A Política de Miséria e a Miséria da Política

Embora o tenham escondido durante o combate ao governo de José Sócrates e durante a campanha eleitoral, Passos Coelho e Portas, no poder, explicaram bem ao que vinham: empobrecer os portugueses.

E à medida que o seu tempo de governação se sucede a miséria espalha-se de norte a sul do país, inexoravelmente.

O que é novo nesta política de miséria é a obstinação e o contentamento dos vários ministros no anúncio de medidas que levam as classes médias ao empobrecimento e os pobres à procura de comida de mão estendida.

É, na verdade, revelador da paranoia deste governo, entendida como delírio que o faz acreditar, devido ao seu enconchamento e fundamentalismo liberal, que as suas medidas que levam à miséria conduzem à felicidade dos portugueses.

A não ser assim é uma atitude claramente do domínio do sadismo, na medida em que alguém se alegra do mal que faz, revela, em última instância, a satisfação por algo que causa tristeza, desespero e fome.

Este governo deixa nos diversos domínios da governação um rasto de ruína social ímpar no Portugal democrático. A pobreza é esmagadora. A saúde nem vacinas para a gripe tem nas farmácias…a pagar…Nas escolas as turmas não param de aumentar o número de alunos e há crianças com fome…Portas e o Cardeal falam da família, mas os horários de trabalho legal e ilegalmente não dão tempo para a família, pois o lucro não dorme. Os democratas cristãos travestidos de bonés populares, no poder, esquecem os próprios valores da cristandade e é feio um católico esquecer a Bíblia, apesar de tudo.

Expulsa os portugueses para fora do país, apelidando, os que hesitam em fazê-lo, de piegas.

O desespero e a desesperança é tão elevado que Portugal bate o record na Europa na toma de ansiolíticos. Os portugueses sentem-se bloqueados. E sem esperança.

Tudo o que dá lucro é privatizado para os tubarões financeiros abocanharem pedaços de Portugal como predadores de alto calibre … tudo em nome desse louco contentamento neoliberal que os cega.

Só faz falta inventar um aparelho que controle o oxigénio que respiramos para um grupo de executivos empreendedores nos obrigar a pagar uma taxa de acordo com a capacidade aspiradora de oxigénio de cada um de nós… provavelmente um negócio da china… Cuidado com a privatização do pensamento…

Se se privatiza a água que nasce da natureza e se entrega aos tubarões por que não esperar pela privatização do ar, do azul do céu, das praias, das ruas, dos tribunais, das prisões … É para isto que o guião aponta: tudo tem de ser privatizado para dar lucro aos donos, mesmo que seja à custa da miséria da população.

A correr foi o PR ao Dubai vender o país aos multibilionários dos Emirados…campos de golf, sol, e a TAP e flexibilidade laboral …e os salários baixos…

E para realizarem esta política de miséria põem ao seu serviço a miséria da política atual.

O PR que durante pelo menos uma década foi como chefe do PPD e do governo o paladino da bipolarização agora quer consenso. O homem que na Europa não conhece países em que a oposição e o governo não se entendam é um homem que também vive fora do continente europeu. É um homem de com sonsos… Da cooperação estratégica com o governo maioritário de Sócrates, à demissão do minoritário porque os sacrifícios impostos eram insustentáveis até à proteção a todo o custo do governo atual…cujos sacrifícios são sustentáveis por causa dos m e   r c a d o s.

Para embelezar esta miséria chega a senhora ministra da terra, do mar e do ar e das casas a proclamar que em cada casa só poderá haver dois cães e quatro gatos, não se sabendo se no que se refere a canários, periquitos, lugres, tentilhões ou cágados a limitação é tão apertada. Et voilá tendo em conta o liberalismo que este governo apregoa …             Lembram-se?

Este governo intimida todos pondo todos contra todos. Já não é só miséria que espalha, mas também desesperança. E medo do futuro com mais punição quotidiana.

O Íncola de Belém

O íncola de Belém foi aos Emiratos Árabes Unidos alegando que o fazia para aumentar as exportações para a região.

