A tentaç~ ao do chaparro

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Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.

As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.

O céu é a última tentação do chaparro.

A tentação do chaparro

Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.

As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.

O céu é a última tentação do chaparro.

A tentação do chaparro

https://photos.app.goo.gl/eVFGyu8GvKe72yZN7

Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.

As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.

O céu é a última tentação do chaparro.

https://photos.app.goo.gl/eVFGyu8GvKe72yZN7

 

 

Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.

As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.

O céu é a última tentação do chaparro.

 

Microfones e honradez

 

Há homens e mulheres que de tudo se servem para atingir os seus fins, o que até pode não ser um mal. Mas quando para atingir um fim enveredam por certas condutas tornam-se tão ou mais rasteiros que os repteis.

O Primeiro-Ministro é  o cidadão que dirige o país e uma entrevista por si dada concita a atenção dos mais preocupados com o destino dos portugueses.

A entrevista concedida ao Expresso teve, como quase todas, um tempo “morto” que é aquele em que o entrevistado fala com os entrevistadores à solta, seguro que o microfone não regista e se regista é de imediato apagado.

Quando no início é um aperitivo normalmente mais picante para a entrevista. Dá pistas num registo livre. A cortina que se abre serve para os entrevistadores se situarem melhor na latitude do entrevistado.

Quando é no final trata-se de uma deferência para se dizer o que se não disse on the record. É um terreno de honra, o que ali se passa é apenas de quem lá está. É um Tratado de seriedade.

A não ser assim trata-se de uma armadilha para apanhar o entrevistado que julga que o terreno está livre dessas ratoeiras. Tal conduta mostra até que ponto pode chegar a rasteirice humana. Até que ponto se está disposto a chegar para apresentar um trofeu. Todos dizemos coisas que não diríamos, se soubéssemos que iria ser divulgado.

Não estão em causa as misérias que os responsáveis pelo Lar de Reguengos foram capazes, nem a atitude sobranceira da Ministra a propósito do Relatório da Ordem dos Médicos. A Dra. Ana Godinho é capaz de não ter a verdadeira noção do que é ser Ministra do Trabalho e da Segurança Social. Talvez Vieira da Silva não tenha tido tempo para lhe fazer o desenho. O que se passou no Lar de Reguengos assusta.

Também é discutível o modo como o Sr. Primeiro-Ministro defendeu a Dra. Ana Godinho e a trapalhada com que pretendeu esconder o desplante da Ministra.

Há que pensar no modo como a sociedade no seu conjunto trata os velhos, levando-os para as diversas despensas para os empacotar, sendo certo que no caso de Reguengos os subsídios ( quase milhão e meio de euros) permitem pensar que a sorte daqueles nossos concidadãos não tem a ver com falta de verbas que a Segurança Social providenciou, mas antes com graves falhas, no mínimo.

Tudo isto é verdade, mas as graves incúrias dos governantes não podem servir para perpetrar uma canalhice da altura do castelo no cimo de Monsaraz.

Um homem ou uma mulher ou ambos os entrevistadores ao acolherem António Costa sabiam, melhor que ninguém, que o que diz off record é um selo de confiança que não se pode atraiçoar. É próprio de gente cujas opiniões se subalternizam face ao código de honra que há dezenas de anos jornalistas e entrevistados estabeleceram.

A aposta no vale-tudo em jornalismo é um sinal das desgraças que podem chegar- o jornalismo enveredar pela  intervenção política escondida ou travestida. Tal significará juntar à desconfiança reinante na política mais desconfiança.

A explicação do Expresso só mostra até que ponto aquele jornal foi capaz de chegar a um descontrolo daquela envergadura. A magnitude da desonra é tão elevada que a ser como foi, o diabo que escolha entre a sacanice e a incúria. E ficam muito mal os media que divulgaram a conversa off the record. Usaram a incúria ou a pulhice para atacar António Costa. Vão a caminho das sarjetas. Estão a destruir o jornalismo. Expressamente.

 

https://www.publico.pt/2020/08/25/opiniao/opiniao/microfones-honradez-1929150

Pandemia e pandumia

 

A ideia too big to fall (muito grande para cair) deixava-nos suspensos a pensar se, na verdade, o banco ou seguradora caísse, o que seria dos seus clientes e de todos nós…Foi assim que se justificaram as intervenções financeiras dos Estados para salvar os bancos.

Isso foi já há vários anos. Agora em cima da mesa estão os milhares de milhões que afinal os cidadãos tiveram de pagar para salvar a incúria dos banqueiros e a festa despesista continua.

Em Portugal, já pagamos mais vinte mil milhões de euros e não sabemos quando vamos parar de pagar.

