Henrique Raposo, um Raquítico de Cérenro na SIC RADICAL

Eis que um palonço participa num programa da SIC RADICAL no dia 16 de Fevereiro do corrente ano para exibir a sua infindável ignorância envolta em celofane de pacovice. E armado em intelectual…

O Senhor Raposo escreveu um livro, “Alentejo Prometido” e chamaram-no à SIC para dar conta do livro que pelos vistos trata da sua separação do Alentejo que é constituído por três distritos de Portugal; apesar disso o Sr Raposo separou-se, sem dizer para onde foi.

O primeiro problema começa exatamente no verbo separar que significa no Alentejo e no resto de Portugal desunir o que estava ligado; ora este cavalheiro nunca esteve ligado ao Alentejo, mas sim a algo que existe na sua tola. O cavalheiro separou-se da tola e como raridade saída da tola foi levado à SIC.

O sr voltou ao Alentejo, sem dizer por onde andou à procura de encontrar a” …luz debaixo do chaparro…” e não encontrou. O senhor encerra um caso de cegueira aguda; escreve livros sobre separações, vai à terra e nem debaixo do chaparro vê luz, quid iuris?…é cego.

Diz este senhor modernaço…”as alentejanas antigas nem sequer têm na sua linguagem palavra para descrever os abusos do tipo violação…” não dizem que foram violadas, desconhecem…Ai sim, pergunta o indígena de outra zona? E ele responde magnânimo… elas dizem que “ele se chegou ao pé de mim”… Que dizer de semelhante enormidade? Nem um analfabeto encartado…só um cretino.

Este ”alentejano” que se separou do Alentejo esclarece que os pais, os avós ou avôs não têm carinho pelos filhos ou netos.

De onde saiu esta espécie rara que é capaz de andar por este mundo incluindo o Alentejo três ou quatro dezenas de anos e nunca viu um pai ou um avô alentejano ter carinho pelo filho ou pelo neto? Por andou esta alma? Que maldade lhe fizeram os pais e os avós? Será que o problema é do Freud?

O senhor vai mais longe e esclarece na entrevista que para os alentejanos o suicídio é algo que cultivam, quiçá à falta de água para o regadio… Para os alentejanos suicidarem-se é como quem bebe um copo ou um chá… chegam à oliveira e enforcam-se sem qualquer problema… não são como o Saddam Hussein que mesmo antes de o enforcarem ainda arranjou problemas com aquelas citações do Corão. No Alentejo é pegar na corda e zás. Assim.

Está um ajuntamento de gente algures e o senhor pergunta o que é e a gente responde: um sujeito suicidou-se… tipo como quem diz um terramoto… e senhor que manda no programa acrescenta… tipo nevoeiro….Pois. Uma coisa natural. Tipo nevoeiro ou terramoto. Isto é que é inteligência, gente desta tomou desde o berço até hoje cerebrolizina ou fosfoneurina ou copos de inteligência dissolvida em água de bacalhau.

Conclusão: não se pode confiar num alentejano diz o senhor , suicidam-se e não acarinham ninguém.

O senhor do livro vai a Arouca ( Arouca!) e que vê ? Gente a falar na rua …palavra de honra que ele diz que vê gente a falar na rua… imaginem o que ele vê… e chega a Santiago de Cacém e o que vê?…pessoas sozinhas nas rua sem falar com ninguém…Nem viu o Manuel da Fonseca com aquela gente toda, desde a Marcha Almadanim até aos malteses. Ele de malteses tem a ideia que são tipos horríveis que lançam o Alentejo numa espécie …”de pré-guerra…” Uma espécie de destino: um gajo de Santiago não é capaz de falar, se for gaja ainda é capaz de se deixar encostar e prontos, se for gajo não consegue falar com ninguém, talvez se mudasse para Arouca…Imaginem o que se passa na moleirinha do senhor, coitado.

Este adiantado mental que não é capaz de ver a luz que atravessa um chaparro foi à SIC dizer que se separou de algo que nunca esteve ligado. E o senhor da SIC que o levou e o apaparicou achou que um terramoto era assim uma coisa natural do tipo suicídio e acrescentou…”tipo nevoeiro…”

Separemo-nos, pois, desta mediocridade erigida em conversa de gente que não vale um chaparro com ou sem luz. Que boucherie! Apesar de tudo isto o Alentejo na sua calma milenar nem dá por semelhantes borra-botas.

Domingos Lopes

Por lapso do qual o autor se penitencia confundiu Henrique Raposo com Boucherie Mendes. Pedindo as maiores desculpas esclarece que a autoria do livro é de Henrique Raposo  Boucherie Mendes é o moderador do famoso debate. A César o que é de César e a estas duas figuras de proa na descoberta do prometido Alentejo o reconhecimento pela sua caganeira intelectual.

