Caos no Iemen a Quem Aproveitará?

Os bombardeamentos da Arábia Saudita e outros países do Golfo ao Iemen justificados para defender um Presidente eleito, Mansur Haidi, colocam, entre muitos problemas, o seguinte: um país absolutista onde não há qualquer espécie de eleição para formar governo porque a família real detém todo o poder e os governos são por si designados tem autoridade para bombardear um país que realiza eleições e que tem o direito de decidir por si próprio o seu futuro?
Pode um vizinho gigante em superfície e em meios financeiros e militares bombardear o vizinho extraordinariamente pobre e minúsculo em superfície e recursos?

A civilização árabe deve muto mais aos iemenitas que aos sauditas e o Iemen tem uma tradição de participação popular muito superior ao reino fechado que chega ao desplante de impedir as mulheres de conduzir, de andarem na rua sós e de abrirem salas de cinema.

Desde que foi reunificado o Iemen, ao contrário do que sucedeu na Alemanha, os problemas do país agravaram-se e os conflitos entre diferentes comunidades, nomeadamente sunitas e chiitas explodiram.

Em todo o caso cabe aos iemenitas escolherem o seu caminho por muito conflituoso que seja, dado que as intervenções externas, como se tem visto, a médio e longo prazo, agravam e acrescentam novos males aos existentes.

A revolta chiita tem a ver com as miseráveis condições de vida que essa comunidade enfrenta.

Por outro lado o porto de Aden tem uma importância estratégica muito relevante para a passagem dos cargueiros de petróleo que saem do Mar Vermelho para o Índico.

Aden foi sempre uma cidade cobiçada por todos, até pelos portugueses que tiverem que desistir face à determinação dos iemenitas.
Alegam os EUA e a Arábia Saudita que não podem deixar os chiitas ganharem o seu espaço no Iemen dado o favorecimento que tal situação daria ao Irão…Este conceito que se impôs após a 2ª grande guerra e que era uma espécie de Tratado de Tordesilhas impedia os povos de decidirem o seu futuro porque tal decisão normalmente acabaria por favorecer o outro lado e assim enfraquecer o campo rival.

Já no Bahrein a revolta chiita foi abafada em sangue pelas tropas sauditas que lhe puseram termo a tiro de metralhadora e com o beneplácito de Washington.
Se no Iemen ou Bahrein a população ou uma grande parte ou até uma parte vive em condições miseráveis, a outra parte tem de se vergar e continuar a viver na miséria porque no Irão a maioria é chiita? Pode aceitar-se este argumento?
A destruição do Iemen e a eventual amputação de territórios do país, reivindicada há muito pelo Reino saudita, vão acrescentar à região novos problemas contribuindo para que os terroristas jiadistas aproveitem o eventual vazio no terreno.

Se tivermos presentes que a guerra civil e sectária na Síria e Iraque ajudaram bastante à implantação do Estado Islâmico, vislumbra-se em que situação o Iemen pode cair, tendo em conta a real implantação da AlQaeda no país…
Os bombardeamentos, como provam os levados a cabo no Iraque, no Afeganistão e na Líbia podem conduzir a uma vitória militar, mas não garantem que se erga no terreno uma alternativa razoável.
Que pretendem os EUA ao liderar esta ação bélica contra aquele pequeno e pobre país? Num momento em que Obama negoceia com o Irão e que se confronta, nos bastidores com a Arábia Saudita, pretende sossegar os Republicanos e o lobby saudita e não aparecer como estando a fortalecer a influência iraniana na região?

Ou a enfraquecer o Irão para obrigá-lo a ceder ainda mais? Seja o que for, há que ter em conta a determinação dos iemenitas.
E entre bombardeamentos que matam brutalmente e a retórica islamista, imaginemos o que pode suceder no que à implantação do jiadismo diz respeito.

Anjinho com Asas na FIFA

A FIFA é uma organização impenetrável no seio da qual nunca se soube o que se passava. Imaginava-se que não devia ser grande coisa. Os fumos eram densos e muito mal cheirosos. Sentia-se mesmo com o Pacífico, o Índico, Atlântico ou as Caraíbas no meio. As pessoas apertavam o nariz, viravam a cara de lado e lá deixavam o mostrengo a deleitar-se.

É que o mostrengo tinha dentro de si éne mostrengos que pelos cinco continentes se iam abolentando em grandiosas comilanças.

