A primeira Festa do Avante realizada em 1976 na FIL, na qual foi posta uma bomba, inseriu-se num contexto mais vasto de realizações do mesmo tipo como a Festa do Humanité (PCF), Unitá( PCI), Mundo Obrero (PCE), entre muitos outros.
Foi o PCP que criativamente engendrou na colina da Ajuda estes grandes espetáculos aliados à divulgação de realizações culturais de elevado nível.
Durante mais de vinte anos participei na Organização da Festa pelo lado da participação de quase uma centena de partidos comunistas e de esquerda de todo o mundo, desde Timor Leste aos EUA.
A Festa reuniu quadros da maior qualidade a diversos níveis e gerações de intelectuais desde logo o pintor e escultor, o saudoso Mestre Rogério Ribeiro.
Até o Sr. Prof. Dr. Marcelo lá foi, antes de ser eleito para o cargo que tão beijoqueiramente ocupa.
Com o advento da pandemia as Festas do Humanité e do Mundo Obrero foram canceladas, com toda a lógica.
A Festa tem para o PCP um certo simbolismo, uma espécie de atestado de força que, entendido à maneira da sua direção, seria suficiente para justificar um ano de vida. Trata-se da substituição de uma ação abrangente por um ritual quase sagrado. Ora os rituais tendem a fazer perder o pé à realidade.
Não é de aceitar que um partido que existe para defender os mais desprotegidos ponha à frente deles esta celebração em tempos de pandemia. E afinal o que preside a esta obstinação que os faz ligar aos militantes para irem? O que explica este estranho fenómeno? Será que estes dirigentes do PCP interiorizaram que se a Festa não se fizesse, o PCP deixaria de ser o que era? Mas tal não aconteceu num ano em que caiu um dilúvio de água…
A direção do PCP, imitando o MRPP no estardalhaço verbal, conseguiu colocar em cima da mesa o tema da Festa, mas pelos piores motivos. Quando há anos se unia os portugueses para comprar o terreno, hoje a direção do PCP conseguiu criar um ambiente que dá para tudo para atacar o partido.
É uma perversidade querer meter no mesmo saco do anticomunismo todos os que se pronunciam sobre o evento no sentido de apresentarem as maiores reticências em relação à realização. Há quem o faça exatamente para defender o partido.
A direção do PCP devia ser a primeira a dar o exemplo e cancelar a Festa. Não se trata de saber se é legal ou não, nem a ousadia está nessa vertente. A pandemia existe e não há risco zero e toda a gente sabe que numa Festa há desinibição, copos, abraços e …Porquê esta decisão? Será que se a seguissem se sentiriam derrotados depois do verbo gasto a incentivar o caminho traçado? Onde está a coragem? Em colocar à frente de todo o Partido a direção do PCP? A coragem seria substituir a ritualização dogmática pela ponderação que tivesse em conta a importância da disseminação do vírus e a presença das gerações mais idosas para um certo equilíbrio da Festa face à juventude.
As chamadas telefónicas a pedir aos militantes para irem são muitas e há militantes que sempre foram e não vão. Muitos não vão por motivos simples – a pandemia existe e o vírus está em todo o lado, incluindo na Quinta da Atalaia, porquê arriscar? Quem duvida que o PCP é capaz de fazer uma grande Festa? A direção do PCP?
Os dirigentes do PCP sabem que façam o que fizerem têm o seu lugar garantido pelo centralismo democrático, só ele podem propor outra direção. O mal maior é que como nunca era preciso um PCP mais forte e a direção está a torná-lo mais fraco.
https://www.publico.pt/2020/08/31/opiniao/opiniao/emeerrepepizacao-pcp-1929805
Autor: Domingos Lopes
Quo vadis poor America?
Sete tiros a centímetros do alvejado é para o matar sete vezes. Um joelho assente com o peso de todo o corpo no pescoço de um homem, seja qual for a cor desse homem, é para o matar por asfixia.
Quando o polícia dispara sete vezes contra Jacob Blake o choque é tão grande que há um momento de estupefação e de incredulidade. Há um abalo e de repente sentimos os tiros, a dor e a raiva. Como é possível? Sete disparos seguidos contra um homem desarmado…Só a fome de vingança cega e de matar.
Quem vir o vídeo dos polícias que perseguem Jacob Blake verá que o primeiro tiro derruba Jacob, um homem que já nada pode fazer. Está ferido gravemente ou a caminho da morte.
Jacob Blake é negro, tal como era George Floyd, a quem um polícia matou com o joelho no pescoço, mesmo repetindo longamente que não conseguia respirar.
A tal lei permite aos cidadãos dos EUA comprarem todo o tipo de armas, incluindo a adolescentes de 17 anos, mas se um preto tem um canivete ou uma faca no carro, então o polícia atira sete vezes para ver se o mata.