Os Tubarões e o Rabo da Irina Shayk

Irina Shayk, modelo russa apanhou um grande susto. Foi com uma batelada de fotógrafos tirar fotos trajando fatos de banho para os lados da Polinésia francesa, onde as água do mar é azul turquesa, quase da cor dos olhos da modelo.

Segundo as notícias a pobre Irina apanhou um grande susto…”Foi um pouco perigoso porque um tubarão podia literalmente morder o meu rabo e eu ficar sem fato de banho…”, disse ela a tremer…

Qualquer tubarão que se prezasse só poderia morder o rabo à Irina para o deixar à mostra, nunca por nunca para o comer…

Os tubarões sabem perfeitamente que a Irina tinha horror de lhe verem o rabo sem aquela coisa que o tapava na sessão fotográfica… Que horror, que susto ela apanhou! Imaginem a infeliz da Irina de rabo à mostra e o tubarão a exibir-se com os restos das tiras do fato de banho.

Os tubarões, em matéria de carne humana de modelos femininos, preferem os fatos de banho. Não são tão carnívoros.

Coação e Violência Sexuais

Estudos recentes da UMAR trouxeram à tona da realidade factos assustadores no que se refere à violência sexual entre jovens.

De acordo com esse estudo 32,5% dos rapazes considera natural usar de algum tipo de violência para ter sexo e 14.5% das raparigas não considera violência forçar um beijo ou ter sexo.

O estudo obriga a pensar no mundo que estamos a ajudar a construir.

A violência sexual é um aspeto da violência geral: aquela em que apesar de tudo há mais diques a obstrui-la. Por isso espanta que uma percentagem tão elevada de rapazes a considere como padrão normal de comportamento para a prática de um dos comportamentos mais ternos entre humanos.

Os jovens de hoje são filhos da liberdade, desfrutam-na, respiram-na e têm consciência do que implica o consentimento sexual.

Se se pensar no que nos rodeia e tivermos em conta que o número de mulheres assassinadas pelos cônjuges ou namorados, no ano passado até Novembro de 2015, atingiu vinte e sete teremos uma ideia da maldade criminosa que existe na sociedade dos nossos dias ao nível do relacionamento amoroso. As notícias desta guerra contra as mulheres não param de chegar; uma guerra de cobardes contra mulheres indefesas.

O estudo divulgado (nos média) não nos revela as origens sociais destes jovens, o que seria porventura interessante.

É hoje aceite na comunidade que o que conta é o triunfo, o enriquecimento de qualquer modo, nem que para tanto seja necessário descer aos infernos. O que vale é o peso do dinheiro.

A violência tem uma linha em que passa a ser admitida, a linha da conduta contra os apresentados como os maus. Toda a violência lhes pode cair em cima.

Há por exemplo uma certa tendência para valorizar um acidente aéreo em termos mediáticos e desvalorizar o número de centenas de milhares de seres humanos que morrem de fome. Uma valorização das vítimas dos jiadistas e a desvalorização de centenas de milhares de vítimas dos bombardeamentos dos EUA e aliados…

Os valores dominantes são os ligados ao individualismo mais feroz. Os heróis da juventude são, entre outros, alguns artistas e desportistas ou multibilionários famosos que com as suas colossais fortunas fazem a vida que lhes der na real gana, onde não há limites e ostensivamente alardeiam essas veleidades de semi deuses neste vale de lágrimas para uma grande parte das populações.

Foi criado uma espécie de exibicionismo exposto na grande montra que são os média e a população embasbacada o babar-se com o tipo de vida que nunca usufruirá mas que adoraria ter, uma transformação de humanos ou objetos.

Estes são os valores. Naturalmente que uma sociedade deste tipo se baseia na violência latente ou aberta fundada numa desigualdade injustificável e injustificada a todos os níveis.

Os valores das artes e das profissões baseiam-se nos que são capazes de triunfar mesmo à custa de torpedear tudo e todos.

É a violência latente e ou aberta na comunidade. As raparigas e os rapazes para se “safarem” têm de fazer valer o que têm à mão …

A ideia dos valores baseados no trabalho, na honestidade, na perseverança, na honradez, são coisa de somenos importância.

Se é preciso isto ou aquilo para enriquecer faz-se, seja na televisão, seja no cinema, seja onde for necessário. A vida é hedonismo; os novos por serem novos vão ganhar aos velhos e o mundo é dos que têm força.

Quem tem força manda e quem manda vive como quer. Estes são os valores dominantes. Os que mandam, mandam. No mundo. Na Bolsa. Nos mercados. Aliás os mercados já se “irritam”. Já têm comportamento humano. Os mercados valem mais que um povo inteiro ou povos inteiros, isto é, o dinheiro vale tudo, a vida humana muito pouco.

Os de baixo que embasbacados pelo esplendor da vida dos de cima perdem-se e dariam tudo ou quase tudo por ser como aqueles que realmente têm vida, uma vidona.

