Marcelo o facilitador

Na entrevista concedida a Miguel Sousa Tavares, na despedida do jornalista, MRS com toda a pompa e circunstância, declarou, por um lado, que esperava uma alternativa à direita e, por outro lado, que se o OE fosse chumbado, dissolveria a AR. Esta decisão do PR é totalmente de sua responsabilidade, nada na lei o impõe. Trata-se da sua leitura política.

Desde então Marcelo não para. Todos os dias, a todo o momento, Marcelo clama ainda mais os microfones e as câmaras e os media são dele. Ele corre atrás de todas as lebres que encontra. Tudo serve para aparecer a marcar a sua agenda há muito anunciada- criar uma alternativa à direita.

Neste frenesim atrapalha-se e atrapalha os outros. Imiscui-se na vida parlamentar. No seu imparável ativismo recebeu o candidato a líder do PSD sabe-se lá para quê… Alega o mestre do frenesim que foi a pedido do candidato a líder. E pronto.

Diz a experiência comum que o empenho numa conduta mostra o empenho do agente dessa conduta. Et par cause, Marcelo está imparável. Ele persegue o sonho.

Os desejos, os sonhos, as aspirações e os recalcamentos de MRS não chegam para alterar as competências constitucionais. Bem pode intervir para que essa alternativa à direita se forme, mas a verdade é que o faz contra legem.

Marcelo é Professor de Direito constitucional. Deu muitas aulas e muitos pareceres sobre vastas matérias. Criou um lastro. Sabe melhor que ninguém que não é o PR que decide quais são as competências do PR. Sabe melhor que ninguém que estão taxativamente fixadas no artigo 133 da CRP.

É uma subversão das competências do PR. Mas para MRS quando se mete uma ideia na cabeça não para. E todos conhecemos a esse nível o ilimitado repertório da personagem. Disse um dia que tinha tido o sonho de Primeiro-Ministro. Terá agora o sonho de arranjar um?

O PS vai provavelmente provar o copo de fel que ajudou a fabricar. Quem se junta com incontinente pode sair molhado, diz o velho provérbio popular com outras palavras.

Um pensamento sobre “

  1. Acerca de Marcelo, desde o início do seu 1º mandado e em relação à sua intervenção elogiosa (popularucha, dizia eu…) sempre disse ao meu círculo de amigos.
    – Esperem-lhe pela volta!
    Agora, as suas antigas garras de PPD/PSD acabam de extravasar, por intrigas dizia-se noutros tempos, os limites institucionais que o vulgo não consegue entender…
    Quod erat demonstrandum.

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