A certidão de nascimento de Cavaco, usque ad nauseam

O homem que se retirou não se retirou. Escondeu-se em sua toca. O homem que mais tempo em Portugal esteve a fazer política a partir dos mais altos cargos (20 anos) vive emparedado pelo tempo que corre e não se conforma com a realidade.

O homem tem ar do que é, um reformado envinagrado.

Ele espreita todas as oportunidades para anunciar aos quatros ventos que continua em sua toca, a maldizer o mundo.

O homem não está bem por algumas razões. Porque só sabe o que ele pensa, tudo o resto não vale nada, porque ele é uma personagem de um livro em que o velho não lia nada, a não ser o que escrevia e demorava muito tempo a escrever com o passar dos anos.

O homem que só lia o que escrevia chocava com a realidade e piava porque lhe doía o choque da sua ideologia retrógrada com o mundo em movimento.

O homem que não lia jornais e que deixara no seu rasto um escol da melhor estirpe de corruptos vive mal com a sua consciência. E é do domínio da psicologia vir a terreno provar que não desapareceu, tendo desaparecido.

O homem que foi condecorado por Marcelo gostava de ter a agilidade mental de um direitista moderado, mas só está atento ao momento em que o Sol o pode despertar da letargia.

E mal ouviu Marcelo propugnar por uma alternativa de direita acordou da sua hibernação. E foi direito ao assunto – atacar o governo e preparar o regresso do PSD na versão similar a Passos Coelho.

Atacar o PS por empobrecer o país quando o programa político e estratégico de Passos era o empobrecimento de molde a fazer do país um dos mais competitivos do mundo (pelos baixos salários) é substituir a sua vontade ideológica e chocar com a realidade.

Cavaco, o homem que se retirou e não se retirou, vive num mundo fechado onde não entra ar da vida e só se sustem com base no rancor. O que ele não perdoa é ser o que foi (um dos preferidos dos portuguese) e ser agora um Zé Ninguém.

Ele abomina Costa (exigiu-lhe uma escritura pública) e Rui Rio. E por ser quem é tem de o dizer em opinião aguardada pelos que preparam o assalto à sede do PSD e preparam a entrada triunfal em S. Bento e em Belém.

O homem, que atira textos como se tivesse subido ao Sinai para declarar que ele existe e não há ideais a não ser as dele, vai continuar a dar provas de que saiu da toca para pedir na Conservatória do Registo Civil sucessivas certidões de nascimento, usque ad nauseam .   

2 pensamentos sobre “A certidão de nascimento de Cavaco, usque ad nauseam

  1. Prof.Doutor Luciano José Caetano da Rosa

    Faço dois pequenos comentários aos bons artigos: O Arrependimento e as Saudades nas Autarquias Segundo a Direcção do PCP; e sobre o artigo relativo a C. Silva no sua toca algarvia.
    Em relação ao PCP, a actual Direcção procura sempre dar a volta por cima., mesmo que tenha perdido, no presente, cinco Câmaras CDU em relação ao número anterior. Os outros é que perdem sempre. O PCP, como julga que está do lado certo da História, e em boa parte até estará, isso funciona como um cheque ideológico que capitaliza a sua razão e, por isso, nunca perde. O PCP sofre de um leninismo serôdio e obreirista. Mas tem cura. O caminho é todos os comunistas que saíram do Partido concertarem-se, fazerem um Congresso, chegarem a conclusões claras e distintas sobre a organização e funcionamento democráticos de um Partido Comunista no século XXI, sem vanguardas iluminadas, mas com pobres mortais que desejam a vida na Terra livre de exploração do homem pelo homem. Tanto Marx como Lenine podem continuara a exercer a sua influência teórico-ideológica onde ela for aproveitável, mas há muitos outros pensadores cujos contributos podem ser muito úteis para uma nova configuração da libertação do trabalho, das garras do neo-liberalismo. O PCP está capturado pelos “donos” dessa empresa que não sobreviverá porque esses “donos” também não sobreviverão. E o País, 100 depois da fundação do PCP., precisa que ele se remoce sem resquícios de estalinismo,em novas bases humanistas e ecologistas, a par das novas revoluções tecnológicas, para o maior bem do povo português.
    Quanto ao Sr. Silva, que se sustém na sua ruindade intrínseca, acho que não vale a pena gastar tanta cera com ele…os tribunais, esses sim, se funcionassem bem, pois, levou a que muitos portugueses ficassem defraudados nos seus investimentos em banco em vias de insolvência, mas de resto o País saiu defraudado pelas suas políticas desastrosas. É um indivíduo sem cultura e já não tem tempo de vida para adquiri-la.

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  2. jOSÉ mOUIRA

    O tal homem da “moeda”não perdoa que estes novos fundos da UE sejam gastos em projectos produtivos para a economia nacional e,não,como no seu tempo serviram para engordar os seus apaniguados com empresas tipo Tecnoforma e,por isso,tanto sofre pelo Passos Coelho.Mas tem muito que penar,o povo sabe que foi aldrabado por tais oportunistas.

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