Foi oferecer a flexibilidade laboral, as privatizações, impostos baixos para os investidores e as reformas dos últimos dois anos.

Levava a TAP debaixo do braço para vender aos multibilionários dos petrodólares, que não se mostraram interessados.

Falou dos campos de golf e das corridas de cavalos. E da beleza das portuguesas E o Paulo Portas das ondas da Nazaré…

Assegurou que os recentes escândalos não abalaram o prestígio externo de Portugal.

A verdade é que há mais quem fale da credibilidade externa a este propósito.

Estranha-se pois os políticos são em primeira mão responsáveis diante do povo que os elegeu e Cavaco a isso nada diz há muito. Nem a propósito de um rol alargado de amigos e compinchas a contas com a justiça.

Regressa a Belém para embasbacado com a riqueza dos emires e Fundos dizer que Portugal está bem visto por esta gente.

Pode ser que sim. Ele lá sabe porque o afirma. Cá por terras lusas ele e seu governo estão muito mal vistas; mesmo muito mal.

Portugal é uma nação com quase um milénio e com um passado extraordinário. Não é para andar a ser vendido ao desbarato a gente que, em termos de regime democrático, só conhece o absolutismo e a sharia…

Há quem ande a vender sabonetes, pregos, banha e outros diversos. São os bufarinheiros. Ao que chegou o íncola de Belém. O Paulinho das feiras não admira. Trocou as feiras pelo luxo árabe de puro sangue. Encantador.

Atração Fatal

Quando seria de esperar que o “novo” PS fosse cuidadoso nos primeiros passos de uma nova vida, ei-lo a confirmar a atração fatal pela direita, pelo PSD.

Parece que o PS precisava de levar pelo braço o PSD para mais uma negociata vergonhosa e caminharem juntos na defesa dos seus exércitos de quadros de costas virados para as aflições da população portuguesa.

>É triste que António Costa, um dirigente experiente, se tenha deixado enredar neste negócio lascarinho levando os portugueses a descrer ainda mais dos partidos políticos.

Como é possível que o PS possa condenar a política de austeridade do PSD e antes ainda de ser governo se aproxime do partido maioritário do governo para os titulares dos cargos políticos receberem as subvenções, entretanto suspensas?

Este passo político gorado pela corajosa e lúcida iniciativa do BE de avocar a decisão para o Plenário da AR vem colocar em cima da mesa com toda a força o fosso que separa o arco do governo da população.

E a atração fatal do PS pelo PSD . O PS terá medo de assumir a governação sem o encosto da direita? É preciso estar muito ligado à política neo liberal para ter dado este passo…ou a direcção  do PS ensandeceu e não é capaz de segurar a pulsão barriguista dos seus deputados…incapazes de ter em conta as condições de vida do povo português.

Quem Vai Desaparecer? E Quem Vai Aparecer e Onde?

A Ministra das Finanças diz que se a TAP não for privatizada vai desaparecer. É uma tirada igual a tantas outras e a que já nos habituou.

Quem não se lembra das declarações acerca da segurança do BES?

E da declaração em socorro do BCP por ter falhado os testes de stress?

Como pode a Sra Ministra sustentar tal afirmação? Que certeza tem ela que um privado gere melhor a TAP que uma administração pública responsável e competente?

Por acaso os cérebros do BPN, do BCP, do BES geriram melhor? Eos banqueiros que geraram esta brutal crise que este governo quer que seja o povo a pagá-la?

Que preguiça intelectual usam estes adoradores do novo deus do mercado para partirem do princípio que o que é privado é bom e o que é público é mau?

Será que alguma companhia aérea da China (TODAS ESTATAIS) vai comprar a TAP? A EDP dá grandes lucros à empresa chinesa…

Certo, certo é que esta senhor não vai desaparecer, vai antes aparecer, um dia destes, depois de ter cumprido o seu papel, a ocupar algum alto posto de alguma poderosa instituição financeira a ganhar bom dinheiro …

A TAP poderá desaparecer no contexto de uma privatização que dará bom dinheiro a quem esteja aos comandos da operação.

Ou seja uma grande negociata não é sinal de bom negócio para o país, mas de negociatas e negociatas já nos habituou este e outros governos.