A outra, a que eles vivem não é vida, não é nada, embora tenham consciência que a vida pode ser de outro modo se fizerem de outro modo em busca de dignidade que muito de entre estes deixaram de acreditar.

Este é o mundo cuja o grau de crueldade já atingiu os rapazes doa quatorze aos dezassete anos que acham natural forçar uma rapariga a ter sexo quando ter sexo naquela idade poderia ser uma partilha com maior ou menor cumplicidade, mais ou menos desajeitada, mas apesar de tudo algo desejada e consentida entre os protagonistas.

Se um jovem assume a violência para ter sexo ou um beijo ou quer que seja no domínio do afeto estará ou não marcado por esse estigma pela vida fora?

O rapaz que não olha a meios para ter sexo, o que violenta para responder aos desafios da idade, não está em condições de apreender a enorme satisfação do esforço do encantamento recíproco. Porquê esforçar-se se de um golpe pode obter o mesmo? Aí está a incapacidade de compreender o outro. Resta a violência.

Estes rapazes são responsáveis pelas suas condutas; no seu lastro vem se calhar um meio de violências.

A sociedade neo liberal gera um verdadeiro caos entre os seres humanos porque o poder e a força são entendidos como o meio para se chegar onde se quer independentemente da vontade do outro.

A culpa é individual, sem dúvida. Mas o homem é produto das circunstâncias; são as circunstâncias que formam o homem. Circunstâncias baseadas em valores positivos têm mais possibilidade de gerar homens e mulheres irmanados de valores e respeitadores da liberdade de cada um.

É perturbador que um terço dos rapazes de Portugal ainda não tenha adquirido, no mais íntimo de cada um, que a força do amor e do sexo reside na capacidade de ser aceite, de encantar e de ser encantado. E daí a tristeza e a alegria caminharam entre nós de mãos dadas. Não se lhes pode fugir. É preciso enfrentar a tristeza e saber preservar a alegria.

A força está exatamente no deslumbramento da perdição de dois seres que são livres e onde a coação mora apenas na liberdade de serem como são e fazerem como livremente quiserem.

A maior fatia dos entrevistados pensa assim. Felizmente, não obstante uma fatia significativa ainda não ter acordado para a possibilidade de alcançar o mesmo por esta via.

SCHÄUBLE E OS SACRIFÍCIOS ÀS NOVAS DIVINDADES

O Senhor Schäuble, Ministro da Economia da Alemanha, veio a terreno  encorajar fortemente o governo de António Costa~corrigir o rumo e a seguir o de sucesso do anterior governo porque os mercados não devem ser irritados.

Schäuble sabe que houve eleições em Portugal e que o parlamento português deu luz verde à formação do atual governo com base numa maioria significativa dos diversos partidos que o sustentam e que prometeram acabar com a política de empobrecimento do governo do PSD/CDS.

Os portugueses condenaram nas urnas essa política de empobrecimento de Portugal que em nome do combate ao déficit público o fez aumentar em cerca de trinta por cento.

Para Schäuble as eleições são um proforma nos países longínquos de Berlim devendo o governo de Lisboa seguir as ordens da capital da grande potência da U.E. sejam quais forem as aspirações traduzidas em eleições livres e democráticas.

Para a Alemanha o que conta não são as eleições em cada país, mas sim as diretivas dos mercados, caso contrário essa irritação tem de ser aplacada com vítimas que serão levadas aos magotes para os corredores do empobrecimento, da miséria, da penúria e da fome. Os deuses dos Incas e dos Maias também exigiam vítimas humanas para serem apaziguados…

Não basta aos mercados que um quarto dos portugueses vivam no limiar da pobreza ou abaixo desse limiar; o que conta são novos sacrifícios para apaziguar o seu desmedido apetite, em parte contrariado pelo novo governo.

O Senhor Schäuble investido que está pela potência dominante e pela U.E. em sacerdote oficiante dos sacrifícios de quem irrite essas novas divindades lança um desafio sob a forma de édito aos portugueses proclamando – Segui os mercados, segui as pisadas de Passos, Portas  e M.Luís e enchereis os bancos, que dominam os mercados, de milhares e milhares de milhões de euros que eles abocanharão para pagar os desmandos próprios das divindades que vivem no Olimpo não se confundindo com essa coisa humana que é a ideia democrática de serem os povos a mandar nos eleitos. Jamais! Mais- em verdade , em verdade vos digo, sobre vós cairão novos sacrifícios e pagareis com mais vítimas essa peregrina ideia de serem os eleitores a elegerem os seus representantes dando-lhes poderes para alterar o que nós, os supremos sacerdotes, decidimos em nome dos novos deuses – o sagrado cifrão ao serviço do imaculado lucro.

