Fotocópias de Azedume en Vert

O trio apresenta-se em grande estilo.

O “justiceiro” vai acabar o mandato sem ter ganho um simples campeonato, mas o certo é que a FIFA, a UEFA, a FPF e provavelmente a Federação Internacional de Futebol de Vénus já tremem só de pensar na sua campanha moralizadora. O  FBI já para cá enviou os seus agentes para aprenderem com ele.

Desde ontem a partir da dezanove horas vê os cães de fila a falarem e no momento certo irá dizer o que já disse e voltará a revelar a revelação já revelada: até o SCP ser campeão é tudo uma roubalheira.

O Diretor de futebol, talvez por causa do nome, virou à machadada em tudo o que sirva para tentar ocultar uma coisa tão simples como esta: um campeonato é feito de trinta e quatro jornadas e ao longo dessas jornadas quem tiver mais pontos é o campeão e o campeão é o melhor. Assim foi e assim há de ser.

Jesus não consegue esconder a azia e a incapacidade de reconhecer o SLB como campeão, quiçá porque a sua megalomania não dá para imaginar que Benfica e Sporting já tinham uma História cheia de glórias, antes de ele ser seu treinador.

O catedrático das táticas e das estratégias recebe diariamente enviados dos maiores clubes do mundo para copiar o que ele doutrina. Que se curvem os insignificantes Mourinho, Ancelotti, Guardiola, Van Gaal, Ranieri, Pelegrini, Conti, ei-lo o grandioso e único mestre, tão grande e tão alto que nem deu conta que o Rui Vitória lhe levou o campeonato…

Na apresentação como treinador do SCP quis inaugurar a nova Era : antes de JJ e depois de JJ. Antes de JJ no SCP imperava a mentalidade da Academia, apesar do número de campeonatos conquistados.

A verdade parece ser esta: não são só os grandes treinadores a copiarem JJ. No SCP o trio copia-se entre si , sem se saber quem está a copiar a quem. Copiam-se. São fotocópias de azedume. C’est la vie, en vert.

 

 

Europa Sim, Submissão Não!

Um dos aspetos mais aberrantes da construção da União Europeia é a facilidade com que a Alemanha, atrás do tabique da economia, ganhou um poder incrível.

Até há umas décadas para se ter poder sobre outros países era necessário desencadear guerras e impor pela força das armas a política do vencedor.

A Alemanha em 1914-1918 e 1939-1945 desencadeou guerras que se alastraram de modo global para tentar dominar a Europa e o mundo.

Com a reunificação, o desaparecimento da URSS, a construção da U.E. e sobretudo com a criação da moeda única a Alemanha vem impondo à França, ao Reino Unido, aos vizinhos, ao sul do continente a sua política sem dar um tiro. Com falinhas mansas, exceção feita ao ministro Schäuble, a Alemanha vem fazendo tudo o que pode para que a crise não lhe chegue e que a vulnerabilidade dos outros se transforme em superioridade para si.

Na verdade a Alemanha é hoje um império na medida em que tem força para impor aos outros países orçamentos, défices, taxas de crescimento, destinatários de vendas de bancos…Os pequenos países que se encafuaram na moeda única vivem hoje com a espada alemã sobre a cabeça.

Veja-se a vergonha que é para Portugal ter tido um governo que fez o que a U.E. lhe encomendou e apesar disso sofrer eventualmente sanções depois de cumprir ao milímetro as determinações de Schäuble e Cª.

E sublinhe-se a dignidade de António Costa em rejeitar tais sanções que resultam da política submissa do PSD/CDS, isto é, de Passos e Portas.

E assinala-se esta abencerragem que é a possibilidade de impor a um país, a uma nação, sujeita a um tratamento de choque de pobreza, sanções de centenas de milhões de euros. Vale a pena esta Europa?

O manto da austeridade que se abate sobre o continente é tecido em Berlim e visa sufocar economicamente um conjunto de países para que a Alemanha se desenvolva.

