Há 80 anos, em segundos, o Presidente Truman incinerou no braseiro atómico dezenas de milhares de inocentes.

No dia 6 de agosto de 1945, o Presidente Harry S. Truman ordenou que a aviação daquele país atacasse com uma bomba atómica Hiroshima, cidade japonesa, o que causou a morte imediata de um em cada cinco habitantes. Três dias depois atacou com outra bomba atómica Nagasaki.

 Nas duas cidades entre agosto e o final desse ano morreram respetivamente140 000 e 74 000 pessoas absolutamente inocentes. Muitos dos sobreviventes teriam querido ter perecido. 

O Japão estava derrotado. Os ataques tiveram como objetivo mostrar a Estaline quem mandava no mundo. Como se sabe, a supremacia durou pouco tempo, pois a URSS também se mostrou capaz de aceder à loucura que constitui o mundo das armas nucleares. Até hoje, há sempre um que chega primeiro à nova arma, mas os outros logo alcançam o mesmo patamar de destruição.

Na cabeça dos dirigentes mundiais parece só haver lugar para alcançar o domínio nas relações entre Estados. Até agora, desde tempos imemoriais a humanidade tem sido orientada por este critério, mais selvagem que o da selvajaria de todos os animais que lutam pela sobrevivência, pois na Terra cabemos todos desde Gaza à Ucrânia, passando por Taiwan até à Venezuela.

Quando os dirigentes ocidentais nos falam de valores nas relações internacionais bem sabem que nesse plano os valores são a força de cada Estado.

Que glorificamos hoje desde a escola até ao fim da vida? a força – leia-se a Odisseia, O Lusíadas, Cid, o Campeador, a Chanson de Roland…A nossa civilização assenta na força, no domínio, na escravatura, na servidão, na exploração e na força de que é exemplo o spetacular ataque dos EUA ao Irão. Como exclamou Donald Trump, se calhar sem saber, (que saberá ele), que foi, tanto quanto confirmam várias fontes, um espetacular fiasco, apenas para americano ver e acreditar na força bruta que Trump afirma possuir, sobretudo quando interrompe o jogo de golf e se dedica na Sala Oval ou no Mar-a-Lago a encher o mundo de tuítes mal escritos e cheios de bazófia.

Os valores liberais são impor aos aliados tarifas brutais, ameaçar com a força pilhar partes de países, transformar territórios nacionais em estâncias balneares e expandir de uma lado ao outro da Terra os seus campos de golfe e sacar big Money everywhere .

Num tempo que quase já só se fala só de guerra, de mísseis hipersónicos ou de drones e a paz é uma palavra proscrita em quase todas as capitais, é preciso recordar Hiroshima e Nagasaki.

 Foram os EUA quem atacou as duas cidades mártires com bombas atómicas. Hoje aquelas bombas são quase irrelevantes face ao poder destrutivo dos novos mísseis com ogivas nucleares.

Tanto faz ser bilionário, milionário, trabalhador, cristão, muçulmano, ateu, o que quer que seja para nos irmanarmos na morte nuclear. Que cada um compita com a sua ideologia em paz. Não há nenhuma bomba nuclear boa, são todas más, e todas deviam ser desmanteladas. Que o mundo acorde. Hiroshima e Nagasaki nunca mais. Acabar com a guerra na Ucrânia e em Gaza. Desarmamento em vez de corrida às armas. PAZ.

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