AGUR MISTER LOPETEGUI

 

Julen Lopetegui foi despedido pela direção do F.C.Porto. Há muito que muitos o pediam. Há muito que ele não o queria. Ouvia-se Lopetegui falar e sentia-se que ele acreditava, mas olhando em volta mais ninguém o seguia, especialmente os jogadores.

As ideias que ele tinha para o jogo não passavam e por melhores que fossem essas ideias, os jogadores ou as boicotavam ou não as seguiam por não serem capazes. O resultado é o mesmo. O ano passado o Porto não ganhou nada e este ano a coisa está feia…Mas ele acreditava…Era o que dizia.

Começava o jogo e às vezes havia umas tantas faíscas e se o Porto marcava  quase sempre desligava-se a iluminação e ficava tudo a andar para os lados em busca da luz.

Se levava um golo era o cabo dos trabalhos e a gente ficava a mexer na memória das vezes tantas que se começava a perder e se dava a volta, não foi Jorge Costa, João Pinto, Lima Pereira, Magalhães, Pacheco, Sousa, Deco, Moutinho, Lisandro Lopez, Lucho?; às vezes até com dez em campo…até os comíamos…a relva e a vontade de ganhar…ganhar, mesmo perdendo porque só há campeonatos pela simples razão de não haver invenciveis…felizmente!

Lopetegui herdou uma máquina que não parece ser a mesma de outros tempos, é o que parece. Um exemplo: os adeptos sentem mais a derrota que os dirigentes? Não, não digo que a direção não queira ganhar, não. Refiro-me aquela coisa que leva à revolta por se perder e sobretudo quando se podia ganhar. A paixão de ganhar. Mesmo quando já se ganhou mais que todos os outros. O hábito tanto faz o monge como se se torna uma coisa sem fibra e se estiola e se burocratiza. A burocracia não é só no Estado, nos partidos e nas empresas, também chega ao futebol.

Imaginemos os jogadores de gabarito a jogar como o treinador manda e nem sempre a vida cabe num modelo e o adversário agiganta-se e marca. Não estava nos livros os pequenos marcarem, mas marcam. Só quem se agigantar mais que os outros ganha, mesmo que os outros não sejam gigantes, mas se tenham agigantado fazendo encolher os gigantes.

Ai dos grandes que por serem tão grandes já não enfrentam os pequenos e os iguais como se fosse o último jogo das vidas de cada jogador e do FCP. Ai deles. A história será dos outros, como bem mostra o museu do FCP.

Agur( adeus em basco) Lopetegui. Boa sorte. Quem vier que traga para a superfície a força da memória e o hábito de ganhar custe o que custar. Nem que a relva seja comida…

domingos lopes

 

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