A prisão de Ketziog no deserto Neguev
Como era conhecido, o governo de Israel por via do ministro Bem-Gvir, o homem que rejubilou quando o parlamento israelita aprovou a pena de morte para os palestinianos, ordenou a construção de fossos em torno da prisão para palestinianos de Ketziot no deserto Neguev. De acordo com o projeto seriam instalados nos fossos crocodilos-do-Nilo, o que de acordo com estas almas, aliás, obedecendo aos mais altos valores ocidentais, impediria qualquer fuga de qualquer prisioneiro e, em simultâneo, o Estado sionista pouparia uns tostões, sem pagar a guardas menos eficientes.
Dada os elevados padrões morais e civilizacionais da comunidade sionista de Israel uma ONG “Deixem os animais livres” intentou uma providência cautelar, a qual o juiz do Tribunal Distrital de Jerusalém deu provimento fundado nos danos que os crocodilos podiam sofrer e que a ministra do Ambiente tinha passado de animais de espécie protegida para animais em cuidado, a fim de zelarem pela segurança dos presos.
Claro que os crocodilos-do-Nilo não têm a menor responsabilidade pela total falta de humanidade do governo de Netanyahu, comportando-se como os nazis contra os judeus.
Os animais racionais encarcerados, torturados, humilhados na sua pátria não valem o dano que um crocodilo possa sofrer, em caso de fuga de um terrível palestiniano.
Como é possível um povo tão perseguido e oprimido permitir que se pratiquem estas brutais maldades aos presos políticos palestinianos? E como é possível que os dirigentes da UE mantenham o seu apoio a esta estirpe de gente malvada? Não é António Costa? Já telefonou a Pedro Sanchez ou também acha que Ceuta faz parte de Shengen?