A crise concentrou riqueza e alargou as desigualdades. Custa a crer: a riqueza de um por cento da população superou a dos restantes noventa e nove, e sessenta e dois multibilionários tem mais riqueza que metade da população, segundo a ONG Oxfam.

A crise financeira tocou o mundo, no seu conjunto, uns países mais, outros menos. Centenas de milhões de pessoas viram os seus rendimentos diminuírem e outros ficarem desempregados. Como poderemos saber quantos morreram porque deixaram de ter acesso a uma alimentação adequada ou à própria comida e de ter acesso a cuidados de saúde? As consequências sociais da crise financeira estão por contabilizar.

Entretanto, no final do ano passado, surgiu uma pandemia e gera pânico acerca do futuro. Já se registaram quase oitocentos mil mortos infetados com o Covid-19. E nenhum oráculo adivinha o futuro, nem Marques Mendes, o number one a adivinhar.

E, no entanto, a Humanidade segue o seu caminho, como se o que aconteceu ao sistema financeiro fosse um destino, um fado. A realidade é dura e há que olhá-la de lado para lhe fugir. Na velha Roma havia os Coliseus

Em Portugal, onde a crise bateu forte, os portugueses estão muito entretidos com o mesmo de sempre – a vida das estrelas já no céu ou a caminho, seja qual for a via. Agora há futebol a rodos. E o futebol que faz feliz a maioria dos portugueses, se um certo clube ganhar o campeonato, disse quem o disse.

Não há futebol nos estádios, mas há na televisão. E há dinheiro para ir buscar treinadores de oiro e jogadores a peso do mesmo metal. O que conta é o big Money, mesmo para os que não têm para a sopa…Os homens e as mulheres parecem, por vezes, não seres os únicos animais capazes de fazerem a sua História. E, no entanto, são-no.

O que realmente importa até aos dias em que acontece a grande História é que a minha equipa ganhe e que se não olhe a milhões limpos ou sujos. Isso já é outra pandumia, como disse o catedrático das táticas.

Segue em Lisboa a final da Champions. E na Alemanha a final da Liga Europa. Mesmo em tempo de pandemia o show must go on. Que a felicidade nunca nos falte. Se um dos grandes cair, cá estaremos a dizer mal do vizinho.

https://www.publico.pt/2020/08/18/politica/opiniao/pandemia-pandumia-1928401

 

Abencerragens do Novo Banco

 

A criação do Novo Banco é o extremo oposto do que nos garantiram os governantes que ia ser, um banco saudável sem toxicidade. Era o bom, o outro o mau para onde iam todas as maldades do Dono, garantias dadas para que estivéssemos sossegados…Lá sabiam as razões para nos enganar daquela forma.

O tempo traz sempre tempo atrás dele e se atrás daquelas notícias vieram outras e mais outras e a relação entre o que se prometeu e o que sucedeu tende a esbater-se. Se na vida política, estas condutas passarem a ser normais e o que se prometeu apenas valeu para sacar votos, então o povo vira as costas à política e desacredita até ao dia em que alguém que tudo fez para que as coisas fossem como foram, saia do “sistema” e prometa avançar “contra” ele.

O que está a suceder no Novo Banco é algo de tal modo aberrante que, numa sociedade saudavelmente participativa, criaria um terramoto social.

Na verdade, os portugueses estão a pagar negócios ruinosos que servem para enriquecer ainda mais alguns que de negócio em negócio, neste obscuro mundo de cupidez e gula, se abarrotam com milhões e milhões de euros. Saem diretamente dos que ganham o salário mínimo, médio até dos que ganham um pouco mais para donos de fundos sem fundo, funis de receção de milhares de milhões. Sem um euro de risco. O novo paradigma do capitalismo financeiro parasita.

As notícias deste jornal deviam abalar todo o Portugal, mas sacodem apenas a opinião pública e esfumam-se entre os comentários do futuro candidato Marques Mendes, as compras do Benfica, os luxos da nova administradora da TVI, as permanentes notícias das infeções e mortes da pandemia e os incêndios.

O encadeamento das escandalosas negociatas, ao que parece, legais não para. Marcelo diz, como sempre, que é urgente esclarecer o que é mais do que claro. O Novo vende a Velhos Abutres por 10 o que valia 50. Por gentileza empresta essa massa aos compradores. E nós pagamos os 40, por imposição governamental, assim.

Ademais o governo tem sempre à mão aquela coisa a que chamam auditoria, que muitas vezes antes ser, já o era, como a pescada. Desta vez foi ter com a Delloite e fez seguramente um contrato que foi incumprido pela auditora. Ou seja, comprometeram-se a entregar no prazo x e não entregaram e não se sabe quando entregam.  Uma empresa privada trata deste modo o Estado e ninguém reage…A Delloite já deu explicações cabais das razões do incumprimento? Quem as conhece? Por que não são públicas? Era o momento? Era o quê?

