A Inveja que Cega

A inveja é um dos sete pecados mortais, segundo os ensinamentos cristãos. E, sem dúvida, independentemente das religiões, uma grande fraqueza humana. Os portugueses são atreitos a essa doença. José Gil escreveu um livro sobre esta matéria que merece ser lido.
Entretanto novas descobertas científicas vieram dar conta que certo tipo de cegueiras resulta da inveja.
Corria o ano da boa graça de 1987 e o mundo tinha duas Alemanhas e não apenas uma.
O FCPorto liderado pelo poeta e doutor de Letras ,Artur Jorge, matulão da República Ninho dos Matulões, em Viena corrompeu os bávaros teutões marcando dois e sofrendo um.
Os que viram e não os que apenas olharam, assistiram, para além da arte de tocar na bola, à vingança suprema de Madjer sobre Heitor , o herói que conhecia a vulnerabilidade de Aquiles.
Aquele toque de calcanhar era mais que um sopro de oboé; era a vitória da arte sobre a burocracia.
Era ainda a afirmação de que os portugueses podiam continuar a dar ao mundo novos mundos: Juary, Madjer, e o Futre , aquele a quem a bola nasceu pegada ao pé esquerdo.
Viena tão perto de Munique não se vergou aos alemães. Os portugueses podiam orgulhar-se do clube da mui nobre e sempre invicta cidade.
No longínquo Japão para onde levamos armas e a fé que não foi suficiente, chegou a hora de afirmar ao mundo que não era o Penharol, mesmo sobre gelo, que vencia o FCP.
No ano de 2003 quando Átila chegou à Luz e escorraçou Mourinho como parte do plano para aniquilar o FCP, Mourinho mostrou a valia do FCP na Europa e ganhou ao Celtic a Taça UEFA.
Para quem gosta de futebol é Príncipe quem sabe jogar e não apenas por se ser de uma coisa verdadeiramente anacrónica no século XXI que é um Principado do Mónaco. Em Gelsenkirchen o Mónaco regressou como um plebeu e não como nobre. Carlos Alberto pintou a manta e reafirmou o valor do multiculturalismo.
O verdadeiro príncipe do Mónaco é o madeirense Leonardo Jardim.
Vilas Boas em Dublin disse a Domingos Paciência que treinava o Braga- Tem calma – na cidade de Joyce o melhor é escrever no céu o golo da vitória, como só Falcão é capaz. Quem nasceu para voar abre as asas.
Assim se passaram as coisas que não há muito tempo aconteceram. Coisas lindas de se verem.
Terrível, demasiado terrível para os que não veem o que se viu claramente visto. É a inveja, o quinto pecado capital
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