Quando já não houver mais nada para privatizar será que algum capitalista empreendedor e inovador irá propor ao governo da nação a privatização do oxigénio que se respira e que é gasto como a água por todos nós?

Quo Vadis PCP?

Vale a pena ler este tesouro nimbado na Soeiro Pereira Gomes.
QUO VADIS PCP?
Ocorre perguntar, sendo assim, por que caiu? por que não se conhece um único esboço de oposição do povo da RDA à queda? por que motivo as centenas e centenas de milhares de “militantes” do PSUA não mexeram um dedo? E por que razão os milhões de votantes no PSUA nem uma unha mexeram para defender a fantástica sociedade onde viviam? De onde veio a imperatriz Merkel? Onde estava? Porquê a chamada queda? Não caiu?Será que não?
A pergunta final : É aquele socialismo tão prestigiado mundialmente que caiu com todo o seu peso que o PCP ainda defende?
Se não é, qual a razão de tão rasgado elogio que nem os dirigentes do PSUA fizeram aquando da queda?
Talvez a resposta se encontre na defesa até hoje da invasão da Checoslováquia pela URSS, mesmo contra a opinião dos comunistas russos e checos…
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O futuro da Humanidade não é o capitalismo mas o socialismo e o comunismo
25 anos depois
A chamada «queda do muro de Berlim»

A pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim» está a ser levada a cabo uma campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública.

 

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Perante a campanha anticomunista de intoxicação da opinião pública desencadeada a pretexto da passagem de 25 anos sobre a chamada «queda do muro de Berlim», o PCP considera necessário afirmar o seguinte:

1. Mais do que a «queda do muro de Berlim» o que as forças da reacção e da social-democracia celebram é o fim da República Democrática Alemã (RDA), é a anexação (a que chamam de «unificação») da RDA pela República Federal Alemã (RFA) com a formação de uma «grande Alemanha» imperialista, é a derrota do socialismo no primeiro Estado alemão antifascista e demais países do Leste da Europa e, posteriormente, a derrota do socialismo na URSS.

2. A criação da RDA socialista, herdeira das heróicas tradições revolucionárias do movimento operário e comunista alemão (de que, na sequência de Marx e Engels, são símbolos Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Ernest Thalmann) é inseparável da vitória sobre o nazi-fascismo na 2.ª Guerra Mundial e produto das aspirações do martirizado povo alemão à liberdade, à paz e ao progresso social.

A responsabilidade da divisão da Alemanha, a que desde o primeiro momento a URSS se opôs, cabe inteiramente às potências imperialistas (Estados Unidos, Grã-Bretanha e França) que nas respectivas zonas de ocupação, e ao contrário do que aconteceu na zona de ocupação soviética, não só não desmantelaram completamente as estruturas hitlerianas como protegeram os nazis e os monopólios alemães (Krupp, Siemens, e outros) responsáveis pela carnificina da guerra e criaram em 23 de Maio de 1949, contra os próprios Acordos de Ialta (Fevereiro de 1945) e de Potsdam (Julho/Agosto de 1945), uma RFA capitalista amarrada ao imperialismo norte-americano e à NATO, fundada aliás nesse mesmo ano, seis anos antes da resposta dos países socialistas do Leste da Europa com a criação do Tratado de Varsóvia em 1955, na sequência da entrada da RFA na NATO.

3. Hostilizada e caluniada pela reacção internacional, a RDA, pelas suas notáveis realizações nos planos económico, social e cultural e pela sua política antifascista e de paz, impôs-se e fez-se respeitar no concerto das nações como Estado independente e soberano e tornando-se depois de anos de duro combate membro de pleno direito da ONU (1973) em simultâneo com a RFA. Mas o imperialismo nunca desistiu das suas tentativas de liquidar a RDA socialista acabando em 1989 por alcançar a vitória, conseguindo que manifestações, nomeadamente em Leipzig, que na sua essência reclamavam o aperfeiçoamento do socialismo e não a sua destruição, ganhassem a dinâmica contra-revolucionária que conduziu à precipitação dos acontecimentos e à anexação forçada da RDA pelo governo de Helmut Kohl.

