As Artes da Governança

Este governo é formado por gente empedernida no propósito de esconder o que quer que seja que mostre que prega uma coisa e faz exatamente o contrário.

São brutais a atacar os portugueses que vivem do seu trabalho, nada os detendo na sua sanha de os obrigar a pagar os descontos para a Segurança Social e os impostos que fizeram aumentar a pontos de se poderem considerar uma espécie de confisco.

São em termos de linguagem simples – fortes com os fracos e submissos com os poderosos.

Passos Coelho passou a vida a negar que não tinha a situação regularizada com o Fisco e a Segurança Social. Foi o que se viu. Um imperfeito na perfeição.

Passos, Marques Guedes, Maria Luís e Paulo Núncio negaram a existência de um lista/pacote VIP em quem não se podia tocar, sob pena de sanção duríssima.

É o que se está a ver. Demissões nas altas esferas da Autoridade Tributária. Ao que querem fazer crer andaria em roda livre. Ninguém sabia de nada. Só aqueles Senhores da AT e os estagiários…

É uma carruagem em andamento que pela aragem se pode imaginar onde a coisa vai parar…

Em plena crise da lista dos VIP, a Sra Ministra veio anunciar que tem os cofres a abarrotar e tudo está garantido suceda o que suceder.

Se os cofres estão a abarrotar de vil metal por que razão os portugueses passam tão mal?

Se os cofres estão assim tão cheios o que vai a Sra Ministra fazer a tanto dinheiro?

Trata-se pura e simplesmente de uma manobra de diversão para ver se afasta a lista VIP e nos põe a discutir o que não existe a não ser no domínio da arte da diversão política.

Claro que o estendal da lista VIP mostra exatamente a natureza intrínseca das senhoras e dos cavalheiros que se sentam à mesa de S. Bento: hipocrisia.

Para os muito ricos, do tipo dos-donos-de-tudo-isto véneas, submissões, capachos. Para os de baixo chicote.

São estes sujeitos que governam o país onde os banqueiros e donos do dinheiro se sentam á sua mesa para lhes dizer o que têm de fazer.

São estes governantes todos reverenciais para o banqueiro que se esqueceu de pagar impostos de sete milhões de euros.

São estes fulanos que vivem obcecados em empobrecer os portugueses e enriquecer a meia dúzia de centenas de multibilionários que devem fazer parte da lista VIP.

São estes os que estão no poder em Portugal porque alguém neles votou. É preciso que a consciência cívica não permita nova de dose de arbitrariedade e de castigo sobre o conjunto da população. As próximas eleições estão à porta. Por isso é que a Sra Ministra encheu os cofres. E esvaziou o bolso dos portugueses. Não se esqueçam! A arte de esconder não termina aqui. Há que mostrar que o rei vai nu. E vai.

Negar, Renegar e Trenegar a Lista VIP

Está-lhes na massa do sangue: Passos Coelho, o imperfeito; Portas, o irrevogável; Maria Luís, a amiga de Varoufakis, todos têm uma grande predileção pela gente VIP; os que podem comprar qualquer coisa do género da TAP ou dos transportes públicos ou o que quer que seja.

Os VIP, gente muito rica, em quem não se pode tocar, salvo quando pensam que, apesar das fraquezas do Estado de Direito Democrático, são intocáveis…

Passaram os dias a negar que havia uma lista VIP para certos fulanos e certas fulanas…Negaram, renegaram, trenegaram e eis que a peneira não segurou os raios solares e com o estrondo monumental o chefe máxima da Autoridade Tributária se demitiu. Sem mais, nem menos.

Tal como há dias o imperfeito assumiu que não sabia que era preciso pagar os descontos para a Segurança Social, veio de novo, sempre ele (só falta o íncola de Belém) dizer que não sabia de nada.