Conseguindo que os bancos da Alemanha se tivessem livrado de ver investimento incobráveis nos países em dificuldades passando a dívida dos privados para o Estado, a Alemanha arroga-se o direito de submeter países ao seu diktat, independentemente das vontades expressas em eleições. Que valem os resultados eleitorais face ao poder da Alemanha… über alles…?

Se os portugueses não aceitam a austeridade preconizada pela Alemanha e Cª, isso não conta para a imperatriz. Quem manda é quem pode e quem pode é a Alemanha…

É esta a política dominante no espaço da moeda única onde a panela de barro não pode chocar com a panela de ferro alemã, que cria enormes desigualdades entre as nações, e as transforma em meros espaços económicos, meros prolongamentos dos braços teutónicos, considerando-os como satrapias do império berlinense.

A grande questão da atualidade é esta: vai a Europa sujeitar-se a este desígnio? Mesmo que países como a França e a Itália se submetam, as outras nações vão aceitar continuar encafuadas na lógica da submissão aos interesses alemães über alles?

A imperatriz e o Vizir-Geral agem para com a Europa como donos da Treuhandanstalt, a empresa encarregada de liquidar a RDA, submetendo o continente como outrora submeteram aquele desaparecido país.

É chegada a altura de repensar este caminho. Até agora o que se anuncia é o desastre. É austeridade, mais austeridade e sanções e punições sob a placidez sinistra dos “amigos” governantes alemães. Não se trata de defender o isolacionismo e o fechamento do país. Estamos na Europa e não vai suceder o que Saramago imaginou na Jangada de Pedra, mas ficar amarrado não será melhor que ir à deriva.

Um país longe da periferia, pouco desenvolvido, precisa se se agarrar às raízes de onde está (Europa) e procurar complementaridades que o façam mais forte no local onde está.

Mas estar onde nos punem por fazermos o que impuseram que fizéssemos precisa de ser avaliado e sujeito a outras regras em que cada um possa ser como é e como nação velha de nove séculos ser respeitada. Europa sim, submissão não!

INVASÃO DO IRAQUE- DURÃO BARROSO REESCREVER A HISTÓRIA

 

Durão Barroso é um homem inteligente, muito até. Mas não pode por esse facto fazer de conta que os outros são burros.

Barroso defendeu com unhas e dentes a intervenção de Bush e Cª no Iraque. Disse ao Expresso de 7 deste mês que sabia ser fácil derrubar Saddam Hussein. Toda a gente sabia, até Saddam.

Mas o que ele não sabia  o que viria a acontecer depois. Face a essa incerteza preferiu aventurar-se para se colar aos EUA e ganhar peso político, como ganhou, chegando à Presidência da União Europeia…Durão Barroso fez de cicerone aos grandes do mundo para encenar um monumental embuste e partir para a aventura militarista que é um chaga profunda em todo o mundo muçulmano, incluindo entre os muçulmanos na Europa.

Depois da invasão o mundo nunca mais foi o mesmo; os dias de angústia que se vivem de uma lado e outro do Mediterrâneo entroncam diretamente nas consequências dessa loucura militarista.

Bush, Blair , Aznar, Barroso, Portas e outros tentaram enganar o mundo alegando factos que sabiam serem falsos.

Inventaram as armas de destruição massiva; mentiram despudoradamente.

Depois disserem que iam implantar a democracia no Iraque; voltaram a mentir. ´

Hoje o Iraque é um inferno e vive-se muito pior quer em termos materiais, quer em termos de direitos humanos.

Bush, Blair, Condolezza Rice, Aznar, Barroso, Portas, são responsáveis por centenas de milhares de mortes causados pela guerra e pelas guerras que se seguiram e que deixaram o Médio-Oriente e o mundo muçulmano em violentas chamas que não se vislumbra como apagar.

Barroso não pode fazer dos outros parvos e candidamente afirmar que face aos dados que tinham a invasão era adequada.

Uma ação da envergadura da invasão iraquiana não se compadecia com umas larachas acerca das tais armas de destruição massiva, inventadas por gente deslumbrada com o poder militar dos EUA e baseada nesse deslumbramento arrastar o mundo para o desastre.