Um adolescente de 17 anos, armado de uma arma de guerra que a lei e a ordem lhe permitem adquirir a ele e aos supremacistas brancos, atira a matar e mata.
O livre acesso à aquisição de armas, incluindo de guerra como a empunhada pelo adolescente que atirou a matar faz parte de um movimento mais geral dos racistas e supremacistas brancos para manter a população negra atemorizada, como se fosse gado bravo pronto a ser alvejado, cada vez que alguém sugira uma suspeição.
A simples ideia de ser permitido a organização de milícias armadas para alegadamente impor a lei e a ordem que permite a um polícia sentir-se confortável disparando sete tiros a menos de um metro evidencia algumas características da América de hoje. Uma sociedade doente, sem rumo certo, entre um caminho de repelões trumpianos que vê o mundo como se fosse o seu campo de golf na Florida ou as suas torres de Nova Iorque e uma outra América imobilizada por diversos impasses internos, incluindo o seu declínio e incapacidade para contribuir resolver problemas muito graves à escala mundial.
Só numa sociedade doente se podem gerar este tipo de brutalidades medonhas em três meses, apesar da comoção que causou não só nos EUA, mas em todo o mundo.
O conjunto de forças que Trump representa vai empurrando os EUA para uma linha de confronto interno que faz aquele país recuar aos anos do pior racismo. O Ku Klux Klan continua ativo. Os evangélicos estão a puxar a carroça da loucura. Não se importam com o vírus assassino, para eles o que conta é o big money. Um preto serve para levar tiros. Sete. E quem se revoltar também leva. As milícias estão ativas e matam. Quo vadis poor America?
A tentaç~ ao do chaparro

Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.
As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.
O céu é a última tentação do chaparro.
A tentação do chaparro
Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.
As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.
O céu é a última tentação do chaparro.
A tentação do chaparro
https://photos.app.goo.gl/eVFGyu8GvKe72yZN7
Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.
As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.
O céu é a última tentação do chaparro.
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Entre a terra crestada pelo Sol inclemente e o verde do vale de Lucefecit, hirto, de braços abertos, o chaparro pede ao céu proteção.
As raízes presas à terra seguram-no. A fereza do astro incita-o a partir. E abandonar e deserdar os protegidos na casa da sombra.
O céu é a última tentação do chaparro.
Microfones e honradez
Há homens e mulheres que de tudo se servem para atingir os seus fins, o que até pode não ser um mal. Mas quando para atingir um fim enveredam por certas condutas tornam-se tão ou mais rasteiros que os repteis.
O Primeiro-Ministro é o cidadão que dirige o país e uma entrevista por si dada concita a atenção dos mais preocupados com o destino dos portugueses.
A entrevista concedida ao Expresso teve, como quase todas, um tempo “morto” que é aquele em que o entrevistado fala com os entrevistadores à solta, seguro que o microfone não regista e se regista é de imediato apagado.
Quando no início é um aperitivo normalmente mais picante para a entrevista. Dá pistas num registo livre. A cortina que se abre serve para os entrevistadores se situarem melhor na latitude do entrevistado.
Quando é no final trata-se de uma deferência para se dizer o que se não disse on the record. É um terreno de honra, o que ali se passa é apenas de quem lá está. É um Tratado de seriedade.
A não ser assim trata-se de uma armadilha para apanhar o entrevistado que julga que o terreno está livre dessas ratoeiras. Tal conduta mostra até que ponto pode chegar a rasteirice humana. Até que ponto se está disposto a chegar para apresentar um trofeu. Todos dizemos coisas que não diríamos, se soubéssemos que iria ser divulgado.
Não estão em causa as misérias que os responsáveis pelo Lar de Reguengos foram capazes, nem a atitude sobranceira da Ministra a propósito do Relatório da Ordem dos Médicos. A Dra. Ana Godinho é capaz de não ter a verdadeira noção do que é ser Ministra do Trabalho e da Segurança Social. Talvez Vieira da Silva não tenha tido tempo para lhe fazer o desenho. O que se passou no Lar de Reguengos assusta.
Também é discutível o modo como o Sr. Primeiro-Ministro defendeu a Dra. Ana Godinho e a trapalhada com que pretendeu esconder o desplante da Ministra.
Há que pensar no modo como a sociedade no seu conjunto trata os velhos, levando-os para as diversas despensas para os empacotar, sendo certo que no caso de Reguengos os subsídios ( quase milhão e meio de euros) permitem pensar que a sorte daqueles nossos concidadãos não tem a ver com falta de verbas que a Segurança Social providenciou, mas antes com graves falhas, no mínimo.
Tudo isto é verdade, mas as graves incúrias dos governantes não podem servir para perpetrar uma canalhice da altura do castelo no cimo de Monsaraz.
