O Conselho das Mulheres na Arábia Saudita só Tem Homens

No reino dos sabres, que fazem rolar, às sextas feiras, as cabeças dos condenados à morte depois de decepadas ,há um Conselho das Mulheres.

O Conselho das Mulheres é composto exclusivamente por homens. Os homens no poder na dinastia Saud entregaram aos homens a composição do Conselho das Mulheres.

As mulheres ficam numa sala adjacente. Pode ser que os homens precisem, em última instância… e há que as ter por perto, numa sala ao lado, uma espécie de proteção dos olhares dos homens sauditas…

As mulheres na Arábia Saudita não têm que se preocupar com os assuntos que lhes dizem respeito; os seus tutores homens encarregam-se disso.

E para que não haja qualquer tentação ou qualquer ideia subversiva de igualdade entre homens e mulheres quando o Conselho das Mulheres reúne elas ficam numa sala onde acedem aos homens, se eles decidirem, por via da internet.  É este o estatuto das mulheres na Arábia Saudita.

Fraticídio

Não há muito pudemos ver uma mulher aproximar-se de um homem numa fila do aeroporto internacional de Kuala Lumpur e colocar-lhe na cara algo que o levou à morte.

O homem que morreu era meio irmão do Presidente da Coreia do Norte.

Os irmãos, mesmo quando apenas filhos do mesmo pai, protegem-se e auxiliam-se uns aos outros. É o que se sabe. Pode acontecer não serem grandes amigos. Há, todos conhecem, casos de irmãos não se darem. É da vida.

Um Presidente da República de um país pode ter um irmão ou meio irmão de quem não seja amigo ou com quem não se dê bem por motivos vários, sobretudo se desconfiar que pode ter apoios no país vizinho.

Mas em pleno século XXI um Presidente da República ordenar a morte do seu meio irmão num outro país afetando, para tanto, meios químicos, só ao alcance do Estado, é algo que ultrapassa de um modo violento a normalidade de um Estado se relacionar com outros Estados.

E que pensar de um homem de pouco mais de trinta anos se relacionar com o familiar meio irmão um pouco mais idoso perpetrando o seu homicídio…

Talvez se possa imaginar, que se para assassinar o seu meio irmão é capaz de criar um problema gigantesco com a Malásia, a sua capacidade de aterrorizar a população da Coreia do Norte, que sendo uma República é dirigida como se fosse uma monarquia de há cinco ou seis séculos retratadas nas obras de William Shakespear, não deve ter limites.

Pobre coreanos cujo país tem bombas atómicas e um presidente capaz de fratricídio. No entanto não têm alimento, nem sossego.

 

Bardamerda

Foi o que Bruno de Carvalho ofereceu, acabado de eleger por uma cabazada, a quem não gosta do Sporting.

Já não há reação dos sportinguistas a semelhante atoarda porque sabem que daquela cabeça tudo pode sair.

No dia seguinte à eleição, quando sobre a relva os discursos deixam de ter a mínima eficácia, o Vitória de Guimarães mostrou a Jorge Jesus/Bruno de Carvalho de como se joga futebol…com muito menos dinheiro.

Em longuíssima entrevista ao Record de 05.09.2016 Jorge Jesus agradeceu a Bruno de Carvalho por lhe ter dado todas as condições para ganhar títulos.

Nessa entrevista Jorge Jesus considerou o SCP candidato a ganhar tudo em Portugal. Mas disse mais ”… as pessoas não têm noção nenhuma do que era o Sporting quando cheguei e o que é hoje o Sporting…”

Para bom entendedor as palavras valem por dizer que há um Sporting antes de Jesus e um Sporting depois de Jesus. E os sportinguistas a pensar que era antes e depois de Bruno de Carvalho.

Com Jesus e Bruno ganhou uma supertaça e este ano o candidato a ganhar tudo não vai ganhar nada.

O Sporting empatou à flor da relva porque na segunda parte, disse Jesus, não teve a qualidade da primeira, apesar de estar a falar do Sporting depois dele e depois de Bruno lhe ter dado o que queria.

No fim do jogo Bruno foi pedir desculpas aos adeptos por não ter ganho. Viram os que viram as festinhas do Presidente na cara dos adeptos.

Por volta das três da manhã num repentismo próprio dos grandes jogadores escreveu que os jogadores e a equipa técnica têm de ter olhos no presidente…

Vá lá alguém entender esta arte cabalística do Sporting.

Jesus é a aposta para o Presidente; pago a peso de milhões.  Bruno o homem que dá tudo ao Sporting e a Jesus. Um duo inseparável. Porém, de madrugada, depois do golo de Marega, Bruno deve ter pensado

– Olhem para mim, bardamerda!

Assim vai o glorioso Sporting Club de Portugal. Contente como o demonstram os votos. Vem aí o Tondela. Só se pode separar o que está junto, incluindo um dueto de cordas, sem violinos como no Sporting de outrora.

