O Caso Grego

Quando um País entra em crise devido a um conjunto de problemas que podem ultrapassar a própria capacidade do país para os resolver e tendo em conta a União, a receita da U.E. é metê-lo no torniquete da austeridade, passando a ser um devedor, uma nova entidade nas relações internacionais.

Em nome de um programa que o povo grego rejeitou e que o levou à miséria, a U.E., capitaneada pela Alemanha, trata a Grécia como um devedor.

E se o programa do resgate ofendeu a dignidade dos gregos não há outra alternativa que não seja continuar a servir o mesmo veneno.

Ainda não havia Alemanha, nem Rússia, apenas bárbaros na velha Germania e já na Grécia nascia uma civilização e se praticava a democracia (para os patrícios).

Há alguém capaz de imaginar que um país não defenda a todo o custo o que é melhor para si? Só o íncola de Belém e os líderes do governo que se pavoneiam junto da Merkel e de Schäule como os meninos zéquinhas bem comportados, a abanar o rabo, para que não se esqueçam que existem.

O indecoro tomou conta desta gente, até o homem que habita em Belém, confunde obrigações em carteira com doações à Grécia … estão borrados de medo com o destino que as coisas podem vir a levar.

O Sr. Schäuble, é ministro das finanças da Alemanha e mais nada. Não fala, e se fala, fala indevidamente em nome da Europa. Este continente ainda não está dividido em credores e devedores, mas sim em países, nações e povos.

É coisa que a Alemanha historicamente custa a entender, mas é a verdade.

A Grécia é um país, até aqui era um protetorado; Portugal é um país, mais antigo que a Alemanha com um governo que tem o coração a bater ao ritmo dos mercados e dos credores e que fica satisfeitíssimo porque o Sr. Schäuble disse que Portugal ia bem. Como em Portugal a esmagadora maioria vai mal, como ninguém diz que vai bem, Passos Coelho e Portas ficam doidos de contentamento e quando o senhor professor de Belém os vê contentes, é o contentamento geral na capoeira de garnizés.

Simplesmente quando se manifestam em Berlim ou Bruxelas com esta alegria os portugueses nem sequer são atendidos nos hospitais por causa do frio … E as crianças deste país passam fome, cerca de um terço, e a justiça não funciona, e os salários são cada vez mais baixos por causa da concorrência…

É isto que prova que o programa funciona?

A Alemanha que exporta cada vez mais, que ganha com a crise tem quem a defenda! O mal está em não haver governantes que defendam Portugal, há figuras rastejantes diante do” Reich”.

É absolutamente inaceitável dentro de uma União de Estados tratar um país deste modo: ou pagas ou vais para a rua.

Porém vem trazer à luz do dia o que significa para o diretório da EU a soberania dos países, a sua identidade, a sua cultura.

Tudo se reduz a números: a Grécia ficou pior do que estava antes do resgate, pois tem ainda de ficar pior para então melhorar.

Quem vai beneficiar com o tal tratamento de choque é a Alemanha pois ficará com mão-de-obra mais barata e a poder exportar mais face à destruição do tecido produtivo.

A Alemanha não manda na Europa. Pode mandar em meia dúzia de governantes, mas o medo de que o exemplo da Grécia se multiplique, faz os seus dirigentes da grande coligação perder o verniz.

Um país, um povo, uma nação, têm alma, identidade, história e isso quer a Alemanha queira ou não, não se compra.

É esse o embate presente, entre os que tudo compram e vendem e a dignidade e a decência.

Já sabemos que em Portugal neste combate teremos de enfrentar os que sucumbiram aos desígnios dos diretórios europeus.

Frio em Fevereiro

Os portugueses que têm de ir aos hospitais, nestes dias frios de Fevereiro, são recebidos por técnicos que não sabem onde guardá-los e depositá-los, deixando-os pelos corredores horas e horas e até dias , até lhes poderem dar tratamento.

O Ministro e autoridades de saúde culpam as temperaturas e na linha da política oficial os doentes, pois que em vez de irem aos centros de saúde vão aos hospitais. Olha o disparate!

O frio em Janeiro e em Fevereiro é uma novidade para estes governantes… na cabeça deles o frio deve chegar em pleno Julho e, portanto, o que está mal é a realidade.

