Um enorme manto de vergonha caiu sobre o mundo – entre Biden e Putin – a paz

Este 16 de março devia encher de ridículo todos quantos anunciaram que era o dia em que a Rússia invadiria a Ucrânia. E de vergonha. O dia em que os capachos ficaram pornograficamente capachos. O dia em que os papagaios deviam ver-se ao espelho e sem penas a sua nudez é incomodativa.

Darwin nunca imaginou esta sobrevivência dentro de certos membros desta espécie que corre o risco de ser substituída por robôs de inteligência artificial, tal o desprezo pela nobreza de uma das mais belas e profundamente humanas profissões.

O anúncio da morte saiu à rua sem um pestanejar, sem um porquê. Saiu. Disseram-lhes para a fazer sair em anúncio e anunciaram cansados de tanto a repetirem.

O Sr. Biden e o Sr. Jonhson, cheios de problemas nos seus países, queriam um ambiente de guerra para convocar o povo contra o poderoso inimigo prestes a fazer uma carnificina na desgraçada da Ucrânia.

O Sr. Biden tem brevemente eleições e está mal colocado.

Talvez em tempo de guerra o Sr. Boris pudesse continuar as glamorosas festas no nº10 da Downing Street em honra dos santos liberais.

Claro que mais de cem mil soldados russos junto à fronteira da Ucrânia são uma ameaça. E misseis Pershing II e Cruzeiro da NATO a quatro ou cinco minutos de parte do arsenal russo arsenal não o seriam. Misseis russos sê-lo-iam no Canadá ou em Cuba ou no México? E se fossem, o que fariam os EUA?

Uma invasão da Ucrânia seria uma catástrofe e uma violenta violação do direito internacional. Mas é curioso que nenhum país da NATO pediu sanções duras e brutais pela invasão, ocupação, destruição e humilhação do Iraque apesar dos muito mais de cem mil mortos.

Quem se lembrar, encontrará os repetentes e recalcitrantes: EUA, Reino Unido. Desta vez não foi preciso ir aos Açores, mas Marcelo, Costa e Rui Rio, em santa aliança, vão enviar tropas para proteger os desígnios de Biden.

Não apareceu Durão Barroso, mas Santos Silva podia lá ficar fora do festim e apelou ao regresso dos portugueses que se encontram a trabalhar naquele país. Fica bem.

E quem se lembra da França humilhada pelos EUA na venda dos submarinos à Austrália? E das declarações nada ameaçadoras de Biden a Schlotz dando conta que o gás russo não chegará à Alemanha?

Claro que isso são coisa entre os EUA e aqueles pequenos países europeus; com o gigante luso bateriam a bola baixinho.

No dia mundial da mentira e da vergonha as tropas russas começaram a desmobilizar. As negociações vão prosseguir. Há um certo alívio. Entre Biden e Putin há que escolher a paz, e só a paz. E essa não passa por enviar soldados portugueses para a loucura em que o Leste europeu se está a tornar.

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