Não é por mero acaso que o mundial de 2022 se vai disputar no Catar, tendo a equipa dirigente da FIFA chegado a marcar jogos para os meses de Junho com temperaturas que podiam atingir os cinquenta graus.

Para obrigar os jogadores das seleções a jogarem naquela data e sob aquelas temperaturas é preciso grandes investimentos para fazer baixar a temperatura… E a insistência no torneio mundial em Junho só foi desfeita porque não houve dinheiro da casa de Thani (que dirige o emirado absolutista) que pudesse impedir de ver o que toda a gente via, a impossibilidade de praticar futebol com temperaturas acima dos quarenta graus.

Blatter no topo da pirâmide olha para os seus vices e altos funcionários detidos e assobia para o ar, alegando que ele não está sob suspeita.

O arquiteto do grande e poderoso edifício, onde entram milhões como tostões que escolheu os homens da sua confiança e a quem entregou aquelas responsabilidades ,com a maior das latas, faz de conta que a lava da corrupção que sai da luxuosa FIFA nada tem a ver com ele.

Não há lava se não houver incêndio no interior do vulcão …

Pode o cume do da FIFA ficar imune a estas suspeitas e continuar a assobiar para o lado? Pelos vistos poder pode, mas por quanto tempo?

Se for reeleito e vai sê-lo haverá alguém que acredite que o Sr. Blatter era o único anjinho com asas que existia na FIFA e o resto eram diabos a cheira a enxofre com quem ele partilhava o dia a dia?

A Tesoura do PS e a Ministra M.Luís

A Sra Ministra, Maria Luís de Albuquerque, veio com a sua voz redondamente metalizada anunciar numa sessão com militantes do seu partido que era preciso cortar já seiscentos milhões de euros aos pensionistas.

Disse-o naquele registo metalizado; diferente da euforia de dona dos cofres cheios de dinheiro, a abarrotar.

A Sra em pouco mais de um mês deu conta ao país do seu estado bipolar, passando de uma euforia cheia de notas a uma depressão sem dinheiro…

Ela é a número três do governo, pois aquele que é o número dois não a aceitou como dois e revogou a irrevogabilidade de ser três.

Como número três só tem acima de si o dois e o um e não qualquer outro ministro mesmo que haja ministro que se esfarrape a andar de lambreta.

O certo é o Sr Ministro Mota, o da lambreta, veio desmentir a Ministra de Estado e número três.

E não só ele; também um Senhor que já foi Secretário de Estado do Dr Mota e que agora se dá ares de personagem de voz grave (que o diga a barba) veio, em nome do partido da Ministra de Estado e número três do governo o PSD, dizer que o problema é cortar quando o PS pegar na tesoura.

Portanto o problema não é cortar, nem o espalhanço da Dra M. Luís, nem o desmentido do subalterno, é o PS. Extraordinário. Rebenta uma guerra entre o PSD e o CDS para castigar os pensionistas em que ambos querem o corte, mas a tesoura deve ser do PS.

Há limites para muita coisa, mas para este descaramento é difícil encontrá-los. Que os pensionistas digam de sua justiça.

Uma Folha

Uma folha paroquial é o que é. Mas nem todas são como esta. O padre Constantino fez o favor de me a enviar, fresquinha e cheia de substância. Recordo nos idos anos oitenta o assassinato do bispo Oscar Romero e a dor dos meus camaradas da Frente Farabundo Marti, em Praga. Às vezes a justiça é useira e vezeira em chegar tarde. Com trinta anos de atraso…Mas chegou. Aqui fica a Folha. No Alentejo a folha é um bocado grande de terra onde se semeia. Esta Folha é também terra na mão dos homens que por cá andam; e andando por cá, como irmãos são mais que uma fé, porque a eles a fé pertence. E a não fé. Irmãos na humanidade, embora às vezes, muitas vezes não pareça.