O chefe do Executivo ou desconhece o que todos os cidadãos, incluindo os analfabetos sabem, ou não sabe o que se passa no edifício governamental. Nem ele, nem a Maria , nem o Secretário de Estado…

O Diretor da Autoridade Tributária era um bom malandro, como diria o Mário Zambujal. Caladinho, pela surra, sem dar cavaco (com letra pequena) a ninguém deve ter dito em diálogo com os botões do casaco qualquer coisa deste género: andam por aí os funcionários a querer coscuvilhar a vida da gente famosa que tanto tem feito pelo país e que se vai esquecendo de liquidar os impostos, do género do Dom Ricardo que se esquecia aos milhões, bagatelas, e não é justo que a populaça se esfregue de contentamento na praça com estas pequenas irregularidades.

E prosseguindo o solilóquio concluiu: vou fazer uma lista para impedir que uma desgraça dessas caia na mão de qualquer popular vingativo…E para que a sua obra de solidariedade fosse totalmente coroada de êxito deu consigo a concordar que nenhum superior hierárquico podia conhecer, pois se soubessem iam logo avisar os jornais. O Diretor não podia deixar que um comportamento  de proteção de gente que tem arame como quem se despede e não está para o gastar em pechibeques, como por exemplo pagar impostos, corresse riscos .

Animado por esta elevação patriótica fez a lista, escondeu-a bem escondidinha e ficou ao canto da secretária a apanhar os faltosos, quase todos mais ou menos tesos que nem carapaus.

O mal das nossas sociedades é a falta de compreensão dos sindicatos que de insistência em insistência obrigaram o Diretor a fugir da Autoridade e a deixar Coelho, Portas e a M. Luís a saber o que jamais imaginaram saber: que dentro do edifício governamental havia a lista que sempre negaram que existia.

O Sr Diretor foi à vida. Não se sabe ainda se levou a lista. Se calhar levou-a sem o governo saber onde está. Desde o dia em que no curso para inspetores toda a gente ficou a saber, menos o governo. Pudera dada a preocupação com a Grécia é provável que não  tenha reparado e na melhor boa fé negado, renegado e trenegado. Até ao dia do estrondo da demissão. É preciso ter azar.

domingos lopes

Et Voilá

Cavaco foi à França. À sede da OCDE. E ao Eliseu para conversar com François Hollande, o Presidente dos gauleses. Dizem os jornais que falaram cerca de uma hora.

Quer na sede da OCDE, quer no Eliseu, Cavaco esqueceu-se do cargo que ocupa e usurpou a Passos Coelho o de Primeiro-Ministro.

Embalado pelo finlandês, Vice- Presidente da Comissão Europeia, Cavaco entoou ditirambos épicos e sublimes ao programa da troica e aos resultados alcançados; sem nunca esquecer que as reformas estruturais têm de continuar…

Na verdade o conservador Cavaco e o socialista Hollande manifestaram o seu regozijo pelos passos dados por Portugal e apelidaram de êxito o que se tem passado no retângulo luso.

Já o finlandês tinha (não se sabe se visitou o santuário de Fátima) falado de milagre.

No mesmo dia em que se ficava a saber que na saúde os investimentos caíram vinte por cento e que estes quatro anos de austeridade afetaram os direitos humanos de centenas de milhares de portugueses, designadamente os mais vulneráveis, crianças e idosos.

A saúde está num estado que não é capaz de tratar da gripe de inverno, amontoando os portugueses em corredores armazéns de idosos.

Cerca de dois milhões de portugueses estão no limiar da pobreza.

O desemprego jovem é uma calamidade.

A emigração fez uma razia em profissões como médicos, enfermeiros e outras com elevada especialização.

Os funcionários públicos vivem com menos de vinte por cento dos seus vencimentos do que há cerca de quatro anos viviam.

Aumentou a precariedade das condições de trabalho e o medo de perder o emprego instalou-se na sociedade portuguesa.

Estigmatizou-se a sociedade criando a ideia que a crise do sistema financeiro foi criada pelo facto dos portugueses viverem acima das suas possibilidades.

Atomizou-se a comunidade pondo todos contra todos, isolando os cidadãos e amedrontando-os quanto ao seu futuro.

Esta política fez a saúde mental regredir anos. A violência doméstica agravou-se a níveis assustadores.

Em relação aos que trabalham nas suas profissões, o governo não tem dó, nem piedade. Espreme-os até ao tutano, infernizando-lhes a vida.

