QUATRO NOTAS SOBRE CONGRESSO DO PSD

 

1.A reforma da lei eleitoral…E a da Segurança Social. Se o PS se aproximar do PSD… Se…

Convenhamos que é quase nada. Um político que durante quatro anos foi o responsável máximo da ação governativa lembra-se agora, na oposição, destas reformas?

Quanto à reforma eleitoral só pode ter deixado o CDS desconfiado. Embora Assunção Cristas tenha elogiado a força de vontade do PSD…Uma farpa?

Quanto à da Segurança Social, Passos não larga o passado e volta para esconder o corte de seiscentos milhões atrás da palavra reforma.

2. Mas Passos Coelho “não se ficou pelas reformas”. Esmerou-se entusiasmado no ataque à reestruturação da dívida…ele que fez aumentar em mais de trinta por cento a dívida, transferindo-a dos privados para o setor público. Apresentou-se como um fogoso mandatário dos credores internacionais alegando toda a sua experiência como governante. E foi mais longe. Garantiu que tal não era possível, sem, contudo, mostrar procuração com tais poderes dos donos do dinheiro.

E a sua força foi toda para apoiar os credores, sendo ele um líder de um país devedor e ele próprio responsável com a sua política pelo aumento dessa brutal dívida…Chegou a enternecer aquela referência aos durões do FMI. O homem corajoso prega que o seu país cruze os braços e não faça nada. Apenas que ponha a cabeça no cepo…

Sempre, sempre ao lado dos donos do dinheiro. Passos Coelho nunca hesitou ao longo do seu consulado de governação e continua na mesma senda.

3.Outra nota de registo: está zangado com quase toda a gente e não entende Marcelo que não siga, como o Durão, o cherne de águas profundas, e navegue na espuma dos dias.

Ainda acordou a tempo e reconheceu que o governo afinal é mais consistente do que ele e o amargurado Cavaco inventaram para impedir a sua formação.

 

4.E dando pleno curso à sua coerência puxou para a ribalta do PSD a Sra Dra dos cofres cheios de nada.

A Sra Dra, promovida à Administração da Arrow Global, está na mira da opinião pública e dos deputados. Não se é da Administração da Arrow sem que isso não conte para a progressão no PSD; as coisas estão ligadas. Arrow e PSD ficam assim ligadinhos.

Apesar da gloriosa mentira dos cofres cheios a Sra Dra mal pegou no micro, imediatamente a seguir a Passos Coelho, a debandada foi geral. O que ia dizer estava requentado; tinha quatro anos de atraso. Até os congressistas estavam fartos daquele patuá.

Também ela está muito aborrecida com o que se está a passar em Portugal e do alto da sua inteligência fina só vê o tempo velho.

Passos e a Sra Dra estão encerrados no labirinto da estratégia do empobrecimento do país. Não são capazes de sair de lá. E não têm asas para outros voos. Gabe-se-lhes a teimosia.

domingos lopes

 

 

 

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