Paula Teixeira da Cruz – Um Susto Nunca Vem Só!

Para exercer o cargo de ministro é preciso ter estaleca e aguentar o exercício. O poder democrático está em permanente confronto com a comunidade.

Para tanto o ministro tem poderes tais que o seu exercício mexe profundamente na vida dos cidadãos. Pode beneficiar uns e prejudicar uma imensa maioria ou o contrário.

Quando o chefe governo chama alguém para um dado ministério sabe quem escolhe e conhece o perfil, a endurance, a capacidade, a competência, a robustez psicológica, a resistência às pressões, a honradez e tudo o mais que um cargo desta responsabilidade exige.

É assim natural, decorre das experiências governamentais, que um ou uma ministro(a) tenha a proteção que o próprio Estado lhe “imponha”.

Causou estranheza a entrevista da Dra Paula Teixeira da Cruz à revista Sábado.

A residência de uma ministra deve ser criteriosamente guardada por motivos os mais diversos, isto é, não só pela defesa da integridade física da senhora ministra, como também pela proteção dos titulares do Estado e do próprio Estado, pois é certo que um ministro(a) saberá de assuntos que não podem cair na praça pública.

O cargo de titular da pasta da Justiça é demasiado importante para que quem o desempenhe não tenha a proteção adequada e conveniente. A ministra da Justiça gozará por parte dos serviços de segurança do Estado de uma proteção tal que a sua residência não ficará à mercê de qualquer criminoso nacional ou estrangeiro.

Uma ministra não poderá ver a sua casa devassada – assuntos de altíssima importância de Portugal e da própria União Europeia poderão ficar em mãos indesejadas e além do mais serão alguns deles reservados.

Uma ministra não pode abrir o correio; é dos livros. Alguém o abrirá e o entregará ou destruirá segundo protocolos rígidos do Estado.

Uma ministra não pode acordar e dar conta que foi vítima durante a noite de alguém que lhe foi fazer golpes no braço esquerdo!!!, pois isso significa que a titular daquele cargo está à mercê de qualquer tarada(o).

Uma ministra que está em sua casa e lhe lançam raios laser!!! na cabeça não está segura e é de novo o sistema de segurança que está em causa.

A ministra da Justiça não pode ser equiparada a uma estrela de rock; é detentora de segredos e de conhecimentos que devem merecer a maior reserva até serem do domínio público sob pena de poderem cair em mãos criminosas e serem usados para fins contrários aos pretendidos.

A família de uma ministra tem de estar protegida, sobretudo quando se verificam situações de violência.

Por todos estes factos que são uma espécie de ABC de qualquer serviço do Estado custa a imaginar que a Sra Dra Paula Teixeira da Cruz tenha sido vítima das ameaças que relatou à Sábado.

Não havendo razões para crer que a Sra ministra não falou a verdade é caso para perguntar: o Sr Dr Pedro Passos Coelho, Chefe do Governo, o que andava a fazer?

Ou sabia ou não sabia o que estava a suceder à ministra. Se sabia tinha o dever escrupuloso de criar as condições necessárias para que a sra ministra não fosse vítima do que diz ter sido.

Se não sabia porque só agora a Dra Paula revelou é grave e constitui uma séria violação dos seus deveres para com o Primeiro-Ministro e o conjunto das instituições que têm de zelar pela segurança.

Se lhe comunicou e mesmo assim aconteceu o que ela diz ter acontecido é infelizmente prova de que os ministros em Portugal estão à mercê de qualquer bando de criminosos.

Venha o diabo e escolha. Um susto nunca vem só.

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Um pensamento sobre “Paula Teixeira da Cruz – Um Susto Nunca Vem Só!

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