Não seria de esperar que em Janeiro e Fevereiro houvesse frio e o tal vírus da gripe que deve ter temido o futuro…e só aparecer em Agosto.

E o facto de os doentes procurarem os hospitais deve ser mania, pois agora até pagam cada ida… Deviam ir aos centros de saúde, mas não vão porque ou fecharam ou estão fechados ou não confiam…

Nestas circunstâncias o que faz o Sr. Dr. Paulo Macedo? Aparece com cara de caso nas televisões, diz que o assunto vai ser resolvido, que há muito frio, que há centros de saúde, mas a verdade é que desde Dezembro os portugueses são literalmente depositados em macas filadas aos bombeiros e depositados nos corredores dos hospitais, à espera de mudarem a pulseira de acordo com a triagem de Manchester…

Até à chegada da troika não havia notícias de tratamentos/depósitos desta natureza.

A política de empobrecimento cai dura e friamente sobre os mais vulneráveis.

A troika que se foi e o governo que ficou sabiam o que estavam a fazer. Eles andam bem agasalhadas; sabem quando há frio.

O problema deles é a seta que têm no subconsciente que liga os cuidados de saúde aos hospitais privados que não têm estas enchentes “inesperadas”. E assim vão desanimando os portugueses a ir aos hospitais.

São o que são; gente que quer mal aos portugueses, que de tanto querer agradar aos credores, aos mercados e aos donos do dinheiro é capaz de “justificar” este tratamento/depósito dos portugueses.

Bem podem dizer que o país está melhor; está tão bem, tão bem que para não se ver essa maravilha as câmaras de televisão foram proibidas de filmar os depósitos de gente viva nos depósito/hospitais.

Os episódios das urgências por todo o país eram o suficiente para este governo ir cuidar-se da cegueira e da desfaçatez que o caracteriza; porém andam os ministros todos contentes à espera do dia que possam sair para ir para outros lugares mais calmos e mais rentáveis. Pudera!

Assim Vai o Mundo

Os EUA, sob o comando do George W. Bush, invadiram o Iraque, contra quase todo o mundo.

Conseguiram enforcar Saddam Hussein e causar centenas e centenas de milhares de mortos.

No Afeganistão derrotaram os talibãs, mas foram incapazes de criar uma alternativa aos talibãs e deixam o país num caos e a reconhecer a necessidade de ter de negociar com os talibãs…Estranho.

As invasões ressuscitaram os mais tenebrosos pesadelos de séculos de cruzadas e colonialismos depositados no fundo da memória dos povos.

A violência das invasões criaram as condições para o crescimento da Al Qaeda e mais tarde do ISIS. Ambas as organizações se vêm caracterizando pela utilização da violência cruel e impiedosa. É da experiência histórica: a violência gera violência.

O ISIS decapita os ocidentais, uma crueldade que anuncia o terror do modo de existência e vida. Decapita vinte e um cristãos coptas egípcios por serem cristãos como sinal enviado aos crentes da cruz. Queima vivo o piloto árabe sunita. Crucifixa os apóstatas e crentes de outras fés em nome de uma suposta fé. Castiga homossexuais lançando-os do alto de certos prédios para a morte, a título de condenação penal. E corta as mãos e os pés aos ladrões, tal como faz a Arábia Saudita e outros países do Golfo, em relação aos “desgraçados” dos ladrões.

O Egipto não tardou a responder à carnificina e sua força aérea foi bombardear o ISIS na Líbia.

A tribo do piloto jordano e altas autoridades religiosas sunitas reclamam a crucificação dos dirigentes do ISIS.

O rei da Jordânia mandou de imediato enforcar dois jiadistas.

Já não é o choque de civilizações. Já é a guerra dentro de cada civilização. A violência e a morte como modo de reinar.

O mundo assiste a esta escalada de desnorte louco e parece nada fazer.

Na liberal e democrática Dinamarca um dinamarquês, seguidor do jiadismo, atirou a matar sobre participantes num colóquio sobre liberdade de expressão, a propósito do assassinato dos jornalistas do Charlie Hebdo e mais tarde sobre gente que estaria numa sinagoga.

Netanyahu aproveitou o sucedido e já apelou aos judeus para irem para Israel oferecendo-lhes segurança…

Na também liberal e democrática Noruega o partido no poder quer punir os que ajudem os sem- abrigo com penas de multa e prisão.

