Há Europa sem Grécia?

Não sei o que se vai passar na Grécia. Sei que na Grécia vai decidir o povo grego. Bem ou mal. Por cá quem decidiu o resgate foi o PS, DSD e CDS. O povo português levou a chumbada, a única medida possível, sem alternativa, segundo estes cavaleiros da desonra.

Também sei que Junker, Merkel , Lagarde, Hollande, Cameron cujo país nem faz parte da moeda única querem votar na Grécia.

A cada hora, a cada dia intervêm na discussão dos gregos. Metendo medo. Ou sim ou são corridos da Europa, como se se tornasse realidade o romance de Saramago, A Jangada de Pedra, sobre a deriva da Península Ibérica como alegoria que se aplica à Grécia a fugir dos Balcãs sabe-se lá para onde…

Pode-se tirar da Europa o país que na sua mitologia criou a deusa Europa, filha do rei Agenor e que Zeus raptou? Podem @s sr@s que governam este espaço agora escorraçar do continente aquele país que desenhou na Antiguidade o que de melhor tem hoje a Europa?

Pode afastar-se da Europa Platão, Sócrates, Sófocles, Arquimedes de Siracusa, Aristóteles, Protágoras, Górgias, Séneca, Péricles, digam-me como?

Este é o povo saído do melhor que é cultura europeia. Que sabe o Sr Aníbal da Grécia? E o Sr Relvas? E Sra M.Luís? E o Sr Passos? Que sabem?

Sabem que se se tirar um a dezanove ficam dezoito…mas isso provavelmente já sabiam os homens do neandertal há cem mil anos quando contavam quantos grãos tinham para os dias vindouros…

Este Sr Aníbal envergonha Portugal. A Europa para ele deve ser uma lista de credores, uma lista de entidades financeiras que não dão a cara e mandam no mundo através desta gente sem escrúpulos para quem as nações, os povos, as culturas, as histórias de cada religião, a História deste continente nada valem porque não estão cotados nas Bolsas.

São tristes os dias que vivemos. Como podem uns tantos dirigentes de dois ou três partidos fazerem tanto mal a Portugal? Pior ainda: Que mecanismos fazem este triste povo aceitar esta indecência? E até quando?

O Uso do Sabre

O Estado Islâmico continua a levar a cabo a sua macabra conceção de poder: decapitando em público mulheres acusadas de feitiçaria.

Lidamos todos os dias com gente que se diz capaz de grandes atributos para evitar divórcios, garantir sorte na saúde, no amor. São quase todos professores com nomes fortes. Homens. Deixam-nos nos vidro do carro os seus atributos. Outros recrutam quem à saída do metro tenha uma abordagem mais cara a cara de papelito na mão.

Ninguém leva a mal, salvo os varredores da Câmara

As mulheres com artes similares estão mais estabelecidas em género biscateiro nas áreas rurais ou urbanas com gente proveniente de áreas rurais

Há sempre quem seja enganado, caso contrário não haveria tanta gente  capaz de milagres.

Pelos vistos, como há séculos atrás, nas zonas controladas do Estado Islâmico a caça às bruxas bruxas começou mesmo. Com uma crueldade a raiar a ocidental de antanho.

Dos relatos antigos ficou-se a saber que se uma bruxa sujeita a tortura chorasse era culpada ou se atirada a um rio não flutuasse não era bruxa…

No EI não têm tempo para essas bizantinices em público. Guiados pela exemplar Arábia Saudita,  a mui nobre aliada dos EUA, GB, França, NATO e Cª, cortam, às acusadas de bruxaria, a cabeça com sabre.

É que no grande país do petróleo os condenados são decapitados nas madrugadas das sextas a sabre e têm vindo a ser noticiada a dificuldade em recrutar carrascos.

Uma parceria na arte de matar poderá começar a ganhar corpo entre aqueles Estados guiados pelos princípios fundamentalistas sunitas.

Talvez o reino saudita seja mais limpo no que toca ao manejo do sabre no pescoço das vítimas. Talvez.

