Oiçam o papa Francisco! Oiçam!

O Papa é o chefe espiritual dos católicos na Terra. A sua palavra é infalível, dizem os crentes.

Li e ouvi em parte o seu discurso na Assembleia-Geral da ONU. Em muitos momentos do seu discurso senti-me irmanado nas reflexões de Francisco, o argentino que gosta de futebol e é Papa.

Disse em relação aos organismos financeiros internacionais…“devem velar pelo desenvolvimento sustentável dos países, evitando uma sujeição sufocante desses países a sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência.”

Este alerta vindo de quem vem que eco terá nos inquilinos de São Bento e Belém?

E no líder do partido que se reclama democrata cristão?

Este trio que é um quarteto com Maria Luís acha que está a conduzir o país para mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência não se quer confessar e arrepiar caminho?

Quando falam como zelotas dos organismos internacionais sabiam o que o Papa pensava desses organismos que submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência?

Pois se não sabiam ficaram a saber.

A população portuguesa está bem mais pobre e Portugal atrasou-se cerca de vinte anos, contudo estes crentes teimam em afastar-se das reflexões do Papa.

No fundo, bem no fundo, não é a primeira vez que alguém enxota os idólatras, os que na era moderna adoram o novo bezerro de ouro- o lucro dos todo-poderosos donos de tudo isto.

Poderão as palavras revestidas de mel e cheias de fel deste quarteto a favor dos credores dos organismos internacionais continuar como dantes, como se o seu chefe espiritual não tivesse dito o que disse?

Dito de outro modo: pode alguém ser bom católico desprezando ensinamentos tão importantes e proferidos no ”Parlamento” dos Estados de todo o Mundo, a Assembleia-Geral da ONU por Francisco? Aqueles que frequentam os templos de que Francisco é o chefe espiritual podem insistir nas políticas de pobreza e dependência dos seus povos?

Poder poderão. Enfrentam o seu povo e o seu chefe espiritual.

Gente Séria Também É Notícia

O Correio da Manhã colocou hoje com grande destaque o comportamento de um poveiro da Póvoa de Varzim, de nome, Fernando Pinto, que tendo encontrado uma carteira na casa de banho a devolveu à PSP.

A carteira tinha no seu interior, entre outras coisas, 400€.

O cidadão Fernando Pinto está em convalescença de uma operação a um tumor maligno e recebe o rendimento mínimo de inserção, cerca de 220€, segundo a notícia do CM.

Na primeira página do CM ele foi a segunda notícia com maior destaque, ultrapassando o destaque dado a Sara Sampaio que apresentou sensual uma nova lingerie de arrasar.

As notícias de gente séria num país cheio de corrupção são a certeza, que cada um tem no seu íntimo, de haver muita gente séria. Só faltam as notícias.

Um abraço com votos de boa saúde deste poveiro para o poveiro da notícia.

Coisas da Vida

Jessica Atahide publicou uma fotografia de lado com o rabo à mostra. O CM de 23 de Setembro noticia que daquele modo se pode ver a atriz como é. Assim. Não sei quantos likes teria um rabo daqueles; uma coisa é certa – aquela mulher é seguramente mais que “aquilo”, sendo que aquilo não será pouco.

No texto o jornal transcreve em discurso direto…” Nesta fotografia estou profundamente feliz e era isso que queria partilhar com vocês…”

Alguém, numa foto, de meio rabo ao léu sente-se muito feliz na exibição do que lhe pertence e o CM considera aquela exibição/felicidade notícia.
Coisas. Talvez infelizes. Depende…

CERNI E O BENFICA- ATENÇÃO BENFIQUISTAS

O novo reforço do Benfica afirmou em Buenos Aires…” Gostei do Benfica porque é o club que abre muitas portas…” Alguém podia ser mais claro quanto ao que quer do Benfica?

Ai Portugal Tão Mal, Tão Mal.

O homem chorava. Era um choro de infortúnio. Tinha trabalhado a vida inteira e…” não tinha dinheiro para comprar nada …”.E chorava. Estava num lar de idosos; o filho pagava diferença porque a reforma mínima não dava.

Passos Coelho, sem gravata, explicava-lhe que não podia fazer mais, o Estado tinha que assegurar o futuro dos reformados…O homem chorava e lamentava a sua sorte. Passos Coelho insistia que agora não podia fazer mais, mas no futuro iria ser diferente e insistia. Insistia. Insistiu. O poder sabe o que pode, até quando visita um lar de idosos.

