HIROSHIMA E NAGASAKI O HORROR MADE IN USA

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Faz hoje setenta anos que a população de Hiroshima sofreu o horror dos horrores. Quando a cidade acordava foi bombardeada com a bomba atómica que causou de imediata a morte de cerca de setenta mil pessoas.

Os EUA afirmavam perante a Humanidade, destroçada pela grande guerra, o seu poderio militar amedrontando tudo e todos.

Os EUA não hesitaram a dar início à utilização das armas de destruição massiva.

Três dias mais tarde para que o Japão e o mundo soubessem do que os EUA eram capazes foi a vez de Nagasaki sofrer o horror da segunda bomba atómica.

O inimaginável tornara-se uma realidade material. A maldade sem limites vencia todos os travões morais que podem conter a ação de uma violência mortal inaudita nunca experimentada.

A vontade de domínio não se detinha perante as centenas de milhares de vidas que acabaram por vir a perecer.

Esta foi a maneira de tentar mostrar a sua invencibilidade.

Porém a invencibilidade é sempre efémera. A URSS também foi capaz de construir armas atómicas e desde então até aos nossos dias existem armas nucleares suficientes para destruir a vida na Terra umas quantas vezes, o que pode suceder por mero acaso.

Nenhuma arma nuclear é boa. São todas más. E muito piores se em mãos de quem as pense vir a utilizar.

O melhor remédio é eliminá-las todas, incluindo as não declaradas como as da Índia, do Paquistão, de Israel ou da Coreia do Norte.

As armas de destruição massiva deram origem ao monumental embuste usado por George. W. Bush, Tony Blair, Aznar, D. Barroso e Portas para desencadear a guerra ao Iraque.

A verdade é que o Iraque foi destruído a ferro e fogo pelas armas de destruição dos EUA e seus aliados.

A Humanidade que criou toda a riqueza material e cultural que conhecemos e desfrutamos não pode ficar à mercê da vontade de domínio de um ou de um conjunto de países, sendo absolutamente necessário dar passos no sentido da redução e liquidação das armas nucleares.

Poderá parecer um sonho, mas comparado com a capacidade de as produzir, a capacidade de as destruir é milhões de vezes mais fácil e barato.

Aqui entra a diplomacia dos povos e dos cidadãos e do ativismo social. Sabendo que não se pode estar descansado enquanto as armas nucleares existirem há que fazer toda a pressão sobre os governos para as Nações Unidas implementarem a sua redução e eliminação.

Vale a pena perguntar com portugueses que somos: que faz o governo de Portugal sobre esta matéria? É a favor da eliminação das armas nucleares?

A Constituição da República é muito clara no nº2 do artigo 7º ao defender o desarmamento geral simultâneo e controlado.

O certo é que nem este governo, nem o próprio Ministro dá qualquer sinal de preocupação quanto a um problema que envolve a Humanidade e o nosso país sobretudo enquanto país da NATO, portanto no centro de qualquer conflito à escala mundial.

Passaram setenta anos sobre os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki com todo o cortejo de vítimas inocentes.

Os EUA mantêm a possibilidade de serem os primeiros a utilizar a arma nuclear com todas as nefastas consequências, pois se todas as potências nucleares assinassem um Tratado de renúncia à utilização em primeiro lugar, o mundo seria mais pacífico e estável.

No fundo o sonho de John Lennon “Give a peace chance” está vivo e atual.

Os humanos são capazes do pior, mas também são capazes do melhor. Façamos, então, tudo, tudo para que não voltemos a ter notícias da utilização de armas nucleares em qualquer parte do mundo. Para que os martírios de Hiroshima e Nagasaki sirvam de lição e exemplo.

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domingos lopes

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