Salazar já legislara punindo os pedintes, proibindo-os de pedirem, ao que o poeta Joaquim Namorado, num brevíssimo poema afirmava que se podia proibir mendigar, mas não se podia proibir ser pobre…

Agora a liberal e democrática Noruega vai mais longe: pune quem dê esmola… Para onde vamos?

Na fronteira da Ucrânia, apesar do cessar- fogo, acumulam-se nuvens negras e ninguém ao certo sabe o que por lá irá acontecer.

Os que querem obrigar a Grécia a ajoelhar-se e continuar a viver sem a menor dignidade são europeus, todos eles muito cristãos…Não se pode negar aos democratas cristãos alemães a patente que ostentam.

Samuel Huntinghton tinha previsto o choque de civilizações, mas pelo rumo dos acontecimentos o que está a em cima da mesa é já o choque dentro de “cada civilização”, embora sob o pano de fundo do choque global.

A ideia que os países mais fortes podem dominar os mais fracos está a incendiar diversas regiões do globo.

A vaga neoliberal está a conduzir a Humanidade para o precipício ao arvorar o individualismo como valor único e supremo em detrimento dos valores de pertença à comunidade, da solidariedade social e da justiça social, instituindo o da luta feroz entre os cidadãos como modo de vida.

O rastilho está a espalhar-se. Quem matou Isac Rabin foi um judeu!

Quem matou os jovens noruegueses numa ilha da Noruega foi o cristão norueguês Anders Breivik!

Quem matou doze jornalistas do Charlie Hebdo foram dois franceses.

Quem queimou vivo o piloto sunita jordano foram os muçulmanos do ISIS!

Quem matou na Dinamarca era dinamarquês!

Parece que  o homem se tornou o lobo do homem e que o destino da Humanidade será viver sob a violência pura e dura. O que estão a fazer os cidadãos de bem? É preciso agir, antes que seja tarde.

O Irresponsável

É preciso ser muito irresponsável para perder o respeito total ao cargo que desempenha. O homem que ocupa o mais alto cargo da Nação resolveu fazer figura de líder da coligação governamental e vir a terreiro atacar a Grécia e defender ao milímetro (como sendo sua) a política do governo Coelho/Portas.

Todos à uma, Passos, Portas, Cavaco, M. Luís, ao ataque, cheios de medo, não vá a Grécia conseguir demonstrar que não é com empobrecimentos e miséria que se resolve o problema dos países endividados que tanto lucro dão aos bancos e aos países como a Alemanha que nunca exportou tanto para Portugal como em 2014.

Apavorado pelo desastre que pode ter a coligação de que se arvora em mandatário vem manipular a opinião pública portuguesa do alto da cátedra afirmando que Portugal reembolsou o FMI como se tivesse liquidado a dívida. Portugal trocou de credor naquela parte da dívida.

Portugal vai pagar ao FMI com dinheiro obtido por empréstimo junto de outras instituições.

É ainda de uma cruel irresponsabilidade perante o país, o povo português, não aproveitar a corrente que se está a criar para obter melhores condições sobre as condições de pagamento da dívida do país…

Só uma ideologia estreitíssima ou algum plano futuro podem dar sustento a estas invetivas dos governantes portugueses.

O que os faz esfarraparem-se pela defesa dos interesses dos credores esquecendo-se dos pobres dos portugueses?

A resposta é demasiado óbvia.

Como pode um homem cujos amigos que ocuparam os mais altos cargos na banca e nas instituições causarem tão graves danos à economia nacional, atacar o povo grego por querer viver com a dignidade que a direita e o PASOK gregos lhe negaram?

É um homem perdido, obstinado na defesa dos filhos pródigos do CDS e PSD.

As suas declarações contra a Grécia constituem um marco na arte de ofender um parceiro no quadro da União Europeia. Nem a Alemanha foi tão longe.

Os papistas como Aguiar Branco, M. Luís, Portas, Coelho e Cavaco, em pânico, cuidando de si e do seu futuro, passam à frente dos credores e colocam-se na primeira fila para que deles não se esqueçam pelos serviços prestados. Grandes homens! Grande mulher!

Sem um Pingo de Dignidade

Diz, do alto da sua capacidade propagandística o Vice, que Portugal não é a Grécia. Pudera, claro que não é… Ninguém o tinha dito, mas ele quis sublinhar aquela ideia na véspera do Conselho Europeu para discutir a Grécia.