O Estado não tem auditores que ajam em conformidade com o interesse público? Correu com eles para os privados e agora paga-os (pagamos) a preço do oiro aos que prosseguem apenas o lucro. Que estranho mundo que se orienta no sentido do Estado se desfazer dos seus quadros, os quais ingressam no privado, indo o mesmo Estado pagar os seus serviços por balúrdios que enchem os cofres de todas as Delloites do mundo…Este é o veneno.

Onde era necessário transparência e rigor, deparamos com águas barrentas que ocultam os fundos dos Fundos.

É estranho que conhecendo os portugueses as notícias escandalosas deste Novo Banco se acomodem, em vez de se mobilizarem para que as coisas se passem de outra forma,  pois a consciência da cidadania impunha-o. Que diabo, é o dinheiro de todos e a maioria desse dinheiro é de pobres e de remediados. E nem assim, tal a anestesia.

 

https://www.publico.pt/2020/08/12/opiniao/opiniao/abencerragens-novo-banco-1927813

NUNCA ESQUECER HIROSHIMA E NAGASAKI

Há 75 anos o governo dos E.U.A ordenou que, nesse dia,  a cidade de Hiroshima fosse bombardeada com uma bomba atómica.

A Humanidade passou a um novo limiar de violência entre Estados no desempenho da guerra.

Num instante dezenas de milhares de japoneses foramm mortos. Outras dezenas de seguida com a radiação. Ainda hoje há efeitos dessa mesma radiação.

O Japão derrotado em agosto de 1945 foi sacrificado, sobretudo as populações da Hiroshima e Nagasaki, para que o novo mandarim da ordem internacional proclamasse o seu poderio imperial urbi et orbe.

O que choca e não tem perdão é que em vez de parar a corrida às armas nucleares, ela prossiga loucamente.

A bomba que explodiu em Hiroshima é quase irrelevante face ao poder destrutivo das novas armas termonucleares, milhares de vezes mais potentes.

O mundo não estará seguro enquanto as armas nucleares não forem eliminadas. O terror nuclear por parte dos seus detentores é impeditivo de uma vida internacional plena onde cada Estado possa fruir de uma paz salutar.

Razão tem o Papa Francisco em apelar à eliminação de todas as armes nucleares. O precedente aberto há 75 anos tem de ser encerrado.

Há assuntos muito importantes, lá isso há. Porém, nada é mais decisivo para a vida humana que a paz.

Pode existir um ambiente e uma Natureza sustentávelcom o mundo a repousar num arsenal nuclear capaz de o destruir vezes sem conta?

Com tanta desgraça, como é o caso da atual pandemia, por que não deixar de gastar estes milhares de milhões e aplicá-los na eradicação das doenças mais graves?

Para que lado vamos caminhar? Para uma vida em paz ou para o caos e a guerra?

É preciso que as vítimas de Hiroshima e Nagasaki não sejam esquecidas. E para tanto todos os Estados não nucleares se deviam comprometer a não incluir o armamento nuclear  nos seus arsenais e os que já detêm a comprometerem-se a nunca serem os primeiros a utilizar esse armamento e a caminharem no sentido da desnucleareização.

Portugal nunca mandou matar pretos. É mentira.

 

Quando os regedores das freguesias de todo o país arregimentaram as populações para irem ao Terreiro do Paço apoiarem Salazar para dar início à guerra colonial contra o povo angolano, uma nova e desastrosa realidade começou a nascer e a tomar conta da juventude, a da guerra colonial.

Foram os homens com garrafões de vinho pagos e merenda melhorada. Foram mal sabendo ao que iam. A maior parte não sabia sequer onde era Lisboa, quanto mais Nambuangongo, ou Cabinda, ou Maiombe ou mesmo Angola. Disseram-lhes que iam salvar a pátria dos terroristas que esventraram à catanada mulheres e crianças no Norte de Angola. Os pretos de Angola eram portugueses de gema e tinham de voltar à portugalidade à base da metralha e do terror, mesmo que o não quisessem ser e à distância de sete mil quilómetros.

Alguns dos que regressaram traziam os seus troféus de guerra. Sim, em todas as guerras, os homens tornam-se selvagens. A guerra é a maior das selvajarias porque cada um se treina para matar o outro e aterrorizá-lo impedindo-o de reagir. O napalm não civilizava nenhum angolano e as G3 também não. Já antes a escravatura fora para civilizar os pretos.

