Godinho, Veríssimo e Cª não basta trajar de negro e ter um apito.

O problema não é errar, mesmo quando o erro levaria ao chumbo de qualquer candidato ao apito de juiz de campo.

O problema é o conjunto de erros gravíssimos no mesmo estádio, quase à mesma hora levado a cabo pelos senhores que do alto do apito se julgam donos do destino de um jogo de futebol de equipas envolvidas na luta pelo título e pela final da Taça.

Para ser juiz de campo não basta trajar de preto, nem andar numa espécie de onda punitiva pelo facto de Sérgio Conceição e o FCP não gostarem mesmo nada de perder e às vezes reagirem à flor da pele.

 Uma coisa é uma reação e uma crítica por mais dura que seja (normal numa sociedade democrática), outra é o poder intocável, divino, de alguém que não presta contas e é totalmente irresponsável. 

No nosso país o respeitinho pelos poderosos é muito bonito, mas já se sabe que as águas dos rios quando apertadas pelas margens transbordam.

Para ser respeitado e acatado é preciso que quem manda mande bem e não de modo arbitrário, tanto mais que estes são os únicos juízes cujas decisões são irreversíveis, o que impõe a busca de mulheres e homens para desempenhar o cargo com elevado sentido do cumprimento da Lei e da Justiça.

Um bom árbitro não é um juiz do Santo Ofício que de cima do seu poder absoluto vai exigir à vítima que concorde com o castigo brutal e desprovido de qualquer fundamento.

Como pode o cangalheiro de apitos ir explicar a Luis Diaz que ele fez o que não fez? De que espécie de tecido é feita alma do senhor Godinho?

Já sabíamos que a alma do senhor Veríssimo era feita das personagens que o Mestre Gil Vicente meteu na Barca do Inferno, pois achavam que deviam surfar a onda e mostrar cartões a quem não os mereceu e deixar no caso do Corona o Porto sem o seu melhor jogador durante mais de trinta minutos.

O bom árbitro é o que se não vê, o que julga com total imparcialidade e não inventa leis inexistentes que no caso da Pedreira atingem sempre o mesmo e os melhores em campo.

À mesma hora, no mesmo local, expulsar os melhores, sem qualquer justificação, duas vezes seguidas é o quê? Um exercício de intolerância para com a equipa dos expulsos?

Recuemos até ao Jamor. Ali o guarda redes dos de Belém atinge brutalmente Nanu. Nada. Foi involuntário. Haverá alguém para além dos senhores Hugo e Godinho que seja capaz de dizer que o chuto na bola de Luis Diaz era para partir o tornozelo ao David Carmo?

Então se todos viram o momento de azar de David Carmo, como é possível que Hugo Miguel tenham visto o que ninguém viu?

 Godinho, Hugo Miguel e Veríssimo têm um apito e vestem de preto; não chega. Não basta dar cartões a jogadores nucleares de certas equipas para o poder ser.

O grande e enorme Goethe criou uma figura fantástica – o Fausto que fazia negócios com o Diabo que segundo as tradições cristãs veste de preto.

O que têm em comum com Fausto estes cangalheiros do apito que aparecem nos estádios para desinquietar o povo do futebol e as próprias regras que se aplicam ao jogo? Quem lhes deu o apito? Para quê?

Um pensamento sobre “Godinho, Veríssimo e Cª não basta trajar de negro e ter um apito.

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