Quis que a Maria Luís chegasse a Bruxelas e ficasse nítido para algum distraído que Portugal não é a Grécia. Para que não restem dúvidas vai pagar uma parte substancial do empréstimo do FMI, tirando partido da taxa de juros de acesso ao Olimpo, perdão, aos mercados…

Mas estes patriotas não querem confusões, para eles pagar é um ponto de honra, custe o que custar, como diz o Primeiro.

Há, porém, um problema a ter em conta: não são eles que pagam, é o povo, e daí o à vontade em falar pela carteira dos outros.

Se a Grécia bate o pé aos credores cujo programa deixou o país na miséria, aí vão os meninos bem comportadinhos fazer queixa dos colegas e acusá-los aos credores…dando um passo à frente com o reembolso ao benemérito FMI que certamente não se esquecerá de ter em conta esta eficiência em servi-lo…

É esta espécie de governantes que nem sequer é capaz de ter um pingo de dignidade e tirar partido da luta da Grécia para levantar a coluna e mostrar que são portugueses. Não se trata como diz o fala- barata de alinhar ideologicamente com o Sirysa, mas sim de aceitar reunir com todos os países que têm o problema das dívidas soberanas a fim de tentar encontrar soluções favoráveis para todos. A subserviência não dá para tanto. O chanceler austríaco deve ser grego. E o francês pode andar lá por perto…e o italiano, apesar de tudo.

A Grécia já tem quem a defenda, finalmente.

Portugal ainda não.

Costa que se cuide e tenha sempre presente que Portugal não é a Grécia mas o PS pode vir ser como o PASOK, como tem sido…

À Uma

O país esbanjador, com cidadãos piegas, acomodados, habituados às facilidades do Estado Social, tinha de mudar custasse o que custasse, dizia Passos Coelho. Afinal os portugueses tinham dado cabo da saúde financeira do país, disse ele com ares de indignação.

E zumba: professores, médicos, enfermeiros, bolseiros, funcionários públicos, magistrados judiciais, empresários, agricultores, pescadores, comerciantes, todos apertados no torniquete da austeridade.

Na cruzada contra os excessos de vida acima das possibilidades ficou de imediato claro que os responsáveis pelo sistema financeiro ficavam de fora, pois esses homens são de outra estirpe, a dos intocáveis.

A derrocada dos bancos não foi obra dos Jardins, Oliveiras e Costa, Salgados, Dias Loureiros e companhia, que viviam como verdadeiros paxás e gastando o que não era deles, mas sim dos que recebiam os seus vencimentos e rendimentos e aplicavam-no como entendiam, muitas vezes seguindo os insistentes conselhos dos gestores bancários. Assim proclamavam os governantes.

Passos, Portas, Maria Luís, chefes de fila da cruzada neoliberal, atiraram-se aos portugueses, confiscando-lhe parte dos vencimentos.

Fizeram-no, na melhor tradição inquisitorial, alegando que procediam para assegurar o bem das vítimas, daí a satisfação com que se atiraram à obra e o desvelo encantatório com que vão contemplando o resultado da cruzada.

Passos, Portas, M. Luís, à uma, mais o íncola de Belém, apregoam que o país está bem, mas a gripe sazonal de inverno, mais que esperada, fez parar as urgências dos hospitais e alguns portugueses vão morrendo ao fim de horas sem serem atendidos…

À uma trombeteiam o seu contentamento pelo novo estado do país, mas uma em cada três crianças está no limiar da pobreza…

À uma arreganham a tacha de satisfação pelo país que merece o crédito dos credores, mas não há vacinas para a tuberculose…e a dívida passou de 97% para 135% do PIB.

Dão ares de muito sérios pois que não querem que os portugueses paguem os prejuízos da TAP e querem vendê-la aos privados que sabem gerir, como se viu nos bancos nacionais e internacionais. Estes privados não são como meros bufarinheiros que todos os dias são confrontados com os compradores do seu produto; não se sabe quem são, sem rosto, mas podres de ricos…

A caminho de Pequim, Bruxelas, Berlim, Washington, Luanda, Dubai, Riad, oferecendo o país aos mandarins.