Durão Barroso deve sentir um grande peso na consciência porque no seu curriculum consta uma página das mais vergonhosas na comunidade internacional: a da invasão ilegal, brutal e louca do Iraque. E ele foi o chefe de mesa dos chefes militaristas Bush e Tony Blair.

Deram-lhe a Presidência da União Europeia. Mas a verdade é que Barroso teve um papel menor no maior embuste do novo milénio. E envergonhou Portugal e os portugueses.

Tenta agora arrastar Sampaio para esse plano inclinado da vergonha. De tal ordem que o fleumático Jorge Sampaio viu necessidade de vir a público defender a honra e denunciar a vigarice.

Por vezes Durão Barroso volta a lembrar os velhos tempos de inflamado émeérrepêpê e não olha ao verbo para reescrever a História.

Mais pesado com a idade que invoca na entrevista poder-se-ia esperar outra postura, mas desenganou os que poderiam esperá-lo. Entre ousar a coragem, ousou a aldrabice.

Igual a si próprio, abusando de “argumentos” foi desmascarado por Dr. Sampaio.

A invasão do Iraque foi uma loucura sem nome. As chagas estão abertas e o sangue não para de correr. O mundo ficou muito pior. Tudo em nome de uma mentira sinistra.

Foi um crime contra toda a Humanidade. Com rostos. E sem julgamento.

domingos lopes

Grosserias Entre Benfica e Sporting

À medida que o campeonato de futebol da 1ª Liga se aproxima do fim o Benfica e o Sporting enchem os media com suspeições e insultos temperados com muito picante.

De um e outro lado sobressai um elevado espírito cristão, pois cada um dá a face ao outro a fim de melhor poder receber as merecidas bofetadas. Há muito tempo que se não assistia a um combate desta grandeza.

Embora os jogos no relvado sejam aos fins- de-semana, os dirigentes e responsáveis de ambos os clubes de boca não esperam por essa coisa menor que é a arte de jogar. O que conta é o míssil opinativo/insultuoso.

Há quem fique com amêndoa atravessadas na garganta e quem não compreende este banzé, como é o caso de António Simões, chocado com este aumento do efeito de estufa por elevação da temperatura global.

António Simões que ficou famoso pelas jogadas mirabolantes que fazia com o seu pé canhoto veio lamentar os insultos recíprocos, pois SLB e SCP representam noventa por cento do país.

Não se faz a mínima ideia do critério que utilizou para chegar àquela percentagem. Se assim fosse Benfica e Sporting deveriam fazer um campeonato a dois, jogando todos os fins-de-semana e os restantes dez por cento um campeonato como o atual, sem os dois açambarcadores.

Com palavras elevadíssimas como estas de António Simões, o futebol sai certamente prestigiado. Só resta dar-lhe razão…” não é com grosserias que se promove o futebol…” Mas se noventa por cento do futebol é isto, que poderão os restantes dez por cento fazer para contrariar esta grosseria? Talvez ficar com amêndoas atravessadas na garganta…sempre são doces, as envoltas em açúcar.

Futebol Guerrilheiro de Simeone Contra o dos Gladiadores de Zizou – Qué Viva Madrid

O Real Madrid é hoje a melhor equipa do mundo. Já não é um conjunto de individualidades. Sente-se o dedo de Zidane nesta metamorfose.

Já defende. Se bem que em certas saídas ainda crie arrepios.

E tem um médio que pega na bola basculando todo o relvado, entregando-a ao melhor colega sempre em alta velocidade ou com desmarcações que da esquerda ou da direita levam a cruzamentos para os avançados que vêm de trás de rompante.

É uma espécie de tropel consciente que deixa os adversários aturdidos com a rapidez dos lances e o poder da finta de todos os jogadores em movimento.

São processos assentes na velocidade ou no passe desconcertante que levam a bola à grande área adversária quer pelas laterais, quer por desmarcações milimetricas pelo centro.

