DE 1º MINISTRO A APRESENTADOR ARREPENDIDO DE INTIMIDADES

 

José António Saraiva decidiu escrever um livro sobre a vida íntima de políticos com quem foi tendo conversas.

É de supor que muita da gente visada não se teria despojado da sua reserva íntima se soubesse que um dia as conversas apareceriam escarrapachadas num livro.

Além do mais porque uma conversa com quer que tenha sido há dez, vinte ou trinta anos pode, ao ser revelada hoje, não encaixar na personalidade do protagonista, dada as mudanças que cada um imprime à sua vida.

O livro assumiu grande relevo mediático porque JAS convidou Pedro Passos Coelho, o homem mais austero que a própria troika, para apresentar o livro, embora à boa maneira de PPC afirmou que ia, mas que não tinha lido o livro, defendendo-se à boa maneira farisaica.

Instado se mantinha o encargo de apresentar o tal livro afirmou que não era homem para voltar atrás com a palavra dada.

A polémica passou dos media para as redes sociais e para o seio do próprio PPD/PSD. Alguém lembrou a PPC que aquela atitude não era digna de Sá Carneiro. Passos não se lembrava de Sá Carneiro, tal a vontade de agradar ao amigo e de se mostrar afoito agora que procura o que perdeu.

No meio desta buzaranha proveniente de todos os cantos, o homem que não voltava com a palavra atrás, voltou, arranjando o verbo desobrigar para se ver livre da miséria em que se meteu.

Obtido o sucesso de ter PPC, político que não tem conversas íntimas, segundo o próprio, JAS desobrigou-o e ele não vai onde disse duas vezes que ia.

À terceira confrontado com a realidade, de que tanto falava e o seu protetor Cavaco , sucumbiu.

De Saraiva se pode esperar quase tudo para aparecer ao sol. É o seu destino. Que lhe interessa que tenha morrido um dos visados?

O que lhe interessa é o alarme, a venda, os minutos á superfície das notícias. Estar ao sol da vida.  A coscuvilhice num país de basbaques-…” ora vejam a conversa que teve com o fulano e a sicrana”…Num mundo de frustrações aceder a uma conversa íntima é saborear o que se não teve ou não tem; é uma espécie de voyeurismo por interposta pessoa.

Passos Coelho quis agradar ao amigo ( ele lá saberá porquê, coisas íntimas, a revelar um dia?) e disse que ia sem ter lido o livro. É o homem. De austero passou a apresentador de escandaleira. Embora arrependido. A coragem morreu na praia.  Já assim tinha sido quando disse , antes de ser Primeiro-Ministro, que nunca aumentaria os impostos e quando lá chegou aumentou-os brutalmente.

É esse, o que não sabia que tinha de pagar os descontos para a segurança social…esse mesmo que à última da hora não foi. Fez-se de forte e saiu a rastejar, a pedir para o desobrigar do papel de apresentador de um livro que não leu… Que iria dizer do livro que não leu?

Passos no seu melhor registo de sempre. Que rico chapéu enfiou o candidato do PSD a Primeiro- Ministro!

domingos lopes

 

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