O Medo Prendeu a Coragem

O que faz o reino da Arábia Saudita obrigar as mulheres a taparem o corpo desde os cabelos aos pés? O que explica esta obsessão? Este medo de umas pernas? Este medo de uns cabelos soltos? Este pavor? É difícil apreender o verdadeiro significado.

O medo está na rua, na vila, no deserto, na cidade. A sinalizar o medo está o polícia da virtude, aquele que obedece a quem manda fazer do medo um modo de viver. O medo pode ser tão grande, tão grande que lhe seja possível impor aos cidadãos abrir a porta aos polícias da virtude. O medo pode ser tão diabolicamente pavoroso que impeça a mulher violada de se queixar da violação, dado poder ser condenada por ter relações sexuais fora do casamento e porventura ser punida com uma pena duríssima.

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O Colapso

No debate sobre o Estado da Nação na Assembleia da República, no preciso momento em que Coelho, Montenegro, Cristas e Telmo anunciavam o colapso da Estado, tudo em Portugal funcionava normalmente. Sem exagero, o debate enchia o país mediático e esvaziava-se nas ruas.

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A Maior Falha

Fazer política como se tratasse de vender uma marca de um qualquer produto é subverter o que ela tem de nobre no sentido de permitir aos cidadãos a melhor escolha para dirigir a comunidade em que se inscreve essa opção. É fazer dessa arte e ciência um tratado de peripécias para tomar o poder em que o que se promete é apenas um meio para o alcançar e dele se servir e não para o servir.

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Afinal o Diabo Veio e Levou-o

Perdido nos corredores da sede central do PSD, cada vez mais só, enfrentando os que se querem ver livres dele, Passos precisava de combustível para atenuar o descontentamento interno e fazer frente às sondagens que dão ao partido um dos piores resultados de sempre.

Com o país unido em torno da solidariedade às populações das áreas atingidas, Passos foi obrigado a remeter-se a um silêncio custoso.

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