A MULHER QUE COZINHA CABEÇAS DE JIADISTAS E AS DÁ A COMER

A mulher que cozinha a cabeça dos jiadistas mortos pelas forças iraquianas do governo chama-se Wahida Mohamed ou Um Hanadi, nome de guerra.

Desde 2004 que combate os terroristas jiadistas lutando ao lado dos setenta homens das forças de segurança, tendo se especializado em cozinhar as cabeças dos mortos e a queimar os seus corpos.

A notícia do Jornal de Notícias de 30/09/2016 dá conta da admiração que nutrem pelo seu empenho.

Há uns tempos atrás as notícias dos media informavam que os jiadistas do Daesh arrancavam o fígado e o coração aos combatentes aprisionados ou mortos e que comiam essas vísceras.

As notícias pouco mais diziam. Caíam tal-qualmente. Depois o silêncio que tomba sobre cada um com notícias como estas.

De um lado a alegria do festim orgíaco das forças governamentais e da coligação a comer as cabeça cozinhadas pela Um Hanadi, veterana destes preparativos e, do outro lado da barricada, A mesma festa cozinhada de fígados e de corações de gente morta ou assassinada pelos jiadistas.

Esta guerreira dos governamentais iraquianos tem um grande orgulho em ser procurada pelos líderes jiadistas do Daesh. Segundo a notícia já assassinaram os seus dois maridos e os três irmãos.

Não há guerras boas. Todas são horríveis. Todas. Todas. Geram monstruosidades. E monstros.

Há , porém, guerras que pelo seu grau de crueldade ainda nos deixam sufocados pelo impacte da sua desumanidade e barbaridade.

Um Hanadi à custa de tanto cozinhar cabeças muito provavelmente despojou-se da sua qualidade de ser humano. Provavelmente nem repara que os olhos vidrados dos mortos são de seres humanos.

Os terroristas jiadistas em nome de Alá que nem sequer foi ouvido ou deu qualquer ordem que se conheça cozinham e comem fígados de outros seres humanos; segundo a sua religião filhos de um mesmo deus.

Quem se atreve a dar razão a um dos lados?

Será que as armas que ela empunha são made in USA ou Israel ou Saudi Arabia? Será que as armas dos jiadistas do Daesh não terão a mesma origem?

Há que combater a barbárie. Sem dúvida. Mas a barbárie não se combate com barbaridades.

Um Hanadi ficou sem os seus dois maridos e seus irmãos, assassinados pelo Daesh.  Que também lhe mataram as ovelhas e os pássaros que ela tinha.

Um Hanadi tinha pássaros e cozinhava cabeças. Tinha ovelhas e queimava corpos. Tanta humanidade em tanta desumanidade.

Se não se acabar com as guerras elas irão levar-nos a comer uns aos outros. Não se esqueçam Um Hanadi tinha pássaros e ovelhas. Que por serem dela os terroristas jiadistas mataram.

domingos lopes

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