Foi atacado pelos poderes políticos e até por membros da Igreja no seu país e em Roma que diziam que ele era um militante de uma causa política e se opuseram à sua canonização. João Paulo II quando na sua visita a El Salvador, à margem do protocolo, foi ao seu túmulo durante longos minutos.
Agora o Papa Francisco toma a decisão corajosa contra sectores integristas e conservadores da Igreja e do mundo de o beatificar colocando-o a caminho dos altares.
ACTUALIDADE

de Óscar Romero
Jesus tinha no Sermão da Montanha declarado “Felizes os que sofrem por amor da justiça e da verdade” e Romero encontrou nos céus a sua coroa de glória. Do seu sangue derramado, como mártir pelo amor, jorraram sementes de esperança.
Ainda hoje ecoam os gritos da violência e da cegueira da morte sobre inocentes e os direitos mais sagrados das pessoas continuam a ser sacrificados sobre o altar da idolatria do dinheiro e da ambição dos poderosos. O tráfico de armas, as redes de escravos, a acumulação da riqueza nas mãos de minorias e o crescente número dos espoliados e pobres cresce escandalosamente.
No mundo do trabalho os direitos laborais e sociais são imolados e a vida torna-se um risco e uma incerteza. A esperança é silenciada.
UM ALERTA PARA A IGREJA
A Igreja não pode contentar-se só com o culto e as manifestações públicas de piedade popular. O mais importante a salvar é a pessoa humana, todas as pessoas, em primeiro lugar os mais pobres.
Agradeçamos a Deus pelo dom da vida e testemunho do Bispo Óscar Romero e que ele seja um testemunho, uma luz e um exemplo corajoso a seguir.
FOLHA PAROQUIAL
Nª Srª da Conceição – 2015/05/23

UM MÁRTIR DO NOSSO TEMPO

O bispo D. Óscar Romero, um mártir por amor «incómodo», um dos maiores profetas do século XX, é beatificado hoje pelo papa Francisco em El Salvador com a presença de 250.000 pessoas.
D. Óscar Romero, foi assassinado há 35 anos, em 1985, pela brutalidade da ditadura militar quando celebrava a Eucaristia.
Morto sobre o altar quando…
O seu corpo tombou sobre o altar unindo-se a Jesus que deu a vida como um cordeiro. Ele tomou como sua a causa dos pobres, dos camponeses e injustiçados em nome do Evangelho e da opção preferencial pelos mais pobres. Os chamados “esquadrões da morte” entre 1979 e 1981 terão sido responsáveis pela morte de trinta mil pessoas.
Vivia modesta e humildemente como o Papa Francisco que também deixou os “aposentos papais”.
Sentia uma vontade enorme de estar no meio do povo, como Francisco, e dizia: “ O povo é o meu profeta e, com um povo como este, não é difícil ser bom pastor.”
Colocou-se do lado dos pobres e dizia que a Igreja deveria fazer o mesmo. Por isso foi um político neste sentido pois entendeu a luta dos mais pobres que tentavam proteger-se da violência social e real e estabelecer para si uma sociedade mais justa, livre de impunidade social e de repressão política.
Ele tinha apelado aos militares que não matassem os pobres e camponeses explorados vergonhosamente pelos donos das grandes terras e os militantes: “Vós matais os vossos próprios irmãos camponeses; e, frente a uma ordem para matar dada por um homem, a lei de Deus que diz “Não mates!” deve prevalecer. Nenhum soldado é obrigado a obedecer a uma ordem contra a lei de Deus: “Ninguém tem de se vergar frente a uma lei imoral.”
Na noite em que ele foi assassinado, a sua morte foi muito festejada entre os militares e os membros da classe patronal de El Salvador que tinham ordenado o seu assassínio.
Na missa de Exéquias dum sacerdote ele afirmou: Irmãos e irmãs, estou contente por a nossa Igreja ser perseguida precisamente devido à sua opção preferencial pelos pobres… e, por dizer a toda a gente, aos governantes, aos ricos e poderosos: a menos que vos torneis pobres, a menos que vos preocupeis com a pobreza do nosso povo, como se este fosse da vossa própria família, não sereis capazes de salvar a sociedade”.
Até mesmo quando os céus que cobriam os campos e as cidades de El salvador se tingiam de vermelho com o sangue das novas vítimas da violência, quase suprimindo as expectativas crescentes dos sem-terra e dos abandonados, Romero nunca deixou de esperar a conversão dos pecadores: “ Não façais ídolos as vossas riquezas; não reserveis para vós de uma formas que deixe os outros a morrer de fome. Para sermos felizes, devemos partilhar”. Imploro-vos, suplico-vos, ordeno-vos! Em nome de Deus: “Parai com a repressão!”
Na sua última homilia ele disse: “ Queridos irmãos e irmãs, olhemos todos com esperança para essa “coisas”, neste momento histórico… Façamos tudo aquilo que pudermos… pois todos esses desejos de justiça, paz e bem-estar que sentimos na terra se realizam para nós se os nós se os iluminarmos com a esperança cristã…
Tinha, como ser humano, medo da morte. No seu último retiro escreveu: “ O meu outro medo é pela minha vida. Não é fácil aceitar uma morte violenta. Mas Deus assiste aos mártires, e se eu chegar a sê-lo, sentirei Deus muito próximo, quando estiver a exalar o meu último suspiro.”
Óscar Romero foi um mártir por amor, pela fé e pelos pobres. No seu funeral participaram 30 bispos e mais de 250.000 pessoas. Foram recordados os seus ensinamentos: “ A violência não pode matar a verdade nem a justiça. Nós não podemos amar, odiando. Não podemos defender a vida, matando. A paz não é produto do terror e do medo. A paz não é o silêncio dos cemitérios, A paz não é o resultado silencioso da repressão violenta.”

