Trump Não É Um Nacionalista, É Um Imperialista

De repente os media e uma caterva de comentadores de uma penada passaram a considerar Donald Trump um nacionalista. Assim. Rui Tavares vai direto ao homem que escreveu o discurso de Trump, Steve Banon, que classificou o discurso de tomada de posse do Presidente como uma declaração de princípios básicos do seu movimento populista e nacionalista.

Então convém responder a esta questão – de todos os presidentes dos E.U.A. ( e não da América) qual foi o que não pôs os E.U.A em primeiro lugar? Um só, por favor…Quantas guerras os E.U.A não desencadearam para defender os seus interesses em primeiro lugar? A questão da NATO –  não foi criada sobretudo para defender os interesses dos E.U.A.?

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Regra de Ouro no PCP

O PCP defende o princípio a que chamou regra de ouro, segundo o qual no Comité Central (CC) do partido tem de haver uma maioria de quadros de origem  Dentro desta conceção e sopesando os perfis dos diversos quadros candidatos àquele organismo, o Comité Central cessante propõe ao Congresso um novo CC onde a maioria tem origem operária. Tal conceção, em abstrato, pode sobrepor-se a todas as outras possíveis virtudes que possam ter quadros empregados, intelectuais, agricultores ou pequenos empresários que se tenham distinguido no partido na luta pelos seus ideais.

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Olhos na Penitenciária Anísio Jobim, Antes que Seja Tarde

O Estado moderno tem o poder dever de defender a comunidade e reprimir a criminalidade. Tem o poder para usar a força e para impor a ordem. Se assim não fosse os mais fortes dominariam os mais fracos a seu bel-prazer.

Tal significa que é o Estado que assume a total responsabilidade de zelar pela segurança e saúde e pelo sustento dos reclusos.

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O Papa Francisco, a Manjedoura, as Palavras e o Ser

Jesus Cristo nasceu há dois mil e dezasseis anos. É o que consta na nossa civilização cristã, ocidental.

Ao que se diz numa manjedoura porque os seus progenitores nada mais dispunham onde ele nascesse. Escolheram um local onde os animais domesticados comiam numa gruta entre palhas para se abrigarem do frio dado que em Belém, em dezembro, naquela parte da Palestina faz frio.

Tendo sido enviado à Terra por quem foi …”Deus pai todo poderoso…” poderia ter nascido onde seu pai verdadeiro quisesse, dado que José foi uma espécie de justificação para ele se assemelhar aos homens.

Quando o papa Francisco no dia de natal beijou a figura de gesso do menino retirada do presépio na Igreja de São Pedro e olhando o esplendor circundante dá que pensar no que o Papa Francisco dizia acerca da pobreza e da exclusão.

As palavras eram belas e ao voarem para todos nós sabiam a justiça e de certo modo eram reconfortantes vindo de quem vinha e de quem tem pautado o seu “reinado” por tanta preocupação sempre mais próxima dos que nascem em manjedouras, bairros sem luz nem água, do que nos palácios ou apartamentos e torres de alto luxo. Sem muitos milhões os excluídos em contraste com a ínfima minoria de bilionários.

Sente-se o mesmo quando se visitam certas catedrais – a ostentação da riqueza em volta, desde os paramentos bordados a ouro à riqueza impressionante da Igreja de São Pedro até à indumentária dos guardas.

As palavras cheias de paz, de bondade, de fome de justiça contra o mundo do ter e aquele ambiente não batiam certo.

Todos aqueles homens estavam impecavelmente paramentados e as luzes cegavam de tão fascinantes. A melhor arte e peças e recantos nada tinham a ver com grutas, nem com manjedouras, nem com pobreza, nem com comiseração.

Francisco soltava palavras tremendas de significado. As televisões passaram-nas. E toda a gente as ouviu. E as esqueceu rapidamente porque o que conta é o que se tem e não o que se é. Ser- se, em verdade, não se é, se não se tem.

E daí a estranha sensação de um mundo de intenções a baterem nos muros da indiferença que começam no próprio templo onde tudo se parece com riqueza e longe, muito longe do mundo dos excluídos.