Por cá, pelas terras de Sertório e Afonso Henriques, de D. João I e do Marquês de Pombal , os Passos, os Gaspares, as Luís, os Portas e as Cristas, e tutti quanti, correm loucamente atrás destas inflamadas palavras para zurzir os portugueses e Portugal.

Os que aguardam as atenções das grandes divindades correm a ajoelharem-se de mão estendida pedindo que avancem e restituam a política seguida e castiguem a população por querer ter uma vida digna como as demais populações da U.E.

Schäuble declarou guerra ao novo governo atirando-lhe à cara- Recuai, voltai ao redil, ao bom caminho porque se o não fizerdes cá estaremos para vos domesticar pelas vossas leviandades.

Portugal é um país pequeno comparado com a grande Alemanha reunificada e com outros grandes países da U.E. Mas é uma nação com mais de novecentos anos e com as fronteiras desenhadas há séculos e séculos. Um país com altos e baixos na sua História, como todos; com verdadeiras epopeias e momentos desastrosos.

Não está a atravessar um bom momento e as dificuldades são gigantescas. Nem sempre os portugueses fizerem tudo bem. Entraram para a CEE a pensar que iriam beneficiar de uma política apregoada de coesão social…

Há contudo que dizer que os de baixo não causaram tanta desgraça como os de cima. Os bancos já deram cabo de mais de quarenta mil milhões de euros do empréstimo da troika. E querem mais, mais e mais.

Assim sendo cabe perguntar: o que quer o Senhor Schäuble o poderoso ministro alemão?

Pelo teor e pela interpretação do seu pronunciamento quer mandar em Portugal. Não pode haver dúvidas. Sempre houve na História de todas as nações os que se aliaram aos estrangeiros para partilhar os despojos. Dada que a atual irritação dos mercados não dá para engolirem tudo e sempre escolherão em primeiro lugar a parte mais apetecida ficarão os restos para os que servem a Roma, como no velho império…

Para que tudo ficasse claro Cavaco Silva, o íncola de Belém por mais alguns dias, anunciava as condecorações aos homens que nunca irritaram os mercados, antes lhes entregaram generosas oferendas de vítimas do empobrecimento imposto – Maria Luís, Vitor Gaspar, Pires de Lima, Nuno Crato.

Schäuble apesar de tudo só mandará em Portugal se Costa se aninhar ao seu diktat e se os portugueses atarantados por tanta desgraça quiserem.

domingos lopes

Viva la Muerte!

…” Uma morte gloriosa era preferível a uma existência aviltada…” é uma frase retirada do romance de Ma Yuan “Mudanças”, escritor chinês, prémio Nobel da Literatura em 2012, a propósito da vontade da personagem principal de se alistar para ir invadir o Vietnam. Dá que pensar pela sua atualidade.

Nem sempre será possível explicar tudo; haverá sempre em matéria de comportamentos humanos zonas de sombra e escuridão.

Assistimos atónitos à conduta de homens e mulheres que sacrificam a vida suicidando-se para sair da existência aviltada e abraçar a morte que dá acesso à glória.

Na execução por parte do Daesh de cinco alegados espiões no início deste ano o carrasco afirmou perante a câmara do vídeo dirigindo-se a Cameron … “ Somente um imbecil se atreve a enfurecer um povo que ama tanto a morte como tu amas a vida”…

Presume-se que este povo sejam os habitantes sob controlo do Daesh que como se sabe não constitui historicamente nenhuma nação, mas o importante não é esse “detalhe” mas a glorificação da morte. Haverá algum povo que ame mais a morte que a vida? Se por acaso houvesse já não existia.

Voltando ao romance “Mudanças” a personagem quer morrer gloriosamente ao serviço do Exército de Libertação Popular da China até porque os seus progenitores receberiam a merecida compensação….

A vida insignificante levava-o em busca do heroísmo e da glória e da compensação da família humilde pobre, sem meios para sequer sustentar os filhos, a tal vida aviltante.

Num livro editado pela Editora Ulisseia em 1973 e traduzido por Maria de Lamas cujo título é “ Estas vozes que nos vêm do mar” constituído por cartas de estudantes japoneses que combatiam em todas as frentes do Extremo- Oriente, nas montanhas da China, nas Ilhas do Pacífico ou nas densas florestas da Birmânia. Eram pilotos de aviões- suicidas, Kamikazes, condutores de Kaitens (torpedos humanos), marinheiros e soldados da infantaria.

Albert Camus escreveu a propósito do suicido que era a confissão que a vida não valia a pena.

Nos Kamikazés, cujo significado literal é vento divino, o suicídio, tal como nos jiadistas, vale de modo radicalmente diferente da definição de Camus.

