Omar Khayyam, viveu no século XI e XII, homem de grande cultura e sabedoria, poeta, matemático, geómetra e astrónomo e discípulo de Avicena, tem um livro de poemas intitulado Rubaiyat, publicado na Moraes Editora com prefácio de E.D. de Melo e Castro que aconselho a leitura.
A sua sabedoria está presente nas Rubaiyat, espécie de quadras ou a poesia japonesa haiku, que transmite sempre uma materialidade plena de espiritualidade.
Escreveu uma Rubaiyat que invoca a insignificância de um rei persa da dinastia Sassanida, Bahrâm ou Vararanes I.
Embora o poema se refira a Bahrâm, pela analogia, apesar do tempo, podia ser referido a Donald Trump pela condensação do poder e da sua inutilidade.
Imaginem, no quadro da equidade e do direito internacional público, a sanção aplicada à Administração Trump: na sala Oval da Casa Branca, J.D. Vance e Rubio serem obrigados diariamente a recitarem a Trump o poema que se segue substituindo Bahrâm por Trump até que ele o decorasse e o recitasse até ao fim dos seus dias, estivesse onde estivesse.
O palácio de Bahrâm é agora refúgio de gazelas
Os leões vagueiam nos seus jardins, onde cantavam as músicas
Bahrâm, que capturava onagros selvagens
dorme agora sob um outeiro onde pastam os burros