A capacidade técnica está ao serviço de um modus operandi que permita a Ronaldo, Bale e Benzema acrescentar explosão ao último lance na busca do golo. Ou a quem vem de trás rematar sem marcação.

A equipa não anda às voltas pelo retangulo a ver se adormece o adversário à procura da talisca para encontrar o espaço para o remate.

O futebol praticado pelo Barcelona ou Bayern de Munique tem enormes virtudes. Mas neste momento o Real atingiu outro patamar dada a ligação entre os três setores que quase se confundem num único em que por vezes se desdobra e assume uma postura ora atacante ora defensiva.

A prová-lo está a eliminação do Barcelona e do Bayern por uma equipa que pratica outro tipo de futebol onde o tempo de explosão na transição é fundamental tendo em conta a capacidade e a resistência defensiva que apresenta.

Che Guevara e Simeone nasceram na Argentina. O futebol guerrilheiro de Simeone segue as pisadas da tatica de Guevara na guerrilha. Atacar repentinamente e ter sempre a retaguarda em guarda.

O Real aprendeu a defender, embora ainda apresente deficiências incríveis que são escondidos pela força da linha média e sobretudo com a entrada de Casimiro a dar poder de choque quer por terra quer pelo ar.

No dia 28 de Maio em Milão o confronto será entre a conceção guerrilheira de Simeone e a de uma equipa que joga em todo o campo e não se esconde para emboscar o Atlético atacando-o de princípio ao fim para o debilitar e poder marcar, contando com gladiadores da estirpe de Ronaldo, Bale, Benzema.

O Atlético irá certamente tirar partido da capacidade de Griezman e Saúl Ñinez para saírem com bola em desmarcações aproveitando o adiantamento do Real, criando, como na guerrilha, situações de grande surpresa para Pepe, Ramos e até para Carvajal e Marcelo que não terão forças para recuperar de imediato dos seus adiantamentos a atacar as linhas defensivas do Atlético.

Será o meio campo do Real capaz de segurar os raides repentistas dos guerrilheiros do Atlético. Ou o meio campo do Atlético capaz de não ceder face ao poder de explosão dos Realistas?

A verdade é esta : o melhor futebol é na Ibéria, em Espanha.

O Verde das Papoilas

 

verde

Quem de verde escondido veio apunhalar a campina verde?

Quem tingiu de sangue as frágeis papoilas?

Que punhais mataram o verde do sonho para que o sangue pontuasse a seara?

Verde, verde, verde a perder de vista. Tão verde, tão verde que as papoilas tinham de ser vermelhas para o verde ser ainda mais verde.

Seriam verdes os punhais que sangraram as papoilas?

Olhe que Não Senhora Embaixadora de Israel

Tzipora Rimon, Embaixadora de Israel em Portugal, em texto publicado no PÚBLICO de 21.04.2016, veio lamentar o que considera ser o terrorismo palestiniano.

As divisões que ocorrem entre os palestinianos são tão graves que chegam a estalar conflitos militares entre elas.

No seio das dissidências entre judeus, quem pode esquecer o judeu que assassinou Yitzhak Rabin?

(Continuar a ler no Público Online)

Golo do Ruben Neves

O arquiteto imaginou o arco. Viu o que se não via: o arco ir pelo ar e a abater-se como se fechando se abrisse. A abóbada.

A bola girou sobre o verde sonho e o artista dos pés tirou o arco e desenhou-o com a parte de dentro do seu tira-linhas.

Como se fosse uma raquete a linha tecida de perfeição sobrevoando defesas e guarda-redes afundou-se onde nasce a explosão.

A alegria das almas incendiadas de paixão. A paixão imaculada.

Ontem, há Quarenta e Dois anos, Camarada Estrada

Era uma noite como tantas outras noites. Vestida de negro. E negra por dentro. Tinha o peso de todas as anteriores que vinham há muito roubando vidas de esperança.

Havia nesse tempo noturno estrelas de esperança que os sicários perseguiam para que nas trevas a luz nunca tivesse alento.