Os que regressaram vinham nos barcos carregados de heróis do Ultramar. Vinham carregados de ódio aos pretos que eram traiçoeiros e combatiam escondidos no capim e não de homem a homem. Era a lei da sobrevivência. Ou matavam ou eram mortos. Os pretos não tinham aviões, nem barcos de guerra, só a traição – o capim.

Os soldados lusos perseguiam-nos e matavam-nos e se preciso fosse cercavam as aldeias e queimavam-nas para que eles aprendessem a distinguir o bem do mal.

Alguns traziam condecorações de tanta morte, outros não sabiam o que mataram, pois os traiçoeiros pretos levavam os mortos, como se os portugueses deixassem os seus. A verdade é que há muitos heróis desse tempo de metralhadoras que não dormem de janela fechada, nem são capazes de fazer uma ressonância magnética.

Alguns dos que regressavam tinham escondidos uns frascos e dentro dos frascos orelhas, narizes e até órgãos genitais masculinos. Era a prova da sua valentia.

Às vezes mostravam-nos. Só às vezes. Tinham-nos escondidos. E quando mostravam contavam a história dos donos daqueles pertences. Eram dos terroristas que não queriam ser portugueses, pretos malditos. E mostravam o que cortaram ou alguém por eles.

Foram anos de guerra na Guiné-Bissau, em Angola e em Moçambique. Anos a matar para não ser morto. Tão brutal e cruel que ela própria gerou a revolta e acelerou o 25 de Abril pela mão dos capitães que já não queriam pactuar com tanta desgraça.

Este é o nosso Portugal que há quarenta e seis anos metralhava os pretos dos restos do nosso Império.

Quem pode atrever-se a dizer que neste país há racismo? Quantas armas desse tempo estão prontas para matar pretos que eram os seus destinatários, mesmo que enviesadas matem brancos?

É tudo mentira, Portugal não esteve em guerra, nem nunca por nunca mandou matar pretos…Ai Portugal, Portugal.

https://www.publico.pt/2020/08/03/opiniao/opiniao/mentira-portugal-mandou-matar-pretos-1926787

 

O que o país deve a Passos Coelho

 

Num país, como Portugal, com séculos de tradição judaico-cristã, onde a culpa social e individual é uma cruz, Passos Coelho, saído desse território nevoeirento, proclamou do alto do poder a punição dos portugueses devido à sua vida desregrada, acima das suas possibilidades.

O país deve a Passos Coelho a primeira versão dos chamados países “frugais” segundo a qual a Holanda das montras de prostituição em Amesterdão se destinam a desvairados habitantes do Sul que só pensam em sexo e copos. O país deve-lhe essa ideia de alguns predicadores luteranos e calvinistas e do nosso velho amigo Schäuble.

O país deve a Passos o chicote que ele usou e abusou para aumentar impostos e levar centenas de milhares de jovens a saírem da sua zona de conforto e a emigrarem.

Qual sacerdote Maia ou alto dignitário do Santo Ofício, Passos interpretou a importância do sacrifício para atingir a felicidade.

O país deve-lhe a maldade suprema de ser castigado por ter aceitado fazer o que os governantes lhe pediram para fazer. Aliás, derrotou Sócrates por alegar não aceitar tanta austeridade e quando ganhou as eleições, com cara gélida de pai tirano proclamou a pobreza generalizada como meta.

O país deve a Passos a ideia que a Escola Pública e a SNS eram assuntos para desinvestir, pois os rankings apontam para a excelência do privado. Manter sim, mas a pensar em serem base de apoio ao negócio.

Deve-lhe as privatizações ao desbarato para que os mesmos de sempre comprassem por uma bagatela importantes setores da economia – CTT, TAP, ANA.

O país deve-lhe aquele rosto sem sorrir, compenetrado, a que Assis chama – serviço, dedicação – desatento às consequências sociais da sua política.

O país deve-lhe a sua ideia de competitividade, fazer de Portugal um dos mais competitivos, com salários baixos e zero de impostos para os empreendedores do costume.

Veja-se o caso dos vistos gold. O país deve-lhe essa vontade firme de fazer do país um enorme condomínio privado para certas famílias de luxo.

O país deve-lhe a peregrina ideia que sem a sua austeridade e empobrecimento, havia de chegar o Diabo e o Inferno, vá lá saber-se porquê…sempre o chicote na melhor interpretação freudiana da moral judaico-cristã.

O país deve a Passos o culto da indiferença perante os mais desfavorecidos. O timoneiro queria que os ricos se tornassem mais ricos e que a riqueza escorresse da pirâmide para a plebe.

Este era o pensamento de Passos Coelho, seguindo a mais pura escola neoliberal, levando o PSD para a direita pura e dura.

A este projeto político-ideológico Francisco Assis qualifica de determinação e serviço. Sem mais. É ele que está à frente do Conselho Económico e Social.