À uma, todos eles, enfarpelados nos seus fatos escuros ou negros, com um minúsculo emblema de um país que chora a sua tristeza, zurzem o chicote da austeridade, pois o tempo segundo o sacerdote máximo de Belém, não está para facilidades… e convém lembrar aos mais distraídos e fazer notar aos credores com quem podem contar.

À uma, anunciam reformas laborais que nunca mais acabam e que significam sempre mais sacrifícios para os que trabalham, a tal ponto que parece existir o objetivo de acabar com o Código de Trabalho e deixar o mercado regular as relações entre o empregador e o empregado … a bem da concorrência e emprego a custos mínimos e lucros máximos.

À uma, sem desfalecimentos, dando golpes profundos no Estado Social e de Direito Democrático, erguendo um novo Estado mínimo sem gorduras, que deixe à larga e sem leis os donos do dinheiro.

Todos limitando a capacidade do Serviço Nacional de Saúde a pontos dos responsáveis hospitalares terem de confiscar as macas dos pobres dos bombeiros…

À uma, atiram-se ao Syriza e convocam a Grécia a continuar de calças arriadas e continuar a política de miséria e fome que varre o país como se as eleições não servissem para nada; contando mais o lucro dos credores que a vontade soberana do povo grego.

Do alto da arrogância de garnizé Passos Coelho invetiva a Grécia a pagar, como se Portugal não fosse o que é: um país com uma colossal dívida a necessitar de ser renegociada. Renegociar – palavra terrível para ele, Maria Luís, Paulo e Aníbal. Palavra de esperança para os que querem viver numa União e não num conglomerado de países submissos ao novo Reich.

Há quem diga que tudo isto tem a ver com o seu futuro e para ajeitarem a vidinha. É o que dizem…

Diz Com Quem te Incompatibilizas, Dir-te-ei Quem És

Não há dúvidas. A Sra Ministra corta a direito. Com a sua espada refulgente ataca os veradores municipais que deixam de poder ser advogados…Sem dó, nem piedade. É bom de ver que um advogado que seja vereador no Funchal pode influenciar um processo que corre os seus termos em Vila do Bispo, por exemplo. E um deputado municipal no Alandroal , se for advogado tem uma influência considerável num processo que corra em Lisboa. Claro. É da experiência comum. Um vereador no Município de Celorico da Beira, se for advogado, na Comarca de Faro é um sério problema quanto ao seu poder de influenciar o tribunal. Toda a gente sabe isso…  O que ninguém sabia e passou a saber é que a espada da Sra Ministra estremece quando se aproxima de S. Bento. Aí estão deputados que pertencem a grandes escritórios …daqueles que ela e outros membros do governo contratam, assim como as grandes empresas deste e doutros países… Aí é que a porca torce o rabo e Ministra torce a vontade e deixa aqueles que fazem as leis do país a fazê-las porque, como é evidente, quem legisla não tem o menor poder de influenciar. Não há dúvidas, depois do Mapa Judiciário a Sra Ministra tinha de revelar ao que veio… diz-me com que te incompatibilizas, dir-te-ei quem és.

Rastejantes

Depois da vitória do Siryza na Grécia, esforço que Passos Coelho alardeia, nas mais diversas circunstâncias, no sentido de garantir que o Estado português cumprirá com os compromissos assumidos com os credores internacionais é exemplar quanto à natureza da política subjacente.

Quem assim procede, colocando acima dos interesses dos portugueses os dos credores, é o mesmo que em relação aos credores portugueses do Estado português fecha os olhos aos incumprimentos gravíssimos do Estado contribuindo de modo decisivo, muitas vezes, para a falência de inúmeras empresas portuguesas e a ruína e insolvência dos cidadãos que não recebem, esperando largos meses e anos.

Passos, certamente por motivos para ele da mais alta importância, comporta-se como um credor da Grécia, bem sabendo que não o é, tendo plena consciência que em Portugal o que fez foi passar a dívida de cerca de 97% do PIB para 134%.

O que o move? O medo de não ter sido capaz de levantar a cerviz e de passar os quatro anos de governo a rastejar em direção à chancelerina.

As ordens dos donos da Europa são para Passos e Portas mais importantes que as promessas eleitorais e os próprios interesses nacionais.

Além do medo de ficar, para sempre na História, de cócoras, há também a perceção de que os resultados eleitorais serão desastrosos para si e a sua coligação.