A guerra contra os professores continua.

Os ricos têm todo o tipo de benesses, favores, isenções, compadrios, loas, vistos gold e outros similares. O país é deles. E o governo quer sublinhar que é assim que deve ser.

Em nome do deus dinheiro há excedentes, zonas de conforto, direitos a mais e mal adquiridos, gente piegas, pouco empreendedorismo, gorduras, Estado a mais para o Social e Democrático e menos para os que dele só precisam para as grandes compras: Galp, PT, TAP, ANA etc.

Foram estes os milagres alcançados pelo governo que Cavaco foi anunciar e que comoveram Hollande e os dirigentes da OCDE.

Cá como lá, como na Grécia, como no Reino Unido e na Espanha os socialistas quando se apanham de mãos livres na governança em pouco ou nada se distinguem dos conservadores e da direita.

A prová-lo eis a visita ao Eliseu e as declarações encantatórias de ambos com o rumo de Portugal, da França e da União Europeia. Que o milagre os proteja dos vendavais…

O Que é o Silêncio?

O QUE É O SILÊNCIO?

UM OLIVAL?

O CÉU PEJADO DE AZUL A CAIR NA LINHA DO HORIZONTE?

O QUE ESTÁ POR DENTRO DO QUE SE NÃO VÊ E SE VÊ?

UM SORRISO AO RÉS DA SAUDADE?

O QUE FICA?

cebolal

O OIRO DAS LARANJAS OU O CHEIROOUTONAL DOS MARMELOS NA DESPENSA?

UMA ROMÃ ABERTA COMO O CORPO DA MULHER ESPERADA?

A BONDADE DOS AMIGOS?

O QUE É?

 

Francisco: As Palavras, a Frase e o Sentido da Vida

As palavras são a alma das frases. São o fermento que leveda o sentido e a ponte entre os que as escutam.

Há frases que nos fazem pensar, outras tão belas que nos deleitam, outras ainda que são raios  de luz que deviam obrigar a pensar.

Um novo deus, dono dos dinheiros do mundo, implacável para com os sem dinheiro, veio proclamar urbi et orbe a boa nova com os seguintes mandamentos, entre outros: esmagar o próximo, teu concorrente; praticar tudo o que for necessário para atingir o vértice do poder; dominar o sistema económico. Se assim fizeres dominarás o mundo, as bolsas andarão a teu mando; os governos obedecer-te-ão; o planeta não bastará para ti e os da tua estirpe…

Este é de lés a lés do mundo o comando que parece invencível na sua escalada de domínio.

Já não são só os indivíduos programados para a (im)potência e alienados com o individualismo que vão baixando os braços; os próprios Estados outrora soberanos, são apertados no torniquete do poder económico e ameaçados no mercado de capitais impondo-lhes juros usurários que tornam impossível obter crédito.

Este poder diabólico precisa de quadros, de gente capaz de executar o programado, de governos fieis, dos que merecem a honra de comer à mesa dos Senhores da Terra.

Admitem os irrevogáveis, os imperfeitos, os que não erram, nem leem jornais, os semeadores de ilusões…E outros.

Todos eles, na hora da verdade, receberão a recompensa, por, à custa do sofrimento da imensa maioria, ter tornado ainda mais rica a ínfima minoria, mais dona-de-tudo-isto.

Neste mundo, quando alguém, do alto das suas tão elevadas funções, diz…”Esta é a tirania de um sistema económico que põe o deus dinheiro no centro, e não as pessoas…” assinala uma grande verdade.

Dá um abanão. Agita as águas no sentido bíblico. Convoca a indignação. Traz à memória a revolta dos escravos. Enfrenta o Império. Torna-nos irmãos na nossa humanidade contra a desumanidade.

A frase assume um conjunto de pressupostos que têm em vista a realização da justiça e a dignificação das pessoas.

A classificação por parte do Papa Francisco do atual sistema económico convoca o povo católico a seguir o exemplo do seu chefe no sentido de colocar as pessoas no centro e não o deus dinheiro.