Um Outro Tempo que Não Este

Este é um tempo desfaçatez, um tempo de predação sem a nobreza dos predadores da selva que matam para sobreviver.

É um tempo de vingança sobre estes decénios de alguma contenção da predação em que o Estado Social possibilitou aos cidadãos da Europa uma vida com o mínimo de dignidade.

É um tempo de fausto para uma ínfima minoria e de austeridade para a imensa maioria, fazendo crer a estes que não há alternativa.

É um tempo em que os bilionários, algumas centenas, os donos dos mercados, têm mais rendimento que cerca de quarenta por cento da população mundial.
É um tempo em que os donos de tudo isto e mais alguma coisa também são donos dos media e martelam vinte e quatro horas as vantagens do mundo deles, criando uma espécie de verdade única, a de que o mundo é deles.

Tudo o que no mundo possa suceder depende deles. Eles admitem eleições, mas já arranjaram um modo de governar único em que o Tratado Orçamental, na zona euro, é mais importante que a Constituição de cada país. É o alfa e beta da governação. Para tanto quebraram a coluna aos partidos da governança e têm-nos à mesa das negociatas em que sobra sempre alguma coisa para os bons empregados. Privatizações, concessões, parcerias e compras de milhares de milhões são o seu eixo estratégico.

Esses dirigentes partidários entendem a governança como um tirocínio para entrar no mundo dos que mandam nisto tudo. Uns para o FMI, outros para os grandes bancos, outros para altos cargos na EU, outros ainda para as empresas que deram o acordo à sua privatização, o mundo do verdadeiro poder, daquele que se não curva diante de resultados eleitorais como os da Grécia.

Há décadas teriam de comprar um general, um Pinochet qualquer, e matar com armas os milhares de resistentes.

Agora asfixiam os países à míngua, matando lentamente os mais desfavorecidos tirando-lhes pensões, saúde, transportes, água, eletricidade e habitação. Tudo isto de cima de um sorriso chanel com o de Cristine Lagarde ou da carantonha assustadora da Sra Angela. Ou de um cumprimento à Brutus do Sr Junker ao Primeiro-Ministro da Grécia.

Ai querem pensões e não querem comprar armas, ai não querem mexer no IVA, ai querem aumentar o IRC, pois fiquem a saber que não vos aceitamos e vamos fazer tudo para trazer de volta os Samaras e os Papandreus para que eles voltem a mandar nos gregos e ordenarem o que nós entendermos para os gregos. Esses são da nossa confiança, os profissionais na narrativa de Durão Barroso.

Até o enfastiado de Belém já apareceu ao lado do governo a dizer que estamos bem e os gregos mal por não fazerem o que nós fizemos, sendo certo que os gregos só fizeram o que a troica mandou fazer.

Este é um tempo de não esquecer o que o enfastiado disse sobre o BES, e o que Passos Coelho disse sobre o empreendedor Dias Loureiro.

É um tempo que os donos de tudo isto querem encerrar o tempo dentro de um Tratado Orçamental do Tempo durante o qual ninguém poderá sair desse tempo de luxo para os de cima e de ignomínia para as populações e todos terão de assistir aos programas de televisão, radio, como basbaques desejando apenas um dia ser como um@ daqueles novos pachás.

É este o tempo de em que tudo se vende e da seguinte maneira: os que dão assessoria ao Estado são os mesmos que dão assessoria aos compradores, recebendo dos dois lados, e escolhidos quiçá pela mesma entidade. Veja-se a quem o Estado pagou e a quem os chineses da Three Gorges pagaram no negócio da venda da EDP.
É um tempo de desfaçatez. Um tempo tão cheio de maldades que quase não dá vontade de viver ou dá tanta vontade de viver para que este tempo dê lugar a outro onde sejam realmente os povos quem mais ordenem, um tempo mais humano.

Mais um Empreendedor

O arco da governação está cheiinho de gente capaz de ser condecorada, gente empreendedora retomando as palavras do senhor Primeiro-Ministro.