4. É necessário desmascarar a hipocrisia daqueles que, clamando contra o muro erguido em Berlim pelas autoridades da RDA, têm construido e continuam a construir barreiras do mais variado tipo (sociais, raciais, religiosas e outras) por esse mundo fora, incluindo muros físicos, intransponíveis de que o exemplo mais brutal é o muro erguido por Israel para cercar e aprisionar o povo palestiniano na sua própria pátria, a que se juntam os muros erguidos pela Coreia do Sul na Península da Coreia dividida, por Marrocos contra a luta libertadora do povo sahauri, pelos EUA na fronteira com o México e outros.

5. A construção do muro de Berlim em 1961, com carácter defensivo, é um episódio histórico que se situa num tempo de agudíssima confrontação anticomunista, visando, de acordo aliás com a estratégia de «contenção do comunismo» proclamada pelo presidente dos EUA HarryTruman, a subversão dos países socialistas.

É um produto da «guerra fria» – desencadeada pelo imperialismo ainda em plena 2.ª Guerra Mundial com o criminoso lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima e Nagazaqui – e da criação no Centro da Europa onde se confrontavam os dois poderosos blocos político-militares (a NATO e o Tratado de Varsóvia) um dos mais perigosos focos de tensão internacional.

É a resposta a constantes provocações na linha de demarcação entre a parte Leste e Ocidental da cidade e reiteradas violações de soberania da RDA, no coração de cujo território se encontrava Berlim, num incontestável acto de segurança e de soberania.

Independentemente da opinião que se tenha sobre a construção do muro de Berlim, a verdade é que este, se não contribuiu, pelo menos não impediu que a RDA fosse internacionalmente reconhecida como Estado independente e soberano, o Acordo Quadripartido sobre Berlim, o reconhecimento mútuo e a normalização das relações entre a RFA e a RDA e todo o processo de coexistência pacífica e desanuviamento na Europa que conduziu em 1975 à Conferência de Helsínquia sobre a Segurança e a Cooperação na Europa.

6. É importante não esquecer que a competição entre os dois sistemas sociais opostos, o capitalismo e o socialismo, teve em solo alemão uma das suas mais importantes e perigosas expressões. O esforço do imperialismo para apresentar a RFA e Berlim Ocidental como «montra do capitalismo» foi colossal. Um tal contexto confere ainda mais significado às realizações e ao prestígio mundial da RDA socialista, e à sua activa política de paz e de solidariedade internacionalista.

O PCP não esquece que o povo português encontrou sempre na RDA e no Partido Socialista Unificado da Alemanha (PSUA) solidariedade para com a sua luta contra o fascismo e para com a Revolução de Abril.

7. Ao contrário do que então foi apregoado por um capitalismo triunfante, a «queda do muro de Berlim», a anexação da RDA, as derrotas do socialismo no Leste da Europa, não contribuíram para a segurança e a paz na Europa e no mundo. Pelo contrário.

Aquilo a que assistimos no território da ex-RDA foi à destruição forçada das realizações económicas, sociais e culturais de mais de quarenta anos de poder dos trabalhadores e, no plano internacional, à tentativa de impor, tal como proclamado por Bush durante a Guerra do Golfo, «uma nova ordem mundial» contra os trabalhadores e contra os povos. A aliança agressiva da NATO, em lugar de dissolver-se como aconteceu com o Tratado de Varsóvia, reforça-se e estende a sua esfera de intervenção a todo o planeta e a CEE, transformada em União Europeia com o Tratado de Maastricht, afirma sem lugar para dúvidas a sua natureza de bloco imperialista dando um novo salto nas suas políticas neoliberais, federalistas e militaristas e na sua articulação com os EUA e a NATO. A Alemanha, manifestando as suas ambições de grande potência económica e militar, estende a sua esfera de influência para o Leste do continente europeu e lança-se na destruição da Jugoslávia tornando-se responsável pela primeira guerra na Europa depois da 2.ª Guerra Mundial. A situação que hoje se vive na Ucrânia, nomeadamente com a ascensão ao poder de forças fascistas, a perseguição anticomunista e a escalada de confrontação com a Rússia é o desenvolvimento lógico da «cavalgada» do imperialismo para Leste que se seguiu às derrotas do socialismo na RDA e noutros países socialistas.