Não se exigiam grutas, nem manjedouras, nem gente andrajosa para se celebrar o natal. Nada disso. Apenas a sensação que ali não entrariam os pobres, nem os excluídos, pese embora as palavras de coragem de Francisco.

Diz-se que não basta dizer, embora o dizer já seja um começo de um caminho na boa ou má direção.

Falta, às vezes, às palavras a força das circunstâncias em que são proferidas e do compromisso que elas representam no caminho de um mundo mais justo e humano.

Quem se atreverá a discordar que o consumismo não é uma malignidade das sociedades atuais?

As palavras ditas, em Roma, na igreja de São Pedro, no meio da pompa da circunstância, podem perder grande parte do seu efeito pelo facto daqueles a quem era suposto se dirigirem já nada esperarem. E é pena. As palavras são grande parte do que somos; muito mais do que o que temos. São a leveza da alma. A opulência nega o que se é e o que se quer ser.

Texto publicado no Público Online de 28/12/2016.

A Arte de Bater nas Mulheres e Noutros Mamíferos

Há coisas na vida que acontecem e são tão horríveis que pela sua intensidade nos cansam. O grau de anormalidade tornou-se tão normal que já nos acostumamos.

Há meses, antes do dia Internacional das Mulheres, um painel de cientistas sauditas considerou que as mulheres são mamíferos e que nessa condição terão os mesmos direitos que os camelos, as cabras, os dromedários. Antes o estatuto era o de um objeto, do tipo móvel de casa.

Tal facto foi considerado naquele reino um avanço extraordinário, pois deixaram de ser coisas e passaram a ser mamíferos com direito a abrigo e alimentação.

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Fidel

Vivemos num mundo em que o que acontece só acontece se passa nas emissões televisivas ou no youtube ou registado numa selfie

A força indomável das multidões unidas vai dando lugar a uma solidão que as invenções tecnológicas sublimam. As trombetas anunciam sempre o mesmo destino, seja quem for que as sopre. Há uma espécie de medo por todo o lado que se apega à pele e não sai. Ontem, 25 de Novembro, morreu um homem que abanou o tempo nas suas entranhas e o segurou por breves instantes. Um homem dos pés à cabeça, daqueles que, como montanhas saídas dos vulcões sociais, provam que são os homens que fabricam a sua História.

Trocou a advocacia e a Universidade por um sonho. Se Luther King teve um sonho ele viveu a sonhar despedaçando pesadelos. Sem olhar para o que então se ensinava acerca das revoluções ele e mais uma centena e picos de corajosos lutadores partiram ao assalto de Moncada para derrotar o ditador protegido pelos yankees de seu nome Fulgencio Batista. O assalto fracassou e a maioria morreu frente aos homens do protegido do grande vizinho. Fidel foi preso, julgado e condenado.

Animado de indomável vontade, contrariando a ideia assumida que a História passava nas grandes cidades da Florida ou mais ao norte, lançou-se de novo à empolgante aventura humana de acreditar que o sonho pode comandar a vida. Esse era um tempo em que as revoluções deviam acontecer segundo as ideias dos revolucionários diplomados em Moscovo ou em Pequim.

Não havia nos manuais das revoluções Sierra Maestra ou Gramna, nem o próprio partido comunista de Cuba o admitia. Só Fidel, Che, Camilo e tantos no meio de tão poucos. El Comandante expulsou Fulgencio, o sátrapa de Washington, e trouxe a dignidade a Cuba. A juventude do mundo pôs os olhos em Cuba. Um caminho absolutamente singular, nunca antes teorizado, levou um conjunto de homens com a sua coragem a interpretar as aspirações de um povo muito personalizado, apesar dos casinos yankees.

Mesmo debaixo das barbas do Grande Império, Fidel abria uma nova escada por onde os povos poderiam trepar e arranhar os céus da liberdade. O povo cubano tem uma forte identidade e orgulho nacional que Marti tantas vezes elevou nos seus escritos patrióticos. Fidel foi sobretudo cubano, mesmo quando se protegeu com a aliança com a URSS. Nunca abandonou aquilo que considerou ser o melhor caminho para Cuba.