Um homem ou uma mulher ou ambos os entrevistadores ao acolherem António Costa sabiam, melhor que ninguém, que o que diz off record é um selo de confiança que não se pode atraiçoar. É próprio de gente cujas opiniões se subalternizam face ao código de honra que há dezenas de anos jornalistas e entrevistados estabeleceram.
A aposta no vale-tudo em jornalismo é um sinal das desgraças que podem chegar- o jornalismo enveredar pela intervenção política escondida ou travestida. Tal significará juntar à desconfiança reinante na política mais desconfiança.
A explicação do Expresso só mostra até que ponto aquele jornal foi capaz de chegar a um descontrolo daquela envergadura. A magnitude da desonra é tão elevada que a ser como foi, o diabo que escolha entre a sacanice e a incúria. E ficam muito mal os media que divulgaram a conversa off the record. Usaram a incúria ou a pulhice para atacar António Costa. Vão a caminho das sarjetas. Estão a destruir o jornalismo. Expressamente.
https://www.publico.pt/2020/08/25/opiniao/opiniao/microfones-honradez-1929150
Pandemia e pandumia
A ideia too big to fall (muito grande para cair) deixava-nos suspensos a pensar se, na verdade, o banco ou seguradora caísse, o que seria dos seus clientes e de todos nós…Foi assim que se justificaram as intervenções financeiras dos Estados para salvar os bancos.
Isso foi já há vários anos. Agora em cima da mesa estão os milhares de milhões que afinal os cidadãos tiveram de pagar para salvar a incúria dos banqueiros e a festa despesista continua.
Em Portugal, já pagamos mais vinte mil milhões de euros e não sabemos quando vamos parar de pagar.
A crise concentrou riqueza e alargou as desigualdades. Custa a crer: a riqueza de um por cento da população superou a dos restantes noventa e nove, e sessenta e dois multibilionários tem mais riqueza que metade da população, segundo a ONG Oxfam.
A crise financeira tocou o mundo, no seu conjunto, uns países mais, outros menos. Centenas de milhões de pessoas viram os seus rendimentos diminuírem e outros ficarem desempregados. Como poderemos saber quantos morreram porque deixaram de ter acesso a uma alimentação adequada ou à própria comida e de ter acesso a cuidados de saúde? As consequências sociais da crise financeira estão por contabilizar.
Entretanto, no final do ano passado, surgiu uma pandemia e gera pânico acerca do futuro. Já se registaram quase oitocentos mil mortos infetados com o Covid-19. E nenhum oráculo adivinha o futuro, nem Marques Mendes, o number one a adivinhar.
E, no entanto, a Humanidade segue o seu caminho, como se o que aconteceu ao sistema financeiro fosse um destino, um fado. A realidade é dura e há que olhá-la de lado para lhe fugir. Na velha Roma havia os Coliseus
Em Portugal, onde a crise bateu forte, os portugueses estão muito entretidos com o mesmo de sempre – a vida das estrelas já no céu ou a caminho, seja qual for a via. Agora há futebol a rodos. E o futebol que faz feliz a maioria dos portugueses, se um certo clube ganhar o campeonato, disse quem o disse.
Não há futebol nos estádios, mas há na televisão. E há dinheiro para ir buscar treinadores de oiro e jogadores a peso do mesmo metal. O que conta é o big Money, mesmo para os que não têm para a sopa…Os homens e as mulheres parecem, por vezes, não seres os únicos animais capazes de fazerem a sua História. E, no entanto, são-no.
O que realmente importa até aos dias em que acontece a grande História é que a minha equipa ganhe e que se não olhe a milhões limpos ou sujos. Isso já é outra pandumia, como disse o catedrático das táticas.
Segue em Lisboa a final da Champions. E na Alemanha a final da Liga Europa. Mesmo em tempo de pandemia o show must go on. Que a felicidade nunca nos falte. Se um dos grandes cair, cá estaremos a dizer mal do vizinho.
https://www.publico.pt/2020/08/18/politica/opiniao/pandemia-pandumia-1928401
Abencerragens do Novo Banco
A criação do Novo Banco é o extremo oposto do que nos garantiram os governantes que ia ser, um banco saudável sem toxicidade. Era o bom, o outro o mau para onde iam todas as maldades do Dono, garantias dadas para que estivéssemos sossegados…Lá sabiam as razões para nos enganar daquela forma.
O tempo traz sempre tempo atrás dele e se atrás daquelas notícias vieram outras e mais outras e a relação entre o que se prometeu e o que sucedeu tende a esbater-se. Se na vida política, estas condutas passarem a ser normais e o que se prometeu apenas valeu para sacar votos, então o povo vira as costas à política e desacredita até ao dia em que alguém que tudo fez para que as coisas fossem como foram, saia do “sistema” e prometa avançar “contra” ele.