8. O sistema capitalista que na viragem dos anos oitenta/noventa do século passado se apresentava a si mesmo como o melhor dos mundos possível em matéria de democracia, direitos humanos, desenvolvimento económico e progresso social, não só se revela incapaz de resolver os problemas dos trabalhadores e dos povos como tende a agravá-los cada vez mais, ao ponto de pôr em causa a própria existência da Humanidade. As derrotas do socialismo não mudaram a essência do capitalismo, antes tornaram mais evidente a sua natureza injusta e desumana. A violenta ofensiva exploradora com que os trabalhadores hoje estão confrontados e que ameaça o mundo com uma regressão social de dimensão civilizacional, a desestabilização e destruição de países e regiões inteiras, o avanço do fascismo, o perigo de uma nova guerra de catastróficas proporções, tudo isso é consequência das tentativas do imperialismo de tirar partido da «queda do muro de Berlim», ou seja, da destruição da RDA e do campo socialista como sistema mundial, para recuperar as posições que lhe foram arrancadas ao longo do século XX pela luta libertadora dos trabalhadores e dos povos, luta em que o movimento operário e os comunistas alemães desempenharam um papel que nenhuma campanha de reescrita e falsificação da História conseguirá apagar.

9. A chamada «queda do muro de Berlim» foi transformada pelos seus apologistas num símbolo do triunfo definitivo do capitalismo sobre o socialismo. Mas a evolução da situação internacional nos últimos 25 anos não só desmente as teses delirantes sobre o «fim da luta de classes» e sobre a «morte do comunismo», como mostram que o socialismo é mais actual e necessário do que nunca e que os trabalhadores e os povos de todo o mundo resistem e lutam para se libertar das cadeias da exploração e opressão imperialista.

Num processo acidentado, feito de avanços e recuos, de vitórias e derrotas, o futuro da Humanidade não é o capitalismo mas o socialismo e o comunismo.

Timor – Que Vergonha

A VERGONHOSA EXPULSÃO DOS MAGISTRADOS DE TIMOR-LESTE

A expulsão dos magistrados portugueses de Timor-Leste é chocante. A desculpa é miserável. Aquilo que desde o primeiro momento parecia ser confirma-se com o surrado “argumento” dos governantes timorenses de que os juízes não tinham capacidade técnica.

Pode passar pela cabeça que os dirigentes de um país recém-independente face a uma eventual incapacidade de juízes contratados a um país amigo decidam dar quarenta e oito horas para abandonarem o país? Não havia nesse caso outros de por termo aquele serviço? Claro que sim, até um principiante de diplomata o sabe.

Só pela maior incompetência de toda a História é que um país constatando a incompetência de juízes em serviço, vindos de outro país, por falta de juízes de outro país, procederia daquele modo…

O que se passou tem a ver com investigação que aqueles magistrados tinham em mãos e que certamente mexia com gente tão importante que teve poder para impedir a investigação e expulsar quem estava encarregado de zelar que a lei se cumprisse nas investigações que corriam os seus termos.

Afinal as riquezas de um pequeno país recém-independente e à custa de tanto sacrifício e solidariedade são objeto de negociatas que o governo de Xanana quer ver se tapa o sol com esta peneirada.

As manobras de poder para afastar a força maioritária há muito que indiciavam o rumo que iria ser dado a Timor. Voilá…Nua e crua a realidade. Para encobrir sabe-se lá que escândalos o governo de Xanana expulsa os magistrados portugueses lançando sobre eles o anátema de incompetência…Os governantes portugueses já fizeram o mesmo com os judeus…há quinhentos e tal anos.

SCP Bom e SCP Mau?

Os resultados do SCP contra o Guimarães e o Atlético foram indignos para Bruno de Carvalho.

Na verdade não foi visto no relvado nem no Afonso Henriques, nem na Tapadinha. Nem aos saltos, nem circunspecto. Não foi visto.