Ajuda a explicar a razão de o regime se ter mantido quando se esboroou na Europa. Na verdade tem de se reconhecer convicções e princípios a Fidel. O trajeto de Cuba é tão singular que o 1º Congresso do Partido Comunista de Cuba se realizou nos finais de 1975, dezasseis anos depois da vitória sobre a ditadura de Batista.

Fidel procurou em todas as ocasiões um caminho muito própria para a revolução cubana, afastando-se em muitos aspetos do modelo soviético ou chinês. Precisava da URSS e aproximou-se daquele país. Na era de Gorbatchov virou-se para os chineses após anos de violentos ataques. Cuba tinha relações diplomáticas com Portugal, mesmo antes do 25 de Abril, havendo um encarregado de negócios em La Havana e uma Secção Comercial em Lisboa, o que não acontecia com os restantes países socialistas.

Durante a revolução de abril voltou a marcar o terreno com a sua política própria aproximando-se de Otelo e de outros grupos, sem descurar as relações com o PCP, mas não se ficando por aí… Fidel procurou para Cuba um caminho muito especial, mesmo que passasse por estar com os indonésios no caso de Timor-Leste.

Num tempo em que os dirigentes políticos no poder saem dos governos para os círculos financeiros e a riqueza do mundo se concentra nas mãos de uma ínfima minoria e a política se circunscreve aos desígnios dos mercados, morreu um homem que escreveu a História de outro modo. Um gigante. Uma figura messiânica. Um homem que mostrou que SI, SE PUEDE.

Muita coisa precisa de ser mudada em Cuba. E os cubanos sabem-no. O percurso de Fidel, com tanta glória e pontos negros, vai começar a ser julgado agora que morreu e a História implacável, como sempre, dará luz à luz e fará luz sobre o escuro de muitas coisas.

(Originalmente publicado no Público Online)

O radicalismo de direita de fachada amorosa ou o amor radicalista camaleónico

Que amor espalhou a nova líder do CDS? Que amor espalharam os dirigentes do CDS no governo do desamor? Como foram ao encontro das pessoas?

Para se avaliar o desempenho de quem quer que seja olhamos para as palavras e sobretudo para os atos. No amor é certo que palavras bonitas são melhor recebidas que as agressivas. Mas ainda aí se as palavras não forem acompanhadas de gestos e atos que confiram materialidade às palavras estas são apenas palavras…

Não é que as palavras não tenham importância, mas o que assume a verdadeira coerência é a unidade entre o que se diz e o que se faz.

A Dra. Assunção Cristas foi uma das principais figuras do governo de Passos Coelho e teve seu cargo pastas tão importantes como a Agricultura e o Mar. Paulo Portas foi nº 2 do governo. Mota Soares teve a importantíssima pasta da Segurança Social.

Que amor espalhou a nova líder do CDS? Que amor espalharam os dirigentes do CDS no governo do desamor? Como foram ao encontro das pessoas? Que fizeram no governo há alguns meses para assegurar que…”A forma é a ligação direta às pessoas e aos seus problemas quotidianos. Às suas aspirações, às suas inquietudes…”

Mais adiante no texto publicado no PÚBLICO de 22 de novembro afirma que é preciso estar junto das pessoas e…” ser esse o modo de estar…” Se assim é por que fugia Pedro Passos Coelho dos agricultores, dos professores, dos enfermeiros, dos médicos, dos trabalhadores da função pública, dos portugueses e não se aproximava deles a explicar que tinham de empobrecer?

A líder do CDS entusiasmada com a sua nova batalha por Lisboa desata o verbo e defende …” O discurso radical do amor não apenas tolera ou respeita cada um na nossa sociedade, ama-o na sua integralidade e plenitude, mesmo se não compreende, e procura encontrar a concórdia…”  E prossegue…”Explicando aos esquecidos da globalização que temos de trabalhar para encontrar oportunidades para todos, e que não é fechando-nos sobre nós próprios que seremos mais bem sucedidos…”

No mesmo do texto, Assunção Cristas confessa que aos políticos como ela não lhe é conveniente explicar as políticas que seguem e essa opacidade abre o espaço para os discursos radicalistas.