 

Hipocrisia Rançosa

Há algo de intrigante no quotidiano político desta nossa nação à beira mar estendida a construir algo de novo neste velho continente. Algo cómico e revelador da fragilidade dos políticos que colocam os mercados e o capital financeiro acima dos portugueses e de tudo.

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A Alma que Sustenta o Corpo

Longo, muito longo tem sido o caminho dos humanos das cavernas até aos dias de hoje. E sempre em ascensão para novos patamares de conhecimento. E com a esperança de tornar o velho novo e de tudo desvendar. E de alcançar o que se não alcança. O estatuto de divindade.

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Que o Mundo se Cuide de Trump!

Donald Trump, o novo Presidente dos EUA, com a sua política de perseguição aos imigrantes veio acrescentar um sério e novo problema aos muitos que os países de origem desses imigrantes enfrentam agravando também os das regiões mais próximas desses países.

A tragédia que o Iraque vive há mais de uma década resulta da invasão levada a cabo pelos EUA contra o direito internacional.

Os iraquianos fugiram da guerra devastadora, a qual abriu espaço a um novo conflito militar e à ocupação de parte do território pelo Daesh.

A invasão do Iraque baseada num monumental embuste que envolveu figuras menores como Durão Barroso e Paulo Portas não destruiu o que não havia – armas de destruição massiva – mas destruiu o tecido da nação iraquiana levando à sua fragmentação entre chiitas, sunitas e curdos.

Não levou à instauração da democracia, nem ao respeito pelos direitos humanos, antes fazendo o país viver muito pior, em termos de respeito pelos direitos humanos, que no reinado totalitário de Saddam Hussein, como hoje é reconhecido universalmente.

O Iraque antes do embargo e da guerra era um país rico e que recebia mão-de-obra de muitos países, incluindo de Portugal. A guerra, como seria de esperar, levou ao êxodo dos iraquianos, criando nos países vizinhos novos problemas, somando aos que já haviam e não eram poucos.

A Líbia era um que precisava da mão-de-obra ocidental, quer a mais especializada, quer a outra. Era um país enorme produtor de petróleo e uma nação estável, dirigida por um homem que impunha um sistema repressivo, mas nada que se compare com o que está a acontecer desde que os EUA, a França, e o Reino Unido decidiram derrubar o regime e contribuir para o assassinato cruel (sem julgamento ou farsa como no Iraque em relação a Saddam) do homem com quem fizeram chorudos negócios.

Milhares de portugueses foram trabalhar para a Líbia à procura de condições de vida que não encontravam no seu país.

No que se refere à Síria governada por uma espécie de república monárquica com base na família Bachar o regime repressivo em termos de liberdades democráticas foi sempre um travão sério aos fundamentalistas islâmicos e na região um dos mais respeitadores das minorias cristãs, ao contrário da Arábia Saudita onde só é respeitada a fé muçulmana na versão Wahabita, muito próxima da praticada pelos jiadistas do Daesh.

A guerra civil entre o regime laico e repressivo de Bachar e os islâmicos do Daesh apoiados pela Arábia Saudita, Catar e Kuwait dilacerou o país e fez com que o Estado Islâmico pudesse ocupar uma enorme porção daquele país. Nestas condições os sírios fugiram do inferno criado pelo brutal confronto militar.

O Iemen é palco de um conflito militar que vem de muito longe (no período da guerra fria havia o Iemen do Norte e o Iemen do Sul, o primeiro próximo dos EUA, o segundo da URSS) e que as duas potências regionais ( Arábia Saudita e o Irão) exploram a fundo, sendo certo que a Arábia Saudita sempre teve ambições de anexar parte do território iemenita.

Há mais de um ano que os aviões sauditas bombardeiam o Iemen, e esta é uma verdade indesmentível.

Os EUA são os principais responsáveis pela situação criada nestes países cujos nacionais são agora também deste modo vítimas da sanha persecutória de Donald Trump.

Não bastava a estes países terem sofrido os horrores das guerras provocadas pelos EUA(caso doIraque) e do Ocidente/Nato no caso dos outros países envolvendo sempre os EUA em grande escala e sem a colaboração do qual talvez  não tivesse sido possível levar a cabo as intervenções abertas e encobertas.

A ordem de Donald Trump, entretanto considerada ilegal pelos tribunais daquele país, é uma nova violência brutal sobre os cidadãos daqueles países muçulmanos e incompreensível à luz da escolha dos visados tendo em conta que o ataque de 11 de setembro aos EUA tinha como terroristas uma maioria de cidadãos de origem da Arábia Saudita, o país cujo petróleo interessa à nova Administração ( e às anteriores) e os multibilionários negócios de venda de armamento.

Trump justificou estas medidas como sendo essenciais para a segurança da América embora não tenha adiantado factos que sustentassem essa tese.

Não se pode esquecer que George W. Bush invadiu o Iraque exatamente com base na defesa da segurança dos EUA por causa das armas de destruição massiva e do terrorismo; Trump usa o mesmo argumentário.

