A “INTENSÃO”DA SIC

É tão intenso o fervor pela notícia na SIC Notícias que o Jornal das 7 do dia 03/05/17  manifestou essa “intensão” no roda pé da emissão.

É o que se pode chamar” intensão” porque quanto à intenção da CGD essa não chega a Almeida, a alma fica-se pela sede em Lisboa onde é intensa a intenção de fechar a alma dos de Almeida no que ao balcão da Caixa se refere.

À pressa para dar lucro a CGD passa das intenções aos atos, não vá a vontade do povo de Almeida ficar ainda mais intensa e gorar-se a tal intenção que a SIC acha que é apenas intensão, adivinhando a gente o que isso seja face à tensão entre a CGD e a população de Almeida.

 

intensão


Golo de Cristiano Ronaldo

Como se fosse explodir de esforço correu. Entregou a bola e virou ao centro. Os que o deviam acompanhar não tiveram tempo de pensar. Ele adivinhou o que iria suceder e ficou no ponto imaginado no pensamento. E ela veio para o exato ponto do instinto. Saltou na bota do defesa. Subiu à altura do peito. Quando perdeu a força e descia ele alisou-a com o olhar e viu o que mais ninguém viu. No instante que há dentro dos instantes os músculos se entesaram; o peito se contraiu numa leve curvatura. A perna foi atrás e encaixou toda a fúria no peito do pé que ganhou a forma de um arco abatido e louca a bola de contentamento partiu e ninguém mais a viu. Nem o guarda redes. Só a rede.

De Brejnev à Geringonça

Não há muitos anos, no tempo da URSS, Brejnev, secretário-geral do PCUS, chegou a anunciar o início da passagem do socialismo à construção das bases materiais do comunismo. Era o chamado homem novo. O PCUS contava com 15 milhões de membros, fora os das juventudes comunistas.

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A Mulher que Ia no Carrinho de Mão

A mulher tem 76 anos. E o companheiro 59. E moram em Alpedreiras de Cima, no Bairro das Pias, ao rés da EN 4 que liga Elvas a Badajoz.
Ela não se aguenta em pé, doente. E eles precisam da sua reforma. O homem de 59 anos mete a mulher num carrinho de mão e leva-a à segurança social para receber a reforma.
A notícia não revela se ela é exibida à funcionária dentro ou fora do recinto da segurança social, nem se o carrinho entra nas instalações.
Fica-se a saber que a mulher de 79 anos vai deitada no carrinho de mão, onde os trolhas e os pedreiros levam pedras, sacos de cimento, ferramentas, inertes e os hortelãos transportam o estume para a horta. É obrigada a deslocar-se deitada no carrinho de mão pelo menos seis quilómetros, sem se saber quantas horas precisavam para essa missão e para ir à farmácia comprar os medicamentos que ela precisa e os obtém com o montante da reforma. Nem se sabe o que acontece se a mulher tiver de fazer alguma das suas necessidades.
É de presumir que o homem faça o transporte por amor ou amizade à mulher idosa de 79 anos.
Os funcionários da segurança social que olhavam e não viam que a “utente” ia deitada num carrinho de mão, como um monte de pedras, não eram cegos. Apenas olhavam e não viam.
O homem que transportava aquela mulher transportou-nos a todos para o mundo escondido da miséria mais brutal que se esconde nalguns cantos do nosso país.
Ele leva um peso físico de uma mulher doente ao longo daqueles quilómetros e os que lemos a notícia a dor que revolve a alma de raiva.

Dias Trumpianos

A administração Trump tem como marca indelével a imprevisibilidade. Pode ser o que se estava à espera e o contrário do que se esperava ou a tomada de medidas em frontal oposição com o seu compromisso eleitoral. Para Trump não há passado, nem futuro. Apenas navegação presente ao sabor dos vários conflitos abertos nas suas equipas de colaboradores e dos que martirizam o mundo. A própria dimensão do conflito não interessa a Trump, apenas saber o que pode retirar da sua existência para se afirmar enquanto líder da maior potência mundial.

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A Lei dos Tomahawks

Utilizar armas químicas contra populações indefesas é um crime monstruoso. A comunidade internacional, organizada na Organização das Nações Unidas, não pode permitir que os infratores das regras que proíbem o seu uso fiquem impunes.

É a ONU que representa os Estados que a compõem e é dela que emana o direito internacional. Esta é uma realidade indesmentível que nenhuma  “pós verdade” pode ocultar.