De modo resumido a dirigente máxima do CDS em nome do” radicalismo do amor” vem pregar à maneira de São Tomás fazendo recair sobre si própria e o seu partido o manto da desfaçatez que consiste em dizer tudo e o seu contrário para se guindar ao poder e aí fazer exatamente o avesso do que havia proclamado.

Durante quatro anos Assunção Cristas girou no alto do Ministério da Agricultura a espalhar empobrecimento pelos campos e pelo mar de Portugal. Umas fotos na Feira de Santarém e umas idas a Bruxelas para amochar aos ditames dos burocratas sem coração, cortando nos subsídios aos agricultores e nas quotas dos pescadores.

Concomitantemente os seus camaradas do CDS participavam alegremente no vasto plano de empobrecimento do governo PPD/CDS.

A líder do CDS apostou no empobrecimento dos portugueses e não lhes explicou nada que tivesse a ver com amor, antes mandando-os com desprezo abandonar as áreas de conforto emigrando…

A líder do CDS cortou vencimentos a todos os funcionários públicos, incluindo os do seu ministério e que estavam mesmo pertinho dela, explicando-lhe que eram calaceiros, trabalhavam pouco e para ganhar a tal competitividade global tinham de ficar sem feriados. Tudo sem qualquer pingo de amor…muito menos radicalista.

A líder do CDS e os seus camaradas de partido mais os do PSD passaram quatro anos, em nome do radicalismo da pobreza austeritária, a gabar-se que cortavam mais que o que pretendia o FMI e a U.E.…

E em nome do radicalismo das políticas anti sociais a privatizar tudo o que pudesse dar lucro aos fabulosamente ricos e lançando no desemprego dezenas de milhares de seres humanos de que agora acordada para as eleições a líder do CDS se lembra.

A líder do CDS nunca em momento algum achou que o seu programa de governo que fez aumentar as filas da sopa dos pobres e mergulhou na pobreza um quarto dos portugueses se encaixava nesta nova modalidade de amor radicalista.

A líder do CDS aceitou sem qualquer meia lágrima de compaixão que os pobres aumentassem e que os mais pobres ficassem ainda mais pobres e os ricos mais ricos. E tudo isto em nome da competitividade onde os seres humanos não são sujeitos passiveis de serem tidos em conta na sua humanidade, mas números que se têm de adaptar aos mercados que mandam no mundo como tão bem pregava o Primeiro-Ministro do seu governo.

A líder do CDS em momento algum deu sinais de devotado amor aos portugueses, muito menos de um amor radicalista.

Provavelmente trata-se de um radicalismo de direita de fachada amorosa em que o essencial é esconder o que lhe vai na alma pelos cálculos políticos em ano de eleições em Lisboa em que concorre sem a muleta do PPD.

(Originalmente publicado no Público Online)

Burkas/ Burkinis Tolerância

A polémica está instalada nas sociedades ocidentais onde existem comunidades muçulmanas cujas mulheres se vestem com burkas ou burkinis nas praias, tendo certas autoridades francesas proibido o uso daquele vestuário.

O recente texto de André Freire e Liliana Reis no Público de 07/09/2016 é, em ultima instância, um exemplo de um certo espirito de intolerância envelopado na luta contra a descriminação de géneros.

Não estamos de acordo com o que sucede em muitos países muçulmanos em que as mulheres são obrigadas a usar um tipo de vestuário que lhe tapa o corpo ou parte do corpo. É sem dúvida uma violência inaceitável.

No dia 4 de Setembro, início das aulas na Argélia, em Sebbala, perto de Argel, três alunos não puderam entrar nas aulas porque o diretor do liceu considerou que deviam usar véu, o que não é sequer imposto por lei.

Porém não podemos de cima dos “nossos” valores demo liberais impor aos outros um tipo de comportamento que proíba o uso de vestuário que tapa o corpo ou parte do corpo às mulheres.

