Pandora papers e o poema de J. Namorado-Port Wine

Os pandora papers aí estão a pôr a nu a tremenda hipocrisia em que assenta a atual ordem política/económica. O mundo ficou a saber que certos figurões são por fora beatitude e por dentro podres.

O mesmo mundo alienado que tem poder para lhes tirar o poder e, em grande medida, os deixa ficar com os seus biliões, deixando a maioria da população do Planeta à fome. Até quando?
Lá está o que impôs com o seu amigo Sócrates a austeridade aos trabalhadores portugueses; capaz de comprar um apartamento em Nova Iorque com dinheiro do BES que estamos a pagar. Fez o dinheiro andar aos saltos por vários paraísos (assim se chamam os infernos da fuga aos impostos) até entrar na sua órbita.

Lá está ele a gozar com a vida de todos os que vivem ou sobrevivem do seu trabalho.

Lá está ele a exemplificar de forma sublime que para certos indivíduos a política serve apenas para fazer o jogo do poder e receber as contrapartidas devidas.

 Morais Sarmento, Vice-Presidente do PSD, escolhido por Rio, também se serviu dos paraísos para fazer valer o seu enorme apetite pelo dinheiro “apunhalando” a moralidade que Rui Rio queria instaurar.

Lá está ele, o Ministro de Durão Barroso e de Santana Lopes, a mostrar que no PSD se pensa alto e bom som no que toca a dinheiro. Basta a ocasião e logo vem a ganância. O país que estava de tanga no seu glorioso tempo de Ministro da Presidência, pode vê-lo agora nu.

E que dizer do Dr. Canas o Vitalino, sempre pronto a voar para altos cargos? Afinal no PS a coisa fia fino no que toca a figurões de fazer esta figura de impor impostos e de ter altos dirigentes a fugir ou a ajudar clientes a fugirem. Também tu Vitalino…diria Cícero que não é Costa, embora em boa verdade Vitalino não conspire contra António Costa, ao contrário de Catilina que dava cabo da paciência de Cícero.

E de entre a galeria dos mais famosos lá está ele Tony Blair, o biltre, que levou o Reino Unido à invasão do Iraque com base numa colossal mentira. O que pedia austeridade para quem trabalhava e ao mesmo tempo se aboletava com quantias brutais fugindo àquilo que impunha com toda a força à população.

 Lá está ele, o que armou em Trabalhista, para disfarçar e tratar da vidinha.

Lá está ele sossegado a gozar a vida depois de ter pela sua ação provocado a morte de mais de uma centena de milhar de iraquianos. E agora de cofre cheio. Ele, o Trabalhista, o biltre.

Lá estão mais umas centenas de fulanos, todos em altos cargos, alguns da Realeza, outros dos espetáculos musicais ou futebolísticos. Todos repimpados com o vil metal que os senhores governantes do mundo permitem este estado de coisas. Talvez a pensar no seu futuro.

No dicionário Priberam este tipo de pessoas que apresentam com um rosto escondendo o verdadeiro podem ser designadas como trapaceiros e um trapaceiro não passa de patife ou um mequetrefe. É escolher. Talvez biltre.

E assalta-me o poema de Joaquim Namorado” Port Wine” que termina assim…Meu povo, liberta-te, liberta-te!,
Liberta-te, meu povo! – ou morre.

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