Frio em Fevereiro

Os portugueses que têm de ir aos hospitais, nestes dias frios de Fevereiro, são recebidos por técnicos que não sabem onde guardá-los e depositá-los, deixando-os pelos corredores horas e horas e até dias , até lhes poderem dar tratamento.

O Ministro e autoridades de saúde culpam as temperaturas e na linha da política oficial os doentes, pois que em vez de irem aos centros de saúde vão aos hospitais. Olha o disparate!

O frio em Janeiro e em Fevereiro é uma novidade para estes governantes… na cabeça deles o frio deve chegar em pleno Julho e, portanto, o que está mal é a realidade.

Não seria de esperar que em Janeiro e Fevereiro houvesse frio e o tal vírus da gripe que deve ter temido o futuro…e só aparecer em Agosto.

E o facto de os doentes procurarem os hospitais deve ser mania, pois agora até pagam cada ida… Deviam ir aos centros de saúde, mas não vão porque ou fecharam ou estão fechados ou não confiam…

Nestas circunstâncias o que faz o Sr. Dr. Paulo Macedo? Aparece com cara de caso nas televisões, diz que o assunto vai ser resolvido, que há muito frio, que há centros de saúde, mas a verdade é que desde Dezembro os portugueses são literalmente depositados em macas filadas aos bombeiros e depositados nos corredores dos hospitais, à espera de mudarem a pulseira de acordo com a triagem de Manchester…

Até à chegada da troika não havia notícias de tratamentos/depósitos desta natureza.

A política de empobrecimento cai dura e friamente sobre os mais vulneráveis.

A troika que se foi e o governo que ficou sabiam o que estavam a fazer. Eles andam bem agasalhadas; sabem quando há frio.

O problema deles é a seta que têm no subconsciente que liga os cuidados de saúde aos hospitais privados que não têm estas enchentes “inesperadas”. E assim vão desanimando os portugueses a ir aos hospitais.

São o que são; gente que quer mal aos portugueses, que de tanto querer agradar aos credores, aos mercados e aos donos do dinheiro é capaz de “justificar” este tratamento/depósito dos portugueses.

Bem podem dizer que o país está melhor; está tão bem, tão bem que para não se ver essa maravilha as câmaras de televisão foram proibidas de filmar os depósitos de gente viva nos depósito/hospitais.

Os episódios das urgências por todo o país eram o suficiente para este governo ir cuidar-se da cegueira e da desfaçatez que o caracteriza; porém andam os ministros todos contentes à espera do dia que possam sair para ir para outros lugares mais calmos e mais rentáveis. Pudera!

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