E a razão é exatamente aquela que André Freire e Liliana Reis alegam, e que reside no art.1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

…” Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade “…

Ora se todos os seres são livres e iguais em dignidade e dotados de consciência e devendo agir uns para com os outros com espírito de fraternidade, não é compatível com a liberdade a proibição do uso de certo vestuário.

Por isso os governos não devem impor aos indivíduos uma conduta quanto a vestuários, como faz a Arábia Saudita, o Irão, o Qatar e Cª.

Quanto ao segundo argumento que decorre do primeiro é que na verdade as mulheres devem ser respeitadas no uso do vestuário.

Não se nega em sociedades misóginas e discriminatórias (na Arábia Saudita as mulheres nem sequer podem sair sozinhas à rua) que o poder dos homens leva sem dúvida a que muitas mulheres não vistam em total liberdade e se sintam coagidas a vestir de acordo com a vontade masculina.

Porém será sempre um processo emancipatório que levará (tal como sucedeu em Portugal) a que a mulher se sinta em total liberdade de escolha.

Em França os cidadãos são iguais quando ao uso do vestuário.

Nenhuma mulher vai ser punida pelas leis da República se usar uma minissaia.

O que acontece é que no atual estado de coisas e sobretudo desde a invasão do Iraque, do Afeganistão pelos EUA, dos ataques militares ocidentais à Líbia e à Síria há uma espécie de choque civilizacional que as potências imperialistas e os jiadistas aproveitam para imporem os seus propósitos.

A proibição do uso de burkini só vem favorecer os que defendem esse choque.

Não se deve do “alto” dos valores ocidentais proclamar: estes são os nossos valores ou os aceitam ou são punidos.

Esta mentalidade vanguardista e elitista dá causa a que as comunidades se fechem na defesa das suas identidades e não se abram às sociedades plurais e abertas.

O mundo é muito mais que uma Declaração, que um modo de vida, que a liberdade de vestir. É também um caminho que cada comunidade a seu tempo e no seu ritmo vai fazendo.

Só esse caminho que vem de longe, de muito longe nos pode aproximar na humanidade de cada mulher, de cada homem, de cada comunidade.

Quem impuser  a sua vestimenta colherá tempestades que transportarão a recuos muito grandes. Nunca no mundo muçulmano o recuo civilizacional foi tão grande desde os processos independentistas que se seguiram à 2ª guerra mundial

A tolerância é essencial num mundo pleno de intolerâncias. Por detrás da burka ou do burkini está um ser humano que usa um vestuário que no Ocidente a maioria não usa. Tão só isto.

Quem se esqueceu das prédicas em Portugal dos padres contra as mulheres que usavam manga curta ou andavam de bicicleta ou iam para as praias mostrar as pernas?

E quem esqueceu os jovens rapazes liceais escondidos nas dunas para ver as inglesas em biquini? Como crescemos!

E já a talho de foice: a vergonha de na escola ou no liceu de usar roupa pobre, remendada quando a dos outros era bem mais asseada?

Os processos individuais das opções são de cada uma e de cada um. São caminhos que o Estado deve deixar à escolha individual. Esse será o caminho mais consentâneo com o processo de firmar escolhas mais abertas e de acordo com a consciência das envolvidas.

Haja tolerância! E o mundo será melhor.

(Originalmente publicado no Público Online)

Olhe que Não Senhora Embaixadora de Israel

Tzipora Rimon, Embaixadora de Israel em Portugal, em texto publicado no PÚBLICO de 21.04.2016, veio lamentar o que considera ser o terrorismo palestiniano.

As divisões que ocorrem entre os palestinianos são tão graves que chegam a estalar conflitos militares entre elas.

No seio das dissidências entre judeus, quem pode esquecer o judeu que assassinou Yitzhak Rabin?

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Nos Céus da Síria

A entrada em cena da Rússia na Síria bombardeando o E.I e outros grupos terroristas deixou alguns países ocidentais em estado de choque.

O que para eles parecia coutada sem controlo à vista, afinal tornou-se algo bem diferente. E não foi só no Ocidente; na Arábia Saudita e na Turquia os dirigentes destes países entraram em sobressalto.

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