O homem meio a chorar, meio refeito do seu choro, não esperava tanta explicação. Só estava habituado a não poder comprar nada. Agora entrara-lhe o primeiro-ministro em pose de líder do PSD a garantir-lhe que não podia fazer mais agora. Só no futuro.

O homem que tinha trabalhado a vida inteira e não tinha nada e não via futuro, não queria aborrecer o Doutor Passos que não podia fazer nada.

Terá dito em voz surda para dentro do seu infortúnio: se eu o pudesse ajudar a fazer qualquer coisa…

Mas o homem que não podia fazer nada para o bem do homem que chorava sabia que podia receber o que queria. Por isso sabia ao que ia. E lá foi rumo a outros pontos da campanha.

ESVAZIAR O PAÍS

Segundo o relatório da OCDE, hoje divulgado, entre 2011 e 2012 emigraram 105.000 portugueses, mais 5000 portugueses que a população de Viseu que em 2011 tinha cerca de 99.000 habitantes.

É como se a cidade de Viseu ficasse abandonada…Sem ninguém.

Esta é uma das façanhas do governo que quer continuar a esvaziar cidades de Portugal como há muito não se via.

Alguma vez antes das eleições o governo prometeu esta obra? Agora já se sabe do que é capaz.

A ROUBALHEIRA

Hoje no mercado do Livramento numa ação de propaganda de um partido um vendedor atirou à cara de um dos elementos da caravana…”são todos uns ladrões…”

Esta é uma das frases que mais se ouve, mas ela é muito enganadora. Desde 1977 que os governos têm sido constituídos pelos seguintes partidos – PSD,PS e CDS.

Nunca houve um governo do PCP e do BE, ou dos dois, ou de ambos com o PS, ou de um deles com o PS.

Portanto não é verdade até serem governo que sejam iguais, dado não terem tido a oportunidade para demonstrarem se fazem como têm feito os outros ou diferente.

É verdade que Álvaro Cunhal, Avelino Gonçalves, Veiga de Oliveira foram ministros sem uma ponta de lama que se lhes possa atirar. Ou os secretários de estado Vitor Louro, António Bica ou Carlos Carvalhas. Todos do PCP.

A frase tem a ver com a corrupção que grassa, mas ainda há muita gente séria, incluindo nas novas formações de que destaco O Livre .

O que falta é a coragem de não votar nos mesmos de sempre e substituir a lamúria pela valentia cidadã. Haja coragem. Se houver ao menos uma vez pode ser que o país mude. Está nas nossas mãos.

O Medo ou a Manhã de Que Falava a Sophia?

Passos e Portas receberam o país com uma dívida pública na casa dos 93.5% do PIB.

Hoje as estimativas para o final de 2015 são a de que a dívida ficará entre 128.5% e 130% do PIB.

Por este andar Portugal atingirá os 60% do PIB daqui a quantas dezenas de anos? Trinta anos? Quarenta anos? Pergunta-se: andam tão contentes a vender sucessos por ter empobrecido o país por que não se gabam deste feito?

É para isto que querem a tal estabilidade?

É este regalo que ostentam na lapela que querem continuar a semear num país bem mais pobre que em 2010?

É para isto que pedem uma confiança em branco?

Em nome da diminuição da dívida Passos empobreceu o país que vivia acima das possibilidades e o resultado foi um brutal agravamento da dívida.

O país aumentou a dívida e os bancos diminuíram-na; cada um de nós pagou cerca de 2000€ para evitar o colapso dos bancos, os que verdadeiramente viviam acima das possibilidades.

O resto é propaganda eleitoral por parte da coligação que quer Portugal a caminhar dezenas de anos para trás.

Há, porém, uma arma na mão de todos os votantes: aceitar esta ignomínia ou não deixar que a mentira triunfe.

A coligação quer com os seus amigos alemães ameaçar o futuro d@s portugues@s, negando-o, como se fossem donos do tempo por serem os donos de muita coisa, embora a consciência ainda não esteja cotada em bolsa nos mercados internacionais para desgosto dos caseiros de São Bento e Belém.

