Eucalyptus Belenensis ou o Eucalipto de Belém

O eucalipto é uma espécie de árvore cuja característica é procurar alimento onde quer que se encontre, num largo raio em seu redor. O seu objetivo é procurar as alturas. Tem de se erguer acima das outras árvores custe o que custar na Austrália, na Califórnia ou em Castanheira de Pera.

Apareceu há cerca de dois anos uma nova espécie de eucalipto, o eucalyptus belenensis, que rivaliza com as outras seiscentas espécies, sendo a predominante o eucalyptus globulus. Apesar da chegada tardia desta nova espécie, o certo é que refinou as características de todas as outras; numa visão darwiniana dir-se-á que concentrou em si todas as capacidades de se impor seja qual for o tipo de solo.

Em Belém, constava que os solos do palácio eram dados a outro tipo de árvores mais circunspectas e territorialmente circunscritas ao próprio palácio e arredores. A grande novidade com o aparecimento do eucalyptus belenensis é que deu origem a uma reviravolta no ambiente lisboeta e nacional.

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Mona Lisa Abandonada e Trocada

Um estudo recente publicado pelo International Journal of Mental Health and Addiction considerou que há casos de adição nas pessoas que já não conseguem viver sem tirar selfies todos os dias; um outro estudo, conduzido pela universidade de Nottingham Trent do Reino Unido e a Thiaggar School of Management da Índia, deu conta do grau de adição que pode conduzir à morte, pelo facto desses dependentes quererem obter selfies a todo o custo – na borda de uma janela, ao pé de um precipício, a atravessar uma rua sem ter em conta os carros…

O estudo dá a conhecer o número de mortes, passando a designar esta perturbação mental como selfitis.

Estes elementos fizeram bater nas portas da memória um episódio ocorrido, em setembro passado, no museu do Louvre, em Paris, na sala onde está exposta a pintura de Leonardo da Vinci, a célebre Mona Lisa.

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Raríssimas. Frequentíssimas. Tecnoforma.

O que sucedeu na Raríssimas, a promiscuidade entre poder político e as instituições ligadas ao sector da economia social, infelizmente não é raro; é a expressão de uma doença grave que afeta a sociedade e instituições da República.

O novo regime criou condições para que os partidos da governança se apropriem através da sua militância e de clientelas de posições nos vários aparelhos do poder central, regional, local e se promovam em instituições que prosperam com subsídios governamentais, apoderando-se, nalguns casos, de bens que são da comunidade.

Além disso, os subsídios provenientes da CEE e agora União Europeia são também objeto de predadores especializados em abocanhá-los e fazerem-nos seus, montantes cujo fim era servirem projetos de desenvolvimento do país.

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Sobras, Inveja y Verguenza

Se os super-ricos ficarem ainda mais ricos, o número dos pobres aumentará enormemente. Os impostos que a Administração dos EUA perdoará aos multibilionários, amigos de Trump, não irão acorrer aos gastos com as despesas sociais dos mais desfavorecidos. O Estado servirá para criar as melhores condições para os multibilionários e as piores para os mais desfavorecidos que nos EUA são uns largos milhões.

Destarte há quem defenda que desta pirâmide social hão de escorrer sobras que aproveitarão aos pobres. Estas medidas geraram calamidades sociais nos EUA e na Grã- Bretanha com Ronald Reagan e Margaret Tatcher que iniciaram este tipo de políticas.

Sim, se os mais ricos ficarem ainda mais ricos porque o Estado se coloca ao lado dessa ínfima minoria, o efeito imediato é o alastramento da pobreza…

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Os Pobres Não Podem Ir Para Onde Eles Vão

Por estes dias de novembro corre um estranho redemoinho para atacar os resultados das negociações entre o governo e os professores. O que constitui a base dessa ventania encontra-se no zelo dos que entendem que o Estado deve tratar com a função pública como sendo uma cambada que só pensa nos seus interesses barriguistas.

Este redemoinho implantou-se nos media e daí vai partindo como um pequeno tufão para se infiltrar na cabeça dos portugueses.

No fundo, o que vai pelo ar das notícias é a ideia do profundo egoísmo dos professores para se aproveitarem do seu poder reivindicativo e por essa via imporem aos portugueses um aumento da despesa pública. Os professores e a função pública podem fazer perder tudo o que conseguiu nestes dois anos de governo de António Costa …

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O Baixo e Gordo e o Velho Decrépito

Vivemos num mundo de conhecimentos cada vez mais amplos e, ao mesmo tempo, cheio de riscos e perigos devido à loucura humana de domínio. Há dias, 05/11/2017, neste jornal, António Damásio alertava para a necessidade imperiosa de alargar e aprofundar a educação e a cultura como meio de evitar que os homens se matem uns aos outros e se quebre de vez o ciclo de guerras que desde o homo sapiens marca a humanidade.

É um facto que sobretudo desde a eleição de Trump, a Península Coreana vive um período que pode fazer explodir um conflito e lançar o mundo numa guerra nuclear. Há dias, a embaixadora da Coreia do Sul para a Diplomacia Pública, Enna Park, dizia ao jornalista Leonídio Ferreira, do DN de 10/11/2017: “Temos de manter a nossa capacidade de dissuasão, o que significa ter uma superioridade militar”… As palavras valem o que valem, e aqui estão elas com toda a brutalidade — a Coreia do Sul quer ter superioridade militar sobre a Coreia do Norte, o que se adivinhará contando com a força militar e nuclear dos EUA.

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Compromissos Governamentais Versus Compromissos Locais?

Quando Jerónimo de Sousa, no dia das eleições gerais, abriu as portas a um entendimento com o PS, centenas de milhares de portugueses compreenderam ainda melhor a razão do voto no PCP. Para um partido político almejar e conseguir o poder ou condicioná-lo é uma das razões da sua existência — lograr realizar um conjunto de objetivos em que assenta a sua base e projeto político.

Nos últimos 40 anos, o PCP nunca teve o poder que hoje tem — o poder de derrubar o governo na Assembleia da República. Tal só foi possível porque o PS virou o azimute e o PCP tem uma votação significativa que lhe permite esse condicionamento do PS.

Nesta circunstância, ambos os partidos e o BE entenderam que, para resolver problemas nucleares do país (parar o empobrecimento, devolver rendimentos retirados e fazer crescer a economia) era necessário um compromisso que se refletiu no acordo parlamentar que garante ao PS o poder de governar.


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