Tokuro Nakamura, estudante de Geografia, em combate nas Filipinas, numa carta enviada aos pais dizia horas antes do sacrifício”… Anoiteceu…Vou partir com coragem…Deixei no regimento as minhas unhas e os cabelos…Depois de cortar o cabelo fui comprar alguns livros levo-os comigo…”

Akio Otsuka, estudante de Direito, antes de se suicidar a bordo do seu avião escreveu”… 11:30, última manhã…vim almoçar e depois irei para o aeródromo. Creio na vitória da Grande Ásia…. Será lua cheia esta noite…Contemplá-la-ei ao largo de Okinava e escolherei o navio inimigo…”

Yasuo Ichijima, estudante da Univ. de Tóquio, escreve a 24 de Abril de 1945… “ sinto-me honrado e orgulhoso por poder oferecer à minha Pátria, que amo infinitamente, uma vida de pureza…”

Ichizo Hayashi , estudante de Economia Politica da universidade de Tóquio, escreve à sua mãe momentos antes de embarcar no seu avião em Okirava…” Ao despedaçar-me sobre o inimigo rezarei por si…” Encarrego Ueno de lhe mandar esta carta, mas nunca a mostre a ninguém. Sinto-me envergonhado…”

Quer os jiadistas, quer os Kamikazés praticavam o suicídio com o intuito de provocar o maior número de mortos no inimigo.

Há, no entanto, uma diferença – os kamikazés visavam as tropas adversárias; os jiadistas utilizam as bombas humanas não só na guerra como também contra os cidadãos de outros países de modo totalmente indiscriminado, podendo até dar-se o caso de atingirem pessoas que nos países respetivos se pronunciaram contra as invasões e a guerra perpetradas pelas potências atacantes.

Neste mundo pleno de tensões, conflitos, incluindo bélicos, a morte está por todo o lado.

Desde logo onde não a vemos: no Iraque, na Síria, no Iemen onde ela resulta dos combates bélicos travados.

E depois onde ela é vista ad nauseam – nos cenários escolhidos pelas elites dos jiadistas e que visam espaços de vida normal onde se desfruta a vida.

Nos cenários de guerra, os bombardeamentos da Síria, do Iraque, do Iemen são apresentados pelos media globais de tal modo que os cidadãos se sentem anestesiados face ao horror de quem os sofre,

A morte às mãos dos terroristas, cara a cara, olhos nos olhos, geram emoções muito mais fortes e a condenação expande-se sem fim.

Entre os que preparam o suicídio para matar gente absolutamente indefesa e os kamikazés que o faziam para enfrentar o inimigo armado vai uma grande diferença – os jiadistas matam gente de mãos nuas, os segundos enfrentavam o exército inimigo. De qualquer modo uns e outros entre viver daquele modo e morrer preferiam morrer. Esta banalização da morte assusta; é como se a morte não fosse a última desgraça humana.

Camus queria significar que pode haver vidas que não valham a pena viver, mas no contexto da enorme excecionalidade que constituía a tal “confissão”.

No Paquistão os jiadistas invadem universidades e matam professores, estudantes, funcionários- os que ensinam e os que aprendem.

Esta nova espécie de glória da morte lembra o célebre discurso de Unamuno afastando-se do regime franquista, na Universidade de Salamanca, onde era reitor, interrompido pelo General fascista Millán-Astray, em 12/10/1936, aos gritos “VIVA LA MUERTE”. Unamuno prosseguiu declarando que o “Viva la Muerte” lhe equivalia a ouvir “Morte à vida”, sendo imediatamente destituído por Franco. As vidas são para serem vividas por mais glória que se busque nas mortes inglórias.

Vergonha de Todas as Cores

O jornal Público de hoje dá conta que em Middlesbrough, no Reino Unido, a empresa Jomast encarregada de alojar os requerentes de asilo ou refugiados pinta as portas das casas desses cidadãos de cor vermelha, sendo, por isso, facilmente identificáveis.

Em consequência essas casas passaram a ser vandalizadas com pinturas xenófobas e bombardeadas com ovos, entre outro tipo de violência, como por exemplo tentativas de incêndio.

O Ministro da Administração veio a público, após a denúncia, garantir que seriam tomadas medidas.

Os moradores dessas casas que, entretanto, a suas expensas, mudaram a cor das casas de vermelho para branco foram advertidos por funcionários da empresa que o não podem fazer; devendo mantê-las vermelhas.

Os moradores denunciam casas de tentativas de incêndio, de lançamento fezes de cão e de pedras contra essas casas, criando o pânico nos moradores, crianças e idosos.

A multinacional que trabalha no alojamento e segurança considera que o vermelho é a cor que identifica os prédios que administra.

E portanto os racistas e os xenófobos sentem-se perfeitamente à vontade para incendiar e cometer outros crimes contra refugiados e asilados de dezenas de países.

Para o governo e a empresa o importante não é que os moradores tenham cores de acordo com o seu gosto ou até para evitar que os ataquem identificando o tipo de cidadão que ali vive.