A Banalização da Maldade

A nossa sociedade está a tornar-se mais violenta e os crimes de sangue banalizam-se.

Os órgãos de comunicação social pegam em todas as notícias que estejam tingidas de sangue; quanto mais sangue, maior receita.

O que constitui a anormalidade no seio da comunidade passa a ser a notícia, o que as pessoas querem “conhecer” ler e comentar.

Na verdade uma notícia sobre um homem que assassina a ex-cônjuge e filhos cria um grande alarme e instintivamente todos querem saber o porquê, alimentando-se no seu quotidiano dessas notícias mais ou menos escabrosas.

E se vendem é porque no mercado das notícias há quem compre.

O impulso para matar não deixa ninguém indiferente. Gastam-se milhares de milhões a proteger a saúde e a vida e de repente (às vezes) há quem passe o limiar da vida em sociedade e assassine, tantas vezes gente totalmente indefesa…
Estes atos bárbaros e muitas vezes de uma crueldade e covardia inimagináveis banalizam os próprios crimes, tendo em conta as aberturas de rádio, televisão e primeiras páginas dos jornais.

Neste dia de 25 de Maio um jovem de seu nome Bruno Costa, a trabalhar no aeroporto Francisco Sá Carneiro, encontrou, perdida, uma carteira de um emigrante com cerca de dez mil dólares. Deu conta da descoberta e o emigrante chorou de contentamento. A notícia dá conta que ambos, emocionados, choraram. O choro e a alegria não estão muito longe um do outro.

A interrogação é esta: quem puxa para grandes notícias os crimes bárbaros não podia puxar para o mesmo destaque a notícia de gente séria e honrada?
De outro modo: se os mass media apresentarem com destaque o que de bem se faz, não se está a proteger o bem? Ou se se distingue o mal e a crueldade não se está a banalizá-la?

Ficam as perguntas com a consciência de quem nem sempre as respostas são fáceis.
Por mais complexas que sejam tenho para mim que puxar pela bondade e pela solidariedade da gente que a pratica é uma forma de educação nesses valores.

Quem Quer Uma Selfie do Nosso Portugal? Quem Quer?

Podem obtê-la com alguma dose de stress na Avenida José Malhoa um pouco antes da mesquita ou na Avenida das Forças Armadas uns cem metros depois da embaixada dos Estados Unidos, no sentido de Entre Campos.

Aconselho uma dose de distanciamento para poderem ver os que conduzem na faixa da direita da José Malhoa, supostamente para virarem à direita em direção à Rua Dr Júlio Dantas, ligarem o pisca, em cima do semáforo, e guinarem à esquerda passando à frente de todos os parvos que respeitando as regras de trânsito e os concidadãos se mantêm na fila da esquerda para avançarem para a Av. António Augusto Aguiar, bem sabendo que vão ter de esperar pela sua vez.

Os empreendedores ganham aos fracos uns metros e irão provavelmente desesperar pois à frente o novo semáforo os fará perder os escassos metros que tinham ganho…

Na Avenida das Forças Armadas o caso fia mais fino. Não sei se é a inspiração da pátria do individualismo que os anima…O certo é assistirem ao seguinte: até ao viaduto tudo normal; a seguir é uma verdadeira chicana a ver quem guina à esquerda e depois à direita e depois à esquerda e num último lanço os que vão para a 5 de Outubro vêm de pisca a dar a dar para entrarem no lado direito trocando de posição com outro condutor que só se lembrou que ia para Entre Campos naquele preciso momento bem como o que ia para os lados de Santa Maria…
Que coragem Senhor@s! Que belos cidadãos a lutarem milímetro a milímetro para chegarem aos empregos mais cedo um ou dois minutos…sem se levantarem mais cedo e passando à frente de toda a gente. Extraordinário!

