrupção um mal nacional? A afirmação desse combate não preenche a vida da candidata como é sobejamente conhecido. O impulso e a tensão nesse combate são relevantes. E esse é também o desassombro ao não tergiversar.

A coragem é um dos atributos mais valiosos nos cidadãos que assumem cargos de enorme poder. Portugal e o mundo exigem que haja coragem por parte de quem exerce o poder, e desde logo no vértice.

É preciso a coragem de remar contra as marés do conformismo, do esbatimento ideológico, da traficância de interesses.

Num mundo cada vez mais uniformizado, atrelado aos interesses dos Todo-Poderosos, faz falta a coragem.

Claro que há mais mulheres e homens de coragem, quer no PS, no BE, no PCP, nos outros partidos e fora deles, mas o combate que temos pela frente exige que saibamos ver quem está em melhor posição para fazer frente a Marcelo que muito antes de ser eleito já estava em campanha nas televisões que o projetaram, após inúmeras derrotas eleitorais. Nem com mergulhos no Tejo se safou como tão bem o retratou Natália Correia.

Não interessará tanto saber quem tem mais pergaminhos, tanto mais quanto não foi possível (desgraçadamente) encontrar nas esquerdas um(a) candidato(a).

Um último argumento: a maior desgraça a sair das eleições de 24 de janeiro seria André Ventura ficar em segundo lugar. Só Ana Gomes garante o alívio desse pesadelo.

Assim não poderá haver grandes dúvidas, apesar de lacunas, sobretudo no mundo laboral, que Ana Gomes se coloca na melhor posição para dar combate à candidatura de Marcelo, o homem que vive sob a forma de tropismo mediático, que para estar em todo o lado, não está de verdade em lado nenhum.   

Ao dar o passo e dizer ao seu partido que há gente no PS corajosa e capaz, independentemente do anúncio pessoal de Costa na Autoeuropa, Ana Gomes mostrou a fibra de que é feita – avançar quando podia fazer cálculos e mais cálculos. A sua candidatura é a que tem mais espaço e possibilidades para se bater com Marcelo.

https://www.publico.pt/2020/11/30/opiniao/opiniao/coragem-desassombro-ana-gomes-1941126

O califa de Telavive acha que as mulheres são como animais, mas com direitos

Extraordinário. Que descoberta. Que inteligência. Que surpresa. Que bondade. Que sabedoria. Que justiça. Que avanço. Que beleza. Que sofisticação. Que poderoso. Ai que as mulheres são como os animais, mas com direitos. Não se pode bater. Disse o Califa de Telavive – Alnetaniyahu. O amigo de Trump e de Bolsonaro. Que que. Nas mulheres que são como os animais não se pode bater. E nos homens que são  como Netanyahu?