Gente de valores que os gosta de ter no bolso ou em offshores, mas de valores, gente goldíssima.

Os vistos gold davam chineses ricos à fartasana que segundo Paulo Portas traziam investimento.

Na verdade os ricaços do país que se diz socialista traziam bateladas de arame e mexiam com os cordelinhos de algumas das mais altas figuras do Estado; é para isso que serve o empreendedorismo que o PR, o íncola de Belém, tanto admira.

É sempre bom condecorar esta casta de elevado sentido empreendedor. Aliás se o PR não se fosse em breve poderia até fazer algo nos seus ROTEIROS com estes empreendedores, algum Seminário, por que não?

O Durão foi há pouco condecorado. Alguém podia esquecer aquele empreendimento nos Açores com o Blair e o Bush? Lembram-se das armas que o Durão e o Portas viram antes da guerra e do Estado Islâmico? Grande empreendimento…

Pois bem, o Dr Miguel Macedo, ex-Ministro, fez dos gold um empreendimento notável e agora por mera incompreensão da Justiça poderá ser constituído arguido, mas que empreendeu ,empreendeu. Como MAI já não podia empreender mais, tinha de se ir.

A verdade é esta: os empreendedores são gente de outra era, a era dos negócios em que quem manda são os mercados…  e depois admiram-se que os empreendedores se entendam no arco da governação, mais condecoração, menos medalha… o que conta é o empreendedorismo.

Bons e Maus Pagadores

Um dos aspetos mais repugnante deste governo tem a ver com a ladainha de ser uma entidade escrupulosa no cumprimento das suas obrigações, no cumprimento das dívidas para com os credores.

Porém, o governo só conhece uma espécie de credores. As empresas a quem deve aguardam meses e anos de incumprimento. Sabe-se que o Estado é péssimo a pagar os serviços e as encomendas que faz. Até arranja pretextos para não pagar aos advogados do Apoio Judiciário.Toda a gente sabe. Há quem muitas vezes considere que o Estado nos seus incumprimentos navega nas fronteiras da má-fé…Há empresas em Portugal que vão à falência porque o Estado cumpre quando lhe é conveniente, mais ou menos próximos das calendas gregas (salvo seja dirá a Dra Maria Luís…gregas! Que horror, nós pagamos e eles não querem, os malandros).

Veja-se o contraste com os credores internacionais: paga antecipado ao FMI, onde está o Vítor Gaspar à espera, provavelmente, de alguns do governo quando tiverem cumprido a sua missão de empobrecer o país e engordar o FMI.

O zelo no cumprimento vai apenas para os poderosos credores que foram chamados a emprestar a bons juros e a impor condições que colocaram Portugal em regime de protetorado durante o período de duração do resgate.

Este é um lado revelador da têmpera de Passos/Portas e Cª. Cumprimento escrupuloso para com os credores internacionais e incumprimento temerário para com os credores portugueses.

Haverá razões tendo em conta a passagem por esta comissão de serviço no governo a qual normalmente é porta aberta para voos muitos mais altos e gratificantes? A ver vamos.

Quo Vadis Paula Teixeira da Cruz?

Primeiro foi com os advogados. Houve quem pensasse que o problema era o Marinho.
Depois foi com o Sindicato dos Oficiais de Justiça. Houve quem julgasse que seria uma questão reivindicativa…

Finalmente chegou a vez dos magistrados. Aguardavam a aprovação do seu Estatuto. A Ministra veio dizer que o problema era de verbas. Os magistrados disseram que não. Tiveram de lhe virar as costas.

O governo age contra todos os agentes da justiça sem a menor contemplação. Utilizando o estafado argumento do necessário empobrecimento dos portugueses tenta fazer passar a ideia que os magistrados egoisticamente se querem eximir a esse sacrifício que sobrecarrega os portugueses.

É fácil ver que a Ministra quer dar a ideia junto da população que os magistrados o que querem é ganhar mais, quando a verdade é outra: ganham menos devido aos cortes e o problema não é só dinheiro, mas também outros aspetos da sua atividade profissional, desde logo o seu Estatuto.