O que está a suceder no Novo Banco é algo de tal modo aberrante que, numa sociedade saudavelmente participativa, criaria um terramoto social.
Na verdade, os portugueses estão a pagar negócios ruinosos que servem para enriquecer ainda mais alguns que de negócio em negócio, neste obscuro mundo de cupidez e gula, se abarrotam com milhões e milhões de euros. Saem diretamente dos que ganham o salário mínimo, médio até dos que ganham um pouco mais para donos de fundos sem fundo, funis de receção de milhares de milhões. Sem um euro de risco. O novo paradigma do capitalismo financeiro parasita.
As notícias deste jornal deviam abalar todo o Portugal, mas sacodem apenas a opinião pública e esfumam-se entre os comentários do futuro candidato Marques Mendes, as compras do Benfica, os luxos da nova administradora da TVI, as permanentes notícias das infeções e mortes da pandemia e os incêndios.
O encadeamento das escandalosas negociatas, ao que parece, legais não para. Marcelo diz, como sempre, que é urgente esclarecer o que é mais do que claro. O Novo vende a Velhos Abutres por 10 o que valia 50. Por gentileza empresta essa massa aos compradores. E nós pagamos os 40, por imposição governamental, assim.
Ademais o governo tem sempre à mão aquela coisa a que chamam auditoria, que muitas vezes antes ser, já o era, como a pescada. Desta vez foi ter com a Delloite e fez seguramente um contrato que foi incumprido pela auditora. Ou seja, comprometeram-se a entregar no prazo x e não entregaram e não se sabe quando entregam. Uma empresa privada trata deste modo o Estado e ninguém reage…A Delloite já deu explicações cabais das razões do incumprimento? Quem as conhece? Por que não são públicas? Era o momento? Era o quê?
O Estado não tem auditores que ajam em conformidade com o interesse público? Correu com eles para os privados e agora paga-os (pagamos) a preço do oiro aos que prosseguem apenas o lucro. Que estranho mundo que se orienta no sentido do Estado se desfazer dos seus quadros, os quais ingressam no privado, indo o mesmo Estado pagar os seus serviços por balúrdios que enchem os cofres de todas as Delloites do mundo…Este é o veneno.
Onde era necessário transparência e rigor, deparamos com águas barrentas que ocultam os fundos dos Fundos.
É estranho que conhecendo os portugueses as notícias escandalosas deste Novo Banco se acomodem, em vez de se mobilizarem para que as coisas se passem de outra forma, pois a consciência da cidadania impunha-o. Que diabo, é o dinheiro de todos e a maioria desse dinheiro é de pobres e de remediados. E nem assim, tal a anestesia.
https://www.publico.pt/2020/08/12/opiniao/opiniao/abencerragens-novo-banco-1927813
NUNCA ESQUECER HIROSHIMA E NAGASAKI
Há 75 anos o governo dos E.U.A ordenou que, nesse dia, a cidade de Hiroshima fosse bombardeada com uma bomba atómica.
A Humanidade passou a um novo limiar de violência entre Estados no desempenho da guerra.
Num instante dezenas de milhares de japoneses foramm mortos. Outras dezenas de seguida com a radiação. Ainda hoje há efeitos dessa mesma radiação.
O Japão derrotado em agosto de 1945 foi sacrificado, sobretudo as populações da Hiroshima e Nagasaki, para que o novo mandarim da ordem internacional proclamasse o seu poderio imperial urbi et orbe.
O que choca e não tem perdão é que em vez de parar a corrida às armas nucleares, ela prossiga loucamente.
A bomba que explodiu em Hiroshima é quase irrelevante face ao poder destrutivo das novas armas termonucleares, milhares de vezes mais potentes.
O mundo não estará seguro enquanto as armas nucleares não forem eliminadas. O terror nuclear por parte dos seus detentores é impeditivo de uma vida internacional plena onde cada Estado possa fruir de uma paz salutar.
Razão tem o Papa Francisco em apelar à eliminação de todas as armes nucleares. O precedente aberto há 75 anos tem de ser encerrado.
Há assuntos muito importantes, lá isso há. Porém, nada é mais decisivo para a vida humana que a paz.
Pode existir um ambiente e uma Natureza sustentávelcom o mundo a repousar num arsenal nuclear capaz de o destruir vezes sem conta?
Com tanta desgraça, como é o caso da atual pandemia, por que não deixar de gastar estes milhares de milhões e aplicá-los na eradicação das doenças mais graves?
Para que lado vamos caminhar? Para uma vida em paz ou para o caos e a guerra?
É preciso que as vítimas de Hiroshima e Nagasaki não sejam esquecidas. E para tanto todos os Estados não nucleares se deviam comprometer a não incluir o armamento nuclear nos seus arsenais e os que já detêm a comprometerem-se a nunca serem os primeiros a utilizar esse armamento e a caminharem no sentido da desnucleareização.