O Colapso

No debate sobre o Estado da Nação na Assembleia da República, no preciso momento em que Coelho, Montenegro, Cristas e Telmo anunciavam o colapso da Estado, tudo em Portugal funcionava normalmente. Sem exagero, o debate enchia o país mediático e esvaziava-se nas ruas.

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A Maior Falha

Fazer política como se tratasse de vender uma marca de um qualquer produto é subverter o que ela tem de nobre no sentido de permitir aos cidadãos a melhor escolha para dirigir a comunidade em que se inscreve essa opção. É fazer dessa arte e ciência um tratado de peripécias para tomar o poder em que o que se promete é apenas um meio para o alcançar e dele se servir e não para o servir.

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A INTENSÃO E O RODAPÉ

intensão

 

 

É tão intenso o fervor pela notícia na SIC Notícias que o Jornal das 7 do dia 03/04/17 tinha a intenção de manifestar essa “intensão” no rodapé da emissão.

É o que se pode chamar” intensão” porque quanto à intenção da CGD essa não chega a Almeida, a alma fica-se pela sede em Lisboa onde é intensa a intenção de fechar a alma dos de Almeida no que ao balcão da Caixa se refere.

À pressa para dar lucro a CGD passa das intenções aos atos, não vá a vontade do povo de Almeida ficar ainda mais intensa e gorar-se a tal intenção que a SIC acha que é apenas intensão, adivinhando a gente o que isso seja face à tensão entre a CGD e Almeida.intensão.jpg

A “INTENSÃO”DA SIC

É tão intenso o fervor pela notícia na SIC Notícias que o Jornal das 7 do dia 03/05/17  manifestou essa “intensão” no roda pé da emissão.

É o que se pode chamar” intensão” porque quanto à intenção da CGD essa não chega a Almeida, a alma fica-se pela sede em Lisboa onde é intensa a intenção de fechar a alma dos de Almeida no que ao balcão da Caixa se refere.

À pressa para dar lucro a CGD passa das intenções aos atos, não vá a vontade do povo de Almeida ficar ainda mais intensa e gorar-se a tal intenção que a SIC acha que é apenas intensão, adivinhando a gente o que isso seja face à tensão entre a CGD e a população de Almeida.

 

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De Brejnev à Geringonça

Não há muitos anos, no tempo da URSS, Brejnev, secretário-geral do PCUS, chegou a anunciar o início da passagem do socialismo à construção das bases materiais do comunismo. Era o chamado homem novo. O PCUS contava com 15 milhões de membros, fora os das juventudes comunistas.

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A Mulher que Ia no Carrinho de Mão

A mulher tem 76 anos. E o companheiro 59. E moram em Alpedreiras de Cima, no Bairro das Pias, ao rés da EN 4 que liga Elvas a Badajoz.
Ela não se aguenta em pé, doente. E eles precisam da sua reforma. O homem de 59 anos mete a mulher num carrinho de mão e leva-a à segurança social para receber a reforma.
A notícia não revela se ela é exibida à funcionária dentro ou fora do recinto da segurança social, nem se o carrinho entra nas instalações.
Fica-se a saber que a mulher de 79 anos vai deitada no carrinho de mão, onde os trolhas e os pedreiros levam pedras, sacos de cimento, ferramentas, inertes e os hortelãos transportam o estume para a horta. É obrigada a deslocar-se deitada no carrinho de mão pelo menos seis quilómetros, sem se saber quantas horas precisavam para essa missão e para ir à farmácia comprar os medicamentos que ela precisa e os obtém com o montante da reforma. Nem se sabe o que acontece se a mulher tiver de fazer alguma das suas necessidades.
É de presumir que o homem faça o transporte por amor ou amizade à mulher idosa de 79 anos.
Os funcionários da segurança social que olhavam e não viam que a “utente” ia deitada num carrinho de mão, como um monte de pedras, não eram cegos. Apenas olhavam e não viam.
O homem que transportava aquela mulher transportou-nos a todos para o mundo escondido da miséria mais brutal que se esconde nalguns cantos do nosso país.
Ele leva um peso físico de uma mulher doente ao longo daqueles quilómetros e os que lemos a notícia a dor que revolve a alma de raiva.

Dijsselbloem e os Copos

O sr. Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo e, Ministro das Finanças da Holanda, derrotado nas últimas eleições, é um homem cheio de virtudes e não gosta dos cidadãos do sul.

No sul vivem mais de cinquenta por cento de mulheres no total da população e o senhor entende que a situação económico-financeira desta região se deve ao facto dos sulistas gastarem o dinheiro em copos e mulheres.

O que significa que as mulheres do sul ou bebem muito ou gastam muito com as outras mulheres, o que é uma aberração ainda por cima vinda de um holandês.

É estranho. Muito estranho. Na Holanda, terra das liberdades, gastar dinheiro em copos e em mulheres é um ver-se-te a vias; no red light district é à grande e à holandesa…

Não há diversão que os habitantes dos Países Baixos não usufruam – copos, prostituição e etc… tudo a granel.

O fiel amigo do Senhor Schäuble deve estar a tratar do retiro depois da coça que levou e resolveu tentar continuar no cargo por outros meios e passou a engraxar as botas do ministro das finanças alemão.

Na Holanda, o país das tulipas, não deve existir a expressão portuguesa – é preciso ter lata; é que se houvesse o senhor talvez não tivesse coragem de injuriar os habitantes que adoram cerveja, pinga do sul e mulheres às carradas, inclusive nas montras para que as escolhas não possam ser erradas.

Esta ideia peregrina só podia sair de um lambe botas dos alemães quando os holandeses acabaram de o despachar para longe de Bruxelas…

As más-línguas, mesmo más, dizem que o senhor gosta tanto de copos como os do sul, só que quando está com os copos não tem tempero, é um destrambelhado.

Hipocrisia Rançosa

Há algo de intrigante no quotidiano político desta nossa nação à beira mar estendida a construir algo de novo neste velho continente. Algo cómico e revelador da fragilidade dos políticos que colocam os mercados e o capital financeiro acima dos portugueses e de tudo.

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A Alma que Sustenta o Corpo

Longo, muito longo tem sido o caminho dos humanos das cavernas até aos dias de hoje. E sempre em ascensão para novos patamares de conhecimento. E com a esperança de tornar o velho novo e de tudo desvendar. E de alcançar o que se não alcança. O estatuto de divindade.

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