Mas não só. Esta coragem, este murro de força intelectual, transmite-se a todos os homens e mulheres sedentos de justiça.

Se houver a coragem que Francisco revela, se os que o dizem seguir forem dignos do caminho, se os impostores que adoram o deus dinheiro, forem descobertos, se os não crentes fizerem ombro na grandeza humana com Francisco, então todos seremos capazes de construir um mundo melhor, sem tiranias.

Francisco Reforça Centralidade dos Pobres na Vida da Igreja e Lembra que é Contra Uso Injusto das Riquezas, Sem Demonizar os Ricos

Cidade do Vaticano, 13 mar 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco, que hoje completa dois anos de pontificado, voltou a sublinhar a centralidade dos pobres na vida da Igreja Católica e denunciou o “pecado mortal” do salário injusto para quem trabalha.

“O que mais me indigna é o salário injusto, porque alguém enriquece à custa da dignidade que não dá à pessoa”, confessa, em entrevista à televisão mexicana ‘Televisa’, divulgada esta manhã.

Francisco mostra-se chocado com a “tranquilidade de consciência” de quem não paga salários, pensões ou subsídios, transformando o trabalho em algo “indigno”.

“É pecado! Seja feito por um rico, por alguém da classe média ou por um pobre, é pecado. Temos de denunciar estas coisas”, assinalou.

O Papa rejeita de novo quaisquer acusações de “comunismo” e explica que não está contra quem é rico, mas contra “a injustiça das riquezas”, porque “o diabo entra pelo bolso”.

“Por exemplo, quando não se paga o salário justo, é um pecado mortal. Isso é aproveitar-se da pobreza do outro”, insiste.

O pontífice argentino sublinha que o próprio Jesus Cristo coloca os pobres “no centro” da sua mensagem, elogiando a “sabedoria, a dignidade do trabalho”.

O que eu ataco é a segurança na riqueza. Não ponhas a tua segurança aí. Jesus é radical quanto a isso, no Evangelho”, refere.

A este respeito, o Papa realça que está em curso a causa de beatificação de um empresário rico argentino, Enrique Shaw (1921-1962).

“Uma pessoa pode ter dinheiro. Deus dá-o para que se administre bem e este homem administrava-o bem, não com paternalismo, mas fazendo crescer aqueles que precisavam da sua ajuda”, explicou.

A entrevista recorda dramas como o tráfico de pessoas, promovido por “pessoas com muito dinheiro” e critica os que vivem “ignorando que existe pobreza”.

“São a esses que eu ataco. O dinheiro que escraviza os outros, não os deixa crescer”, observa.

… O Papa rejeita o rótulo de ‘marxista’, afirmando que “a bandeira da pobreza é cristã” e que os comunistas a “roubaram” porque a Igreja a tinha colocado “no museu”.

Francisco elogia os que nos últimos séculos procuraram “saídas” para a promoção social, face às crises.

“Não é questão de dar dinheiro, é promover. Daí a importância da educação e das saídas laborais”, frisou.

O Papa mostra-se “escandalizado” com a discrepância entre bairros de lata e empreendimentos de luxo, separados por poucos quilómetros, e reconhece que por vezes usa “palavras fortes” para denunciar estas situações.

A Descoberta do Ministro Poiares

O Poiares é maduro. Inexoravelmente. Tem outro ar, um tanto ou quanto menos maduro, digamos um pouco mais verde…

E não é daqueles que se note muito que sejam ministros, apesar de tutelar a RTP.

Está ali a um canto encolhido, do género a fazer beicinho porque ninguém lhe liga.

Ora um ministro que se preze tem de se mostrar, por-se em bicos de pé e mesmo que não o diga, está ali para ser notado.

Só assim se explica que Poiares Maduro tenha vindo agitar os ares silenciosos das águas calmas do país de Viriato com a ideia de que a polémica em torno dos calotes de Passos Coelho à Segurança Social é um ruido que só prejudica o país.

O Sr. Ministro foi claro: um ruido que só prejudica o país.

De cima da sua inteligência o Ministro Maduro foi tão alto na sua elevação que um cidadão normal para, para meditar: ruído para prejudicar o país… e ora bem decompondo a frase temos a palavra ruído.