Vale a pena recordar que há uns meses atrás David Cameron e o Presidente Hollande concordaram em montar cercas de arame farpado em Calais e açular os cães aos pobres refugiados impedindo a sua entrada naquele Reino de casas com portas vermelhas em Middlesbrough.

Hitler obrigava os judeus a trajarem uma estela identificativa. Os democratas ingleses não vão tão longe- apenas identificam os refugiados e asilados com o vermelho das portas das casas

Aos que entraram no Reino Unido para não haver equívocos pintam-se as portas de vermelho para os incendiários não se enganarem.

E quem identifica esta vergonha de todas as cores?

Marcelo, o Trambiqueiro

Pode o mais alto cargo da nação vir a ser ocupado por um trapalhão cujo caminho até hoje percorrido foi sempre pleno de ziguezagues de acordo com os ventos dominantes?

Marcelo Rebelo de Sousa tem todo um passado político que atesta à saciedade a sua postura farisaica. Uma roda ao vento. Um esfomeado de poder. Um homem de coluna dúbia.

Em plena ditadura fascista, nas suas cartas aos ditadores Salazar e Caetano, assumia-se como um admirador e em relação ao último como um impostor afirmando-se irmanado no combate ao Congresso da Oposição de Aveiro em 1973.

Estendia-se como serventuário diante daquelas sinistras personagens que dirigiram a opressão e a repressão do povo português. Porquê? Porque os admirava de todo o coração, como aliás escrevia. Ou então não e passava graxa aqueles cavalheiros para fins que se adivinham.

Na Faculdade de Direito ocupada pelos gorilas para lá enviados para “pacificar” as populações nunca lhe foi conhecido um ai ou um ui.

Veio a liberdade e a democracia e Marcelo saltou para o PPD/PSD onde se guindou ao mais alto poleiro. Ficou conhecido como maquiavélico e intriguista. A rivalizar com o Paulo Portas então iniciante na corrida ao poder varrendo o CDS e desenterrando as suas iniciais para o seu “novo” partido, o PP.

Zangaram-se. Marcelo abandonou a liderança do PSD, a tempo de votar contra o SN Saúde. Teve grandes disputas com o inefável Santana Lopes. Nunca chegou a realizar o sonho de ser Presidente da Câmara de Lisboa, nem o de Primeiro-Ministro.

Quanto a Presidente da Câmara nem com uns mergulhos no Tejo lá chegou.

Quanto ao sonho de ser Primeiro-Ministro ao que consta é que ficou muito chocado por não o ter sido quando outras figuras do PSD bem menores em termos intelectuais o foram. Coisas que ele não entendeu, nem entende.

Como é timbre do sistema a todos os ex – dirigentes do PSD e alguns do PS as televisões chamaram-no para debitar postas de opiniões sobre matéria à qual tinha chumbado, como seja o de ser incapaz de ser o que queria ser na Câmara de Lisboa e em S. Bento.

Estenderam a Marcelo uma passadeira vermelha para aos fins-de-semana ir fazer de conta que era um independente e falar de tudo e de queijos da serra ou de Serpa. Sobre o que sabe e o que não sabe. É esse o serviço de um “opinador”.

Pela importância que as televisões lhe foram dando, parecia que Marcelo iria dar opiniões para que se soubesse o que nunca se saberia sem a sua sabedoria. E lá se ficava a saber o que já se sabia. E a televisão basbaque cumpria assim o dever de embasbacar ainda mais o Reino deixado por Afonso Henriques.

Defendeu a austeridade, assegurou a confiança no BES e sempre pregou a favor dos de cima contra os de baixo. Diga-se em abono da verdade que o fez com uma certa simpatia. Tinha de ser, dizia o professor.

Agora precisa do voto dos de baixo e a sua capacidade de se baixar não tem limites.

Ele vai às urgências logo que soube que morreu um cidadão que os media noticiaram, e caso houvesse mais mortes relatadas pelas televisões admitiu passar a viver nas urgências. Até final dos seus dias de campanha…

Ele vai aos Açores beber minis com pescadores.

Ele foi a uma farmácia, a uma farmácia comprar medicamentos…Quem é capaz de o fazer?

Ele entra em Casas mortuárias.

Ele faz festas a bebés rechonchudos.

Ele serve cafés em confeitarias.

Ele ajuda velhinhas a atravessar a rua.

As televisões transmitiram estes gestos heróicos do candidato que não quer propaganda, só televisões a transmitir. Quem é capaz de ir para os semáforos e simpaticamente ir ajudar velhinh@s a atravessar a rua? MRS. Só ele.

Não quer uma campanha onde se discutam ideias. No ideas; apenas afeto. Abraços e mais nada. Tudo fofo. Marcelo é um fixe. Não vai para a Casa dos Segredos; quer ir para Belém.