No dia quatro de Outubro vamos ver quem vence: o medo do futuro que estes capatazes da troika espalham ou a manhã de que falava a Sofia. A verdade ou a falsidade? A coragem ou a “vidinha”?

Passos Coelhos – o Transformista

Passos Coelho teve de descer à terra( noblesse oblige, eleições) e na viagem de São Bento ao chão de Portugal a aterragem não está a correr nada bem.

Passos Coelho escreveu uma carta a pedir para a troika vir. Repete-se – pediu para a troika vir – e quer nesta fase de pré-campanha alijar as responsabilidades de conjuntamente com o PS de ter perdido para vir… Claro que o Primeiro-Ministro era José Sócrates, mas o Dr Passos Coelho sonhando com o cargo de Sócrates deixou bem explícito que a queria no país. Ele e o Sr Dr Portas.
De um tiro matava dois coelhos: chamava a troika e criava condições para em nome da troika fazer tudo o que o seu programa ultra liberal lhe pedia.

Escondeu o programa e jurou com aquele ar de meio sério, meio compungido que não tocava nos salários, nem nas pensões, nem nas reformas. Esquecem-se?

Passos Coelho dá-se agora ares de indignado e proclama que ninguém gosta de cortar por cortar. Que foi obrigado a cortar.

Di-lo agora, mas ninguém pode esquecer o seu ar sério e lampeiro a dar lições sobre os portugueses a viverem acima das possibilidades e que tinham de empobrecer e trabalhar em dias que eram antes feriados.

Quem não se lembra a rotular de piegas os que não queriam emigrar… Quem esquece?
E só a impossibilidade de continuar fechado em São Bento é que o levou a descobrir que seria o primeiro subscritor para angariar fundos para recorrer aos tribunais de um ato que aplaudiu…

Passos Coelho, o homem que se esqueceu que havia descontos para a Segurança Social na Tecnoforma, que não quer que lhe falem de Dias Loureiro anda por aí a falar de fantasmas, como se não fosse ele o responsável por tudo quanto se passou nos últimos quatro anos.

Ele gabou-se que queria empobrecer os portugueses e empobreceu-os. Ele garantiu que empobrecia os portugueses para diminuir a dívida e ela aumentou substancialmente.

Ele foi o único governante que conseguiu que o PIB fosse menor quando acabou o seu mandato que quando o iniciou.

Garantiu que o BES era só saúde e implodiu.

Ele e a Sra Dra Maria Luís garantem ter os cofres cheios, mas nos hospitais em Janeiro não têm sequer macas e tiram-nas aos bombeiros. E uma em cada quatro crianças não tem comida.

Este homem não tem vergonha, nem cura. Anda escostadinho a Paulo Portas por necessidade de sobreviver e poder continuar a levar a cabo o empobrecimento dos portugueses e de Portugal. É isso o que os une.

Se continuar como Primeiro-Ministro vai alegar que pode fazer o que quiser e sem freio nos dentes. Que foi o mandato que lhe conferiram. Reparem: não tem sequer programa. Promete apenas melhorar a vida dos portugueses depois de a infernizar.
O programa de Passos Coelho é continuar a privatizar tudo e ir liquidando o Estado Social a pontos de o desacreditar diante da população e tornar-se uma caricatura que não serve a não ser para os sem – abrigo.

Não lhe falem depois nos escândalos, nem do Relvas.

Falem-lhe dos credores internacionais, do sistema financeiro, das concessões, das privatizações e do plafonamento da Segurança Social; mas não do Dias Loureiro, nem do Duarte Lima, nem do BPN.

Que homem é este que durante quatro anos foi um e nos últimos três ou quatro meses se quer transformar no que não foi, no que não é e no que não será.
Afinal o povo português terá de ir ao fundo da sua consciência e perguntar: é para isto que servem as eleições, para que nos ceguem e fiquemos sem vista, mesmo podendo ver?

No dia quatro há que escolher. Que ninguém diga que foi enganado. Às vezes queremos ser enganados só para não ter de enfrentar a realidade. Agora cabe ao povo português fazer Passos/Portas enfrentar a realidade.

Ai a Memória! – Segunda Parte

A memória é talvez o maior investimento da criatura humana. É um valor depositado que oferece garantias de quem foi quem e o quê.