O ruído é uma chatice, um aborrecimento. E quem gerou o ruído? Foi a dívida e o devedor ou foi a oposição?

Provavelmente o Ministro Poiares está a querer dizer que a dívida estava caladinha e não fazia ruído et par cause não prejudicava o país.

Vieram os demónios dos jornalistas, ainda por cima do Público, encontraram-na aninhadinha a um canto da prateleira e zás começou o ruído. Deve ter sido uma coisa dessas porque se a dívida estava calada e agachada e veio com aquele estrondo para os jornais e até para a Assembleia da República e bateu à porta de S. Bento que ficou mais azedo do que já era, claro que o Sr. Ministro Maduro tem razão… este ruído é prejudicial a quem estava silenciosamente a um canto escondida sem ninguém a ver.

Ela estava tão escondida que o dono dela não a via porque andava muito distraído a incitar os Serviços de Cobrança a descobrir as outras para as obrigar a ficar ao léu.

Só que fez tanto barulho à procura das dívidas que acabou por se lhe ver o que ele tinha escondido: uma dívida e um Ministro que não se sabia que existia, mesmo quando tutela a televisão.

Ora tendo sido descoberta, o país ficou prejudicado na exato montante da dívida. Tem razão o ministro Maduro.

Adivinhem Onde Faltam Carrascos

O mundo espanta-se da crueldade dos dirigentes do Estado Islâmico e a sua condenação gera um enorme consenso.

Há, no entanto, um Estado no mundo árabe que o Ocidente muito preza, sobretudo em termos de vendas de material de guerra, cujas práticas são, em matéria de interpretação do Islão, muito similares.

Mantêm a decapitação como meio de execução da pena capital. Estão limitados, segundo relatórios do Reino, porque escasseiam os carrascos com know how para o aplicação do golpe que separa a cabeça do resto corpo.

Nesta época de globalização se não resolverem o assunto pela via da emigração de especialista jiadistas ou outros, poderão, como parecem estar a fazer, enveredar pelo fuzilamento e o enforcamento. Às sextas-feiras ao romper do dilúculo.

Continuam a aplicar castigos corporais : amputações de membros, chibatadas entre outros.

Para sossego dos homens, as mulheres não podem andar sozinhas na rua…na casa parece que podem. Não podem conduzir por causa de eventuais complicações nos orgãos reprodutores, sendo certo que as mulheres daquele país são como as dos outros, os órgãos reprodutores estão no interior do corpo, ao contrário dos do homem, que pode conduzir.

Quem nascer muçulmano tem de morrer muçulmano, caso contrário morre às mãos do Estado por crime de apostasia.

Quem criticar este estado de coisas arrisca largos anos de prisão e centenas de chicotadas aplicadas por quem sabe chicotear, pois as escolas do chicote ensinam como se deve castigar quem não obedece.

A sharia é a lei suprema do país e tudo tem que que estar conforme a interpretação dos altos dirigentes clericais sunitas.

Não há dúvidas para ninguém salvo para Obama, Cameron, Hollande, Merkel e até para o azedado Cavaco, em luta com pesadelos acerca do destino de Passos e Portas, que o Reino é um descanso em matéria de direitos humanos.

Há dias, na Cimeira da Liga Árabe, a Ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, foi impedida de discursar porque a Arábia Saudita não o permitiu. Uma mulher ocidental, proveniente de um país escandinavo, falar entre representantes de Reis, Emires, Xeiques, Sultões e Presidentes… Nem pensar… Como é que a Senhora chegou sozinha? E não falou.

O Reino obscurantista a abarrotar de petrodólares tem amigos em todo lado: Washington, Londres, Paris, Berlim e até na velha cidade de Lisboa…

O Perfil Segundo Cavaco

A direita está a mostrar a conceção que tem acerca do cargo Presidente da República.

Bastou o enfastiado Cavaco escrever no prefácio dos Roteiros o que ele entende dever ser o perfil para o ocupante do cargo para alguns dos “famosos” se declararem possuírem o “curriculum” para o abocanharem.