Refugiou-se no Facebook e desancou nos indignos. Fica a dúvida: não foi ele que os escolheu? O Marco Silva? Os jogadores?

Ele só assume os bons resultados e sacode os maus?

Ainda de outro modo: há no Sporting um seguidismo de Passos/Maria Luís/Portas/Carlos Costa e já foi criado o SCP Bom e o SCP Mau?

Quem vai ficar com o MAU?

Ainda Haverá Gente Honrada?

As notícias e os casos que envolvem corrupção são tão latitudinários que ocorre fazer esta pergunta simples: há ou não há polític@s honrad@s que não pactuem com a corrupção, cancro com metástases espalhadas em toda a comunidade?

Os casos conhecidos tocam sobretudo dirigentes dos partidos do chamado arco da governação e aparecem nos media ao sabor não se sabe bem de que cozinheiros…e de que cozinhados…

Universidades, equipamentos das Forças Armadas, bancos, ações, créditos, privatizações, fundos europeus, subsídios, vendas de empresas públicas, fugas ao fisco de alguns fundamentalistas defensores da austeridade, offshores, facilitadores de grandes negócios, negócios envolvendo escritórios de advogados, construção imobiliária nas mais diversas autarquias são, entre muitos, exemplos da magnitude que envolve a corrupção na vida nacional.

Abrange figuras do vértice do Estado e de áreas da governação central e local. E para além do que é conhecido e vem a público o mais grave é o que se respira na sociedade. Sente-se que ela está omnipresente desde o emprego para o militante do partido no poder até às luvas se tal negócio se se fizer de certo modo ou aos “agradecimentos” por as coisas terem corrido como foi combinado e graças à influência de Vossa Excelência

(Continuar a ler no Público Online)

Novas Fraturas e Novos Alinhamentos no Médio Oriente

O velho conflito que opunha árabes a Israel, palestinianos representados pela OLP a Israel, está a ser substituído por confrontações político-militares nunca vistas. Estão a emergir novos tipos de conflito, que se projetam dentro dos países árabes, inclusive entre os palestinianos.

A luta pela independência nacional dos palestinianos perdeu dimensão devido aos conflitos internos entre os setores laicos da burguesia nacional agrupados na OLP e corrente religiosa radicalista organizada em torno do Hamas.

Por outro lado, no plano regional, o surgimento de movimentos fundamentalistas, (Irmãos Muçulmanos no Egipto, Ennahada na Tunísia, Aliança de Forças Nacionais na Líbia, Al Qaeda, Estado Islâmico) retirou impacte ao conflito israel/palestiniano e acentuou divisões graves entre os países árabes.

Inesperadamente as chamadas revoluções árabes, na sequência de movimentações populares, guindaram ao poder toda uma série de movimentos islamitas.

Em todo o M. Oriente o único país com um governo laico onde conviviam com relativa urbanidade as diferentes religiões era a Síria.

Foi contra este regime que um conjunto de países ocidentais, árabes e a Turquia desencadearam uma violentíssima campanha político-militar para derrubar o regime.

A fronteira da Turquia com a Síria transformou-se num enorme vazadouro de armas.

Os países do Golfo com os seus biliões empanturraram os movimentos armados sunitas de armas e dólares.

Os apelos ao recrutamento de jovens ocidentais tornaram-se correntes. A “Jihad”, guerra santa, incendiou o coração de centenas de milhares de deserdados do mundo árabe e dos subúrbios de grandes cidades ocidentais.

O cheiro a pólvora e a sangue de “infiéis” funcionou como uma espécie de estupefaciente para largos setores de uma nova espécie de jovens lúmpen. Para esta camada social a democracia transformou-se na responsável pelo status quo em que vivem. Se a essa particularidade tivermos em conta que os islamistas consideram a democracia como uma heresia ficamos com o cocktail perfeito.

Desenraizados na Europa e na América, não vão combater por um país, por um ideal político, mas sim por um Califado, certamente desconhecendo totalmente o que foram os Califados e os califas. Combater por quem lhes dá poder, incluindo o de matar… Sentir esse pode de entrar numa engrenagem tão poderosa a pontos de poder matar, torturar, crucificar, degolar é algo novo na história, inclusive dos movimentos terroristas.