O PCP estava, na altura do Congresso fundacional do CDS, no governo. E provou com oS MinistroS Álvaro Cunhal e Avelino Gonçalves que era capaz de desempenhar as funções governamentais e era leal para com os parceiros da coligação. Convém não esquecer mesmo dentro do PCP.

Dizia-se nos corredores de São Bento que os compromissos assumidos por Álvaro Cunhal eram certos e seguros, ao contrário do que era combinado com outros.
O PCP nada teve a ver com o ataque ao Congresso do CDS. Condenou-o.

O interessante é ir à memória pessoal e recordar que pouco depois do 25 de Abril Carlos Brito chamou-me à sede do PCP na Rua António Serpa.

Disse-me que o Partido não via com bons olhos o eventual saneamento na Faculdade de Direito de Freitas do Amaral e de Isabel Magalhães Colaço que os “revolucionários” de então queriam a todo o custo, criando uma clivagem na Faculdade tentando colar a UEC àqueles professores.

Durante vários meses a UEC em Direito conseguiu evitar, mas a pressão do MRPP e outros acabou por deixar a Faculdade resvalar para uma espécie de revolução cultural à portuguesa, onde muitos se agacharam.

Por amor à verdade histórica tem de ser dito que independentemente das muitas diferenças entre o PCP e o CDS, não foi o partido comunista o protagonista dos ataques ao Congresso do CDS.

Tem de se ir a dirigentes de sucessivos núcleos dirigentes do PSD para descobrir os autores materiais e intelectuais de tal façanha.

O PSD e outros receberam de braços abertos esses cavalheiros em vias de se recomporem dos excessos juvenis.
Tem de se ir àquele núcleo ativíssimo de esquerdistas que hoje estão bem instalados na vida e na altura se pronunciavam iracundos contra o golpe de estado do 25 de Abril cuja finalidade foi impedir a revolução, segundo a cartilha.

Hoje dá vontade de rir, mas era assim que Durão Barroso, Saldanha Sanches, Garcia Pereira e tantos outros quadros guiados pelas lufadas do vento leste assumiam que os PIDES MORREM NA RUA e julgamentos populares no anfiteatro de Direito sempre.

Uma vez mais na História o ódio ao progresso social tinha de ter um biombo: o anti- comunismo empedernido.

Portas é hoje um político irrevogavelmente balseiro. Tanto pode comprar o boné do Paulinho das feiras como o do partido dos reformados e agricultores como o dos cortes, ao mesmo tempo. O importante é estar no poder. Com poder é capaz de manter o partido e o partido mantê-lo.

Mas como não se pode apagar a memória, mesmo querendo, alguns dos que atacaram o CDS andam de braço dado todos contentes com o sempre (im)previsto Paulo Portas. Ai o poder…

Ai a Memória

Com a devida vénia transcrevo um pequeno mas interessantíssimo texto do grande matulão (da República Ninho dos Matulões) Zé Neves.

Na verdade este nosso Portugal tem tão pouca memória e a ignorância grassa e pensar dá trabalho que não resisto a publicar este suculento naco de boa memória que devia fazer corar de vergonha Portas e uma série de famosos.
Deliciem-se.

Portas, os mitos urbanos e os seus “conhecidos” de 75

Em Braga, Passos Coelho e Portas viram-se apertados por professores e revoltados do BES e o último lembrou-se do tempos heróicos da direita no PREC, caracterizando os agitadores:
“Alguns são espontâneos, outros já são nossos conhecidos, de 1975, quando nos quiseram limpar o sebo!…” – disse à televisão, relembrando o famoso cerco do Congresso do CDS, no Porto, que os mitos urbanos da direita atribuíram aos “comunas”.
Será que reconheceu, entre os manifestantes, as caras de Durão Barroso, Pacheco Pereira, Nuno Crato, José Manuel Fernandes (ex-Público), Henrique Monteiro (Expresso), e outra malta do “arco do poder” que, nesse passado, assumiam a pele de perigosos “esquerdistas”? Terá avistado, entre os cartazes, António Costa, que já então devia pertencer à Juventude Socialista?…
De facto, o tempo e a manipulação podem fazer parecer a memória enviesada, mas quem, em 75, convocou o “cerco” ao Congresso do CDS, foi a Juventude Socialista (o PS demarcou-se depois), os trotskistas da LCI, o MRPP, a LUAR, o MES, o PRP-BR, o OCMLP e outros grupos “esquerdistas”, onde estes “conhecidos” de Portas, bradavam o seu ódio à direita e ao capitalismo. Quanto ao PCP, Álvaro Cunhal, condenou logo o boicote ao Congresso do CDS, considerando que “tinha a marca da provocação”.
Quatro décadas depois, o “cerco” (que fez explodir a “Europa” de preocupações sobre as liberdades lusas), parece ainda dar jeito à direita para se vitimizar e fugir às responsabilidades.
Mas será que, em Braga, estavam, de facto, alguns dos que queriam “limpar o sebo” ao CDS, integrando a comitiva do Portugal à Frente ? Terá Portas sido, por um momento, sincero, quando disse, “já são nossos conhecidos”?

