O Insuportável Peso da Ingerência dos Desalmados Schäuble e Moscovici!

A crise financeira provocada pela incapacidade do sistema financeiro de se conter e por ter erigido a especulação no seu modo de vida teve como consequência por parte dos Estados irem em socorro dos bancos impondo sacrifícios às populações fazendo-as pagar em boa medida essa crise.

A União Europeia que há muito virara o rumo para o liberalismo aproveitou o momento para se juntar ao FMI e fazer aplicar um vasto plano de austeridade e empobrecimento aos países mais débeis do ponto de vista económico.

Para salvar os bancos que tinham créditos de difícil cobrança através de avultados empréstimos conseguiu fazer chegar carradas de dinheiro a Portugal que logo saiu para as mãos desses credores aflitos.

Foram celebrados Memorandos de Entendimento que não eram mais que ordens sobre os governos que os assinaram. Viveu-se um período de ordem excecional. Os portugueses não mandavam em Portugal; se é que mandam.

Cumpridas as metas dos credores pensava-se que os mesmos se remeteriam ao seu papel de cobradores de dívidas.

Não é assim. A Comissão Europeia quer continuar a mandar em Portugal, independentemente da vontade do povo soberano.

Não há vontades soberanas; há diktates. Ou tomam medidas ou os mercados fazem as taxas de juro subir . Que interessou à chancelerina que os gregos tivessem rejeitado as imposições da Alemanha. Quem manda pode e quem pode manda. A Alemanha manda na UE.

E o Primeiro-Ministro de Portugal que se cuide – chegará na próxima quinta-feira o Sr Moscovici, um socialista francês, Comissário Europeu para as Finanças, para dizer onde António Costa tem de cortar. Mais nada.

Antes do socialista francês chegar o Sr Schäuble deixou claro que o governo de António Costa tem de cortar e continuar na linha do anterior. O senhor não quer saber de eleições, nem da vontade dos portugueses; o que lhe interessa é a Alemanha e os mercados.

A política que o diretório da UE está a fazer passar para os países é esta: podem continuar a fazer eleições que para nós o que conta é o que vocês têm de aplicar; mudem à vontade de governo, mas não pensem em mudar de rumo e de política.

Na UE não lugar para políticas que “irritem” os mercados. Mas não foi o sistema financeiro que criou esta crise? Foi, mas apesar disso eles mandam nas instituições da UE e nos chefes de governo de toda a EU.

Os mandões da EU passaram a tratar os países como se fossem devedores e a relação que pretendem estabelecer é a de não há outra linha de ação a não ser a definida pela Alemanha. Quem não aceitar o rigor alemão para os outros países irá à bancarrota, pois os mercados farão os juros dispararem e impedirem por essa via de ter acesso ao quer que seja.

Esta é a base da cooperação que a Alemanha, a França, a Holanda, a Finlândia e outros querem aplicar – ou aceitas ou aceitas – ; se não aceitas- rua!.

O anúncio na segunda feira do Sr Moscovici que irá fazer ver na próxima quinta-feira a António Costa e a Centeno para impor cortes é uma afronta a todo o povo português e aos partidos que aprovaram este Orçamento, a todos os patriotas.

Espera-se de todos os patriotas que o sejam. Os que esfregam as mãos de contentes porque a sua força não está em Portugal mas na capacidade dos credores esmifrarem os portugueses que se lembrem que a vida de uma nação está muito para além de um Tratado, de um diktat ou de uma relação comercial.

Portugal pode vir a ter problemas muito sérios e graves. Pode ficar durante algum tempo à mercê de alguns agiotas burocratas sem alma; lá poder pode. Mas não será para sempre. Alguém há de dizer que não. E vai dizer. Esta UE não serve. Ou de outro modo serve para os grandes imporem aos pequenos as suas ordens e a alguns portugueses feitos com esses donos de tudo isto viverem dos sacrifício e da desonra imposta a uma pátria com mais de novecentos anos.

Mas isso será uma parte da História. A outra que está por fazer e está nas mãos dos portugueses mais cedo ou mais tarde será outra. Ai daqueles cuja força política provem dos agiotas. Ai o destino!

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