PORTO/BORUSSIA – NEM UM PINGO DE VONTADE DE VENCER. QUE SUBMISSÃO

Uma equipa que queira vencer tem de ser constituída desde a raiz ao topo por quem apenas encarne esse objetivo.

A direção de uma tal equipa deve ser a expressão dessa vontade de vencer que  contagia técnicos e jogadores.

A direção é responsável pela escolha da equipa técnica e jogadores, devendo recrutar de entre os candidatos aqueles que dão garantias de abraçar o projeto de vitória.

Quando um treinador ou um jogador dá o primeiro passo na estrutura  deve sentir o arrepio da vontade indomável de querer vencer. Nem a relva deve deixar indiferente os jogadores no sentido de eles sentirem que ela também quer a vitória.

O FC Porto tornou-se nos últimos trinta/quarenta anos a equipa hegemónica exatamente porque soube criar essa força de vencer.

Manter essa mística é muito difícil. É preciso renovar permanentemente a identidade e adaptar-se às novas circunstâncias e lutar contra rivais desejosos de triunfar.

Isto pressupõe que os dirigentes não podem esmorecer por segundos diante dos novos desafios e transmitir ao técnico e jogadores esse inconformismo sadio capaz de dar uma sapatada e fazer reverter situações adversas

Uma direção com esse propósito em nenhuma circunstância se pode acomodar; deve ser a primeira a dar sinais de revolta contra o ramerame que mata a alma da vitória.

Quando foi anunciada a constituição da equipa do FCP para jogar contra o Borussia todos perceberam que o Porto ia ser eliminado. Os primeiros a percebê-lo foram os jogadores. E depois o Borussia. E aos dez minutos não havia ninguém que não percebesse que Peseiro não ia incomodar os alemães.

Uma equipa com estaleca de campeão não julga um atleta por uma decisão de um segundo, mesmo quando ela é altamente prejudicial à equipa. Maicon cometeu um erro grave, mas faz falta. Saber perdoar é valorizar os elementos que compõem a equipa e dar garantias a todos que a estrutura quer tudo deles, sabendo valorizar todo o passado face a um erro circunstancial.

Se Maicon estivesse cá, Layun teria jogado à esquerda e o único jogador vertical da equipa teria no seu jeito guerrilheiro levado a instabilidade aos atleticos borrussianos.

Uma planificação rigorosa e profissional altamente competente não pode deixar uma equipa da grandeza do Porto sem centrais de raiz. Não é aceitável que há semanas o Porto ande a improvisar quando tem Maicon…

Maicon não está porque a Administração o mandou embora e os adeptos queriam vingança face à infantilidade do atleta. Só que a Adção não pode querer o mesmo que os adeptos em termos de saber dirigir, de saber estruturar um plantel. Uma coisa é o adepto, outra coisa são os membros da estrutura dirigente.

José Peseiro levou para o relvado uma equipa que ele quis conformada, para não permitir ao Borussia que marcasse, deixando-os a trocar a bola como eles sabem.

Uma equipa que quer ganhar pode perder e empatar, mas uma equipa que só não quer perder não ganha; só por mero acaso…

Peseiro aceitou que o adversário se instalasse e se sentisse confortável convidando-o a um acordo tácito de cavalheiros mais ou menos deste tipo: fiquem por aí que eu só passarei o vosso meio campo quando tiver a certeza de do céu chega alguém perto do infeliz do Aboubakar.

O treinador do Borussia percebeu também a mensagem que no final mandava os jogadores adormecerem e tomar café; triste de mais para o dragão. Já nos bastava a Merkel mandar na Junta de freguesia Portugal…

E quando Peseiro no final disse que o empate seria o resultado justo mostrou bem o queria – não perder.

Contra o Bayern de Munique há cerca de um ano o Porto mostrou que os alemães podem mandar na União Europeia, mas não mandavam no Dragão.

Este ano Peseiro aceitou os mandamentos teutónicos e nem foi preciso o poderoso Schäuble meter-se ao barulho; os mercados não estavam irritados com tanta submissão, o Porto parecia o Passos e a Maria Luís …

Quando é que Peseiro de uma vez por todos avisa o Braihimi que ele tem mais dez companheiros para jogar à bola? Se ele só se lembra da equipa quando liga o fintómetro e perde a bola o melhor é tirar-lhe o fintómetro; se ele insistir dar o lugar a quem compreenda que o futebol não é apenas uma montra para levantar voo para algures na terra das patacas sonantes.

O inglês que arbitrou o jogo também entrou no eurogrupo e não viu o que toda a gente na Europa vê: há várias europas e portanto não pode haver brexit . Dois jogadores em off side é muita gente, contradiz a boa vista das terras de Sua Majestade The Queen.

Na parte final do jogo todos vimos o que o Porto podia fazer se o treinador tivesse querido. Os alemães podiam ser desestabilizados e levar com golos. Se o treinador tivesse querido. Assim foram tomar café.

Vem aí o Belenenses. É preciso que alguém mostre o jogo do ano passado ao Mister. Que não se repita. Os portistas não podem passar a vida a sofrer em circunstâncias que podiam desfrutar os encantos da vitória. Ai dos submissos !

domingos lopes

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