Os movimentos terroristas e esquerdistas nos séculos passados atacavam o poder, os seus dignatários, e não os que tinham uma religião diferente e os mais desfavorecidos.

Por outro lado, não era possível aos “Jiadistas” ocuparem cidades e grandes extensões da Síria e do Iraque se não tivessem tropas e dinheiro em abundância para lhes pagar.

Tomam o poder, confiscam bens, assassinam, aterrorizam em nome de uma certa interpretação do Islão que choca com os seus próprios conteúdos.

Naturalmente que enfraquecem os regimes dos países onde se instalam. Levam para o seu interior um novo tipo de conflito que não visa, pelo menos não o assumem, a tomada do poder nesse país, mas sim organizar novas fronteiras com base no Califado, o que é absolutamente arrepiante.

Armados pelos EUA, França, G. Bretanha, (no início do conflito militar com o regime sírio) e com os biliões dos “democratas” da Arábia Saudita, Qatar e Kuwait, estes “jiadistas” sentem-se suficientemente fortes em armamento e dinheiro para enfrentarem os EUA e a Grã Bretanha, executando covardemente cidadãos daqueles países.

A sua estratégia é envolver os EUA na guerra que travam, atraí-los ao terreno, desgastá-los e prepararem-se para uma guerra mais longa que atravesse outras fronteiras e possa tornar o mundo árabe um conflito entre sunitas e minorias muçulmanas (chiitas, aluitas e outros).

Por detrás deste conflito espreitam vizinhos não árabes e cujos governos representam outros islamismos: Erdogan do partido Islâmico na Turquia, e o Irão chiita governado por um poder clerical.

A luta contra o subdesenvolvimento, pela emancipação nacional e social sucumbe face a conflitos fluidos em que o religioso encobre os objetivos obscurantistas e de verdadeiro retrocesso civilizacional.

O envolvimento dos EUA e da “nova”coligação é uma espécie de repetição da coligação contra o Afeganistão dos Talibans de Ossama Bin Laden. O que daí resultou? Um país destruído e a necessidade ao cabo destes anos todos de negociar com os talibans … Triste é olhar o socialista Hollande a fazer o que Chirac nunca aceitou.

Os EUA vão atacar os combatentes que armaram? E atacando-os irão também atacar o regime sírio, dando força à Al Qaeda, de onde sairam estes jihadistas treinados na Turquia e na Jordânia?

Enquanto os árabes se ocuparem a matar-se uns aos outros, com o alto patrocínio ocidental, bem pode Israel esfregar as mãos e continuar a bantustização da Palestina, impedindo a criação de Estado Palestiniano independente, conforme decisões das Nações Unidas.

Os islamistas continuarão na senda de eliminar a democracia, os direitos humanos e instalar regimes ditatoriais, perseguindo minorias; instalando o caos.

Para enfrentar o caos onde há petróleo e gás natural só os impérios estão em condições…mesmo que os tenham treinado e armado.

Farsantes

O homem à custa de tanto imitar o São Cavaco, o seu santo protetor, caiu agora num exercício de imitação que só um daqueles padres experimentados o pode salvar com um exorcismo a preceito.

O Senhor Primeiro veio hoje a terreno criticar os políticos e não se ficou a perceber se ele em São Bento não faz política e se dedica com a M. Luís à psicologia experimental sobre o pieguismo, sua obsessão de há três anos bem esticados.

Cavaco, o político mais experiente, velha raposa da politiquice, também fala com desprezo da política. Ele nunca foi Primeiro- Ministro, nem é Presidente da República; ele é um santo eremita…Política não é com ele; é um vendedor de bugigangas, um bufarinheiro.

Talvez os portugueses não compreendam esta doença, mas eles sabem do que falam… Estão metidos até ao tutano no que esta velha política tem de rasteiro e opaco. São uns farsantes. E pediram os votos aos portugueses para irem rezar a Fátima, não foi?