Trata-se de uma política perigosa vinda de um homem que se apoia em figuras ligadas a círculos da extrema-direita e tremendamente reacionários. A falta de consistência da política trumpista é um perigo para o mundo. Trump à solta pode incendiar o mundo.

Trump com estas políticas vai fazer recrudescer nas populações daqueles países e no mundo muçulmano em geral uma radicalização anti-EUA e Ocidente.

Por outro lado a proximidade da Europa do Próximo e Médio Oriente acarreta novos problemas aos países europeus já a braços com a crise dos refugiados. Será mais um problema a juntar a tantos que a União Europeia defronta.

Que se cuide o mundo, cuidando de derrotar a política trumpista.

Ai Jesus-que tristeza

A estaleca de um grande líder é visível em saber vencer e em saber perder. É nos momentos mais amargos que uma liderança se põe à prova. Aquele ou aquela que mais vezes vence sabe que a derrota também acontece. E é na derrota que vai buscar lições para de novo voltar às vitórias.

O líder que perde uma batalha tem como missão procurar unir os comandados para com eles verificar os que esteve mal e o que é necessário retificar.

Numa liderança aceite e comprometida os que ganham são os mesmos que perdem.

Não foi Palhinha que escolheu Jorge Jesus para treinador do SCP, mas foi Jesus que escolheu Palhinha para substituir Wiliam Carvalho. Nuno assumiu Soares a substituir Diogo Jota.

Na hora da derrota, no final do jogo e na esteira de outras declarações similares, Jesus sacrificou o homem que escolheu, julgando que desse modo sacudia a responsabilidade de comandante do SCP, enquanto treinador.

Aliás não foi apenas Palhinha. Visou na entrevista rápida a escolha na formação revelando um carater dúplice de apoiar Bruno de Carvalho e ao mesmo tempo desvalorizar a presidência que aposta na formação.

Jesus que se considera catedrático na tática e que arrasta treinadores estrangeiros, segundo as suas próprias declarações, a espiolhar nos treinos as suas ideias, é um deslumbrado e um egocêntrico.

As derrotas ou empates resultam ou da ansiedade dos jogadores e até dos sportinguistas ou é da falta de ambição que encontrou no SCP…tudo serve para tentar sair por cima, estando em baixo.

Nunca lhe passou pela cabeça que o líder é aquele a quem compete serenar os jogadores e contribuir para que a ansiedade baixe e as coisas regressem ao patamar da serenidade. Esse é o líder certo.

Jesus acha que foi Casillas quem ganhou o clássico, como se tivesse sido o guarda-redes que marcou os dois golos do F.C.Porto. Casillas foi contratado para defender as redes do Porto e foi o que fez, pois esse era o seu dever enquanto profissional.

Jesus é um esquecido. Foi contratado pelo S.C.P. com um ordenado chorudo para vencer tudo. Era o que ele proclamava há dois meses. Tudo. Mas não vai ganhar nada, na sua infeliz expressão em relação a um colega de profissão – bola.

Quando na Luz ninguém o queria tinha no líder Filipe Vieira uma aposta que não cedia às circunstâncias negativas. São os homens de princípios.

Outros, oportunistas, estão sempre à procura de alijar as responsabilidades próprias para ficarem bem na foto e no final sair abraçado a quem defendeu o que tinha de defender.

Trata-se de uma defesa sem defesa. De uma conduta de um líder fraco que não assume que é ele quem tem de unir e não de sacrificar. É um homem ingrato. E mal-agradecido. Como Filipe Vieira do outro lado da segunda circular bem sabe. E começa a aprender o irrequieto Bruno de Carvalho.

Trump Não É Um Nacionalista, É Um Imperialista

De repente os media e uma caterva de comentadores de uma penada passaram a considerar Donald Trump um nacionalista. Assim. Rui Tavares vai direto ao homem que escreveu o discurso de Trump, Steve Banon, que classificou o discurso de tomada de posse do Presidente como uma declaração de princípios básicos do seu movimento populista e nacionalista.

Então convém responder a esta questão – de todos os presidentes dos E.U.A. ( e não da América) qual foi o que não pôs os E.U.A em primeiro lugar? Um só, por favor…Quantas guerras os E.U.A não desencadearam para defender os seus interesses em primeiro lugar? A questão da NATO –  não foi criada sobretudo para defender os interesses dos E.U.A.?

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Regra de Ouro no PCP

O PCP defende o princípio a que chamou regra de ouro, segundo o qual no Comité Central (CC) do partido tem de haver uma maioria de quadros de origem  Dentro desta conceção e sopesando os perfis dos diversos quadros candidatos àquele organismo, o Comité Central cessante propõe ao Congresso um novo CC onde a maioria tem origem operária. Tal conceção, em abstrato, pode sobrepor-se a todas as outras possíveis virtudes que possam ter quadros empregados, intelectuais, agricultores ou pequenos empresários que se tenham distinguido no partido na luta pelos seus ideais.

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