O governo neo liberal das privatizações a torto e a direito certamente olha para a Justiça como um vasto terreno onde os investidores podem refestelar-se e banhar-se em lucros gordurosos que o Estado não pode ter porque os “donos de tudo isto” querem mais do que “isto”, esmifrando a população.

Nesse quadro é preciso domesticar os juízes e lançar campanhas contra os juízes e tribunais.

Contra os advogados, num país desesperançado e descrente no que quer que seja, é mais fácil. No fundo, o Portugal conservador, desconfia de uma profissão em que o seu praticante depende apenas de si. O Portugal submisso que estende a mão precisa de alguém que o proteja, de um encosto…

Os juízos têm um poder que ninguém tem. Há o respeitinho que é muito bonito e o poder vive também desse respeitinho.

O Portugal conservador olha para o senhor juiz e verga a cerviz; pode ser que o senhor juiz repare e se não reparar também nada perde e pode ganhar a deferência; quase toda a gente gosta de ser olhada de uma maneira reverenciada…
Este governo, porém, quer mandar em tudo. Tomou o freio nos dentes, deu corda ao aos sapatos, como diz o Ministro da Economia, para ir o mais longe possível no ataque ao Estado Social.

O governo criou um tal choque com toda a sociedade que exige para se impor a submissão.

O neo liberalismo passa pela disseminação de uma mensagem segundo a qual há forças financeiras tão poderosas e que regulam o mundo que nada se pode fazer contra elas.

A mensagem do governo é que não para, nem diante dos magistrados, mesmo dos que serão chamados a julgar os crimes de muitos expoentes deste status quo.
Paula Teixeira da Cruz que era advogada antes de ser Ministra sabe, não pode deixar de o saber, que se a sua causa de domesticar a magistratura e de dar passos de gigante na privatização da Justiça tiver êxito o Estado de Direito Democrático, tal como está configurado, sofrerá danos inimagináveis desfigurando-o em prejuízo da cidadania.

Será que o choque do governo com a Justiça galgará as barreiras do Estado de Direito e o desfigurará?

Ai o Alívio! Ai!

Ele ficou aliviado. Disse ele. E o que ele tem dito e feito vale a pena recordar.

Disse a título de exemplo que o BES era de total confiança. E disse o que disse do BPN e dos seus amigos do peito. E foi o que se viu.

Não se sabe se ele sabe o que é uma simulação mas é de crer que saiba, embora, segundo ele de política perceba pouco, o que é caso para admirar, pois há mais de trinta anos que não faz outra coisa.

Aliviou-se com a venda TAP, vejam lá. Podia ser pior. Vamos ver como fica quando Passos e Portas venderem, se conseguirem, o Metro.

Dirá Portas que se acabarão as greves e o Presidente não fique tão aliviado que é um grau acima de aflito, ficando, portanto, menos aflitinho dado que não se pode comparar uma carruagem que rola no chão com uma outra nascida para voar.

Para ficar aliviado o nosso Presidente precisa que se venda a TAP que voa com os seus aviões.

E em boa verdade também deve ter ficado aliviado com a condecoração de Teixeira dos Santos, o homem que “ajoelhou” Sócrates e pôs Passos a Primeiro. Os amigos são para as ocasiões…

O PR fica todo contente quando fica aliviado e fica aliviado quando o seu governo vende um pouco de Portugal; foi o que disse no Golfo; também ficou neste estado de êxtase de aliviado quando deu cabo da marinha mercante, da vinha, do olival e vinte anos mais tarde, sem ser frente ao promontório de Sagres, disse que o futuro era o mar e a agricultura. E repetiu há semanas na Noruega no que ao mar se refere. Quanto à agricultura esperem por outro alívio.

Uma coisa é certa para alívio dos portugueses: não volta a piar no dia de Portugal. Que alívio!

