Tráfico de diamantes e guerra, as missões militares de Portugal

Uma guerra é sempre uma guerra; sempre desprezo pela humanidade, incentivo à prática de crimes, liberdade de violentar, destruição e morte. A guerra é a violência institucionalizada.

Portugal, um pequeno país, periférico, saído de três palcos de guerras coloniais, vem mantendo contingentes militares em países africanos devastados por guerras intestinas alimentadas do exterior.

Dizem os responsáveis políticos e militares que estas missões prestigiam o país. É o que dizem; eles e os que lhes incentivam a participar nestas missões. Como se fossem os comandos portugueses os únicos e mais capazes.

A operacionalidade das Forças Armadas portuguesas parece estar cada vez mais ligada a estas missões. A sua estratégia será combater por esse mundo fora, desde o Afeganistão, passando pelo Mali e a República Centro-Africana, entre outros países. Também voam no Báltico. Quem manda, acha que este é o papel de Portugal. Dúvidas não poderão existir que os vencimentos são bem mais altos neste desempenho de guerra do que noutros.

O mal da guerra é a própria guerra e o seu cortejo de barbaridades. Onde quer que aconteça, sejam quais foram os protagonistas.

As notícias que ligam os crimes de tráfico de diamantes, ouro, droga, branqueamento de capitais à missão na República Centro-Africana são consequências da guerra.

Quando alguém de arma na mão pode matar (a última fronteira a cair contra os outros humanos) pode fazer tudo. Não porque lho digam, mas porque o sentem do alto do poder das armas e de toda a parafernália que ela envolve. Numa guerra o controlo esvai-se. Fica o poder bruto.

Os militares indiciados por gravíssimos crimes cometidos sob a bandeira de Portugal, independentemente da consciência total dos crimes que estavam a cometer (a provarem-se) não os teriam cometido se não estivessem a milhares de quilómetros de Portugal, no centro do continente africano, a impor uma ordem que ninguém no país e até na Europa sabe qual é.

É este o papel que o PR e o governo vislumbram para as Forças Armadas num Portugal democrático, pacífico e de bem com todas as nações? Ir para onde houver guerras engendradas e alimentadas por outros?

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