Porém quando se trata da luta pelos valores da comunidade não vale a pena. Já quase ninguém vai ao Estádio da CIDADANIA, onde se joga o futuro de tod@s. Isso é para os outros, o que interessa é a festa no Marquês ou na Avenida dos Aliados.

O resto, o resto, é para os outros. Ao volante, frente à televisão, na defesa da sua posição de passarem à frente na fila e do seu clube os portugueses vão em primeiro… No que ao país diz respeito não é para eles, mesmo que vivam pior que nunca desde o 25 de Abril. Cada um acredita em si, se é que acredita, pelo que se vê.

Carrascos para Decapitar Precisam-se!

O Reino saudita, segundo notícias publicadas nesta quarta, dia 20 do mês de Maio, está a recrutar com dificuldade carrascos para decapitar com sabre os condenados à morte e amputar pés e mãos aos condenados por delitos menores.

As notícias não davam conta do vencimento que o Estado saudita estará disponível para pagar. Por outro lado as leis sauditas não são suficientemente conhecidas a ponto de qualquer um dominar os requisitos para exercer aquela função de cortar cabeças, mãos e pés. Tanto mais que é de admitir em relação aos mais apressados que cristãos, hindus ou budistas não possam executar muçulmanos.

Não se sabe se foi a prática da Arábia Saudita que contagiou o Estado Islâmico ou vice-versa. Sabe-se da insuficiência de carrascos no reino, a ponto de estarem com muita mágoa a encarar a hipótese de passarem a utilizar pelotões de fuzilamento em vez da decapitação a sabre.

Um pelotão de fuzilamento implica muita organização e dá muito mais trabalho e gastos acrescidos.

Uma decapitação é uma tarefa individual que só carece que alguém amarre as mãos atrás das costas ao condenado e se assente a cabeça num cepo e zás, um golpe e a cabeça cai no outro lado, provavelmente num cesto ou no chão esguichando sangue.
O carrasco bem treinado não falhará, dizem os especialistas em decapitações. Não deverá tremer. Será assim. Olhará para o pescoço e se calhar abstrair-se-á que à sua mercê se encontra um ser humano, um muçulmano, filho de Alá, o Criador, irmão, portanto, do carrasco.

Ninguém vivo se lembra da espada cair sobre descendentes da família real. Essa coisa é para a plebe.

Os donos dos RollRoyce doirados não roubam, nem furtam. E caso precisem de algum serviço mais sujo têm muito por onde escolher: há centenas de milhar de emigrantes miseráveis no reino.

A Arábia Saudita é o país que decapita. Igual ao Reino no modo de executar só o Estado Islâmico. Uma estranha coincidência.

A Euforia Benfiquista

Percebe-se, o Benfica é o clube com mais ministros por metro quadrado, com mais presidentes de câmara por centímetro e deputados por milímetro…e mais adeptos no planeta Terra e na Lua.

O Benfica também tem comentadores, comentaristas, comentadeiros às carradas.
Um bicampeonato, coisa não vista nos últimos trinta anos (é muito ano), cria uma euforia incontrolável, como se vê.

Há, porém, outra realidade baseada em factos.

Jesus está na Luz há seis anos. Ganhou três campeonatos. O Porto outros três. O Benfica e Jesus esperaram três anos para ganhar um campeonato após terem ganho o primeiro da nova ERA galática.

Vilas Boas, aquele miúdo, limpou um e o Vitor Pereira, o novato, dois, um casalito deles. Veio o Paulo Fonseca e teve de reconstruir a equipa, o mesmo sucedendo a Lopetegui.

Jesus está há seis anos no SLB e em várias ocasiões aquilo esteve tremido, basta consultar os meios de comunicação social.

Até a chegada de Jesus à Luz aquilo era um cemitério de treinadores. Quem para lá fosse arriscava sair ao cabo de um empate, não foi Fernando Santos, o Sr Engenheiro do PENTA?

A verdade é que no dragão dois anos sem um campeonato ganho é uma eternidade…É muito tempo, é como se um fulano tivesse de dar a volta a pé ao mundo dez vezes; é uma coisa aflitiva para o instinto do dragão… Acontece, não devia, mas acontece.