Ou Eles ou Eles

A semana que terminou foi um verdadeiro corrupio nos partidos da área da governação. Uma coisa séria. Não se sabe se falaram para os cidadãos se para os media. Toda esta agitação num copo de água só não foi mais longe porque Jesus fugiu da Luz.

A coligação apresentou nada mais, nada menos que uma carta de garantias. Nem eles sabem o que isso é, ao que é dado ver; um fingimento para português ver.
Haverá algum cidadão, incluindo votante da coligação, que acredite no que a coligação diz garantir? Alguém sabe que matérias a carta garante? As respostas são óbvias.

Mas sendo óbvio não desata toda a desfaçatez que alberga.

Diz Passos e corrobora Portas que os portugueses sabem o que esperam do governo nos próximos quatro anos.

É capaz de ser verdade. A coligação quer assustar: ou nós que vos criamos problemas porque fomos obrigados ou o regresso ao despesismo, como se o partido que mais gastou não tivesse sido o PSD do Sr Silva quando era Primeiro-Ministro.
Ou nós e os cortes inultrapassáveis ou o PS gastador…Mas eles todos juntos no respeitinho pelo Tratado Orçamental cuja Guardiã Suprema, a sacrossanta Imperatriz Merkel impõe.

Ou nós ou eles, diz Passos. Ou eles ou nós diz Costa. Ou eles ou nada mais, como se eles fossem donos dito tudo. Para além deles o zero absoluto.

Reparem bem nisto: ou Passos, Marco António, Paula da Cruz, Guedes, Montenegro e o Marques Mendes, seu hierofante, Portas, Mota, Cristas ou Costa, Vieira, Ferro, Perestelo e tutti quanti ou a coragem de cortar este passado que quer ser futuro, sempre de costas para os portugueses e coração virado para Bruxelas e Berlim.

A política do arco governativo não passa de uma encenação. Ora entras tu e saio eu ou sais tu e entro eu.

Passos ameaça a mudança com o papão do despesismo. Costa promete o que ainda não saiu já prometeu. Passos e Portas dizem dar garantias. Costa espalha rigor nos cartazes. Cortes indeterminados nas pensões. Outro na TSU. É isto. Uma miséria. Uma tristeza.

Eles ou eles. Se deixarmos.

Na China, como cá, Branco o é Galinha o põe!

Segundo notícias divulgadas na imprensa escrita, na China, dirigida pelo Partido Comunista Chinês, houve quem organizasse as comemorações do primeiro de Junho, dia mundial da criança, de forma muito especial.

Uma associação proveu a realização de excursões às mansões mais luxuosas dos magnatas chineses, que já há alguns anos podem ser membros e dirigentes do Partido Comunista Chinês.

A razão de tal iniciativa visa cultivar desde tenra idade o ideal de ser rico.
Nesse sentido visitar as mansões dos grandes ricalhaços deve fazer crescer nos pequenos chineses a vontade de virem a ser donos de prédios semelhantes.

É, porém, pena que, num país dito socialista, não expliquem àquelas crianças quantos pobres custa cada rico e as levassem em excursões à imensa massa de trabalhadores a viver em condições absolutamente precárias.

Claro que na China manifestações cívicas de diversa natureza estão interditas; esta, contudo, enquadra-se no sistema.

É natural, como poderiam os chineses ricos comprar a EDP, a TAP, ou as empresas rentáveis de outros países?

Branco é a galinha o põe.

Empreendedorismo

Há muito, muito tempo um homem subiu a uma colina para se sentar ao lado de um outro homem que já lá estava sentado a ver o imenso vale e suas riquezas.

O que já estava deu as boas vindas ao recém-chegado. Ficaram os dois a olhar o que viam.

Então o que primeiro se tinha sentado disse ao segundo

– Tudo o que vês é meu e teu!

Desconfiado perguntou ao que acabou de falar

– E os outros homens?

– Não há mais ninguém, respondeu o homem que primeiro se sentou no cimo da colina.

O que chegou e se sentou ao lado do primeiro sacou do bolso uma lâmina e cegou o outro e ficou com tudo o que o outro via.