Uma Justiça Antiafrodisíaca

Os homens necessitam de justiça. Em qualquer idade. Como velhos caminhantes a sua marcha vai para esse norte – justiça firme.

Todos os homens e mulheres em todas as épocas da Humanidade pediram-na ao Rei, ao Imperador, ao Ditador, a Deus, aos Tribunais. A Humanidade persegue a justiça. Humanidade de jovens, homens, mulheres. Querem-na bem erguida na comunidade.

E este salto de civilização que foi poder ir a Tribunal levando ao peito os Códigos resultantes de todos estes milénios é uma bênção humana. Custou muito, mas conseguiu-se: ir a tribunal reclamar de mutilações físicas e morais e receber em troca a Justiça dos homens.

O que se não esperava em Outubro de 2014 é que os Venerandos Conselheiros do STA decidissem que uma mulher aos cinquenta anos, a meio da vida, portador de alguma ciência, experiência e técnica tenha ficado moribundo para o sexo…Onde foram buscar tal castigo? Certamente que os Mui Venerandos saberão que a função faz o órgão e se eles, os julgadores não o fazem, não poderão, ou melhor não deveriam impedir os outros de o fazer e determinar vãmente que aos cinquenta já não há o que não têm – tesão.

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