Rio e Cotrim assim assim a dizer que sim


Dois cavalheiros da estirpe liberal; um, mais quê, o outro menos quê; um mais contido (noblesse oblige), o outro mais desenfreado. Um a esticar para a direita a roçar o extremo, o outro com medo do arrastão e no dia 30 perder a ocasião.

Foi um debate à medida daquelas duas almas. E das outras que se seguiram, que não vão a votos, mas decidem quem venceu, substituindo o soberano. Senhoras e senhores cheios de razões, sabichões, espertalhões. Lindas e lindos.

O debate foi giro( diz-se assim) de se ver. O que se viu? Uma coisa tão simples, tão simples que pode ter passado despercebida – os dois cavalheiros são visceralmente contra tudo o que apresente prejuízos e como tal se a CGD der prejuízo, Rio e Cotrim catrapim privatiza-se, o mesmo sucedendo à RTP ou a o que quer que seja.

Podem explicar por que não aplicam esta fúria ao BES, BPN, Milenium, e a todos os bancos que iriam à falência, com milhares de milhões de prejuízo, se não fosse o malvado do Estado com o dinheiro de todos os cidadãos salvá-los?

Vá lá expliquem esse apelo à fantástica gestão privada com o seu melhor representante preso em Durban, fugido à justiça? Então, como é?

Se o que der prejuízo privatiza-se, o que dá montanhas de prejuízo no privado é para ser salvo pelo público e entregue aos privados? Ou nacionaliza-se?

Nesta senda sorrateiros acham que se o SNS não responde a tempo o Estado deve entregar ao privado pagando o Estado, ou seja, o Estado desinveste no SNS, torna-o ineficaz para entregar os cuidados de saúde ao privado pagando-os; grande negócio – o Estado perde, ganham os espertos, os privados cujos governos os protegem. É o negócio diz Rio e Cotrim que sim.

A escola pública deve ser boa diz Rio, mas se calhar tratando mal os professores e todo o pessoal não será. Que fazer? Entrega-se aos privados. Os governos deixam o setor público tornar-se ineficaz e sem investimento e a conclusão é entregá-lo a quem vai receber do Estado o que este não investiu. Olha os cavalheiros verdadeiros vendedores da banha da cobra.

Sendo a gestão privada tão boa e eficiente por que precisa do Estado? Quem a impede de investir no Ensino, na Saúde, onde quer que seja? Invistam, invistam, quem os impede? Mostrem que são melhores, deem o exemplo.

 Em cima da mesa o exemplo esplendoroso é a banca corrupta e corruptora, salvo poucas exceções.

Cotrim na sua pose liberal quer que todos tenham acesso à escola privada pagando-a. Com quê?

Se os portugueses quiserem pagam com votos não lhos dando para impedir estas manigâncias.

Dois cavalheiros da estirpe liberal; um, mais quê, o outro menos quê; um mais contido (noblesse oblige), o outro mais desenfreado. Um a esticar para a direita a roçar o extremo, o outro com medo do arrastão e no dia 30 perder a ocasião.

Foi um debate à medida daquelas duas almas. E das outras que se seguiram, que não vão a votos, mas decidem quem venceu, substituindo o soberano. Senhoras e senhores cheios de razões, sabichões, espertalhões. Lindas e lindos.

O debate foi giro( diz-se assim) de se ver. O que se viu? Uma coisa tão simples, tão simples que pode ter passado – os dois cavalheiros são visceralmente contra tudo o que apresente prejuízos e como tal se a CGD der prejuízo Rio e Cotrim catrapim privatiza-se, o mesmo sucedendo à RTP ou a o que quer que seja.

Podem explicar por que não aplicam esta fúria ao BES, BPN, Milenium, e a todos os bancos que iriam à falência, com milhares de milhões de prejuízo, se não fosse o malvado do Estado com o dinheiro de todos os cidadãos salvá-los?

Vá lá expliquem esse apelo à fantástica gestão privada com o seu melhor representante preso em Durban, fugido à justiça? Então, como é?

Se o que der prejuízo privatiza-se, o que dá montanhas de prejuízo no privado é para ser salvo pelo público e entregue aos privados? Ou nacionaliza-se?

Nesta senda sorrateiros acham que se o SNS não responde a tempo. Então defendem que o Estado deve entregar ao privado pagando-lhes, ou seja, o Estado desinveste no SNS, torna-o ineficaz para entregar os cuidados de saúde ao privado pagando-os; grande negócio – o Estado perde, ganham os espertos, os privados cujos governos os protegem. É a cartilha. É o negócio diz Rio e Cotrim que sim.

A escola pública deve ser boa diz Rio. Mas tratando mal os professores e todo o pessoal não é. Que fazer? Entrega-se aos privados. Consultemos uma vez mais o manual das instruções – Os governos deixam o setor público (neste caso a escola pública) tornar-se ineficaz e sem investimento e a conclusão é entregá-lo a quem vai receber do Estado. Olha os cavalheiros verdadeiros vendedores da banha da cobra. É o negócio diz Rio, Cotrim que sim.

Sendo a gestão privada tão boa, tão boa por que precisa do Estado? Quem a impede de investir no Ensino, na Saúde, onde quer que seja? Estes gestores de alto coturno o que pretendem é que o Estado os subsidie dado a sua tradicional inclinação para viver à custa do setor público. Invistam, invistam, quem os impede? Mostrem que são melhores, deem o exemplo. Em cima da mesa o exemplo esplendoroso é a banca corrupta e corruptora, salvo poucas exceções. Olhem para os Rendeiros deste país, só eficiência a meter o negócio nos bolsos.

Cotrim na sua pose liberal quer que todos tenham acesso à escola e à saúde privadas. Com quê?

Se os portugueses quiserem pagam com votos, não lhos dando para estas manigâncias.

Um pensamento sobre “Rio e Cotrim assim assim a dizer que sim

  1. Luciano Caetano da Rosa

    Bom artigo, mas nada de novo acrescenta. De qualquer modo, nunca é demais esclarecer. E expor com clareza as maningâncias destes “senhores figurões”. Há países com burguesias mais dinâmicas, mais aptas a criar riqueza. Portugal é um desprotegido, uma vìtima das sanguessugas associais ineptas, vaidosas, balofas cobardes, que por fim acabam no “Alzheimer” sem o terem. A burguesia lusa causa vómitos, é asquerosa, terá de ser varrida para o contentor do lixo da História.

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