Esta euforia das águias, esta onda de ânimo descontrolada em Guimarães, tem a ver com a novidade…há mais de trinta anos que não conheciam este sabor. Estão descontrolados. Não valia a pena tantos estragos.

O Presidente Vieira já aponta a conquista da Europa. Ficam um bocadinho pitosgas, que se há-de fazer? É uma doença já estudada e com o tempo passa…nem vale a pena medicação.

Depois de 2014/2015 vem 2015/2016 e cá estaremos todos para ver. Com tranquilidade. Com ou sem Jesus e a fé que ele dá aos “querentes”

Polícias e Comunicação Social

Há umas semanas atrás, mais precisamente no dia 24/03/2015 iniciou-se o julgamento do caso dos polícias de Cascais.

Em síntese trata-se de uma acusação contra grande parte de agentes da PSP que se dedicavam em associação criminosa ao tráfico de droga, segurança ilegal, extorsão, ameaça e coação, entre outros.

Nessas atividades também participavam responsáveis da PSP de Cascais.

No dia 13 de Maio de 2011 a PSP desencadeou uma vasta operação que levou à detenção de mais de uma dezena de agentes e oficiais e criou um extraordinário alarme no país por motivos óbvios, desde logo uma tremenda suspeita sobre aqueles polícias.

Sobre os agentes caiu um manto terrível de ignomínia. Cascais acordou estupefacta. Dois agentes estiveram ano e meio em prisão preventiva.
As televisões, rádios, revistas, jornais, deram ao caso um relevo enorme. A comunidade ficou a conhecer as notícias terríveis.

Iniciado o julgamento, à porta do J1 do Tribunal Criminal estacionaram os jornalistas de câmaras e canetas em punho.

À medida que vão desfilando as testemunhas o caso poderá vir a transformar-se num flop e nem sequer vir a dar à luz um ratinho.

Os jornalistas debandaram. Já não havia sangue no radar nem no GPS.

Pelos vistos uma notícia sobre polícias que não sejam criminosos não é bem uma notícia.

Vende mais dar conta de desgraças e na verdade polícias ligados ao mundo do crime é uma tremenda desgraça.

Pode ser compreensível, mas que tod@s tenham presentes que se a final os agentes da PSP vierem a ser considerados inocentes, continuarão a pairar sobre eles as notícias do opróbrio, pois a sua inocência deixará de ser notícia.

Parabéns ao Benfica

O FCP falhou na luta pelo título. Nos momentos decisivos do campeonato não se impos aos adversários.

Faltou equipa, sobraram individualidades. Quando o Benfica perdeu em Paços de Ferreira, o FCP só podia ganhar no Nacional. Empatou.

Em Belém o empate mostra a falta de caráter da equipa. O FCP sabia que tinha de vencer até porque o Benfica estava empatado. Esteve em vantagem e deixou-se empatar a cinco minutos do fim, sendo certo que o Belenenses até parecia não fazer mal a uma mosca, na segunda parte. Foi o que se viu.

Sem vontade de ser campeão não se é campeão. O FCP não teve essa vontade.

O Benfica é o clube do poder, sempre foi e apesar disso o Porto impunha-se. Independentemente das arbitragens, o Benfica foi mais equipa, mais unido e solidário. Só assim se é campeão.

Não foi só Lopetegui que falhou. Falharam todos. É preciso refundar a mística do Porto. Comer a relva. Não deitar fora oportunidades de ser campeão.
Um campeão é-o porque quando pode passar para cima e ficar em primeiro contra adversários muito inferiores não desperdiça a ocasião.

Para se ser campeão é necessário ir à procura da vitória e encontrá-la. O que se desleixa não o pode ser.

O Benfica aproveitou as oportunidades, o FCP desbaratou-as. É o primeiro dos últimos.

A direção do FCP tem de estudar bem o que falhou e saber até onde foram os erros de Lopetegui.

É este o treinador capaz de transformar os jogadores de top do Porto numa equipa vencedora disciplinando-os e fazendo deles guerreiros irmanados em busca da vitória?

O Porto não pode vir a transformar-se numa espécie de Benfica que ao longo das últimas décadas inventou as arbitragens para justificar a sua incapacidade.
Pinto da Costa e os outros dirigentes têm a palavra. Parabéns ao Benfica.