O doutorado de York a fazer de Presidente tem a faculdade presidencial de escrever sobre as suas viagens, sobre o que leva na bagagem para os árabes ou chineses ou mexicanos ou seja para quem for.

Vai explicar (ele gosta muito de explicar) o que se passa por cá, assegurar aos credores contas limpinhas, e levar em catálogo algumas das preciosidades do país para venda, desde cavalos à TAP, de tudo um pouco. Como os tendeiros que iam pelas aldeias em carroças, depois em carrinhas caixões, as Hyace. O Sr. Prof. vai de avião e não leva as fazendas e os produtos, leva grandes comitivas porque é o chefe de Estado …

Nunca se conseguiu apurar o que é que ele conseguiu vender, mas ele diz que se esforçou lá e cá, a explicar qual é a realidade portuguesa, a pedir investimentos e assume neste Roteiro que se não fosse ele a explicar (outra vez) timtim por timtim, o que de excecional o “seu” governo tem feito, Portugal estaria num atoleiro (não está? ).

É no desempenho deste homem e na conceção do cargo que os candidatos da área da direita se encaixam e avançam a pés juntos clamando – olhem para mim, eu cumpro os requisitos.

A direita não quer um presidente que assegure que a Constituição da República, de que ele é o garante do cumprimento, seja respeitada.

A direita quer na presidência um homem com o perfil de Cavaco – um inculto, armado em fiscal ao serviço dos credores, enfatuado.

Tão cheio de si que apesar da sua magreza física e intelectual parece cheio de ar, arrogante, comedidamente treinado.

É nesta criatura que os candidatos de direita se revêm satisfeitos e correm aos saltos, embasbacados, a dizer – estou aqui, estou aqui! Aqui! Não me vêm!

Cavaco

 RAPOSÃO

 É dos políticos mais sabidos na arte da pequena política, da manha e da rasteirice.

Consciente dos perigos para o seu governo dos calotes esquecidos à Segurança Social e ao Fisco por parte de Passos Coelho, veio à praça pública com ar de peixe mal pescado dizer o que se sabe, que é tudo resultado de disputas político-partidárias.

Este é o nível do atual inquilino de Belém.

Saber se um Primeiro-Ministro pagou ou não pagou à Segurança Social e ao Fisco nos anos em questão é para Cavaco problema de luta político-partidária…

E o seu comentário é o quê? É a participação na luta político partidária no que ela tem de mais rasteiro.

Percebe-se. Cavaco vai embora, finalmente. O governo da direita também pode ir. O que o velho político pretende é concentrar sobre si os holofotes da indignação para ver se o moço de S. Bento passa entre os pingos da chuva. A sua devoção e dedicação à direita, ao resgate, aos credores, aos chineses, aos árabes endinheirados, à conservação dos privilégios dos poderosos implica este “sacrifício”.

CALINAS ARMADO EM PROFESSOR

Cavaco tem aquele lado de raposo, mas ao mesmo tempo, por mais que governasse ou que presida, é como o azeite em água, o seu lado inculto, provinciano, vem ao de cima. Inexoravelmente.

Basta que fale ou escreva e fica ao léu.

O Sr. Prof. de York, algures no Reino Unido, botou substância nos seus Roteiros.

E para comemorar o novo aniversário à frente da República, sentenciou que um Presidente deve ter algum conhecimento de política externa e capacidade, conhecimento e dedicação às questões políticas relevantes… Dixit.

Aposto que ninguém sabia que o Presidente da República deve conhecer algo de política externa. Sabem porquê? Porque nove anos é tempo suficiente para esquecer face à nulidade que foi o Professor vindo de York, em política externa.

Quanto ao conhecimento e capacidade para resolver relevantes problemas políticos, voltamos ao mesmo. Quando é que Cavaco resolveu algum?

Alguém se lembra do conhecimento e da capacidade do PR atual para resolução de algum problema nacional?

Os portugueses recordam as palissadas deste senhor (rivalizando com o Marinheiro), que pensa que todos têm de ser como ele: ignorantes, raposões, conservadores e com mau feitio.