Luís Amado à Espera de Quê?

O Dr Luís Amado considera que é preciso uma intervenção militar para destruir o Estado Islâmico, envolvendo os moderados árabes. E ponto. Os órgãos de comunicação fizeram o resto.

Ninguém perguntou ao ex-MNE e atual banqueiro é como se destrói o E.I. Presume-se que será com bombardeamentos e botas no terreno…

Imaginemos o melhor cenário: os do costume mandam os seus aviões atacarem o E.I. e ao fim de uns quantas semanas já não há mais nada para alvejar e os danos colaterais na população são como foram no Iraque, Afeganistão abundantes…

Para impedir que os jiadistas não regressem são necessárias tropas que vão enfrentar no terreno não só os militantes jiadistas de todos os matizes como as populações bombardeadas…

No terreno com os Estados em decomposição (Síria, Iraque, Líbia, Jordânia) mandam toda a espécie de bandidos e os mais armados como seja o caso dos militantes jiadistas…

O Sr Dr acha que é possível ter tropas no terreno anos e anos a fio, sem fim à vista? Quem está disponível, independentemente do mérito da medida? Tem o Dr Luís Amado algum plano para alterar as fronteiras dos Estados? Se tem, como vai redesenhar as fronteiras?

Neste cenário é provável que por exemplo os curdos avancem para ganhar posições; logo entrará a Turquia que custe o que custar não quer qualquer espécie de autonomia para os curdos…

Mas viremo-nos agora para os árabes moderados: quem são? Onde estão? Pura e simplesmente deixaram de existir a não ser que o Sr Dr meta nesse saco os sauditas, os qataris , e Cª que têm armado o E.I. que agora é preciso destruir.
O Sr Dr Luís Amado, apoiante incondicional da invasão do Iraque, não aprendeu nada com a experiência. O seu empedernido enlevo pelos setores mais belicistas dos EUA fá-lo agora trombetear a sua vontade bélica de destruir o E.I.

A situação no Iraque, na Líbia, na Síria é muitíssimo pior do que a existente antes das intervenções.

Trata-se de algo totalmente irresponsável e contra o que resulta destas últimas intervenções, que levaram ao agravamento da situação e ao fortalecimento galopante do E.I.

Os jiadistas cresceram a tal ponto com as invasões que a solução dos EUA para o Afeganistão é colocar os talibans no poder…depois de todos estes anos de guerra…vitoriosa contra os talibans…imagine-se.

O que o Médio-Oriente necessita é de desenvolvimento, o qual não é possível em guerra permanente.

Só com o respeito pela soberania dos Estados existentes, independentemente dos regimes, e uma política de cooperação será possível ao médio e longo prazo afastar o E.I. do território que ocupa.

Seria mais eficaz a Turquia deixar de comprar e passar o petróleo que o E.I. explora ou o gás natural da Síria que uma invasão. Um boicote a esses produtos levaria a um sério debilitamento do E.I. que alimenta o seu exército com os recursos que lhe caíram nas mãos na Síria e Iraque.

Os bombardeamentos e a eventual invasão colocarão as populações contra os invasores e fortalecerão todos os que bons ou maus motivos se opõem aos ocupantes. É dos livros que, entretanto, o Dr Luís Amado deixou de ler.
Não se pode continuar a utilizar os métodos que criaram esta loucura que é hoje a situação no Médio-Oriente.

O Dr Luís Amado, agora banqueiro, voltou a acordar com o seu sonho de trocar o BANIF por algo cargo como sátrapa de um grande território algures na Síria e Iraque. Todos os sonhos são possíveis, alguns muito mais difíceis que outros.