Ele não quer debater. Ele foge dos debates. Não são fofos. Abrem a verdade. Foge do PSD e do CDS, mas que venha o apoio…. Como Cavaco, o que indigitou Passos e indicou Costa para Primeiro- Ministro.

Marcelo faz de conta que foge da direita para chegar a Belém e continuar na senda do último íncola. É diferente, mas é igual. Proclama cooperação com António Costa. Está a fazer como Judas, como fez Cavaco que jurou cooperação a Sócrates e à primeira atirou-o borda fora.

Marcelo só quer uma coisa : ser Presidente. Até promete aprovar um orçamento que não conhece.

Marcelo sabe usar as palavras. Ele é palavreiro que nas palavras esconde as ideias. É um camaleão. Ele vai à Festa do Avante porque quer ser Presidente da República. Ele vai onde está quem o veja…se houver televisões para filmar. Se for presidente vai ter uma televisão atrás dele desde que acorda até que se deita. Vai ser um show a superar o da Teresa Guilherme. Vai rebentar uma guerra de audiências.

Marcelo não cultiva como Cavaco o tabu; Marcelo é mais para o show-off. Com ele vai ser tudo luzes em Belém; tudo frenético em torno de si próprio.

Se Marcelo for para Belém vai ser uma guerra permanente com este governo ou com qualquer governo. Marcelo não vai dar o palco a mais ninguém; o homem não vai parar. Estará em permanente agitação cosmopolita desde o futebol até ao samba no Brasil passando pelas estepes da Mongólia onde irá competir com os perdidos do mundo. E irá ao fim do mundo para ser a notícia.

Querem um trambiqueiro em Belém? Votem em Marcelo.

Há Farta

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Não são conhecidas, mesmo a partir da base de dados dos frequentadores dos reallity shows das televisões existentes, muitas pessoas que assumam o dever de revelarem que amam à farta, se bem que utilizando o verbo haver para dar conta dessa nova medida do amor.

“Amo-te muito” é bastante diferente de “Amote há farta” pela simples razão da quantidade de amor que somos levados a pensar que deve possuir a (o) enfartada(o).

Quem não conheceu amig@s que viverem apaixonados, em sobressalto febril que a paixão lhes impunha? Mas duvido que conheçam semelhante fartote de amor como o anunciado.

A confissão de quem escreveu a frase na placa que anuncia a chegada ao município de Montemor-O-Novo está provavelmente ligada à hipótese de o destinatário ali passar amiúde e saber a quem fartou com tanto amor e portanto só aparentemente é anónima.

Amote sem tracinho é bem um sinal de fartança que existe( daí o há) no pequeno grande coração cheio de amor.

Há farta; não há míngua na alma de quem alardeia o seu fartote de afeto a quem passa e satisfeit@ dê conta que afinal não foi em vão que encheu o coração do outr@ com tal abundância.

Em Montemor-O-Novo não há só uma fartura de bifanas a competir com as das Vendas novas; também há amores tão fartos que se anunciam onde geograficamente começa o concelho.

Um conselho: amem à farta mesmo que exista um h a dar mais fartura ao amor.

Quarenta e Sete Decapitações

O reino da Arábia Saudita abriu 2016 à sua maneira, com um dos símbolos da sua identidade, a nua crueldade. Como se o tempo naquele país tivesse sido cercado e deixasse de fluir, asfixiado pelo absolutismo e se vivesse ainda nos tempos da bestialidade.

Na alvorada do segundo dia de Janeiro o regime da casa Saud livrou-se de quarenta e sete opositores através de quarenta e sete decapitações.

Uma das vítimas, o Xeique Nimr Al-Nimr, de acordo com as notícias que chegam das catacumbas de um país sem tempo livre, fazia da palavra a arma contra os que não falam porque são os donos de toda a espécie de polícias virtuosas encarregadas de vigiar os que falam.

No mundo em que os homens e as mulheres podem falar há quem tenha a Arábia Saudita como parceiro de qualidade. Obama, Merkel, Hollande, Cameron e até o íncola do palácio de Belém não dispensam o Reino das decapitações e das chicotadas. O Reino em que as mulheres podem ser candidatas se os homens deixarem…

Pode a Arábia Saudita ser parceiro de uma coligação contra o Daesh quando no país leva a cabo o mesmo género de terror?

Aliás cabe perguntar onde foi o Daesh inspirar-se para pôr em prática as decapitações dos que não seguem as orientações do Califa?

A palavra que um homem pode usar para dizer o que pensa aos seus compatriotas e a partir dela formular opiniões, juízos, valores, certos ou errados como todo o ser humano é o suficiente para que a monarquia absolutista ordene que lhe seja cortada a cabeça.