Há países que consideram que o regime sírio atacou com armas químicas uma localidade perto da cidade de Homs, concretamente Khan Cheikhoun. O assunto foi levado ao Conselho de Segurança da ONU, o órgão competente para analisar a questão, e deparou com duas versões contraditórias: uma atribuindo a autoria do ataque à Síria, outra que referia que a aviação síria tinha bombardeado um alvo terrorista onde se encontrava uma instalação de armas químicas dos jiadistas. Guterres, o português que dirige a ONU, colocou o acento na necessidade de descobrir a verdade através dos peritos adequados.

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Terror em São Petersburgo

Já se sabia o que foi confirmado com o atentado terrorista contra os passageiros do metropolitano de S. Petersburgo. Há mortos e mortos. Os nossos. E os outros. Os nossos mortos são franceses, ingleses, belgas, estadunidenses ou alemães. Os outros são todos os outros, embora nesses outros todos também há uns mais que outros.

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Casar com uma Muçulmana

Na Arábia Saudita, nos países do Golfo e um pouco por todo o mundo muçulmano, uma mulher não se pode casar com um não muçulmano. Só pode fazer se o não muçulmano se converter à fé islâmica. Trata-se de uma violação extremamente grave da Declaração Universal dos Direitos do Homem, nomeadamente do nº 1 do artigo 16 que estabelece …”A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm direito a casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião”… o que significa que dois seres podem casar entre si independentemente da religião de cada um deles.

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Passos – Inaugurar o Passado

Passos Coelho não quer sair do casulo em que se coseu com o passado. Em cada visita vai inaugurando o passado. É para ali que está virado.

É um homem amargurado. Cristas fugiu do passado e renega-o. Passos refugia-se nos seus corredores das muralhas de silêncio hamletianas.

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Vítimas Inocentes

 As vítimas inocentes dos atentados hediondos dos terroristas criminosos do Daesh em Paris, em Nice, em Bruxelas, em Berlim  e em Londres fizeram estremecer a opinião pública mundial.

Monarcas, Presidentes da República, Primeiros-Ministros, autoridades religiosas tomaram posições fortes de condenação de semelhantes barbaridades.

Todos sentimos repulsa pela morte de gente cujo crime era ir buscar o filho ou comemorar o aniversário de casamento ou festejar o encontro de namorados ou passear àquela hora naquela ponte sobre o Tamisa.

Como se pode matar por matar, ainda por cima no coração de Londres, ao pé do Parlamento… o que explica (se é que há explicação) a conduta do homem nascido no condado de Kent? Era um louco, um terrorista?

Os mortos de Londres levam-me a outros mortos, a dezenas de milhares de mortos.

Em 2003, em 16 de março, há quatorze anos, José Manuel Durão Barroso recebia nos Açores o inglês Tony Blair, o norte-americano George W. Bush e o espanhol Aznar.

Foi ali que se iniciou o “momento zero” que conduziu à guerra e à invasão do Iraque contra o direito internacional e à margem da ONU.

A guerra provocou a morte de centenas de milhares de mortos (os números vão de 150.000 a 1.000.000). Dezenas e dezenas de milhares de inocentes.

Guerra é guerra, dirão alguns.

Mas aquela guerra fundou-se numa brutal mentira e foi em nome de uma mentira que se criou o terreno para uma guerra ilegal, injusta, suja e que levou o Médio Oriente ao ponto em que se encontra.

Não têm perdão os terroristas que a frio matam com um carro ou camião ou com faca ou a tiro.

E têm perdão os mais poderosos que do alto dos seus aviões ordenaram a matança dos iraquianos e dos afegãos?

É nesta a angústia que o mundo está mergulhado.

Como podem os mortos, a quem lhes foi roubada a vida de modo infame, serem considerados todos iguais?

Se não dermos conta que um iemenita ou um sírio ou um marroquino é um ser humano como um inglês ou um francês ou um romeno talvez não consigamos compreender que o mundo se tornará num local absolutamente explosivo onde o outro é de outro mundo e entre nós e os outros só poderá haver a barreira da morte.

Homenageemos os “nossos” mortos, sem esquecer todos os mortos que morreram inocentemente, os que iam do seu trabalho para casa em Faluja ou em Londres ou em Nice, ou em Berlim ou em Bagdad. Em todo o lado. Se queremos um mundo mais humano e justo.