Ora o PPD/PSD, por tradição, não tem contemplação com os vencidos.

Para manter a sua enorme clientela de empregados nos mais diversos braços do Estado precisa do poder, que deixará de ter.

Passos necessita de outros voos; não lhe bastará ser presidente de uma espécie de Tecnoforma; os seus voos são muito mais altos.

Sabe-se, intui-se, que a corda que o levará a esses voos será da mesma natureza da que sustenta os Arnauds, os Moedas, os Gaspares e os Relvas.

A luta ao lado da Alemanha para a Grécia pague como os credores querem; a recusa em participar numa conferência com a Itália, Irlanda, Espanha e Chipre só mostra que Passos e Porta dão mais cuidado à relação com os credores do que com os portugueses.

Não são os governantes que em nome do povo que os elegeu defendem os interesses dos seus representados junto dos credores internacionais; são governantes que defendem os interesses dos credores internacionais contra a dignidade dos portugueses e de Portugal. E que fazem eco das ameaças dos credores. Acompanhados pelo homem que está no Palácio de Belém.

A(o)o Seis Menina(o)S a a Virgem de Medgugorje

 

Em Medgugorje, terra da Bósnia, de maioria muçulmana, a virgem Santa Maria, num monte íngreme surpreendeu Vicka, Ivanka, Ivan, Mirjana, JaKov e Marija… Apareceu-lhes… Não como quem aparece, mas aparecendo mesmo. Dizem os seis, mais três que os de Fátima.

O padre que os ouviu ficou com a certeza da aparição porque os seis, separados um por um, contaram a mesma estória acerca da aparição.

A virgem escolheu o Yakov para todos os anos no dia 24 de Dezembro lhe transmitir uma mensagem. E transmite. E um grande santuário assinala a aparição…o monte das aparições.

Num Cristo de braços abertos é possível, dizem, a quem for crente de verdade ver-lhe lágrimas a rolar pela face de cobre….de pena pela humanidade.

Em Medgugorje na Bósnia de maioria muçulmana católicos de todo o mundo vão ouvir a mensagem que Yakov tem para lhes transmitir, por sua vez transmitida pela virgem…

O Vaticano não reconhece o milagre, mas a Igreja reconhece e, por todos os cantos, multiplicam-se as casas, os hotéis, as pensões, os quartos para alugar e as lojas com produtos pechisbeques… enfim, o negócio instalou-se.

Dizem os católicos da Bósnia que pelo menos um milhão de católicos de todo o mundo vão a Medgugorje adorar os meninos e a Virgem.

Não sei o que pensarão os muçulmanos da Bósnia, mas não é difícil adivinhar.

A concorrência a Fátima é enorme; mas a verdade é que Medgugorje está na primeira linha do choque de civilizações. Fátima é um santuário estabilizado onde os papas já estão habituados a viajar.

Imaginemos o aparecimento de Alá a seis meninos nas Caldas da Rainha…

Em Belém no Presépio Mora a Dívida

Não tem emenda. Sofre de enfermidades apontadas pelo Papa Francisco, sobretudo duas delas: os que ocupando altos cargos se julgam únicos e os que protegem os interesses de um círculo fechado.

Do alto da sua magreza intelectual e do seu devoto apoio ao governo manifestou o seu apreço pelo quão difícil é governar, sem uma palavra para os governados.

Os votos do homem vão para os de cima; os de baixo que se amolem pois vão ter de aguentar mais uns anos de sacrifícios.

Os de cima deverão impor essa austeridade sem fim à vista e os de baixo agradecer-lhes essa responsabilidade.

É que o homem acha que a credibilidade de Portugal vem do que os mercados considerarem ser bom para eles.

E como não se pode adorar dois deuses, como diria Francisco, o Papa, ele escolheu o deus dos de cima, os do mercado.

Este homem para além de um conjunto notável de lugares comuns que rivalizam com o Tomás acha que as decisões devem ser tomadas com conhecimento de causa … brilhante!

Passos, Portas e M. Luís Albuquerque podem passar o Natal descansadinhos: em Belém no presépio não estará o menino Jesus. Em sua substituição estará para que ninguém se esqueça a dívida aos credores (aos mercadores que ele, o menino, expulsou do Templo). A ela se deverá adorar! Ah …e pagá-la.