A simples palavra ao sair da boca dos sauditas cria o pânico nos governantes. A palavra distingue o ser humano dos outros animais, mas os nobres sauditas não querem que os homens e mulheres falem livremente. Não suportam a ideia que cada um possa falar por sua cabeça.

O medo é tão grande que vãmente pensam que se cortarem as cabeças a quem fale livremente se veem livres das palavras. Mas não.

As quarenta e sete decapitações levadas a cabo vão provocar medo, mas a revolta também nasce do medo, assim como a coragem.

Um dia as palavras circularão livremente na Arábia Saudita e os sabres farão parte do museu dos horrores.

A Estirpe destes Cavalheiros da Desgraça

Vêm de muito longe. Houve tempos que chocaram com o poder estabelecido. Um tempo em que jogavam a honra e a vida. Custou caro afirmarem-se. Tinham em cima deles senhores feudais e reis. O crescimento de suas fortunas varreu os espartilhos da nobreza decadente. Ganharam a batalha e assenhorearam-se de riquezas imensas.

Hoje são homens, quase todos. Vestem fatos escuros e camisas resplandecentes de branco com gravata atarraxada no centro do colarinho. A estirpe destes homens impõe-lhes essa divindade que é a gravata. Alguns deles dormem com as gravatas. Em fantasias.

Do alto da sua frieza de marca são os donos disto. E daquilo. Outros pelo andar do tempo serão mais donos disto que os de cá.

São homens com seis letras H-O-M-E-N-S. Mas se bem se reparar têm milhares de letras de crédito.

Todos têm como limite não apenas isto e aquilo, mas o tudo. Tudo é o último limite destes homens que não hesitam em engolir os seus irmãos para se alcandorarem ao mais alto poder.

Aliás é tudo uma questão de força, de poder porque o poder pode e quem pode manda. Gabaram-se de serem exímios gestores, capazes de se tornarem ricos e fortes e de darem dinheiro a quem arriscasse. Logo os gabaram, sobretudo os que deles dependiam.

Homens graves, como os fatos. Tonitruantes sem elevarem a voz. Apenas as ações cotadas em Bolsa sobem ou baixam. Homens benditos, católicos todos os dias, os deste lado do mundo, mesmo quando desbastam rendimentos de centenas de milhares de néscios que acreditaram neles.

Expeditos na sua ladinice estão presentes em todas as campanhas para escolher os representantes do povo, sobretudo apoiando os que vão ganhar, outras vezes os que vão perder pela simples razão de constatarem que quem perde pode ganhar e é bom construir o futuro desde cedo.

Prefeririam até que os vocacionados para governar ganhassem em conjunto a fim de impedir surpresas desagradáveis, pois às vezes o povo que “aguenta-aguenta” não aguenta e é um sarilho quando mete as mãos no futuro e puxa as rédeas a seu sabor…

Muitos destes homens ostentam comendas e outras condecorações. O poder político não prescinde deles e até se dá o caso de irem em auxílio uns dos outros; dito de outro modo os banqueiros ajudam a colocar no poder certos políticos e estes, por sua vez, não hesitam e vão diligentes em socorro, com o dinheiro de todos, entregando-o aos “aflitos” para cobrir imparidades e prejuízos.

Sentem o seu poderio de tal modo que deixaram para trás tudo o que os distinguiu há centenas de anos: a honra e a vergonha da má fama.

No mundo dos famosos e das coisas dos famosos onde se veem e reveem metalizados e dourados são olhados pela basbaquice dos concidadãos.

Hoje alguns deles, na gula insaciável, indo muito para além de uma gestão com o mínimo de rigor, implodiram e confundindo deliberadamente as suas culpas dolosas com a missão a que se destinavam e traíram, exigem que sejam os cidadãos a pagar os seus desmandos.

Do alto da sua arrogância e da sua frieza beneficiam de um poder político-judicial capaz de condenar a mais de uma dezena de anos um burlão, mas que ainda não foi capaz de condenar um destes impantes cavalheiros.

Vestidos de escuros e de camisas brancas resplandecentes e de gravata atarraxada no centro do colarinho estes senhores estão mostrando ao país o que verdadeiramente são na atualidade, um bando de predadores orientados a destruírem a riqueza produzido pelos portugueses a quem os seus serventuários Cavaco, Portas, Maria Luís e Carlos Costa condenaram à austeridade.

São cavalheiros que congeminaram que a democracia era uma espécie de manjedoura onde se podiam saciar à exaustão. E estão a morrer de congestão. O mal é que a sua morte leva a que outros da mesma estirpe se apoderem dos restos e o Estado aguente as tais imparidades e os tais prejuízos.

Quem os viu e quem os vê. Quem pode confiar nos cavalheiros para além do Dr Cavaco, do Dr Passos, do Dr Portas e Cª e todos os Catums, Guilhermes e Cª?

O reino destes homens de escuro tresanda a vigarice. São uns salafrários.