Nessa noite, há quarenta e dois anos, um camarada deu notícia de prisões e perigos. Devia ficar com a casa limpa. Se os sicários viessem não deveriam encontrar as searas de palavras que feriam o reino das trevas e da violência.

Era noite. Mesmo noite. Tão negra a noite. Talvez por ser a última. Mas quem o saberia? E subi ao telhado e fiquei empoleirado no escuro da noite. E ali guardei os Avantes. E fiquei à espera da desgraça e do vento que em Caxias cortava a respiração.

E logo a rádio espalhou o comunicado, mas anunciava para se ficar em casa. E veio a desconfiança. Quem seria. Golpistas? A extrema-direita? Não disseram ao que vinham. Logo veio o Valadas, camarada vizinho a perguntar se sabia quem eram os homens daquela noite. Que não sabia disse-lhe. Liguei ao Sérgio que também não sabia.

E de repente bateu-me um postal vindo dos Açores do David Lopes Ramos que estava na tropa com o Melo Antunes e o Vasco Lourenço. O coração acelerou. E nunca mais chegava a madrugada. Às tantas os militares deixaram abrir as portas à alegria antiga.

Já era manhã e tocou a campainha. Era a Zita. Disse mais ou menos isto: camarada Estrada o estar aqui assim diz o que o partido pensa da situação. Apoiamos exigindo liberdades e fim da guerra . É preciso ir para a rua apoiar e exigir a libertação dos presos políticos. Temos de pôr o partido na rua.

Todas as janelas dos vizinhos se iam abrindo e um sorriso largo e atrevido tomava –lhes o rosto.

Seria aquela a manhã da Sophia? Seria o vento que deixava de calar a desgraça e deixava-nos dizer tudo uns aos outros sem medo como dizia o poeta da Praça da Canção?

Ai que o medo iria ficar arrumado na memória e com as mãos, as simples mãos se iria fazer o futuro.

Há quarenta e dois anos a noite matou a noite antiga.

Fascismo à Espreita no Brasil

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Na votação, na Câmara dos Deputados no passado dia 16, pelo impeachment de Dilma Rousseff, Presidente do Brasil, distinguiu-se entre muitos o deputado Jair Bolsonaro que para atacar a Presidente foi ressuscitar um dos algozes mais sinistros da ditadura militar brasileira.

Jair Bolsonaro lembrou que o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ( chefe do DOI   COD, Departamento das Operações Internas do Centro de Operações da Defesa, órgão subordinado ao Exército, de Inteligência  e Repressão , criado em 2 de Julho de 1969)  acusava Dilma de ter pertencido a quatro organizações terroristas que pretendiam implantar o comunismo no Brasil.

Foi às mãos do DOI que foram assassinados entre outros o jornalista Vladimiro Herzog e o operário Manoel Fiel Filho.

Este órgão foi um verdadeiro antro de prisão, tortura e assassínio dos militantes  oposicionistas à ditadura militar.

Vir agora justificar o impeachment com o passado de resistente à ditadura militar brasileira, mostra que no Brasil o fascismo espreita e que muitos dos que se juntam a esta loucura ainda se virão a arrepender.

A raiva e o ódio à Presidente Dilma cegou muitos dos seus opositores.

Na verdade, independentemente dos erros de Dilma, não existe qualquer suspeição de corrupção sobre a Presidente.

Em contrapartida existem na Câmara de Deputados dezenas de deputados em pânico devido à operação Lava Jato que a Presidente não fez nada para parar.

A incapacidade para a direita neo liberal no Brasil ganhar a presidência fê-la perder o tino.

São juízes a pedir manifestações para terem apoio na perseguição a Lula da Silva e a divulgar escutas da Presidente; são deputados a votarem em nome de Deus, Pai, Espirito Santo, esquecendo o pecado mortal que é invocar o santo nome de Deus em vão… Há de tudo, até quem vá procurar nos algozes torcionários “razões” para o impeachment…

O Brasil vai mal, vai muito mal… algo anda à solta e não é nada de bom: o ódio mais destemperado, próprio do fascismo.